Semana do Terror: ‘Mindhunter – 1ª Temporada’

Oi ooooi gente! Hoje vou dar continuidade a Semana do Terror trazendo a crítica de uma série nova Original Netflix. Ela entrou no catálogo no último dia 13. A história também tem um livro, de mesmo nome, trata de casos reais do agente John Douglas. Antes de falar mais, vamos a sinopse e ao trailer da temporada.

Baseado no livro best-seller do NYT, que relata os anos que John Douglas passou perseguindo serial killers e estupradores, desenvolvendo seus perfis para prever seus próximos passos. A série discutirá alguns de seus casos mais publicizados, como o homem que caçava prostitutas no Alaska, o assassino de crianças de Atlanta e o matador de Green River.

A primeira coisa a ser dita sobre Mindhunter é que se você espera uma série de investigação de ritmo extremamente intenso e regado a sangue, não vai encontrar aqui. Mindhunter, como o nome indica, lida mais com a mente por trás dos crimes.

A história começa mostrando o agente Holden Ford (Jonathan Groff) fazendo a negociação de um refém, mas a história acaba mal. Cada vez mais inconformado com o que vem acontecendo, ele acaba recebendo ordens para dar aula no Quântico. Holden é muito ligado na área psicológica e isso acaba fazendo com que seu caminho se cruze com o do agente Bill Tech (Holt McCallany), que faz parte da Unidade de Ciência Comportamental.

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Os dois acabam se tornando parceiros e uma amizade cresce entre eles. Juntos, vão viajando ao redor do país para ensinarem os policiais locais como agir em determinados casos de crimes bizarros, com todo o conhecimento que eles adquiriram no FBI. Mas o foco é aprender e entender como funciona as mentes dos homens que cometeram crimes bárbaros, em 1970, quando o termo serial killer ainda nem existia.

Tudo começa com uma conversa entre Holder e Ed Kemper (Cameron Britton). Kemper é um sociopata que matou algumas mulheres e não tem problema nenhum em contar detalhes de seus crimes. É viciado em programas policiais porque, segundo ele, consegue entender como agem e assim não é pego numa armadilha. Ele fala de forma calma, é muito bem humorado e está disposto a colaborar com tudo. O que acaba sendo até um contraste com a sua forma gigante e ameaçadora. Ah, e o ator ganha um destaque ainda maior, quando você pega uma entrevista do verdadeiro Ed Kemper e compara com a da série. É tãaaao parecido, que chega a ser assustador.

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Holden e Bill são agentes curiosos em como a mente dos assassinos funciona e como descobrir certas características podem ajudar no futuro, mas eles não sabem como catalogar essas descobertas. E é aí que entra a terceira cabeça do projeto, a professora de psicologia, Wendy Carr (Anna Torv). Quando ela é recrutada pelo FBI para ajudá-los na pesquisa, ela começa a apontar mais caminhos, mais ideias e mais modos de tirar informações dos criminosos.

Enquanto acompanhamos os dois em entrevistas com os criminosos, eles acabam se envolvendo na resolução de crimes locais. E aí, eles começam a aplicar cada coisa que vão descobrindo. Isso implica em momentos tensos para Holden, Bill e Wendy. Tem momentos que você se pega questionando as atitudes que cada um deles toma. Principalmente Holden, que conforme vai avançando nas descobertas e investigando crimes paralelos, começa a ultrapassar barreiras a ponto de gerar conflitos na sua equipe e com os entrevistado, podendo ter consequências até catastróficas.

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Além das investigações, podemos ir vendo certos problemas pessoais que cada um deles tem. Wendy encobre coisas por medo do que podem pensar, Bill tem problemas com o filho adotivo e Holden começa um namoro um tanto quanto robótico com Debbie (Hannah Gross). Ela é bem a frente do seu tempo, questiona certas atitudes de Holden e seus modos e trejeitos. Ela tem falas importantes e bem desenvolvidas, que até servem de base para Holden em vários momentos. Os dois tem algumas cenas um tanto quanto desnecessárias no contexto da série, que me fez questionar para que elas existiram, mas nada que atrapalhe o andamento.

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Quanto as atuações, quase todas merecem destaque, mas Jonathan e Cameron são as estrelas. Um agente federal e um criminoso. Dois extremos, uma espécie estranha de amizade e o início de uma pesquisa que mudou os rumos de muita coisa dentro do FBI. Com interpretações brilhantes e fortes, que fazem com que a gente nem queira piscar e correr o risco de perder qualquer trejeito que eles possam apresentar.

A  produção da série fica por uma dupla que entende beeeem no gênero. David Fincher, que dirigiu filmes como Zodíaco e Garota Exemplar, e Charlize Theron, protagonista de Monster: Desejo Assassino e Lugares Escuros. Fincher deixa a sua assinatura na série e ambos são mestres em entender do assunto. A fotografia é linda, remetendo a 1970, assim como a trilha sonora.

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Mindhunter é uma excelente pedida para os fãs desse gênero. Ela vem de forma completamente diferente das tramas policiais já conhecidas. Mesmo que não haja sangue e crimes de forma explícita, através das conversas dos agentes com os criminosos, somos levados aos detalhes de cada crime hediondo que cometeram. Seus modus operanti, sua motivação, o que acham que pode ter sido o gatilho para aquele tipo de comportamento e até fotos das vítimas. Por esse motivo, muitos podem achar que a série possui um ritmo mais lento e que exige mais de nossa atenção. Os detalhes são importantes, analisar a mente que cometem os crimes e de uma forma diferente… Mindhunter pode ter seus pontos fracos quando se tratado de ritmo, mas ganha de lavada no seu modo de apresentar a origem do termo serial killers.

A segunda temporada da série já foi confirmada ~ Amém ~ e alguns pontos da trama central também já foram revelados. Mas ainda não há previsão para o começo da gravações e nem de estréia para a próxima temporada.

E vocês? Já viram, estam vendo ou pretendem ver essa série? Mais uma indicação da Semana do Terror. Amanhã tem mais dicas ❤

 

 

 

15 comentários em “Semana do Terror: ‘Mindhunter – 1ª Temporada’

  1. Adorei esse post. Eu só estou escutando coisas boas sobre essa série e fiquei curioso para assistir. O tema dela é muito interessante, é algo que eu acho muito interessante. Pelo que você disse, a série tem ótima trilha sonora e fotografia e essas são coisas que eu amo em um filme ou série. Você escreveu muito bem pela série, irei assistir.

    Curtido por 1 pessoa

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