A Hora do Chá: ‘Quando a Bela Domou a Fera – Eloisa James’

Oi oiii gente. Hoje é um dia bem especial pra mim pois finalmente estou estreando nessa coluna que eu amo tanto. E pra começar com o pé direito eu trouxe esse Romance de Época, que é uma releitura de A Bela e a Fera bem sutil e tocante e também com uma homenagem atual que fez todo o sentido quando li, no fim do livro, uma nota da autora. Quando a Bela Domou a Fera é o primeiro livro da serie da Eloisa James, Contos de Fadas, e vem sendo publicado pela Editora Arqueiro. Antes de saber mais, confere a sinopse:

“Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher. Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas. No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu?”

Linnet é uma moça encantadora que beira a perfeição que só encontramos em princesas dos contos de fadas. Ela é linda, inteligente, uma leitora voraz e encantadora. É o destaque em todas as ocasiões, não só pela beleza, mas por seu comportamento totalmente recatado. Ela foi educada desde muito cedo a ser mais educada e conservadora que todas as moças da sociedade e seu pai acredita que não poderia ser diferente, dada a reputação de sua falecida esposa. A mãe de Linnet não seguia as condutas de uma dama e ser casada não lhe impedia de ter uma vida promiscua, ficando com uma péssima reputação.

A mãe acabou falecendo quando Linnet ainda era pequena mas como se fosse uma ‘maldição’, Linnet herdou toda a beleza, encantamento e malícia de sua mãe, e mesmo tendo o melhor dos comportamentos não deixa de ser o destaque em qualquer ocasião e ser cortejada por todos os cavalheiros da região. Especialmente de um certo príncipe, o que deixava Linnet bastante lisonjeada, apesar de ela não se interessar tanto pela companhia dos homens. Ela se sentia como um pedaço de carne. Só que ela permitia ser cortejada pelo príncipe, pois além da honra era também uma forma de afastar os outros cavalheiros.

Acontece que Linnet acaba se enganando com a reais intenções do príncipe, que só gosta de flertar com as damas, mesmo sabendo que nunca poderia se casar com alguém de fora da realeza. Isso acarreta em uma humilhação pública para Linnet, que acaba ficando mal falada em toda a Londres, além de ser acusada de estar esperando um bebê real. O pior de tudo: Linnet não está grávida e continua pura como neve recém caída.

Desesperado para salvar a filha de ser uma solteirona para sempre, o pai – aconselhado por sua ex-cunhada, tia de Linnet – decide oferecer a mão da filha em casamento para o filho do duque de Windebank. O duque está desesperado para encontrar uma esposa para seu filho, o conde de Marchant. Piers é um ótimo e requisitado médico que mora em Gales, mas ficou mais conhecido ainda por sua reputação, devido ao seu péssimo temperamento, ganhando a apelido de Fera, por todos.

Piers sofreu um grave acidente anos atrás, o deixando com uma séria lesão em sua perna, que faz com que ele sinta dor constantemente desde então, além de depender de uma moleta para se locomover. O acidente aparentemente também o deixou impotente, e é o motivo de seu pai aceitar tão ansiosamente a proposta do pai de Linnet, afinal ele acredita ter tirado a sorte grande por encontrar uma moça que além de ser estonteante, também está esperando uma criança, o que já garante o herdeiro para salvar o título da família.

“E, se os soluços escaparam, se o lençol ficou molhado e salgado, não havia ninguém, além da lua, para ver.”

Piers, por conta de tudo o que passou, tem o pior temperamento de todos. Mesmo sendo um excelente médico, não compensa sua personalidade, pelo contrário, ele é mais conhecido por ser rude do que por ser um bom médico. Ele não quer de jeito nenhum se casar, especialmente com alguém que seu pai tenha indicado. Os motivos são muito mais profundos do que vemos inicialmente, tanto em relação ao pai quanto ao casamento, e isso é tudo o que posso dizer rs.

Acordo selado, Linnet e o duque partem para Gales a fim da senhorita ser apresentada ao seu futuro noivo. Linnet planeja conquistar Piers o quanto antes, fazendo com que ele se apaixone por ela no máximo em duas semanas. Ela tem quase certeza que doses de seu sorriso fatal serão mais que o suficiente. Depois disso ela vai dizer que perdeu o bebê. O que ela não contava é com a esperteza e competência de Piers, que logo que bate o olho em Linnet, sabe que ela não está grávida coisíssima nenhuma. Só que ambos são bem parecidos, o que faz com que eles se deem bem logo de cara também. E o relacionamento que eles desenvolvem a partir daí é realmente maravilhoso rs.

