Resenha ‘Em Queda Livre – Julie Johnson’

Oi ooooi gente! Hoje eu trago a resenha de Em Queda Livre! Esse livro é o que me fez conhecer a nova Editora Pausa, que surgiu no mercado literário, no último ano. Sabe aquele livro que você se apaixona quando vê a capa na Amazon? Foi bem assim com esse. Então, é claro que eu já comecei a ler na empolgação. Mas será que ela foi alcançada? Vamos descobrir…

A jovem de 20 anos Brooklyn “Bee” Turner já conhece o luto. Depois de testemunhar o brutal assassinato de sua mãe aos seis anos, Brooklyn cresce mantendo todos à distância. Quando tropeça, literalmente, em Finn Chambers – o vocalista de uma banda local e o homem que atrai todas as mulheres do campus – ela está despreparada para a insistência dele em fazer amizade, e para a perigosa atração que começa a sentir. Porque com Finn, ela sabe que seria mais do que apenas sexo. Mais do que apenas amizade. E talvez até mais do que apenas amor. Quando uma presença sinistra do seu passado ressurge, Brooklyn é levada ao limite. Pela primeira vez em quinze anos, ela irá confrontar sua tristeza e suas memórias, enquanto joga um jogo mortal de gato e rato com um inimigo inesperado.

Começamos a história vendo a pequena Brooklyn Turner com sua mãe. Um momento que poderia ser mais um dia rotineiro. Mas, tudo vai irá mudar. Um assalto, um assassinato, uma criança nas mãos do monstro que tornou o sonho em pesadelo.

Anos se passam, Bee já está na faculdade, seguindo com sua vida. Só que ainda com muitos problemas, apreensiva, fechada para o mundo. Mesmo que ela more com sua melhor amiga, sequer é capaz de contar tudo sobre o que aconteceu em sua vida. Um dia, enquanto as duas estão a caminho da faculdade, a menina irá sofrer um pequeno acidente e será que Finn Chambers irá entrar em seu caminho.

Não havia dúvida de que os acontecimentos ficariam para sempre gravados em minha memória, uma tatuagem indesejada que não pedi e que nunca conseguiria remover, mesmo se os pesadelos acabassem.

Com a fama de conquistador correndo pela faculdade, vamos considerar normal que ele comece a correr atrás dela. Ainda que não seja tão recebido quanto gostaria. Mas, Finn não é de desistir e quer ficar na vida de Bee, mesmo que seja só como amigos. De uma forma muito natural para ela, será com ele que os muros de seu coração começarão a ruir e nossa mocinha irá, finalmente, começar a revelar momentos de seu passado, enquanto começa a descobrir que pode ser capaz de se apaixonar.

Mas, nem tudo será maravilhoso. Enquanto lida com um novo terreno em sua vida, um que lhe deixa muito feliz, quando decide voltar para terapia e começa a ter memórias de alguém importante do seu passado, uma sombra estará a sua espreita.

– Você é engraçada – disse ele, ainda rindo. – Sabe se impor. Acho que seremos ótimos amigos.
– Amigos? Eu nem gosto de você.
– Gosta, sim – disse ele, bebendo tequila. – Todo mundo gosta de mim.
– Não consigo imaginar um motivo para isso.

Vamos falar sobre os personagens. Brooklyn é nossa mocinha. Quem tem tudo pra ser sofrida, mas me surpreende com a sua força. Isso significa que ela não tenha seus problemas, seus medos e seu modo de proteção. Desde pequena, acabou criando um muro em torno de si, seja em relação ao seu péssimo pai, a amigos e até mesmo com relacionamentos. Ela mora com a melhor amiga, ela vai para a balada, mas ela sente medo, tem pesadelos e muito sofrimento por ter testemunhado o assassinato de sua mãe. Em alguns momentos, senti vontade de dar uma chacoalhada nela? Sim. Fico agoniada com as mocinhas que gostam de se iludir, achando que estão no controle de suas emoções, mas no geral, gostei muito mesmo dela. Senti vontade de abraçar apertado, de proteger, senti seu medo, sua agonia. E me orgulhei do seu crescimento, de sua superação.

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Do outro lado, temos Finn! Não tenho vergonha de admitir que fui conquistada de primeira. Ele chega com a fama de pegador bad boy, vocalista de uma banda. Mas, a verdade é que ele é um cara doce, que quer ficar com a Bee, que vai conquistando o coração dela, derrubando muros aos poucos. Ele começa com o nosso, já conhecido, vamos ser amigos. Só que eles querem ser bem mais que isso. Durante o livro, vamos ver vários momentos em que ele quer fazer de tudo para poder trazer um pouco de paz para a menina que ele está apaixonado. Porém, ele ainda guarda segredos, solta frases enigmáticas e isso pode colocar tudo o que ele vem construindo, em risco.

