Resenha: ‘Enquanto Nevava – Letícia Kartalian’

Olááá pessoal! Hoje trouxe pra vocês a resenha de um livro muito maravilhoso. Enquanto Nevava, é o lançamento da minha xará Letícia Kartalian e minha primeira experiência com o trabalho dessa autora que já sou fã. Esse romance que se passa num clima super natalino – que eu amo pouco –, me fez suspirar pra cada detalhe que a autora apresentou. Estamos em outubro e o Natal já tá aí, batendo na nossa porta, nada como um bom romance nesse clima pra começar a pensar nos preparativos de fim de ano, né non? Bom, antes de qualquer coisa, pegue seu gorrinho de Papai Noel e um prato de rabanada pra conferir a sinopse:

“Quanto tempo é necessário para esquecer o grande amor da sua vida? E para perdoar?
Stephenie tinha duas únicas certezas ao colocar os pés de volta à pequena cidade onde crescera: seis anos depois, é claro que ela tinha superado e curado o coração partido e, além do mais, ele não estaria lá. Naquele Natal, ela finalmente estava pronta para o regresso ao lar da família que a acolhera e a quem devia tudo.
Ela não esperava pelo reencontro.
Brandon, o filho do meio de sua família adotiva e com quem viveu um romance avassalador no passado, estava ainda mais irresistível. E ela definitivamente não estava preparada para o despertar de tantas lembranças ou que seu coração fosse perder o compasso por sentimentos contraditórios e um tanto quanto vertiginosos que pensara há muito ter enterrado.
Pode o amor superar as dores do passado?
Ele sabia que não era por acaso que seus caminhos se cruzaram novamente, e não estava disposto a deixar escapar a única oportunidade de corrigir os eixos de suas vidas. Ela não fazia ideia de que seria tão difícil lutar contra a atração. Sequer que precisaria tentar.
Nesse duelo entre a razão e a emoção, qual dos dois lados falará mais alto? Descubra se o amor receberá uma segunda chance nesse intenso romance que aconteceu… Enquanto nevava.”

Acho que eu sou um pouco suspeita pra falar desse livro porque eu realmente sou apaixonada por Natal. Quando vi a capa e li a sinopse eu já me apaixonei, antes mesmo de começar a leitura. Quando finalmente comecei a ler, entreguei os pontos e me entreguei pro desenrolar desse enredo tão fluido.

Começamos o livro com um prólogo daqueles que te faz sofrer e você nem sabe o por quê rs. Narrado por Brandon, vemos que algo está para acontecer e seja lá o que for, não é nada bom. Ele está abraçado a Stephenie, enquanto observa a neve cair pela janela e sente toda a impotência do mundo nas suas costas e no seu coração. Conseguimos perceber o quanto ele está angustiado com o que está por vir e o quanto ele se sente impotente por não poder mudar tudo de alguma forma. E assim, já vamos para o primeiro capítulo com o coração partido e com a curiosidade a mil pra saber o que pode ser tão ruim pra causar tanto sofrimento no nosso protagonista.

Seis anos depois, Stephenie está finalmente voltando pra casa. Seis longos anos depois de ter seu mundo destruído pela pessoa que amava. Seis anos longos demais, recheados de perdas de momentos incríveis com a família que a acolheu quando ela era uma criança e não tinha ninguém. Casamentos, natais, aniversários e todos os pequenos momentos tão especiais que se tem quando se está em família. Mas esses longos anos longe de tudo que ela mais amava na vida tinha um motivo: Brandon Gonzaléz. E, nesse Natal, esse motivo não estaria presente. Assim, quando Stephenie recebeu o convite para passar o Natal em casa, com o recado de que Brandon estaria viajando, ela decidiu ir e reencontrar sua família que ela sentia tanta falta.

“Era familiar sem ser, me aquecia por dentro e eu não apenas sabia, mas sentia, que tudo aquilo representava a minha casa. Casa, sim. Ainda que o meu tempo longe dela fosse equivalente ao que passei vivendo aqui.”

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Stephenie foi adotada quando tinha 13 anos pela pessoa mais doce e bondosa que ela já conheceu, Ester Adkins-González. Ester fazia trabalho voluntário no orfanato em que Steph vivia e, depois de conseguir conquistar aos poucos a confiança de Steph a adotou. Quando a levou pra casa, Steph conheceu a família González e se apaixonou por cada um deles, mas com um em especial, o amor foi diferente.

A família Gonzaléz é aquela família perfeita que a gente vê em comercial de margarina, sabe? Além de Ester, temos o pai Léon, a vó Nanna e os três filhos, Brandon, Josh e Stephan. Todos eles são apaixonantes, sério! Eu amei cada um deles durante todo o livro e só queria guardar todos eles num potinho e levar pra casa. Quando Steph chegou lá, depois de ser adotada, cada um deles fez com que ela se sentisse parte da família do seu jeito único. E, por isso, estar de volta depois de tanto tempo, faz com que Steph sentisse o quanto ela perdeu se afastando daquele jeito.

Ao chegar em casa, ela é recebida por todos com muito carinho, felicidade e saudade, e Steph acaba sentindo um pouco tudo que perdeu ao ficar longe, mas feliz por estar, finalmente, de volta. Mas durante o jantar, toda a força que ela estava sentindo ao estar ali com a família novamente, ameaça ir por água abaixo. O telefone toca e ninguém levanta pra atender, quando vai pra secretária eletrônica todos ouvem o recado de Brandon: ele está no aeroporto prestes a entrar num avião pra passar o Natal em casa.