Piers é realmente um crápula na maior parte do tempo. Ele é mal humorado e tem um humor negro totalmente irritante mas ao mesmo tempo, divertido. Eu me apaixonei pela pessoa dele porque eu sabia que tinha muito mais do Piers que ele guardava embaixo de toda aquela brutalidade. E isso vai sendo revelado conforme ele se aproxima de Linnet.

“- Só porque eu nunca sonhei com alguém como você, não significa que vou me casar com você – disse ele finalmente.”

Linnet veio pra mostrar que quem manda é a mulher rs. O homem pode esbravejar e liberar toda sua testosterona mas é o jeitinho feminino que realmente funciona rs. Na maioria das vezes, pelo menos. Ela é tão resiliente e inteligente. Seu humor e personalidade combinadas com a de Piers dá um match perfeito. Ela sabe o que quer e não aceita menos do que merece. Tanto quanto mulher, como quanto pessoa.Tendo os exemplos que ela teve toda a sua vida, ela poderia ter ido por caminhos não tão honrosos, mas ela se mostra dona de si, no fim das contas.

Os dois têm uma dinâmica só deles e eu fui, aos poucos, construindo o meu amor por esse casal. A atração entre eles é inegável e o envolvimento é inevitável. Eles começam uma relação única e baseada somente em se divertir (ahãaam) sem qualquer tipo de compromisso real, por mais que nenhum dos dois – leia-se Piers – oficializam o não noivado. Eles vão empurrando essa ‘mentira’ com a barriga, se nomeando noivos aos quatro ventos mas insistindo, entre eles, que não tem nada em comum um com o outro (mais uma vez: ahãamm rs).

“- Ela é como minha outra metade. Minha outra maldita metade, como uma espécie de piada que Platão inventou. Como algo que eu nunca quis e, então, lá estava ela.”

Mas é meio óbvio que sentimentos reais vão surgir e só aguardamos pra ver quem vai dar o braço a torcer primeiro. A cena em questão é uma das minhas preferidas por ter tantos significados ocultos. A partir desse momento, os acontecimentos que se seguem me deixaram aflita e terminam com uma linda mensagem, pra vida mesmo, que aqueceu meu coração.

Quando a Bela Domou a Fera superou minhas expectativas, e olha que elas estavam um tanto altas por conta de se tratar de uma sutil releitura de um dos meus contos de fadas favoritos. Eu digo sutil pois é muito mais que uma releitura e tudo o que eu esperava no fim não era nada daquilo. E eu amei que mesmo com uma combinação cheia de clichês, a trama não ficou tediosa e tão pouco, previsível.

A diagramação está do jeito que gostamos, com páginas amareladas e espaçamento e fonte bons para uma leitura confortável. Teve alguns errinhos aqui e ali de pontuação mas nada que atrapalhasse o entendimento da obra. A capa, na minha opinião, é linda e delicada. Foi o primeiro livro que eu li da Eloisa James e preciso dizer que estou apaixonada. É uma escrita fluida e que te prende de um jeito que eu só conseguia pensar em terminar o livro. Sendo honesta, eu travei um tiquinho no início, mas logo peguei o ritmo e não tive problemas.

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Piers e Linnet roubaram meu coração. E não só eles. Tem um romance que vai sendo abordado como plano de fundo e é tão bonito como isso trabalha o poder do amor e do perdão, principalmente. Isso acaba refletindo de alguma forma em nosso casal principal. Eu adoro como a autora foi construindo toda essa trama.

Quer uma leitura apaixonante, divertida, com uma trama que traz profundidade de forma leve e que cumpre seu propósito? Eloisa James nos entrega o livro que se encaixa perfeitamente. Vou deixar minhas 5 Angélicas para essa história e já correr pegar o próximo, Um Beijo a Meia Noite, para ler. Nos vemos de novo em breve!

2 comentários em “A Hora do Chá: ‘Quando a Bela Domou a Fera – Eloisa James’

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