Crítica Cinematográfica: ‘Dumbo’

Oi gente!! Este ano a Disney vem com muitos live actions e finalmente saiu o primeiro deles. No último dia 28, Dumbo chegou aos cinemas e eu fui logo conferir. Eu tenho uma filha de 4 anos que já viu a versão original de 1941 e estávamos eufóricas pela versão 2019. Eu fui preparada para as mudanças que sempre acontecem e agora vim contar o que eu achei, mas antes disso confiram sinopse e trailer…

“Holt Farrier é uma ex-estrela de circo que retorna da guerra e encontra seu mundo virado de cabeça para baixo. O circo em que trabalhava está passando por grandes dificuldades, e ele fica encarregado de cuidar de um elefante recém-nascido, cujas orelhas gigantes fazem dele motivo de piada. No entanto, os filhos de Holt descobrem que o pequeno elefante é capaz de uma façanha enorme: voar.

Dumbo não segue exatamente o roteiro da animação de 1941, sendo assim podemos dizer que essa live action é baseado na animação, mas não segue a risca o original. Nele conheceremos a história do pequeno elefante Dumbo, mas antes disso somos carregados para dentro do circo e para a volta de Holt Farrier (Colin Farrell) da guerra. Ele reencontra os filhos após tanto tempo separados e ainda tem que lidar com a falta que a mãe deles faz. Além disso, o circo está numa fase bem ruim onde ele deixa de ser uma estrela para cuidar dos elefantes.

Max Medici (Danny DeVito), dono do circo, avisa Holt que ele fez um ótimo negócio ao comprar uma elefante grávida, mas quando o filhote finalmente nasce, ele tem uma reação bem diferente. O bebê elefante tem orelhas gigantes e mal consegue andar por causa delas, logo já arranca risadas ou caras de espanto. Medici acha que ele é uma aberração e que Holt precisará esconder as orelhas dele na hora da apresentação. O problema é que as crianças descobriram que o elefantinho mesmo sendo diferente, é especial: Dumbo sabe voar.

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As crianças escondem isso dos adultos, pois como Milly (Nico Parker) diz ao irmão: eles não merecem saber nada sobre isso já todos acham que Dumbo é uma aberração. E isso logo fica bem claro, quando Medici coloca Dumbo para se apresentar como um bebê elefante. O problema é que as orelhas de Dumbo não ficam escondidas por muito tempo e acaba gerando uma grande confusão no picadeiro. As pessoas começam a rir e zombar das orelhas enormes dele e a mãe de Dumbo acaba causando uma confusão ao tentar protegê-lo.

A mãe de Dumbo é isolada dos outros após o incidente e Medici resolve vendê-la. Agora que sabem que Dumbo pode arrancar algumas risadas, Holt precisará cuidar apenas dele. Só que Dumbo se torna muito valioso quando todos descobrem seu dom de voar e isso desperta o interesse não só de novos visitantes, mas de um grande empresário circense. A partir daí temos uma grande mudança chegando, pois Vandevere (Michael Keaton) oferece uma sociedade à Medici onde Dumbo será a grande estrela, mas sem dispensar ninguém da atual trupe.

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Digamos apenas que as coisas não vão sair como o esperado. Eu paro por aqui para não tirar a magia de quem vai ao cinema, mas vou levantar os pontos que mais gostei ou que não gostei tanto assim. A versão do diretor Tim Burton para Dumbo nos mostra não só um elefantinho sendo ridicularizado por ser diferente, mas temos os humanos que passam por isso também. Para quem conhece a história, não espere pelos diálogos entre os animas, pois não tem. Toda a narrativa é feita pelos humanos, em sua grande maioria pela pequena Milly. Todos os sentimentos de Dumbo e sua mãe são transmitidos por suas ações e pelos olhares de ambos. Dumbo transmite uma conversa inteira em cada olhar. Eu diria que ele cumpriu seu devido papel no longa assim como Danny.