E mesmo estando apavorada com a iminência do reencontro com Brandon, Steph não vai embora. Não depois de tanto tempo longe e de finalmente estar de volta, rodeada de amor, carinho e lembranças. Não, ela decidiu ficar e enfrentar o que quer que acontecesse quando visse Brandon novamente.

E ai gente, esse reencontro deles foi emocionante demais. Fiquei toda arrepiada e com os olhos cheios d’água. Dá pra sentir o amor que um sente pelo outro e a dor que foi a separação deles. Durante todo o livro sofremos e torcemos para que os dois consigam passar por seja lá o que for que aconteceu no passado, para ficarem juntos novamente. Só descobrimos o que aconteceu quase no fim do livro, então eu e a minha companheira – a ansiedade – sofremos muito querendo saber o que havia separado esse casal que tinha tudo pra ter dado certo.

“- E como foi o beijo? – meu pai indagou.
– Como se eu tivesse, finalmente, depois de uma longa viagem, voltado pra casa.”

Eu gostei muito da forma que a Letícia construiu os personagens. Cada um com a sua própria característica, sua própria singularidade que faz aquela família funcionar tão bem. O respeito e o amor que eles sentem um pelo outro, fez meu coração ficar quentinho e reafirmar, pra mim, o quanto família – de sangue ou não – e amizades verdadeiras são importantes. E olhando para o nosso casal, o que eu mais amei neles é que acima de qualquer coisa, romanticamente falando, eles eram melhores amigos e um conhecia o outro melhor que ninguém. Talvez, por isso, a dor da separação foi tão difícil pra eles – além de perder o namorado/a, eles acabaram perdendo o/a melhor amigo/a também.

O que eu mais gostei na Steph foi que, apesar de tudo o que ela passou com a separação e com a fuga dela no passado, ela não se arrepende de nada. Fica claro pra nós, leitores, o quanto essa vida que ela iniciou longe da família a fez crescer como pessoa. Ela se tornou independente; e quando digo independente não estou dizendo apenas financeiramente, mas emocionalmente também. Ela se descobriu e se conheceu mais e mais no decorrer dos anos e conseguiu perceber que ela era inteira sozinha, que ela podia ser feliz e se amar, sem precisar que outras pessoas a preenchessem ou a amassem por ela. E, depois, ela decidiu que ela inteira estava ótimo, mas ela preferia se transbordar e, pra isso, a família que a escolheu e a acolheu era essencial. Eu senti muito orgulho da mulher que a Stephenie se tornou e eu me senti muito feliz por ela.

Já Brandon é aquele mocinho que nos faz suspirar e querer ele pra nós. Ele passou seis anos se arrependendo de tudo que aconteceu, ao mesmo tempo sofrendo sua própria dor; dor essa, que eu não desejo pra ninguém. A perda do amor da sua vida, Steph, o fez crescer também e esperar que um dia ela estivesse pronta pra voltar não só pra ele, mas pra família deles. Ele se tornou um escritor de romance de sucesso e nos livros dele, são contadas as histórias baseadas no amor que ele conhece, como o dos seus pais e, principalmente, dele com Steph. Quando os dois finalmente sentam pra conversar sobre o que aconteceu com o relacionamento deles, eu senti muito orgulho do homem incrível que Brandon se mostrou e eu quis pegar ele num abraço bem forte, pra poder tirar toda a dor dele.

“Era o encontro de dois corações que, juntos, batiam no mesmo compasso, o encontro de duas almas que eram inteiras sozinhas, mas que completavam a outra quando unidas.”

Nós recebemos o e-book pela nossa parceira com a autora e preciso falar o quanto eu amei a diagramação desse livro. A capa é maravilhosa e eu fiquei triste por ser apenas e-book e não poder tê-lo na minha estante. O início dos capítulos é todo delicado e marcado por trechos de músicas, algumas natalinas e outras que a gente conhece e ama muito. Confesso que surtei muito quando alguns capítulos tinham trechos de músicas do Rebelde e já quero a autora como minha amiga pra cantarmos RBD juntas kkk. A fonte e o espaçamento do livro estavam ótimos pra uma leitura bem confortável e, tirando alguns erros de revisão, a leitura fluiu muito bem.

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Tiveram algumas coisas que me deixaram um pouco confusa durante a leitura. Algumas incoerências na linha do tempo da história, me fizeram pensar que eu estava lendo errado ou com sono rs, e eu tive que voltar e ler algumas partes novamente pra perceber que não era eu, era a história mesmo. Isso acabou atrapalhando um pouco a leitura e acabou me deixando um pouco chateada, mas nada que me tirasse daquele encanto natalino e de amor que a autora me envolveu desde o começo.

Enfim, vou parar de falar porque a minha vontade é falar desse livro até o Natal rs. Assim, deixo minhas 4 angélicas pra esse livro que, apesar desse ponto que me atrapalhou um pouco na leitura, fez eu me apaixonar ainda mais pelo Natal, assim como pelo casal protagonista, pela família Gonzaléz e pela autora, Letícia Kartalian.CLASSIFICAÇÃO 4 ANGÉLICAS

4 comentários em “Resenha: ‘Enquanto Nevava – Letícia Kartalian’

  1. Resenha muito bem escrita. Pessoalmente, acho que todos nós temos vários grandes amores nas nossas vidas, todos diferentes, mas igualmente poderosos!

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  2. Gosto de livros assim que apesar de seus pontos negativos, fazem a gente se apaixonar mesmo assim haha. Que pena que a autora tenha deixado algumas partes um pouco confusa. Mesmo assim me pareceu ser uma linda história e já quero e preciso conhecer este mocinho tão apaixonante!

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