Crítica Cinematográfica ‘Para Todos Garotos que já Amei’

Oi ooooi gente! Hoje eu trouxe a crítica do lançamento da semana, lá na Netflix e que está deixando os fãs de livros muito felizes. Estou falando do primeiro livro da trilogia da Lara Jean, escrita pela Jenny Han. O filme que estreou na última sexta (17) e está na boca da galera pelos grupos de leitura. E, claro, que eu fui conferir correndo esse lançamento e trazer a crítica para vocês. Confiram o trailer e iremos a trama!

A trama gira ao redor de Lara Jean (Lana Condor), a irmã dos meio das Irmãs Song – no filme, eles usam o outro sobrenome ‘Covey’, que no livro, é usado pelo Peter. Ela está entrando em um novo ano escolar do ensino médio, mas além dessa mudança, ainda precisa lidar com o fato de sua irmã mais velha, Margot (Janel Parrish), estar de mudança para a Escócia, onde fará faculdade. Ou seja, ela assumirá o posto de irmã mais velha em casa, tendo que ser um melhor exemplo para Kitty (Anna Cathcart), a irmã caçula desse clã.

Lara Jean é uma menina romântica, que adora ler livros de romance, sonha acordada, tem medo de dirigir e prefere se dedicar a cozinhar ao invés de ir para uma festa. Mas, ela tem uma mania. Sempre que se apaixona e, em seguida, se “desapaixona” por um menino, ela escreve uma carta de (des)amor. Ela tem cinco ao total e, um dia, essas cartas são enviadas e é quando um pequeno caos se inicial em sua vida.

Existem três remetentes que iremos conhecer ao decorrer do filme: Lucas (Trezzo Mahoro), que logo devolve a carta para Lara Jean e revela um segredo à ela, o que os une numa grande amizade; Peter Kavinsky (Noah Centineo), o garoto popular da escola, primeiro beijo de LJ e o atual/ex namorado de Gen (Emilija Baranac) e Josh (Israel Boussard), seu amigo, vizinho e ex namorado de sua irmã mais velha. E vai ser dele que LJ vai fugir e evitar, por não saber como lidar com o fato dele ter recebido uma carta de amor.

Peter e Lara Jean vão engatar um namoro falso, para que Josh não se aproxime e para deixar Gen com ciúmes, e eles vão ter até um contrato, que envolve o que eles podem ou não fazer e até mesmo sessão de filmes para assistirem juntos. Os dois são opostos em muitas coisas, mas que acabam combinando de uma forma muito fofa e que cativa. O jeito carinhoso que Peter trata a namorada de mentira, quebra o estereótipo que estamos acostumados, de meninos populares sendo ogros. Então, uma amizade vai crescendo entre eles, ao mesmo tempo que o sentimento pode começar a ir mudando também e para ambos os lados envolvidos nessa mentira.

Preciso dizer que o acerto do filme está nos atores. Lana (LJ) e Noah (Peter) tem uma química e são um casal fofo, você se pega querendo ver mais cenas deles juntos. Tanto para conversas mais sérias, quanto para as cenas onde o sorriso de ambos está presente. Anna (Kitty) também se destaca com suas tiradas hilárias, assim como no livro. A participação de Janel (Margot) é pequena, mas o suficiente para mostrar o quanto ela tomou o posto de cuidar das irmãs quando a mãe morreu e o quanto ela ama as irmãs. O incrível de ver as três Covey-Song juntas, é poder ver o quanto elas são diferentes entre si. O pai delas, é feito pelo John Cobertt, que eu AMO. É um super acerto ver ele como pai dessas três meninas, os momentos com elas. Ele tem, na minha opinião, três momentos incríveis. Um, curto, com Kitty. E dois com Lara Jean, envolvendo uma conversa “séria” sobre relacionamentos, e um super emocionante sobre a mãe delas.

Israel (Josh) também vai nos deixar com o coração na mão com as suas cenas. Afinal, ele acabou de tomar um fora da sua namorada e descobrir que a sua melhor amiga poderia amá-lo, mas ela agora o evita. Ele nos passa a sensação de perda que o personagem tem, ao mesmo tempo que prova que vai estar ali pela amizade que tem com Lara Jean. Outra amiga da protagonista é Chris (Madeleine Arthur), que sai em defesa da amiga por causa de uma bota militar, até ter uma conversa de porque o Doutor Covey escolheu ser ginecologista.

O roteiro trás alívios cômicos super pontuais, quase um drama free, ao mesmo tempo em que toca em pontos importantes como bullying, vídeos vazados, solidão e até mesmo uma rivalidade mais pesada entre meninas. Ainda temos referências a outras coisas da cultura pop, um guarda roupa de babar e uma trilha sonora bem gostosinha. De fato, Para Todos os Garotos que já Amei é mais um acerto no time de adaptações que a Netflix vem trazendo.

Livro x Filme

A adaptação do livro segue de forma fiel, dentro das suas possibilidades, principalmente, quando lembramos que são mídias diferentes. Algumas cenas que podem ser bem amadas para os leitores *cof cof cookies cof cof* ou *cof cof um certo beijo cof cof* não estão presentes no filme, mas no conjunto da obra, não deixa um buraco.

