Resenha: ‘Sem Amor – Katy Regnery’

Oi gente!! Hoje tem Katy Regnery novamente no blog. Eu já falei da escrita da autora nas resenhas de O Coração da Fera e O Silencioso Canto da Sereia, mas agora eu vim falar de Sem Amor, um dos lançamentos deste ano da nossa parceira Editora Charme. Esse livro não tem ligação nenhuma com os outros que já mencionei, mas eu só digo uma coisa: vocês precisam ler. Quem é fã de um bom romance, esse livro vai te deixar em pedaços. Antes de falar mais, confirma a sinopse…

“Meu nome é Cassidy Porter… Meu pai, Paul Isaac Porter, foi condenado quase vinte anos atrás pelo brutal assassinato de doze garotas inocentes. Embora eu tivesse apenas oito anos naquela época, tenho noção — a cada dia da minha vida — de que sou seu filho, seu único filho. Para proteger o mundo do veneno que corre em minhas veias, vivo uma vida tranquila, fora de vista, isolado da humanidade. Prometi a mim mesmo, e à minha mãe, que não infectaria vidas inocentes com a escuridão que se revira dentro de mim, esperando para ser revelada. Eu teria mantido a promessa… se Brynn Cadogan não tivesse surgido na minha vida. Agora, eu vivo entre o céu e o inferno: apaixonado por uma mulher que quer me amar, enquanto tudo ao meu redor me faz lembrar de que preciso permanecer… Sem amor.”

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Brynn Cadogan está de luto desde que perdeu o noivo numa tragédia. Jem foi morto num tiroteio há dois anos, mas Brynn ainda não conseguiu seguir em frente. Ela vive trancada em casa com a sua gata Milo. Como ela trabalha como design gráfico não precisa sair de casa para trabalhar. Ela afastou todos os amigos e até mesmo os pais porque não queria ouvir eles dizerem que ela precisava deixar Jem partir, que ela era muito jovem para se enterrar viva em casa, mas Brynn só quer continuar sua vida como está.

O aniversário de Jem está próximo e é por isso que Brynn resolve finalmente mexer nas coisas que a polícia devolveu para ela. Quando ela pega o celular de Jem, ela pode ver que ainda tem uma mancha seca de sangue nele. Ela liga o celular e vê que a última coisa que Jem fez foi escrever uma mensagem que ele nunca conseguiu enviar. Apenas uma palavra: Katahdin. Para a maioria das pessoas essa palavra não significa nada, mas Brynn sabia o que queria dizer. Jem queria levar Brynn para escalar uma das montanhas que Jem cresceu escalando.

“Este é o maior problema de se perder alguém a quem se ama tanto quanto eu amava Jem: nunca conseguimos ser a pessoa que éramos antes. Nunca. Ainda estou tentando descobrir quem me tornei.”

Determinada a realizar o último desejo de Jem, Brynn liga para irmã gêmea dele, Hope, que ainda mora no Maine. Ela arruma alguns objetos e parte para a viagem de despedida de Jem. Hope recebe a ex-cunhada no aeroporto e ajuda Brynn a se preparar para sua jornada no dia seguinte. Ela também decide falar algumas coisas que Brynn não queria ouvir, mas que eram necessárias. Brynn acaba mais determinada a escalar o Katahdin e finalmente dizer adeus a Jem.

Chegando no ponto de encontro dos trilheiros, Brynn acaba conhecendo Emmy e Carlotta, duas universitárias que subiriam juntas e acabam convidando Brynn a se juntar ao grupo e não subir sozinha. Mas antes de saírem são abordadas por um cara se oferecendo para acompanhá-las. Elas acham ele muito assustador e decidem não aceitar a oferta, mas Wayne não aceita numa boa e se torna até um pouco agressivo. Ele só deixa as meninas em paz depois que três outros rapazes o colocam pra sair dali e parar de assediar as pessoas.

Eles acabam acompanhando as meninas e Brynn se sente deslocada já que todos eles são universitários e mais jovens do que ela, mas continua no grupo. Na metade do caminho, o grupo decide descer por causa de uma grande tempestade, mas Brynn decide continuar sozinha. Ela só não esperava reencontrar com Wayne num dos alpendres. Ela só parou porque precisava lavar os joelhos após cair e se machucar. Apesar de Wayne ser assustador, ela não esperava que ele estivesse na trilha para atacar os trilheiros. Quando Brynn acredita estar morrendo, nosso herói, que responde por Cassidy Porter, aparece para salvá-la.

“Estou gritando, porque as punhaladas não doem mais, o que significa que devo estar morrendo.”

Cassidy Porter é um cara marcado pelo passado. Ele levava uma vida normal até que um dia policiais bateram em sua porta para levar seu pai. Ele foi acusado de estuprar e matar pelo menos 12 mulheres ao longo dos anos. Cass foi marcado pelos atos do pai e por isso começou a sofrer bullying na escola. A mãe de Cass chegou a ser chamada na escola para dizer que as ações das outras crianças eram reflexo do que o pai de Cass fez. A cidade inteira os repelia e foi por isso que a mãe de Cass decidiu que era hora de partirem.

Seu avô materno tinha uma cabana no meio das montanhas e vive do que poderia produzir lá e de sua aposentadoria. Ele recebeu a filha e o neto em sua casa e ao longo dos anos tentaram fazer de Cass um homem bom, que ele deveria ser calmo e tranquilo e o mais distante das pessoas. Primeiro Cass perdeu a mãe e depois seu avô e depois disso Cass jurou que manteria sua promessa ao dois e que jamais compartilharia com a sociedade os genes ruins que tinha recebido de seu pai. E ele teria mantido a promessa se não fosse por Brynn.

