Crítica da Série: ‘The Resident – 1ª Temporada’

Hello meu povo e minha pova! Olha eu aqui pra trazer mais uma série de medicina pra vocês. Dessa vez, trago The Resident que foi lançada nos Estados Unidos em Janeiro/ 2018, mas que, aqui no Brasil (pra minha tristeza) teve sua exibição iniciada apenas em Julho. Eu estava aguardando muito por essa série, e após assistir ansiosamente capítulo por capítulo, semana após semana, agora que a primeira temporada acabou, não pude deixar de vir falar sobre tudo o que eu achei aqui pra vocês. Posso adiantar que essa série me deixou bem revoltada, mas acho que era esse o intuito mesmo. Mas antes de qualquer coisa, bora pra sinopse e trailer da primeira temporada:

“Um jovem médico começa seu primeiro dia de trabalho sob a supervisão de um brilhante e frio residente, mas o dia-a-dia no hospital pode ser mais difícil do que ele imagina. Entre salvamentos e perdas, o novato percebe que suas expectativas sempre são frustradas.”

Falando um pouco sobre a série, The Resident é um drama médico que estreou na FOX do Brasil em Julho/ 2018 e teve seus episódios exibidos semanalmente às quartas-feiras à noite, encerrando a primeira temporada semana passada, com 14 episódios contendo cerca de 40 minutos cada. A criadora da série é Amy Holden Jones, conhecida por roteiros de filmes como Proposta Indecente (1993) e os filmes do famoso cachorro Beethoven. A série já foi renovada para a segunda temporada e, nos Estados Unidos, já vai ao ar agora em Setembro. Espero que não demore a chegar aqui no Brasil rs.

Toda a série se passa no Hospital Chastain Park e logo nos primeiros minutos do primeiro episódio temos o chefe de cirurgia, Randolph Bell (Bruce Greenwood), fazendo uma cirurgia com uma mão tremendo. Não, vocês não leram errado: COM-UMA-MÃO-TREMENDO-NUMA-CIRURGIA. Por conta desse tremor, ele acaba CORTANDO UMA ARTÉRIA do paciente num procedimento simples de apendicectomia (remoção do apêndice). Como se não tivesse ruim o suficiente, o paciente acorda durante o procedimento e começa a se debater. Sem a equipe cirúrgica conseguir conter o paciente e com uma artéria cortada, obviamente, o paciente acaba morrendo. Não contentes com todo esse desastre, os médicos presentes na cirurgia ainda inventam que o paciente tinha uma doença cardíaca para encobrir o erro médico.

Vocês entendem a gravidade disso? Entendem o significado de “revoltante” aqui? Porque se esses minutos de terror não são a representação em vídeo da palavra ‘revolta’, eu não sei o que é. E o pior de tudo, é que é apenas os primeiros minutos da primeira temporada de uma série que promete trazer revolta atrás de revolta pra quem a assiste. E posso garantir que ela cumpre muito bem essa promessa!

Eu, que estou acostumada com a Medicina do Amor (também conhecida como Grey’s Anatomy) confesso que fiquei bem chocada com a realidade mostrada em The Resident. A série foi lançada com a promessa de mostrar a realidade do sistema de saúde dos Estados Unidos e é choque atrás de choque. Nunca o Juramento de Hipócrates foi tão hipócrita na vida (e eu sei que essa piada é horrível, mas é verdade). O mais importante para todos os médicos do hospital é o dinheiro, dinheiro e mais dinheiro, e isso é revoltante em escalas inimagináveis. Você vai ler a palavra “revolta” muitas vezes nessa crítica porque esse sentimento é o que prevalece em mim, nesse momento.

