Resenha: ‘Um Passo em Falso – Harlan Coben’

Hellooo pessoas! Hoje é dia da nossa dose mensal de Harlan Coben eeeeeeh \o/. Dessa vez, com Um Passo em Falso, quinto livro, seguindo a ordem cronológica, da série do meu detetive preferido da vida, Myron Bolitar. Ele foi lançado em Novembro/2014 e, assim como todos os outros livros da série, foi publicado pela Editora Arqueiro. Pra quem ainda não conhece a série, corre aqui pra saber tudo sobre os primeiros livros. Antes de qualquer coisa, preciso dizer que esse é, de longe, o melhor livro da série até o momento e eu tô arrasada com o final até agora. Mas antes de qualquer coisa, com o coração aos prantos, chamo a sinopse pra vocês:

“Ainda jovem, Myron Bolitar contou com a ajuda do treinador Horace Slaughter para começar a jogar basquete. O relacionamento dos dois era como o de pai e filho, mas com o tempo eles perderam contato e Myron abandonou o esporte.
Dez anos depois de ver Horace pela última vez, Myron conhece Brenda, filha do antigo amigo e uma bela estrela do basquete. Trabalhando como agente de atletas, ele poderá fechar um contrato valioso com a jogadora se descobrir o paradeiro de Horace, que sumiu repentinamente após agredi-la. Desde então, Brenda começou a receber ameaças por telefone e a ser seguida. Myron não acredita na culpa do amigo e resiste a ser guarda-costas da moça, mas acaba cedendo.
Determinada a não fazer papel de donzela indefesa, Brenda provoca uma atração irresistível em Myron, que vive um relacionamento amoroso debilitado. Porém, existe entre eles um abismo de corrupção e mentiras, além de segredos pelos quais muitos arriscariam a vida.
Mesmo contra o bom senso, Myron segue investigando o caso. Disposto a conquistar o coração de Brenda, ele está ciente de que um passo em falso pode acabar matando os dois.”

Pela primeira vez na série, temos um prólogo e não é qualquer prólogo não. É daqueles que te deixa arrepiada e com medo de continuar lendo o livro porque sabe que vai chorar e vai sofrer. Myron está se segurando pra não quebrar e chorar como um bebê e isso, meus amores, é só na primeira página do livro. Já dá pra ver a carga emocional que vem por aí, né? Pois bem, terminei de ler o prólogo, soltei um “puta merda”, respirei fundo e comecei a ler o livro que eu sabia, ia quebrar nosso coração – meu e do Myron – em vários pedacinhos.

“- Você a matou – disse Myron (…) – Se sente melhor agora?
A inflexão de voz do assassino provocou calafrios em Myron:
– A pergunta é: Myron, você se sente melhor agora?”

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No primeiro capítulo, temos uma volta no tempo. A data consta de quinze dias antes do que o prólogo nos trás e já comecei a formular minhas teorias desde o primeiro instante.

Pois bem, Myron está mais uma vez munido de todo o seu sarcasmo em uma espécie de reunião com Norm Zuckerman, proprietário da Zoom, um gigantesco conglomerado de artigos esportivos, que apareceu no livro passado, por isso, já é um conhecido nosso. Norm quer que Myron fique de olho em uma de suas clientes, Brenda Slaughter, que promete ser a melhor jogadora de basquete de todos os tempos. E, claro, ela está com problemas que Norm acha que Myron, com todo o seu passado de agente secreto – que de secreto não tem nada – pode ajudar a protege-la.

Acontece que Myron a conhece. Ou melhor, conhece o pai dela Horace Slaughter, que foi seu treinador e grande amigo no início da sua carreira no basquete. E parece que ele é a causa de todo o tormento e perigo de Brenda. Horace sumiu do mapa e ele não tinha um relacionamento muito saudável com a filha. Agora, Brenda fica recebendo ameaças de morte, telefonemas estranhos e é seguida por um carro. Nada muito assustador rs.

