A Hora do Chá ‘Projeto Duquesa – Sabrina Jeffries’

Oi ooooi gente! Hoje é o dia do nosso Chá, então chego trazendo a resenha de mais um Romance de Época. Dessa vez, venho falar sobre o livro Projeto Duquesa. Esse é o primeiro da série Dinastia dos Duques e a estreia de Sabrina Jeffries no Brasil. A Editora Arqueiro tem investido em autoras novas para o gênero e tem acertado demais nas escolhas. Antes de comentar mais sobre a história, fiquem com a sinopse…

Lydia Fletcher é uma mulher notável. Casou-se três vezes. Com três duques. E deu a cada um deles um herdeiro, tornando-se, assim, mãe de três duques. Agora, viúva pela terceira vez, ela quer assegurar a presença de todos os seus filhos no velório de seu último marido.
Seu primogênito, Fletcher Pryde, o duque de Greycourt, se transformou, após uma infância difícil, em um homem com um coração inacessível, uma riqueza invejável e a fama um tanto injusta de libertino. Concentrado em expandir sua fortuna, ele nem pensa em casamento.
No velório de seu padrasto, Grey conhece Beatrice Wolfe, a protegida de sua mãe, uma jovem encantadora e deliciosamente franca, e fica desconcertado ao descobrir quanto eles têm em comum. Mas ela também já desistiu do amor há muito tempo, e não é o arrogante duque que vai fazê-la mudar de ideia.
Então ele concorda em ajudar a pobre mãe enlutada a preparar a atrevida moça para ser apresentada à sociedade. Assim que ela conhece de perto o verdadeiro Grey, se vê incapaz de resistir a seus encantos.

Lydia Fletcher é uma mulher fascinante. Inclusive pelo fato de conseguir ter se casado com três duques e ter gerado herdeiros para todos eles. O primeiro e o segundo marido morreram pouco tempo depois do nascimento dos filhos, mas com Maurice, ela ficou casada por muitos anos e morando na Prússia. Pouco depois deles voltarem para Inglaterra, o homem acaba sofrendo um acidente e morre. E isso abala a mulher e seus filhos, tanto os biológicos quanto os do coração. E Lydia deixa claro, que quer todos os filhos reunidos para o velório, inclusive Fletcher Pryde, o Duque de Greycort, seu primogênito, e alguém que ela não vê tanto quanto gostaria.

O jovem duque acabou se separando da família muito cedo, e voltando para suas obrigações junto com seu tio, irmão do falecido pai. O problema é que, depois de diversos problemas e castigos, a relação entre eles se tornou nula, fazendo com que Grey nutrisse apenas carinho por sua prima, Vanessa, a quem tem como uma irmã mais nova. E, o fato da mãe ter aceitado sua ida de volta para casa, o deixou endurecido e ressentido. Mas, sabe que agora é o momento de deixar isso de lado e ir dar total apoio a mulher que lhe deu a vida e passar um tempo com seus irmãos.

Ao chegar lá, ele é recebido pela senhorita Beatrice Wolfe, que é a protegida de sua mãe e sobrinha de seu padrasto. Ela vem ajudando em tudo sobre o velório e fazendo companhia para as pessoas da casa. O primeiro contato entre eles não será do mais suave, porque Grey tem seu jeito pedante e Bea não abaixa a cabeça, mas assim que Sheridan apresenta o irmão a prima, as coisas começam a melhorar. E vão evoluir ainda mais quando ele aceita permanecer na propriedade para ajudar sua mãe com a preparação para apresentar Bea e Gwyn, sua irmã, à sociedade.

– […] Certamente há muitos duques na sua família.
– Isso é o que acontece quando sua mãe faz três bons casamentos.
– Ela vai deixar uma dinastia e tanto.