É revoltante ver em alguns momentos que a gerencia do hospital orienta os médicos a pedir exames caríssimos sem necessidade alguma, só para ganhar mais dinheiro e, em alguns casos, colocando a vida dos pacientes em perigo por isso. É revoltante ver a negligência do Dr. Bell que sabe o quanto é arriscado operar com uma mão sem firmeza e mesmo assim, não decide ir se tratar pra que não mate mais ninguém. Pra vocês terem uma ideia, ele é conhecido no hospital como “MAMOD: mãos de morte e destruição” e ninguém faz nada para mudar isso. Os médicos têm medo de entregar os pacientes cirúrgicos para ele. Pelo amor de Deus, ele é o CHEFE DE CIRURGIA e um cirurgião famoso e renomado. Entendem o absurdo de tudo isso? Fala se não é revoltante?

“Erros médicos são a terceira causa de morte nos Estados Unidos, depois do câncer e doenças cardíacas. Mas não querem que a gente fale disso.”

Mas calma que não só de abutres revoltantes se faz essa série, também temos os mocinhos eeeeeh \o/. No primeiro episódio vemos o Dr. Devon Pravesh (Manish Dayal) em seu primeiro dia de residência. Devon é um sonhador. Ele está indo para o seu primeiro dia alegre e saltitante, com aquela sensação de que pode salvar o mundo usando toda a sua inteligência e experiência adquiridas nos seus anos de faculdade de medicina em Harvard e quando ele chega ao hospital encontra com o Dr. Conrad Hawkings (Matt Czuchry, também conhecido como Logan de Gilmore Girls) que o faz voltar pra realidade da vida rapidinho.

Conrad está no terceiro ano de residência e é conhecido como um dos melhores médicos do hospital. Todo pepino que aparece, é ele quem é chamado. Ele é um ótimo professor e, logo que Devon prova a sua capacidade como profissional, Conrad pega mais leve com ele e ambos viram meio que bons amigos rs. Conrad é um clínico, não é cirurgião, mas é o mais fodão do hospital. Ele já foi médico no Afeganistão, então ele tem aquela pegada de badboy que nós amamos pouco (suspiros, suspiros, suspiros). E aquele sorrisinho dele….aaaaaaai, socorro!

No time dos funcionários de bem, temos a crush do Conrad, a enfermeira Nic Nevin (Emily Van Camp, também conhecida como Emily Thorne de Revenge). Ela é uma das pessoas mais íntegras do hospital. Ela é a super parceira do Conrad e os dois têm um passado romântico que os impede de continuar juntos no presente. Acontece que Conrad não consegue se abrir o suficiente para o relacionamento deles ir adiante e, por isso, os dois se amam separados e mantém a amizade o melhor que podem.

Confesso que eu fiquei um pouco frustrada com esse casal. Eu gosto de ver o início dos relacionamentos, sabem? O primeiro olhar, o cuti-cuti do começo da paquera, o mimimi do relacionamento começando e não teve nada disso porque eles já se conhecem há anos, já namoraram, já terminaram e agora tentam manter a amizade depois de tudo. Na minha cabeça, esse estágio do relacionamento era pra ser lá pra terceira ou quarta temporada kkkkk.

Outra personagem de super destaque é a Dra. Mina Okafor (Shaunette Renée Wilson). Ela é uma imigrante da Nigéria que tem visto para estudar e exercer a medicina nos Estados Unidos, e essa é uma das armas que o Dr. Bell usa para que ela o ajude a manter em segredo o tremor da sua mão. Ela é uma pessoa prática e direta, muito parecida com a Cristina Yang rs (impossível não comparar). Tudo que ela quer é exercer a medicina que é o que ela mais ama na vida. Mas apesar de ser toda casca grossa e quase não demonstrar sentimento nenhum durante toda a temporada, percebemos que ela tem um bom coração e é uma médica de verdade, que quer salvar vidas e não pegar quanto dinheiro puder dos seus pacientes.

“Se fosse fácil, todo mundo seria médico, porque esse é o melhor trabalho do mundo, apesar de tudo. Por causa de tudo.”