Norm pede pro Myron usar todo seu poder e charme para ele se tornar o agente esportivo de Brenda – já que o agente dela, seu pai, sumiu – e use esse disfarce para vigiá-la e protegê-la. Só que Brenda não é uma garotinha assustada que está se deixando abalar pela situação. Quando ela chega no lugar onde eles estão, por convite de Norm, Myron é arrebatado por aquela mulher eletrizante e de uma personalidade forte que deixa claro que não vai deixar ninguém se meter na vida dela.

Norm os deixa a sós, de forma nada disfarçada, e os dois começam a conversar sobre Myron ser o agente dela. Mas Myron sendo Myron, abre o jogo sobre o real motivo de Norm indicá-lo como agente pra ela e, talvez pela sinceridade dele ou pelo charme sarcástico que eu tanto amo nesse homem, ela o aceita. Impondo várias condições que diziam claramente a mesma coisa: “Seja meu agente, mas não se mete na minha vida”.

Assim acordados, Brenda diz pro Myron que o pai sumiu há uma semana e dá a entender que desde então as ameaças começaram. Horace parece ser um pai que gosta de intimidar e controlar a vida da filha, a ponto de ela precisar de uma ordem de restrição para mantê-lo longe. Brenda está no quarto ano da faculdade de medicina e acabou de ser contratada como jogadora profissional de basquete, já é grandinha o suficiente para tomar conta da própria vida, mas o pai parece não entender isso muito bem. Ainda assim, conseguimos perceber a preocupação dela quando diz ao Myron que o pai está encrencado, que se ele quer ajudar mesmo, que ele foque em encontrar Horace o quanto antes.

Sem perder tempo, já a caminho pra casa de Horace, primeira parada da investigação, eles conversam sobre as possibilidades de com o que ele estava envolvido para acabar desaparecendo, seja fugindo, sequestrado ou pior. Brenda conta um pouco mais sobre a difícil relação com o pai controlador e diz que, na primeira ligação de ameaça que recebeu, a pessoa do outro lado disse para ela entrar em contato com a mãe.

Isso é algo que chama a atenção porque Brenda diz que não vê a mãe desde que tinha 5 anos de idade. A mãe dela simplesmente foi embora e abandonou ela e o pai, e esse é um dos motivos de Horace ser tão controlador com ela: o medo que Brenda faça o mesmo que a mãe e o abandone. E, por mais irônico que possa ser, parece que foi ele quem repetiu a história, no fim das contas.

Quando eles chegam na casa de Horace, está tudo revirado e ao verificar se algo está faltando, Brenda percebe que levaram a pouca comunicação que teve com a mãe nos últimos 20 anos: as cartas que a mãe escrevia pra ela. E isso já coloca uma pulguinha atrás da nossa orelha de que tudo que está acontecendo, tem algo a ver com a mãe dela. (Eu sou uma Sherlock, eu sei rs). E então Brenda faz mais um pedido pro Myron: que ele encontre a mãe dela.

E assim, nosso trio parada dura, vai com tudo pra investigar o que diabos aconteceu com Horace e o por quê de tudo parecer se relacionar com a mãe de Brenda e uma família de políticos super poderosos. Harlan, como sempre, traz de forma natural, que só ele é capaz de fazer, várias questões que precisam ser faladas abertamente cada vez mais, tais como diferenças raciais e sociais, políticos que têm o mundo aos seus pés, sexismo e orientação sexual (esse último, de forma mais sutil).

No livro anterior, Esperanza informou ao Myron que ela queria ser sócia da MB Representações Esportivas – empresa do Myron. Ela se formou em direito e já está trabalhando com ele há anos e merece essa sociedade. Myron, que odeia mudanças, fica cozinhando Esperanza desde então e, agora ela dá um ultimato: ou ele a transforma em sócia ou ela ia embora, e isso faz meu bebê sofrer em vários momentos do livro. Pra minha infelicidade, nesse livro Myron se refere à Esperanza como irmã e eu senti meu shipp morrer – um minuto de silêncio, por favor.

