A Hora do Chá: ‘Esplêndida: A História de Emma – Julia Quinn’

Oi gente! Hoje é dia de Julia Quinn na nossa coluna, e é um livro muito especial para a autora, porque foi o primeiro livro que ela escreveu. A nota dela mostra toda a nostalgia e o carinho que tem por essa história e seus personagens. Apesar de ser seu livro de estreia, é impossível não perceber a qualidade da escrita da autora e já ir notando as semelhanças com os demais livros dela. Aqui no Além temos muitos livros da dela resenhados, então sempre que tem novidade, a gente super curte trazer para vocês. Enfim, fiquem com a sinopse que já conto um pouco mais da história…

“Existem duas coisas que todos sabem sobre Alexander Ridgely. A primeira é que ele é o duque de Ashbourne. E a segunda, que é um solteiro convicto. Isso até uma linda jovem se jogar na frente de uma carruagem para salvar a vida do sobrinho dele. Ela é tudo que Alex nunca pensou que desejaria em uma mulher: inteligente e engraçada, cheia de princípios e corajosa. Mas é uma criada, inadequada para um nobre. A menos que, talvez, ela não seja bem o que parece… A herdeira americana Emma Dunster pode estar cercada por ingleses, mas isso não significa que pretenda se casar com um, mesmo tendo concordado em participar de uma temporada em Londres. Quando ela sai da casa dos primos vestida como criada, só quer um último gostinho de anonimato antes de ser apresentada à sociedade. Em vez disso, vai parar nos braços de um duque perigosamente lindo. Em pouco tempo, fica claro para Emma que o amor floresce quando menos se espera e é capaz de derreter até o mais teimoso dos corações.”

Emma Dunster é um jovem americana de 20 anos que foi enviada pelo pai para debutar em Londres e encontrar um marido. O problema é que a moça não quer ir para Inglaterra e muito menos com o intuito de se casar. Ela não almeja a mesma coisa que as moças da sua idade e por isso que o pai quer distraí-la do outro lado do Atlântico. O grande sonho de Emma é assumir os negócios da família, mas apesar de ter muita habilidade com números e um grande tino comercial, seu pai a desencorajou a alimentar esse sonho, pois ela acabaria falindo o Estaleiro Dunster somente por ser uma mulher e ainda por cima solteira. Se sentindo frustrada e desanimada, ela embarca para passar a temporada com a família dela que vive em Londres.

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A chegada da moça será anunciada com um grande baile e, enquanto o dia não chega, Emma se distrai aprontando com a prima, Belle. As duas tem um espírito aventureiro e enlouquecem a família e os criados com suas estripulias. O grande dia chega e as duas querem fugir de fazer arranjos, então vestem as roupas das criadas e descem para se distrair na cozinha da casa. É claro que elas causam uma grande confusão e como todos os criados estão cheios de tarefas sobra para Emma ir a mercearia comprar ovos. Belle acha a ideia péssima, mas Emma convence a todos de que seria o melhor já que todos estão ocupados e que ninguém a conhece. Animada para explorar as ruas de Londres sem ser vigiada, Emma não esperava que seu destino cruzasse com o do Duque de Ashbourne.

Alexander Ridgely, Duque de Ashbourne, é um solteiro de carteirinha, não frequenta bailes e saraus justamente para evitar as mães casamenteiras e, se puder, vai se casar apenas quando tiver uns 40 anos apenas, porque vai precisar de um herdeiro. Como isso ainda vai demorar pelo menos uma década, o duque mantem sua vida de solteiro e a fama de conquistador. Alex está na ruas de Londres com a irmã, Sophie, quando vê uma criada de cabelos vermelhos se jogar na frente de uma carruagem. Ele não entende muito bem o ato de coragem, mas depois percebe que ela se jogou para salvar um garotinho, que por sinal é o seu sobrinho Charlie. A criada parece ter batido a cabeça com força e fica desacordada por um tempo, enquanto isso Alex admira a beleza da moça e se pergunta quem é ela.

“Bravura não era algo que Alex estava acostumado a ver em mulheres, mas aquela jovem criada misteriosa acabara de demonstrar exatamente isso. Ele estava interessado nela, tinha que admitir.”

Emma acorda no colo de um homem estranho e que logo descobre ser um duque. Um lindo duque e que ela não consegue evitar se sentir atraída. Ela decide que já ficou tempo demais fora de casa e também já arrumou muita confusa, então precisa voltar antes que a tia perceba que ela saiu. O problema é que, tanto o duque, quanto Sophie querem deixar Emma em casa como forma de gratidão por ter salvado Charlie. A moça se vê obrigada a aceitar e ainda inventar um nome falso. Ela se apresenta como Meg e assim que chega na casa dos tios, ela se despede o mais rápido possível, mas Alex já está enfeitiçado e vai fazer de tudo para rever a criada, até mesmo aceitar ir ao baile daquela noite que é justamente na residência dos Blydons.

O baile está acontecendo e a chegada de Alex não vai passar despercebido para ninguém, mas ele quer apenas saber se Meg está bem e assim poder voltar para casa. Quanto mais procura pela criada, mas frustrado fica. Ao encontrar o amigo, William Dunford, ele decide que já é hora de ir embora e tomar umas bebidas no White’s, mas fica paralisado quando avista a moça que o amigo descreve como a jovem americana Srta. Emma Dunster. O duque fica dividido entre sentir uma raiva fulminante por ter sido enganado, mas em contra partida se sente completamente atraído pela orbita da moça. Emma se retira para descansar um pouco e o duque não consegue evitar confrontá-la justamente quando ela não estará esperando. No quarto dela.