Um assunto que é várias vezes abordado na série é sobre os imigrantes. Várias vezes aparecem personagens que são imigrantes, alguns ilegais outro legais, como a Dra. Mina. Temos até uma imigrante ilegal que precisa de assistência médica e o time dos médicos bonzinhos têm que fazer tudo escondido, para que, quando a chefia do hospital percebesse, já tivesse tudo feito. Na situação que se encontra os EUA nesse quesito de imigração, acredito que é muito bom isso ser colocado numa série, porque antes de serem imigrantes, ilegais ou não, eles são pessoas. São seres humanos, como qualquer outro norte-americano e merecem ser tratados como tal. Nem animais merecem ter negado assistência médica, imagina seres humanos.

Enfim, posso dizer que essa primeira temporada foi uma grande surpresa pra mim. Quase um tapa na cara que me fez acordar do mundo de fantasia da medicina que é com Grey’s Anatomy. Não que Grey’s seja às mil maravilhas da medicina, mas lá nós temos médicos íntegros, com coração, que se importam em salvar vidas e não com o fato do quanto o paciente pode trazer de lucro para o hospital. O mais triste é que a realidade é mais parecida com a série The Resident e isso é muito preocupante. Acredito que a intenção da série seja chamar a atenção justamente pra isso, pra esse absurdo que é colocar o dinheiro à frente da vida de uma pessoa.

“Quero que volte um pouco no tempo, quando tava na faculdade de Medicina. Não era só pra ganhar dinheiro.”

Então eu recomendo The Resident pra quem quer ficar revoltado com pessoas sem coração que juraram salvar vidas e que, no fim, só querem saber de ganhar dinheiro. Indico também, para quem quer ver que mesmo onde parece só existir pessoas egoístas, ainda existem pessoas com bom coração e que lutam, mesmo correndo o risco de perder o emprego, pra fazer a coisa certa. E pra quem ama uma boa série de medicina, com muitas emoções, drama, coração acelerado e medo pelos pacientes que por lá passam.

E uma notícia super especial pra você que perdeu os episódios semanais: a partir de 27 de agosto, a série começará a ser exibida de segunda a sexta, no canal FOX Life (Uhuuu \o/). Bora assistir?

12 comentários em “Crítica da Série: ‘The Resident – 1ª Temporada’

  1. Olá
    Adoro séries médicas, mas minhas favoritas mesmo são aquelas que reconstitui situações reais, como o Casos de Emergência.
    Já assisti muito Grey, mas acabei cansando, essa Resident eu ainda não conhecia e parece muito boa.

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  2. Realmente parece ser uma série que vai da muita revolta. Infelizmente não curto muito esse tipo de série. Acho que essa realidade no sistema de saúde não é algo exclusivo dos Estados Unidos, o Brasil também tem muitas histórias macabras.

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    1. Concordo contigo!!! O Brasil também tem histórias beeeeem horríveis.
      Mas o “problema” dos EUA é o dinheiro. Se tu não tem dinheiro ou um seguro, você não é atendido. E se você é atendido sem ter o seguro, vem uma conta absurdamente alta que ferra com muita gente.
      Existem vários filmes e livros que mostram isso. E é muito muito horrível também, só que de modos diferentes.

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  3. Nooossa, me deu vontade de assistir! De série médica mesmo eu simplemente AMO House e, lendo sua crítica me deu vontade de ver. Nem sabia da existência dela, mas agora já estou procurando mais sobre.
    vou assistir com o boy, obrigada! ❤

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  4. Gostei muito da sua resenha, pela forma que descreveu parece aquelas series que começamos a assistir e enquanto não terminamos não fazemos mas nada kkkk.
    Valeu pela dica estava mesmo a procura de uma seria empolgante!

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  5. Super me interessei pela série, uma pena eu não ter tempo para acompanhar. Até Grey’s Anatomy que todo mundo fala super bem eu só assisti uns episódios perdidos.

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