Resenha ‘Verity – Colleen Hoover’

Oi ooooi gente! Hoje eu trouxe para vocês a resenha do novo livro da minha diva, Colleen Hoover, aqui no Brasil. E, se vocês conhecem a escrita dela, se preparem, porque vão se surpreender. Colleen sai dos romances contemporâneos com aquela conhecida carga de drama, e embarca num thriller psicológico. Ah, vale já avisar que esse livro ganhou classificação etária de +18 anos, pela Galera. Sem mais enrolar, vamos a sinopse…

O amor é capaz de superar a pior das verdades? Verity Crawford é a autora best-seller por trás de uma série de sucesso. Ela está no auge de sua carreira, aclamada pela crítica e pelo público, no entanto, um súbito e terrível acidente acaba interrompendo suas atividades, deixando-a sem condições de concluir a história. E é nessa complexa circunstância que surge Lowen Ashleigh, uma escritora à beira da falência convidada a escrever, sob um pseudônimo, os três livros restantes da já consolidada série. Para que consiga entender melhor o processo criativo de Verity com relação aos livros publicados e, ainda, tentar descobrir seus possíveis planos para os próximos, Lowen decide passar alguns s na casa dos Crawford, imersa no caótico escritório de Verity – e, lá, encontra uma espécie de autobiografia onde a escritora narra os fatos acontecidos desde o em que conhece Jeremy, seu marido, até os instantes imetamente anteriores a seu acidente – incluindo sua perspectiva sobre as tragédias ocorridas às filhas do casal. Quanto mais o tempo passa, mais Lowen se percebe envolvida em uma confusa rede de mentiras e segredos, e, lentamente, adquire sua própria posição no jogo psicológico que rodeia aquela casa. Emocional e fisicamente atraída por Jeremy, ela precisa decidir: expor uma versão que nem ele conhece sobre a própria esposa ou manter o sigilo dos escritos de Verity?

Lowen Ashleigh é uma autora que não está em um momento muito bom. Além de estar a beira da falência, ela perdeu a mãe recentemente para o câncer e ainda acaba de ver um homem ser atropelado e morrer, além de acabar com o sangue dele respingado em sua roupa. Pelo estado que ela fica, um estranho se oferece para ajudá-la e eles acabam em um banheiro de uma cafeteria.

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Ao se apresentar, Jeremy e Lowen acabam vendo que eles tem uma certa dose de tragédias em suas vidas. Mas vão seguir em frente, afinal, ela precisa ir para uma reunião que pode mudar a sua situação. Mas, ao chegar lá, ela descobre que seu encontro envolve Jeremy e ele é, ninguém mais, ninguém menos, que marido de Verity Crawford, uma autora de sucesso.

– O nome dela é Verity Crawford. Tenho certeza de que conhecem seu trabalho.
Corey empalidece ao ouvir o nome de Verity. É claro que conhecemos o seu trablho. Todo mundo conhece.

Depois de uma negociação e um pedido do próprio Jeremy, nossa autora retraída decide aceitar, afinal, conseguiu ficar fora do foco do público, como prefere, e ainda vai ganhar muito dinheiro. Então, seu rumo é a casa do casal e de seu filho. Só que antes de ir para lá, Lowen faz uma pesquisa para saber mais sobre as mortes das gêmeas do casal e o acidente da própria Verity, mesmo que esse ainda tenha menos detalhes na mídia.

Ao chegar por lá, Low logo conhece Crew, o filho de 05 anos do casal, enquanto percebe qual o real estado de Verity após o acidente, como Jeremy lida com tudo aquilo e o quanto de coisa ela tem para poder pesquisar e escrever os outros livros. Mas, no meio de anos e anos de material guardado pela autora doente, Low vai achar o manuscrito de uma autobiografia, e lá, terá vários momentos com o Jeremy, desde o dia em que eles se conheceram, passando pelo período de namoro e o nascimento e mortes das filhas.

– Já ouviu falar em “pessoas crônicas”?
Faço que não com a cabeça.
– Acho que Verity criou esse termo. Depois que nossas filhas morreram, disse que somos “crônicos”. Pessoas com tendência à tragédias contínua. Uma coisa horrível atrás da outra.

Só que a leitura não será fácil, porque no manuscrito tem diversas coisas que deixariam qualquer pessoa apavorada. E Low precisa lidar com isso enquanto vai se encantando cada vez mais por Jeremy – seja pela forma que ela vem conhecendo ele, seja pelo modo como a esposa o descreve – enquanto sente o clima totalmente pesado na casa e as suspeitas que ela vem nutrindo em relação a Verity. E, Lowen precisa decidir o que ela vai fazer… esquecer tudo o que leu, ou mostrar o manuscrito para Jeremy e fazer com que a concepção de muitas coisas mudem.