“O maior terror existente nos recantos mais obscuros da minha mente é esse… sempre, sempre, sempre esse: a possibilidade de que eu possa, talvez, me tornar alguém como meu pai.”

Cass não pensa duas vezes ao ouvir gritos na floresta e ir ajudar assim como não pensa duas vezes em levar Brynn para sua casa e fornecer o tratamento adequado. Ele até que gostaria de levá-la a um hospital ou notificar a polícia, mas ao fazer isso, ele teria que se identificar e com o histórico de seu pai, ele sabia que logo seria preso pelo ataque. A prioridade é Brynn, então ele a leva para sua casa e cuida de seus machucados.

Ao longo dos dias, os dois vão se conhecendo e Brynn se vê cada vez mais feliz e ao mesmo tempo querendo conhecer melhor seu salvador. Ela não entende porque Cass se mantem tão longe da sociedade e com poucos recursos. Ele praticamente vive apenas com o que consegue produzir na sua propriedade e Brynn, uma mulher moderna, sente falta de pequenas mordomias como um celular, internet… Ao mesmo tempo, ela se vê como se estivesse no próprio paraíso, com um homem educado, gentil, carinhoso e sem falar bonito.

Cass não consegue evitar se sentir atraído por Brynn, afinal desde que se tornou um homem, ele nunca esteve tão perto de uma mulher, principalmente uma tão bonita e que precise tanto ser amada. Cass não pode amar, ele não pode oferecer isso para Brynn e ‘infectá-la’ com sua linhagem ruim. Mas ele quer tanto tentar. Quer ter Brynn só para ele mesmo que isso não seja possível. E os dois acabam se amando mesmo sabendo que tem um prazo de validade, que Brynn precisará voltar para sua vida e Cass a viver sozinho.

“Ela é tudo que eu quero, mas não posso ter, algo mais e mais necessário à minha sobrevivência, o que significa que deixá-la ir irá me destruir.”

Sem Amor é um livro tão lindo e quando digo lindo, eu já quero começar a elogiar o trabalho feito pela Editora Charme nesse livro. A capa é tão maravilhosa que esse coração que vocês estão vendo é todo em alto relevo e é incrível ao passar a mão sobre ela. A diagramação tem fonte e espaçamento confortáveis para a leitura, mas eu confesso que me incomodou bastante a imagem sombreada em todas as páginas. Do meio para o fim até já tinha costumado, mas no início cansou bastante a minha vista. A narrativa é intercalada entre os dois protagonistas e as primeiras narrativas de Cass são sempre mostrando momentos do passado dele.

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Sem Amor é um livro intenso, um romance com protagonistas que nos apaixonamos nas primeiras páginas. O amor entre eles nasce e se desenvolve aos poucos. Não é aquele romance afoito que vemos em outros livros. Eles são cada vez mais atraídos para o outro, mas Cass sendo o cavalheiro que é, sempre tenta organizar encontros entre eles mesmo ambos morando na mesma casa e acaba sendo a coisa mais fofa. Cass atualizou o status de crush perfeito. Ele tem uma inocência e ao mesmo tempo é tão sábio.

Sem Amor é um livro de amor e cura e é impossível não se apaixonar por essa história. A autora nos carregou para um intensa história de personagens tão realistas que eu consigo enxerga várias Brynns andando por aí. Uma linda história de autoconhecimento e da busca para traumas tão enraizados que são tão difíceis de curar. Não sabe o que ler? Então pegue Sem Amor e perca-se numa história emocionante, surpreendente e tão cheia de amor. É impossível deixar menos que 5 Angélicas para Cass e Brynn. CLASSIFICAÇÃO 5 ANGÉLICAS

 

11 comentários em “Resenha: ‘Sem Amor – Katy Regnery’

  1. Olá, Adriana! =)
    Esse livro tem uma sinopse bem interessante. Por esse me senti “atraído”. Forte! Mas posso dizer que com certeza me sentiria incomodado com essa imagem sombreada aí nas páginas. Achei que poderia ser somente no prefácio. Mas em todas páginas é bem desnecessário e causa ruído na hora da leitura.

    Bjão,
    Di, Blog Vida & Letras
    http://www.vidaeletras.com.br

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  2. É impossível mesmo não se apaixonar por Cass e Bryn. Lendo a resenha fui me envolvendo de tal forma que me vi totalmente cativada, querendo saber detalhes do desenrolar dessa história linda. Já quero esse livro pra ontem!

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  3. Lendo sua resenha me envolvi na trama! Agora, fico reticente se não cai em mais um clichê literário. Como tem se produzido coisas assim… Jesus! Meu gosto é um pouquinho complicado, sabe? Nenhum problema com esses livros, acho ótimo que se produzam… Mas… Não me cativam.

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  4. Confesso que é quase impossível algum livro do gênero me chamar a atenção..Percebi tmbm que ele ainda chega ser um pouco menos clichê que os outros do mesmo gênero que já vi.

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  5. Olá…
    Eu ainda não conhecia o livro, mas sua resenha pode me mostrar que se trata de um livro bastante envolvente. Nao sei se eu leria, pois achei que ele tem uma sobrecarga de drama e isso me desanima bastante. Mesmo assim vou anotar a dica e quem sabe um dia eu não dê oportunidade a leitura.

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