Resenha: ‘Véu do Tempo – Claire McDougall’

Oi Gente!! Eu estou num verdadeiro vício por livros com escoceses e viajantes no tempo. Depois de Outlander, eu não consegui me desapegar desses temas. Então se ao longo dos meses vocês verem resenhas com esses temas já saberão o porquê rs A resenha de hoje tem escocês e viajem no tempo rs Eu peguei a dica desse livro exatamente num grupo para fãs de Outlander, então resolvi conferir se era tão bom quanto a série de Diana Gabaldon.

Antes de falar mais sobre ‘Véu do Tempo’, confiram a sinopse…

Sinopse: A medicação para a epilepsia mantém Maggie num estado permanente de torpor, mas não consegue aliviar sua dor por ter perdido a filha em decorrência da mesma doença. Com o fim do seu casamento e o filho mais velho num colégio interno, Maggie se muda para uma casa de campo nas ruínas de Dunadd, o local histórico que um dia foi a sede da realeza da Escócia. Tudo muda em sua vida após uma convulsão, e Maggie desperta num vilarejo dentro dos muros de Dunadd do século VIII. Mesmo sem saber se isso realidade ou apenas uma alucinação causada pela doença, ela é atraída pela presença de Fergus, irmão do rei e pai de Illa, uma menina que tem uma semelhança impressionante com a sua falecida filha. Mas, com as demandas do presente chamando-a de volta, conseguirá Maggie deixar para trás o príncipe escocês que já a chama de meu amor?

Maggie é uma mulher de 38 anos que está saindo de um casamento, que viaja para Dunadd para fazer sua pesquisa sobre as bruxas e também para esquecer as lembranças ruins que rondam seu passado. Ela sofre de epilepsia desde criança e que está passando por um período de luto por perder sua filha pequena para a mesma doença que ela tem. Ninguém na família superou a perda e o resultado disso foi um divórcio e o filho mais velho num colégio interno em Edimburgo.

“Eu vi para cá porque estou com medo de seguir em frente, e o tempo passa devagar aqui. Às vezes, em Dunadd, o tempo sequer parece existir.”

Quando ela chega na pacata Dunadd, ela se hospeda na mesma cabana que ia nas férias. Lá é silencioso e só tem um vizinho em quilômetros. É um bom lugar para se livrar do estresse que vem passando além de se preparar para a cirurgia que pode acabar com suas crises epilepsia. Maggie se encontra completamente sozinha. Durante os dois anos após a morte da filha, Olivier, a acusou de ser culpada pela morte da menina já que é uma doença hereditária.

Maggie também sente que é culpada. Se ela não tivesse a doença sua filhinha também não teria certo? Durante o período que passa em Dunadd, Maggie passa a diminuir as doses diária de seus remédios. Mas ao fazer isso passa a ter crises pequenas. O problema não são as crises, Maggie de certa forma já até se acostumou, mas durante o período das convulsões, ela é transportada para uma Dunadd diferente.

“Muito antes de meu distúrbio receber um nome, eu já tinha sonhos. Não sonhos passageiros, mas o tipo de sonho, em sono profundo, que se entrelaça no tecido da mente e não vai embora.”

Ela está na Dunadd do século VIII em meio a reis, príncipes e bruxas. Ela conhece Fergus, um escocês maravilhoso e que se encanta por ela também. Fergus perdeu a esposa há alguns anos. Agora cria sua filha Illa com a ajuda da mãe. Maggie fica totalmente encantada por esse homem. Além disso, Illa é a cara da sua filha. Maggie fica intrigada com as semelhanças e sempre que volta de suas ‘viagens’ se pergunta se é possível que Illa seja realmente a sua filha.

Os capítulos são intercalados entre Maggie na Dunadd atual e os narrados por Fergus na Idade das Trevas, sendo assim temos um pouco do que Fergus pensa sobre essa mulher misteriosa. Os dois começam um relacionamento improvável já que Maggie sabe muito pouco do gaélico e Fergus não tem ideia da língua que ela fala. A língua inglesa não tinha sido descoberta por eles ainda. Mesmo se entendo pouco, os dois não conseguem fugir da  grande atração que os move sempre em direção ao outro.

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Quando Maggie está na Dunadd do século XXI, ela conhece seu vizinho mais próximo, Jim Galvin, um senhor muito gentil e que vive sozinho. Jim é um grande conhecedor da história de Dunadd, então quando Maggie conta pra ele sobre as coisas que descobriu em suas ‘viagens’, ele fica intrigado se ela realmente viu tudo isso ou se apenas leu num livro. Ele tem grande participação na história de Maggie no século atual e se torna um grande amigo para ela.

Pra mim, Jim, se tornou um personagem muito importante. O apoio que Maggie não teve de Oliver, Jim, veio para dar. Ele tomava conta dela, se preocupava e deu todo o apoio que ela precisou quando chegou a hora da cirurgia que poderia acabar para sempre com suas ‘viagens no tempo’. Até mesmo seu filho, Graeme, viu em Jim uma figura paternal e amiga.

A cirurgia de Maggie está cada vez mais próxima e com isso ela precisa tomar a decisão mais difícil de sua vida. Fazer a cirurgia e nunca mais ver seu amor Fergus ou não fazer e cada fez se perder mais em alucinações? O problema é que Graeme espera que Maggie faça e se torne a mãe que ele sempre precisou. Como escolher entre o amor de sua vida e seu filho? Como conciliar os dois mundos?