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Bom, vou parando por aqui, mas, acreditem, eu não falei quase nada do livro. O que é ótimo. Comecem esse livro tendo em mente que “menos é mais”. Quanto menos souberem, mais a experiência do livro será incrível. Até falar sobre os personagens é delicado, mas vamos lá. Lowen não é uma mocinha que vamos cair de amores, porque ela não é fácil de lidar. Os medos, os problemas do passado, a ansiedade crescente que ela passa a ter e até alguns pensamentos em relação a tudo o que ta acontecendo.

– Ah, temos uma mentirosa. – Ele riu.
– Eu manipulo a verdade quando considero adequado. Sou escritora.

Do outro lado, temos Jeremy. O pai e marido que passou por tantas tragédias. Perdeu duas filhas que tanto amou, logo em seguida sua esposa sofre um grave acidente e ele acaba tendo que ficar sozinho com o filho mais novo, enquanto tenta suprir tudo o que o menino precisa, dando amor, atenção, se preocupando com o psicológico e deixando de lado a própria dor.

Já Verity é a autora de uma série de suspense famosa. Sofreu um acidente que a deixou totalmente fora desse mundo, ainda que isso seja abafado da mídia. Mas, revela muito de si própria em uma autobiografia que, talvez, nunca deveria ter sido encontrada.

Até dos personagens escolhi falar o mínimo, porque a verdade é que eu não consegui confiar em nenhum deles. Estranho isso, não?! Mas, real. Nem em Crew, com seus 05 anos, eu consegui confiar durante a leitura. E isso é a grandesa do livro. Vejam bem, há anos sou leitora dedicada e apaixonada pela escrita da Collen, que derrama rios de lágrimas com suas histórias, seja de felicidade, seja de raiva… uma chuva de emoções. O que eu nunca tinha experimentado era medo e aflição.

Não vou voltar mais lá pra cima. Estou assustada. A pessoa mais indefesa da casa é a que me dá mais medo. Não faz sentido.

A leitura é agoniante em diversas partes. Seja conforme a gente vá lendo a parte de Lowen, com suas descobertas e os sentimentos que ela começa a ter em relação ao lugar, seja enquanto mergulhamos no manuscrito de Verity, que são, de fato, as partes mais fortes e aterrorizantes. Me peguei tendo a necessidade de dar várias pausas, para poder respirar e acalmar um coração acelerado. Tudo isso, enquanto tentava entender se eu estava sendo manipulada pela Lowen, pela Verity ou pela própria Colleen haha. A narrativa é feita em primeira pessoa, pelas duas mulheres que comandam essa trama.

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Preciso, mais uma vez, tirar meu chapéu para genialidade de CoHo. Quando eu penso que ela chegou ao ápice das suas histórias, que ela já conseguiu mexer com tudo o que poderia de mim, ela vem e dá uma risada na minha cara, como se dissesse “você ainda não sabe do que eu sou capaz”. Pra uma autora que, como ela mesmo diz, nunca tinha se aventurado no gênero, Colleen escreveu um thriller psicológico que não fica devendo a nenhuummm dos que tem no mercado. Fica óbvio do porque ela é uma autora ilustre e premiada. Ah, e se preparem para um final que nos deixa doida e com mil teorias. Afinal, ela não brinca em serviço.

E eu continuo me distraindo com minha obsessão por Verity. Mas se Verity coloca tanto de sua própria personalidade na série, eu preciso conhecê-la o mais profundamente possível. Não estou sendo enxerida. Estou pesquisando. É isso. Essa é minha justificativa.

Sobre a diagramação, a Galera Record manteve a capa original e eu amo sempre que isso é feito. Por dentro, temos folhas amareladas, com letras e espaçamentos bons para a leitura. Quanto a marcação de quem narra o capítulo é feita de forma bem simples também. Os que a Lowen narra, a numeragem é normal, já os que são o manuscrito de Verity, tem escrito “Capítulo XXX”, sendo escrito em extenso e em fonte diferente.

Não posso dizer que Verity é qualquer coisa menos do que magnífico. Uma grata surpresa de Colleen, escrevendo fora de sua zona de conforto, mas nos entregando um senhor livro, já entrando no meu quadro de melhores do ano. O único problema é que com o lançamento dele, acabo, mais uma vez, sem saber como escolher o meu preferido. Deixo minhas cinco Angélicas e fico na ansiedade pelo próximo lançamento da autora.

CLASSIFICAÇÃO 5 ANGÉLICAS

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