Existem cenas a mais que deixaram o filme incrível, como as que citei entre Lara Jean e seu pai, ou até mesmo a maior interação de amizade que acontece entre ela e Lucas, que eu amei! O maior desespero e susto da protagonista ao ver que suas cartas estão espalhadas e até mesmo a sua reação ao saber quem as enviou. Ah, a cena da jacuzzi ta presente e tão linda quanto imaginamos e, porque não dizer que, até mais!

Confesso que, PARA MIM, um dos maiores acertos foi a cerca de Margot. Não sou muito fã da irmã mais velha, no livro, mas amei o tom que deram a ela no longa. O carinho e cuidado que ela tem em ajudar a irmã, quando ela vai pedir socorro, mesmo depois ‘daquele’ baque.

A parte final, tem uma diferença. O plot pós jacuzzi se mantém, mas com novos toques. Confesso que gostei desse pequeno acréscimo. Além disso, o filme ultrapassa um pouco o primeiro livro. Temos a volta as aulas pós ano novo e um pedacinho do segundo livro. O que, particularmente, acredito que tenha, porque o filme é uma mídia diferente e feita para quem leu o livro, mas também para quem não leu. Então, é como um acalmar de corações rs. Com isso, o gancho que tem para uma continuação, é bem grande. Existe uma cena pós créditos, onde dá o pontapé para o segundo filme.

Para Todos os Garotos que já Amei é uma adaptação certeira. Uma comédia romântica adolescente, com aquelas pitadas clichês que tanto amamos, um elenco cativante, roupas lindas, romance e diversão. Não é pedir muito que a Netflix acerte mais ainda e confirme a continuação. O que, acredito que não deve tardar, afinal, o sucesso é inegável. Ah, e se você adora um easter egg, que nem eu, tente achar a participação de Jenny Han no longa!

11 comentários em “Crítica Cinematográfica ‘Para Todos Garotos que já Amei’

  1. Estava com medo do filme/livro ser aqueles romances clichês, sabe? Mas li a crítica e parece ser bem legal, até! Pretendo assistir depois pra verse me interesso pelo livro hahaha

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  2. Oi Raíssa, tudo bem?
    Ainda não vi o filme e nem o livro, mas pela sua resenha entendi que se trata de um delicioso filme adolescente. Viajei no tempo aqui até meus dias de Sessão da Tarde, quando esse estilo de filme enchia o meu coração e me fazia sonhar! Que época maravilhosa! E o bom dessa obra é que as alterações em relação ao livro foram poucas, não é? Melhor assim ☺
    Beijos!

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  3. Que bacana ler a sua crítica! Muito completa!
    Na verdade, eu não tenho muita curiosidade sobre ambas as obras. Nem a literária e nem a cinematográfica, no entanto, irei assistir ao filme, a fim de poder discutir sobre ele, já que é o assunto do momento e porque acredito que irei me identificar com ele.
    Bom saber que o filme tenta seguir o livro dentro daquilo que é possível. Aprecio demais quando conseguem realizar estas adaptações deixando mais fiéis ao livro.
    A crítica ficou ótima!

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  4. Eu quero ler o livro primeiro para depois assistir o filme, a história me agradou, mas desejo conhecer melhor a trama, então só lendo e assistindo mesmo.

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  5. Oi Raíssa, tudo bem?

    Assisti ao filme assim que lançou e ainda não tinha lido o livro, e amei. Quando terminei de assistir fui correndo comprar o e-book na Amazon e li no mesmo dia, amei mais ainda. Estou lendo o segundo e tendo meu coração em dúvida. Também adorei que mudaram a personalidade da Margot no filme, pois no livro eu não gostei nada dela. O Peter também foi mudado e adorei o fato de não colocá-lo com aquele ar superior que ele apresenta na narrativa. A química entre eles, com toda certeza é o ponto alto e que me fez amar muito o filme. Quanto ao fato de usarem a parte do início do segundo livro para finalizar o primeiro, me faz questionar se eles farão uma continuação. Espero que sim!

    Beijos!

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  6. Assisti ontem o filme e achei bem legal, achei bem legal que ele é bem colorido e as cenas são bem enquadradas. Ultimamente, a Netflix tem me decepcionado com as produções dela, mas estou achando legal que agora estão partindo para essa parte de adaptações, hahah. Gostaria muito que ela me notasse e adaptasse Os Legados de Lorien (fica a dica para caso não tenha lido), mas em geral gostei bastante desse filme!

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  7. Olá!
    Ahh esse filme dá vontade de assistir todo dia, é muito fofo e super envolvente! O filme não ficou fiel ao livros, mas o importante ficou, que foi a essência, os personagens foram muito bem interpretados, a Lara Jean e suas irmãs, um amor. Estou torcendo para ter mais filmes rs’

    beijos!

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  8. Falar que eu assisti este filme estes dias e super gostei, realmente como vc diz a quimica entre os atores que interpretaram a Lana e Peter é bem grande e ficamos querendo sempre ve los juntos. Gostei do toque inocente que deixou no filme e também a melhor forma de lhe dar em situação constrangedora, como o que acontece com Lana no video, deve ajudar muita gente também.

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