Além dessa ajuda, Sheridan também vai querer algo do irmão. Ele tem uma desconfiança muito grande de que o seu pai não sofreu um mero acidente e pede que Grey o ajude a investigar a situação e o suspeito que ele tem, o irmão de Bea, Joshua. O homem serviu ao exército, mas uns anos antes, voltou para casa após ser ferido e se tornou uma pessoa reclusa e com alguns comportamentos estranhos. Combinado a isso, existem alguns detalhes que façam com que a culpa recaía sobre ele. Até mesmo Bea sente esse medo.

Quanto a Bea e Grey, eles se tornam amigos. Mas amigos que sentem uma grande atração um pelo outro. Mas, Grey é um homem fechado e endurecido, por tudo o que passou na infância. E não se sente confortável para ter um relacionamento. Já Bea entende que ela nunca seria a mulher para um duque, que não tem a graça necessária, nem mesmo foi apresentada à sociedade. Mas, a química entre os dois é gigantesca. E, por mais que eles tentem em, vários momentos, se afastarem, não será tão fácil assim. Só que, o fato de Grey desconfiar de Joshua, não vai deixar Bea muito feliz. Então, os dois também precisam descobrir como passar por cima de várias coisas, se quiserem ficar juntos mesmo. E, todos vão precisar se unir se quiserem resposta para a morte de Maurice, que pode ter muito mais coisa por trás.

Ah, e como ela entendia. As mulheres nunca podiam tomar decisões sozinhas, estavam sempre à mercê de irmãos, pais e maridos.
O que era muito injusto. Ela e lady Gwyn certamente concordavam nisso. 

Deixando um pouco a trama de lado, quero me derreter aqui pelos personagens. Beatrice é uma mulher muito forte. Desde pequena, sua vida não foi fácil. Perdeu os pais de forma trágica, ficou nos cuidados da avó e do antigo Duque e viu seu irmão ir para guerra. Então, sua vó morre, o tio começa a tentar abusar dela e o irmão volta ferido e Bea precisa de toda força para seguir em frente. Quando a família de Maurice, que se torna o novo duque, chega a propriedade, ela se sente mais acolhida, mas ainda amedrontada com algumas situações. Ela passa a gostar de verdade deles, porque sentem que são boas pessoas, e se sente feliz por eles continuarem a dar abrigo a ela e ao irmão, além de quererem pagar pela temporada dela em Londres. Ela é livre, gosta de andar com os cachorros, passear pela propriedade e poder cuidar de tudo.

Grey carrega o título de Duque desde muito cedo, já que seu pai morreu quando era bebê. Ele chegou a ir para a Prússia com a mãe, os irmãos e o padrasto, mas com 10 anos, o tio o trouxe de volta para Londres, para que pudesse ser educado e treinado para assumir as suas responsabilidade. Tudo o que passou nesse período, o fez um homem mais duro, que guarda rancor e não sabe como lidar com algumas situações. Apesar de detestar os tios, ama muito a prima Vanessa e quer o melhor para ela. Oferece apoio, um bom dote para sua casamento e se preocupada com o que faz. Quando sua mãe avisa da morte de Maurice, ele corre para a propriedade e se reúne com a família. E, ainda que coloque alguma distância em alguns momentos, ele ama a todos e quer ajudar, seja Sheridan, com a dificuldade financeira ou até mesmo com a investigação, seja Gwyn com o treinamento para ser apresentada, afinal, ele sabe como a sociedade funciona.

Não era a mulher certa para ele, por vários motivos. Enquanto o coração dela era ouro, ele sequer tinha um. Beatrice falava o que lhe passava pela cabeça, ao passo que ele escondia qualquer pensamento. Ela estava sempre disposta a ajudar a todos, ao passo que ele queria evitar a todos.

Falando sobre os secundários, meu Deus, eu acho que pouquíssimas vezes me deparei com personagens tão maravilhosos. Todos eles. Não tem um que a gente tenha conhecido e não deseje receber um livro. Lydia é uma mulher super interessante, apesar de estar passando pelo período triste do luto. É super impressionante o fato dela ter conseguido se casar com três duques e dar herdeiros para todos. Devido a um ponto da trama, acredito que mais explicações sobre isso devem ser dadas nos livros seguintes. E então, ela chega com um filho mais maravilhoso que o outro.