– Brooklyn, você não é o tipo de pessoa que revela coisas que não está pronta para revelar. Então, vou esperar. O tempo que levar, vou esperar. Porque, quando você estiver pronta, vai me contar. – Ele parecia tão confiante, como se fosse inevitável que eu escancarasse a alma para ele, qualquer dia.

Uma personagem que preciso exaltar também, é Lexi. Ela é a melhor amiga de Bee, desde que eram bem novas e, mesmo com toda a proteção e o jeito limitado da outra, segue perto, preocupada, ajudando, ficando feliz com as coisas que acontecem. Merece o título que tem e todo o carinho possível.

Quanto a escrita de Julie Johnson, foi o meu primeiro contato e não me decepcionei. Como disse, lá em cima, minha expectativa estava bem alta, porque me apaixonei desde o momento que vi essa capa na Amazon e a história é incrível. Vamos ficando presos na narrativa, nos suspenses que ela adiciona. E, apesar deles irem ficando claros a cada novo desenrolar, ela sustenta a nossa atenção até o fim. A verdade é que já até me encontro ansiosa por um outro livro dela. Sua narrativa foi escrita toda pela perspectiva da Brooklyn, iniciando no dia da morte de sua mãe, seguindo para os seus dias atuais e com pequenos flashes da época que ela ficou esperando seu pai, no orfanato.

Foi a história de uma garota que se apaixona por si mesma. Foi uma história sobre eu aprendendo a aceitar a mulher que eu havia me tornado, com defeitos e tudo. Porque todo mundo é meio torto – assim é a vida.

Sobra a edição da Editora Pausa, eu gostei bastante. Achei que eles traduziram o nome – que no original é Like Gravity – o mais perto possível e nos dando uma capa nacional bem bonita. Não tenho como não exaltar aquilo que me levou até o livro, não é mesmo? Os capítulos tem um desenho de um vidro se quebrando e recebem subtítulos. As folhas são amareladas, com letras e espaçamento bons para a leitura. Como meu primeiro contato com a editora, me atentei para erros ortográficos e não os encontrei. Os livros tem marcadores no final e, esse livro, ainda veio com uma ecobag.

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Em Queda Livre é um livro que nos envolve, nos conquista e nos faz devorar ele. Sem dó. Apenas tristeza por chegar ao final. Para que ele fosse perfeito, até o ponto final, sinto que, talvez, mais dois capítulos fossem necessários. Por isso, deixo minhas quatro Angélica e um pedido a Editora Pausa: tragam mais Julie Johnson!

CLASSIFICAÇÃO 4 ANGÉLICAS

10 comentários em “Resenha ‘Em Queda Livre – Julie Johnson’

  1. Eu gosto de como apresenta a personagem do livro sem revelar muitos detalhes. Eu também gostei do desing da capa. Apesar de não ser muito meu estilo de literatura, seria uma boa indicação para essa quarentena. História interessante!
    Abraços!

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  2. Oi!
    Ainda não conhecia a editora, mas depois dessa resenha tão maravilhosa, estou tentada a ler e conhecer. Achei o trabalho muito bem feito e isso me atraiu muito para a história em si. Vou adicionar à lista.
    Um xêro.

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  3. Olá Raíssa,

    Não conhecia a editora ainda, mas já fiquei bem animada com esse trabalho deles, que parece estar fantástico. Gostei de saber que a autora consegue nos prender no enredo e até adicionar um suspense, coisa que adoro em uma narrativa. Creio que eu iria adorar a Brooklyn, pois me coloquei no lugar dela, imaginando tudo que ela passou. Normalmente quero abraçar e cuidar dessas personagens, pois me identifico em vários pontos.
    Sua resenha está fantástica como sempre e me prendeu demais, fiquei querendo conhecer todos os personagens e conhecer o enredo de perto. Arrasou demais!

    Beijos!

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  4. Ei, Raíssa!
    QUe delícia de enredo. Suspense, adrenalina, coisas voltando do passado, garoto misterioso. Adorei.
    Achei só meio ruim ser em primeira pessoa. Acho que a narração sem ser contada pela Brooklyn seria mais interessante, pois daria aquele suspense: Vixi, ela vai morrer?
    Fora isso, adorei.
    E, claro, adorei a resenha, como sempre, e as fotos. As fotos são tão bonitinha S2.
    Um beijo, sempre bom voltar aqui no meu blog de resenha favorito.

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  5. Olá!

    Essa capa é linda, tenho muita curiosidade a respeito da escrita da autora.
    A história é no estilo que eu gosto, com certeza ficaria torcendo grande parte do livro para que a personagem conseguisse se vingar de tudo aquilo que aconteceu em sua vida. Ótima indicação!

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