“Estou falando de nós. Toda a minha experiência passada me diz que nossa sociedade está fadada ao fracasso. Mas então eu olho para você. Você é a melhor pessoa que conheço, Esperanza. Você é minha melhor amiga. Eu amo você.”

Nesse livro, mais do que nunca, podemos ver que o relacionamento de Myron e Jéssica está ruindo de uma forma irreparável (AMÉM?). Podemos ver o quanto Myron é inseguro com esse retorno deles por conta de uma traição de Jéssica anos antes. Isso faz com que qualquer viagem de trabalho dela, faça com que ele fique sofrendo, achando que ela está fugindo dele. Confesso que fiquei com vontade de dar uns tapas nele, pois ele chega a pedir que ela recuse oportunidades de trabalho incríveis só por causa da insegurança dele. Me ajuda, né Myron?

Win parece estar mais leve nesse livro, provavelmente por causa do que aconteceu no final do livro passado e confesso que ele está muito perto de virar meu novo crush nessa série. Ele ainda é todo cruel e frio, mas está mostrando cada vez mais seu lado divertido, preocupado e amoroso com os seus melhores amigos, Myron e Esperanza, e eu só quero saber de fazer esse trio virar quarteto, comigo como nova integrante rs.

Eu adorei essa capa e o título que condiz muito bem com a história a ser contada. A diagramação segue a dos livros anteriores. A simplicidade do início dos capítulos e a fonte e os espaçamentos bons para uma leitura confortável, fazem com que você passe horas lendo o livro sem perceber.

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Preciso dizer que o final desse livro foi devastador tanto pra mim quanto pro Myron. Garanto a vocês que o choque está garantido. Foi um tiro no meu coração e eu ainda não me recuperei do baque que eu levei quando cheguei aos últimos capítulos. A trama foi eletrizante e me prendeu do início ao fim. E, ao mesmo tempo que eu quero correr pro próximo livro da série, sinto que uma ressaca literária está se apossando de mim. E assim, de coração partido, deixo minhas 5 angélicas ~ lê-se 10 ~ e vou ali, tentar me recuperar desse final.CLASSIFICAÇÃO 5 ANGÉLICAS

9 comentários em “Resenha: ‘Um Passo em Falso – Harlan Coben’

  1. O Harlan traz sempre estórias enredados em tramas que nos tiram o fôlego. Não conheço este livro mas só pelos trechos citados na tua resenha – diga-se de passagem; muito boa – já fiquei curiosa, querendo tê-lo em minhas mãos!
    Parabéns pelo post!.

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  2. A cada resenha sobre os livros dessa série fico cada vez mais curiosa pra conhecer Myron Bolitar, esse personagem tão interessante e carismático. Sendo até o momento o livro mais eletrizante de todos, só pode vir coisa muito boa. Mais uma resenha que nos faz viajar pela história, parabéns Letícia!

    Curtido por 1 pessoa

  3. Oi Letícia, tudo bem?

    Ainda não li nada do Harlan, mas sou bem curiosa, pois os inúmeros elogios a sua escrita me deixam em êxtase para ler algo dele. Por não ter lido os livros anteriores, me senti um pouco confusa com os acontecimentos, mas você conseguiu explicá-los bem no contexto. Um prólogo arrasador é algo que me deixa animada, pois adoro começar a obra com tudo. Quero saber o que tanto vai destruir o Myron na história, e o relacionamento dele com a namorada não parece ser muito saudável. Já quero ler, sua resenha despertou minha vontade. Parabéns, ficou fenomenal!

    Beijos!

    Curtido por 1 pessoa

  4. Olá…
    Caramba, estou em um misto de curiosidade e medo sem igual. Geralmente não leio livros de suspense, mas esse despertou certo interesse. Pode ser contraditório, mas já amei escrever contos de terror/ suspense um dia… Ultimamente não tenho tido tempo para me dedicar as minhas leituras (que são muitas rs )mas irei acrescentar mais essas. 🙂 bjos

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