Depois que Grey, temos os gêmeos, Thorn e Gwyn. Os irmãos brigam bastante, mas estão ali um pelo outro, seja por meio de implicâncias ou ressentimentos de momentos perdidos. Ele tem sua fama de festeiro, já ela ainda terá seu debut na sociedade. Os últimos irmãos são Sheridan e Heywood, um se torna o novo duque de Armitage, o outro serve ao exército. Com Sheridan, vamos ter contato durante boa parte da trama, já que ele que dá o pontapé inicial para a investigação sobre a morte do pai e pelos momentos em que fala sobre Bea ou conversa com os irmãos. Já Heywood aparece mais para o final, só que é o suficiente para nos conquistar. São cinco irmãos que, apesar das diferenças, da distância e o que mais pode acontecer entre eles, se amam e vão estar ali um pelo outro. Tem momentos super engraçados juntos, inclusive com a implicância normal que existe. Bea só tem Joshua como irmão. Ela deseja protegê-lo, como pode, mesmo com seus comportamentos suspeitos. Além disso, uma centelha nasce entre ele e Gwyn e vai ser interessante ver uma maior interação entre os dois.

– Às vezes eu me pergunto por que fui me casar e ter filhos.
Aquela declaração fez todos pararem. Thornstock foi o primeiro a falar.
– Eu entendo você não ter querido parar no Grey, seu desagradável primogênito. Mas, por certo, o lindíssimo filho que teve depois compensou.
Grey deu uma risada.
– Você não é o segundo filho, seu idiota. Gwyn é quinze minutos mais velha que você. Você não foi desejado.

Como já disse, esse foi o livro de estreia de Sabrina Jeffries no Brasil. E, ladies e lordes, como não ficar completamente apaixonada? Primeiro que, qualquer autora que nos apresente duques, já nos ganha. Imagina uma que vem com uma Dinastia deles e um sendo mais apaixonante do que o outro? É um caminho sem volta, sinceramente. Além disso, ela trás uma história deliciosa, super fluída, com momentos engraçados, outros mais dramáticos, todos combinados para criar uma história incrível. Desde conseguir criar absolutamente todos os personagens cativantes e os quais a gente quer ver mais, ela adiciona a sensualidade gostosa que cerca os romances de época, um toque de mistério e muito amor, independente de ser entre casal ou por toda família. Foi um modo maravilhoso de conhecer uma nova autora e estou super empolgada pelos próximos. Todos os filhos de Lydia tem seu livro, ainda que o de Heywood seja dentro de uma antologia. E eu gostaria da chance de poder ler, porque eu estou mesmo morrendo de amores por essa família.

Na parte da diagramação, a Editora Arqueiro trás uma capa linda e delicada, com flores em detalhe. Eles também apresentaram as capas dos próximos livros da série. Por dentro, a padronizada simplicidade já conhecida. As folhas são amareladas, com espaçamento e letras confortáveis para a leitura. Ah, tem a árvore genealógica dos filhos de Lydia e que me fez voltar nela em alguns pontos. Para quem comprou em pré-venda, ainda recebeu um pin da Coleção Arqueiro.

– Toda vez que você se oferece para fazer tudo que eu desejo, você me tenta, Beatrice – murmurou ele. – Então, não faça isso, a não ser que esteja falando sério. 

Projeto Duquesa foi uma deliciosa surpresa. Não só em relação a uma nova autora chegando em solo brasileiro, mas quanto a própria história, que não imaginava que pudesse amar tanto. Virou um xodó. E me deixou super ansiosa para os próximos. O segundo será O Duque Solteiro e terá a história de Gwyn e Joshua. Já quero, Brasiiiil! Deixo minhas cinco Angélicas.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s