Crítica Cinematográfica ‘Deixe a Neve Cair’

Oi ooooi gente! Hoje eu vim trazer a crítica do filme que a Netflix lançou na última sexta (08). No mesmo dia em que o serviço de streaming fez a estreia da adaptação, eu postei resenha do livro, caso queiram conferir. Por aqui, vamos ter um pouco do filme e, no final, bem sinalizado, um comparativo das mudanças entre livro e filme. Mas, antes de tudo, vamos a sinopse e ao trailer.

Uma rara nevasca atinge uma pequena cidade na noite de Natal, colocando as amizades e os amores de um grupo de jovens à prova.

No filme vamos ver diversos adolescentes durante uma nevasca, enquanto precisam fazer planos para a véspera de Natal e o próprio Natal, enquanto precisam lidar com dúvidas sobre a faculdade, amores secretos, términos de namoros e muito mais.

Começamos com Julie (Isabela Merced) recebendo a notícia que foi aprovada na Universidade de Columbia, mas que vem pensando em negar e ficar em casa por causa da mãe doente. Ela também acaba pegando um trem para tentar comprar um elfo para a coleção da sua genitora. No meio de transporte, ela cruzará o caminho de Stuart (Shameik Moore), um canto famoso, que está cansado da turnê e só quer ter um pouco de vida normal.

Em outro canto da cidade assolada pela neve, temos Addie (Odeya Rush) desesperada pelo seu namorado, que não lhe dá a mínima atenção, nem responde suas mensagens. A menina está certa de que ele irá terminar com ela. Enquanto isso, sua melhor amiga Dorrie (Liv Hewson) que precisa lidar com o seu crush pela líder de torcida Tegan (Anna Akana), mas que não recebe a mínima atenção da pessoa com quem compartilha as coisas, gerando uma briga entre as duas.

Já em outro núcleo, temos Keoun (Jacob Batalon) tentando fazer a melhor festa do ano, mas é convocado por Billy (Miles Robbins) para trabalhar na (W)Affle Town. Enquanto temos seu amigo Tobin (Mitchell Hope) vive o conflito de contar, ou não, para Duke (Kiernan Shipka) sobre os seus sentimentos, ao mesmo tempo em que eles embarcam  com JP (Matthew Noszka) numa fuga a caminho da lanchonete. E, todas as histórias são amarradas com a narrativa da Mulher Alumínio (Joan Cusack).

Ainda que a Netflix já tenha lançado o, tão pouco falado, Resgate do Coração, é com Deixe a Neve Cair que declaramos, oficialmente, aberta a temporada de filmes – farofa – de Natal do serviço de streaming. E vem logo com uma adaptação esperada a muitos anos pelos fãs de John Green.

Preciso dizer que o maior acerto já começa com o elenco primoroso e composto por jovens cativantes e que estão atuantes no universo teen. E, juntos, compõe um time vencedor, que exala química entre todos eles. Só conseguia imaginar como deve ter sido o set de gravações com toda essa galera junta.

Vale falar que, entre as três tramas paralelas, nada é absurdamente tratado – o que ocorre também no livro -, mas podemos dar a justificativa de que tudo acontece no tempo de apenas um dia. Só que, de uma forma muito gostosa, isso não gera um incomodo no espectador, mas sim uma dá aquela aquecida no coração de que, talvez, no Natal, tudo se resolva.  Além disso o filme tem uma trilha sonora bem gostosa, que tem referência até mesmo a Rolling Stones e The Cash! Além de uma fotografia bem bonita.

Deixe a Neve Cair se apresenta muito bem e cumpre o propósito a que veio. Um filme gostosinho, bem sessão da tarde no fim do ano, mostrando lições de amor e amizade. Além de emocionar, nos fazer rir e refletir e nos deixando preparados para o próximo clichê de Natal! E, ah, informação: o filme possuí duas ceninhas pós créditos.

DESSE PONTO EM DIANTE, IREI FALAR DAS DIFERENÇAS EM RELAÇÃO AO LIVRO! CASO NÃO QUEIRA SABER, INTERROMPA A LEITURA.