“Ele me perguntou quem sou eu, mas há muitos eus – como uma imagem refletida num espelho quebrado, estou espalhada por toda parte.”

Achei o trabalho da editora muito lindo. A diagramação está impecável. A cada início de capítulo temos esse reloginho nos lembrando que o tempo de Maggie está passando. Achei a capa incrível. Adoro capas com títulos em auto relevo e aqui temos o nome da autora também. Falando nela, Claire escreve muito bem. Criou uma história cheia de referências histórias, o que enriqueceu e muito o livro. Em vários momentos eu parei de ler e fui buscar sobre o que eles estavam falando e acabei conhecendo mais sobre a história da Escócia. Um país que a cada dia tem mais livros falando de seu povo.

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Desde o início das ‘viagens’ de Maggie, eu me perguntava se aquilo tudo era real ou se ela realmente só estava sonhando. Só que quando ela voltava, sempre tinha alguma informação sobre a Dunadd de século VIII que não sabia antes. Jim foi um verdadeiro amigo para Maggie. Passou a ficar indo e vindo de sua casa sempre que Maggie dormia mais do que o normal. Eu finalizei a leitura e ainda me pergunto: ela realmente sonhou com esse príncipe escocês ou ela realmente viveu esse conto de fadas?

“Parece que desperdiçamos a maior parte da vida tentando não morrer. Mas, no fim, a morte acontece de um jeito ou de outro. O tempo é uma medida tão inútil para quantificar qualquer coisa… O máximo que você pode dizer é que nascemos e que morremos. O que vem no meio é uma pequena pausa. Na grande expansão do universo, a pausa não é nada mais do que algumas respirações. Tentamos fazer com que isso signifique alguma coisa, acrescentando-lhe anos, mas os anos não a tornam maior. Estamos aqui, partimos. Outra coisa qualquer toma o nosso lugar.”

Gostei bastante do livro. É claro que não se compara ao fenômeno Outlander, mas me manteve entretida e curiosa se o casal ficaria junto já que Maggie não controla suas convulsões e Fergus é um escocês do século VIII. ‘Véu do Tempo’ é uma ótima dica para leitoras que assim como eu buscam por mais histórias de viajantes no tempo. Deixo minhas 4 Angélicas para a história de uma mulher que desde o início só buscava ser amada, fosse no século XXI ou no século VIII.CLASSIFICAÇÃO 4 ANGÉLICAS

 

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23 comentários em “Resenha: ‘Véu do Tempo – Claire McDougall’

  1. Adorei! Com tanto capricho, é impossível não querer ler! Fico feliz em encontrar blogs assim, tão bem feitos 🙂
    Também tenho um blog literário e adoraria receber sua visita. Um beijo! ❤
    (www.gentefazendolivro.wordpress.com)

    Curtido por 1 pessoa

  2. Olá! Li esse livro faz um tempinho e também amei a diagramação, achei maravilhosa. Mas ao contrário de você, isso de ter que interromper a leitura para pesquisar sobre o que estão falando, me incomodou um pouco.
    Beijos

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  3. Puxa, achei bem interessante a ideia central da história. Fiquei curioso por saber uma coisa. Apesar de o casal se apaixonar, eles não chegam a conversar. Afinal, ela fala inglês e ele o idioma antigo da Escócia (seja lá que idioma for!).
    Bjs 🙂

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  4. Parece realmente ser uma ótima leitura! Sua resenha, muito bem redigida e a gente fica com vontade de fazer essa leitura! Boa indicação, fiquei bem curiosa para ler!

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  5. Ola, tudo bem?
    Menina, me senti meio por fora agora, hahaha. Não conhecia esse livro e nunca li Outlander. Na verdade, eu quero, só estou tomando coragem porque os livros são enormes. Enfim, nunca li nada sobre viajantes do tempo, gostei muito da premissa e após saber a sua opinião, já está na lista.
    Beijos!

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  6. Não vou mentir que julgo o livro pela capa, e essa eu adorei hahahha ultimamente eu ando meio sensível, não sei se seria uma boa uma história tão emotiva, mas fiquei super curiosa, gosto de mistérios 😛

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  7. Eu conheci Outlander por um blog americano que fez uma competição de crushes literários e o personagem masculino ganhou do Christian Grey, isso foi antes de sair a série e ter esse boom da Escócia.
    Realmente os livros que se passam na Escócia tem uma magia, um encanto, os escoceses são maravilhosos, e uma fantasia ver um vestindo o kilt tradicional.
    Realmente difícil a escolha de Maggie, entre o amor da vida dela e o amor do filho, quem é mãe sabe que a gente coloca as necessidades dos filhos primeiros, curiosa para saber o final rsrsrs, eu não ligo para spoilers, só que vou ler ele para matar a curiosidade.

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    1. Oi Carol!!
      Eu amo Outlander. Demorei muito a me render pq na época que saiu a série eu estava com a Catarina recém-nascida, então estava sem tempo para me apaixonar por uma nova série.
      O livro é ótimo, principalmente pq me trouxe a Escócia novamente rsrs
      Bjs

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