Danny rouba a cena. Eu sou suspeita para falar porque sou muito fã do trabalho dele. Eu acredito que ele só enriqueceu esse elenco assim como Michael Keaton e Eva Green. A Keaton ficou o papel de vilão e a gente realmente sente raiva por tudo que ele faz. Já Eva veio para trazer mais talento e enriquecer a história. Fica a cargo da personagem dela ‘voar’ com Dumbo. Além disso, ela consegue uma ligação com as crianças Farrier que a gente já fica imaginando Colette como a mãe deles. Infelizmente não tenho nada muito positivo para falar de Colin Farrell. Eu já não gosto muito do trabalho dele e em Dumbo, eu achei ele muito apático apesar de seu personagem ser a versão humana de Dumbo. Ele também tem um ‘defeito’ e acaba recebendo aquele olhar de pena, mas ele não conseguiu me arranca simpatia.

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Eu confesso que a cada novo teaser ou trailer eu ficava mais empolgada com o filme, mas ele não passou tudo que estava esperava. Aquela emoção que sentia ao ver a animação não se refletiu no live action. Eu não vou dizer que não emocionei em nada porque seria mentira, mas eu esperava muito mais. Até mesmo a Catarina não se emocionou como eu acreditava que faria, pois quando passei Dumbo pela primeira vez, ela chorou a beça. Ela realmente chorou na hora que sabia que ia chorar, mas ficou nisso. Ela conhece a história, então eu já sabia em quais momentos ela ficaria mais emotiva. Acredito que para quem está vendo pela primeira vez pode ser uma experiência muito maior do que foi para mim.

Dumbo é um bom filme, mesmo que tenha muitas diferenças do original, e vale a pena ser visto, pois é um dos maiores clássicos da Disney. As mudanças podem até não ter me arrancado tanta emoção, mas eu não posso tirar o brilho desse remake. Dumbo continua trazendo os assuntos pertinentes como bullying e ainda fala sobre família da maneira mais bonita possível. Um dos pontos mais positivos que posso dizer sobre essa nova releitura é de trazer a história de Dumbo para os holofotes novamente. São pouquíssimas pessoas que realmente conhecem a animação e estavam eufóricas por essa versão. A gente tem visto vários anúncios de live actions nos últimos tempo, mas apenas Dumbo é uma das histórias menos conhecidas pelo espectador da Disney.

Emfim, Dumbo foi a primeira live action do ano e eu fiquei mega feliz de poder ir ver esse filme com a minha filha e ainda dizer: obrigada por resgatar esse clássico. Eu convido vocês a tirarem o fim de semana para conferir essa gracinha de filme. Eu fico por aqui e já estamos nos preparando para o próximo clássico: Aladdin!! ❤

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7 comentários em “Crítica Cinematográfica: ‘Dumbo’

  1. Oii! Eu amei Dumbo. Para mim foi uma das melhores adaptações Live Action da Disney, adorei as maneiras que ele demonstra suas emoções com os olhos!

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  2. Menina eu to louca para assistir esse filme, depois dessa sua resenha só confirma que é maravilhoso mesmo fugindo um pouco do original né como você disse amei 💕💕

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  3. Olá Adriana,

    Estou mega ansiosa para ir assistir Dumbo e já vou com a cabeça mais aberta, pois sei que realmente não seguiram o roteiro da animação. Creio que eu vá sentir falta dos animais falantes, pois sempre gostei dessa interação deles, mas vamos ver como ficou.
    Uma pena que não tenha suprido todas as suas expectativas, mas quando uma animação é muito especial para a gente, creio que realmente seja difícil isso acontecer. Adorei conhecer sua opinião, arrasou no post!

    Beijos!

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  4. Oiii, tudo bem?
    Eu quero muito assistir ao live action, mas ainda não consegui ir ao cinema, seu post me deixou mais curiosa e com altas expectativas com o filme, afinal temos que assistir e tirar nossas próprias conclusões né.
    Um beijo.

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