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Bom, como disse acima, o filme cumpre o propósito a que veio. Maaaaaaas, e isso é um MAS mesmo, não é um exemplo de adaptação. Eu já havia lido o livro e acabei relendo para trazer resenha para o Além. E, antes não tivesse feito isso haha. Honestamente falando, existem pouquíssimas coisas, além dos nomes dos personagens, que seguem a obra original. Vou apontas as maiores diferenças, mas sem citar como são apresentadas no filme, ok?

Na trama de Julie e Stuart, a principal coisa foi esquecida numa fogueira. O nome da protagonista é Jubileu. No livro, seus pais estão presos por causa de uma confusão ao tentar comprar coisas de coleção Cidade do Papai Noel Flobie. Com isso, ela precisa ir pegar o trem para ficar com os avós e perder o Natal com o namorado. Ao ficar atolada, é a família de Stuart que vai abrigá-la e os dois vão criar um laço forte.

Já com os amigos Tobin, Duke e JP, eles estão juntos desde o início. E se arriscam a sair de casa quando Keoun liga e avisa que tem várias líderes de torcida na Waffle House. Daí a aventura deles começa e de formas diferentes.

Na trama de Addie, ela tem duas amigas: Dorrie e Tegan. E no livro, Jeb não é um idiota. O motivo do término é por causa da menina, mas ela quer arrumar tudo. Enquanto isso, não sabe se o ex tem a mesma vontade, mas descobre que anjos podem existir e desejos se realizarem. Além disso, o original era um Homem Alumínio e não uma Mulher.

Eu tentei não falar abertamente como os pontos diferentes são apontados no filme, para não dar mais spoilers rs. Mas, fato é que todas as tramas sofreram bastante mudanças. Só que, as tramas de Julie e Stuart e Addie e Dorrie foram as mais drásticas. Eu gostei muito do filme, ri, derramei lágrimas. Só que, desde o início, ao perceber logo as drásticas diferenças, tentei afastar o livro da mente, para poder curtir mais. Então, se você assim como eu, era fã do livro, minha recomendação é que não vá esperando fidelidade. Dessa forma, você vai curtir bastante.

 

10 comentários em “Crítica Cinematográfica ‘Deixe a Neve Cair’

  1. Olá! Li a resenha do livro e fiquei muito empolgada com o filme! Gostei de saber um pouquinho mais sobre ele. e a vontade agora está mesmo nas alturas. Mas ainda tenho que ler o livro. Espero conseguir terminar até o fim de semana. =D Aí venho aqui para ler o restante do post! =)
    Abraço!

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  2. Eu gosto quando o filme é fiel ao livro kkkk ainda não assisti a esse filme (apesar de ter passado várias vezes por ele em alguns sites), não tive vontade de ver… mas com essa resenha ele parece ser bem legal, mesmo sendo um pouco distante da obra original, vale a pena ver.

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  3. Olá,
    Eu amei como você escreveu sobre o filme. Confesso que no primeiro momento pensei em desisti de assistir, pois logo no inicio fiz as alterações, embora saiba que nem sempre vai ser igual, deveriam pelo menos manter algumas partes fieis, a que fazem a história essencial. Para quem não leu o livro, é um ótimo filme.
    Abraços

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  4. Quando me dei conta que era adaptação fiquei meio perdida. hahahaha, mas depois descobrir que ele é “livremente adaptado” ou seja.. Né? Gostei do filme quando assisti. Só que eu queria saber mais porque aquele aluminio todo da mulher lá

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  5. Oie, tudo bem? Gosto muito de ler a obra e fazer análise da adaptação. Esse livro do John Green ainda não li mas assisti ao trailer e gostei bastante do enredo. Algumas pessoas me descreveram como sendo contos de Natal. Me chamou atenção pela ambientação e também por ter várias histórias acontecendo ao mesmo tempo. Sempre vamos encontrar algumas diferenças faz parte. Espero conseguir assistir inteiro logo. Um abraço, Érika =^.^=

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