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“Se for pego, você vai arruinar a reputação da moça n noite em que ela está sendo apresentada à sociedade. E aí vai ter que se casar com ela. Não haveria outro jeito, seria a única coisa honrada a fazer.”

É claro que Emma não será desonrada nesta noite, Alex não é um cafajeste, mas um relacionamento inusitado nascerá naquele dia. Alex acreditava que Emma seria uma presa fácil, mas logo percebe que naquela pequena mulher de cabelos de fogo há guerreira, que não tem medo de falar o que pensa. Ele desperta novos sentimentos na moça, mas no decorrer dos dias ela vai conhecendo o duque e sabe que ele não deseja se casar. Ela seria uma grande tola se caísse nos encantos dele. Apesar de toda a atração que sente por ele, Emma não se deixa enganar pela fachada de que Alex é um homem frio, ela consegue enxergar quem ele realmente é. Já Alex não sabe lidar com os sentimentos que tem pela americana, ele apenas sabe que aquela ideia de se casar apenas quando tiver 40 anos vai ficando cada vez mais distante. Em meio a tudo isso quem será que vai ceder ao desejo primeiro?

Como eu disse no enunciado, esse é o primeiro livro escrito pela Julia Quinn e eu estava um pouco receosa porque eu tinha lido História de um Grande Amor, que também um de seu primeiros livros, e não tinha curtido muito. Em Esplêndida: A História de Emma me surpreendeu positivamente, principalmente por causa de sua mocinha. Emma é diferente, ela sempre ‘trabalhou’ no estaleiro na família e nunca pousou de herdeira frágil e é por isso acaba sempre em confusão. Em alguns momentos achei ela teimosa demais, mas não apagou o brilho de seu protagonismo. E se vocês notarem o título trás o nome dela, então Emma é verdadeiramente a dona do livro, já que sua história não gira em torno das vontades de Alex ou de um possível casamento entre eles. Eu não estou dizendo que não tem romance, longe disso, o que estou falando é que ela, em vários momentos, assumiu as rédeas da própria vida, mesmo que fosse completamente incomum naquela época.

“Em algum momento ao longo do caminho, a felicidade dela se tornara muito mais importante do que a dele.”

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Enquanto Emma está muito a frente do seu tempo, temos um protagonista exatamente do século em que a história foi escrita. Alex tem fama de libertino, mesmo que tenha tido poucas amantes ao longo dos anos, é o típico duque mandão e que acha que pode ter tudo quando e onde quiser. Eu confesso que demorei muito para gostar dele, pois a primeira impressão não foi nada boa. Achei muito péssimo, ele acreditar que poderia seduzir a Emma sem pagar o preço da época. É claro que isso foi passando e, mesmo com algumas derrapas ao longo do caminho, eu terminei o livro gostando bastante dele. E acaba que todos esses traços de personalidade, ser arrogante e sedutor, são traços de um homem daquele tempo, mesmo que não agrade ler sobre um homem assim. Claro que temos uma mocinha bem teimosa para girar seu um mundo de cabeça para baixo e despertar todos os sentimentos que acreditava que nunca sentiria.

“Alex estava sentado diante dela, sentindo pena de si mesmo porque ela havia roubado alguma espécie de direito inato masculino, sem sequer parar para pensar em quanta coragem fora necessária para ir até a casa dele desacompanhada e pedi-lo em casamento.”

Fora dos protagonistas temos alguns personagens secundários que ajudaram Esplêndida ser uma boa leitura. Em primeiro lugar temos um antagonista, então vamos ter momentos de muita tensão e emoção na reta final. Mas temos o lado bom da trama representado pela família de Emma. Os Blydons são maravilhosos e eu amei os primos dela e como a série já foi toda publicada sabemos que teremos em breve o protagonismo de Belle em Brilhante. Já Ned, que colocará Emma em apuros em muitos momentos, vai voltar num conto numa antologia que acabou de ser publicada. Do lado de Alex, eu amei a irmã dele, uma mulher super falante e divertida, sem falar que a Duquesa Viúva é maior casamenteira da história. E para finalizar temos Dunford, um cara super gente boa e muito bom amigo tanto para Alex quanto para Belle.

Esplêndida foi publicado no início do ano pela Editora Arqueiro e é o primeiro da trilogia Damas Rebeldes. Apesar da autora já ter se consolidado no mercado editorial brasileiro, seu primeiro livro, publicado em 1995, só chegou por aqui este ano. Felizmente todos os outros livros da trilogia já foram publicados e com um intervalo bem pequeno e assim os leitores da autora ganharam novas histórias criada por uma das rainhas do romance de época. A capa da edição brasileira está belíssima e a editora liberou um lindo Pin para acompanhar, mas infelizmente esgotou muito rápido e eu não consegui o meu. A diagramação é simples e dentro do padrão da editora.

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A leitura de Esplêndida no final foi bem satisfatória, pois Julia Quinn nos presentou com uma história recheada de humor e aventura, sensualidade e diálogos inteligentes, e olha que estamos falando da sua primeira imersão no munda da escrita, então, a meu ver, algumas coisas devem ser relevadas porque estamos falando de um livro escrito há 20 anos. É claro que se a autora estivesse escrevendo esse livro hoje ele poderia ser mais bem lapidado, mas não acredito que seja uma história ruim ou decepcionante. Os protagonistas são extremamente parecidos e mesmo que Alex se coloque como macho alfa em muitos momentos, eu não vejo Emma simplesmente aceitando e isso se provou verdadeiro em vários momentos. Enfim, Esplêndida leva minhas 4 Angélicas, pois apesar de ter sido uma leitura legal, ainda sim percebi as falhas.

CLASSIFICAÇÃO 4 ANGÉLICAS

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