Resenha ‘A Rainha dos Funerais – Sophie Kinsella escrevendo como Madeline Wickham’

Oi ooooi gente! Hoje vim trazer a resenha de A Rainha dos Funerais. Esse livro por escrito por Madeline Wickham, que nós conhecemos como Sophie Kinsella. Esse é o verdadeiro nome da já conhecida autora, mas acabou adotando o famoso pseudônimo. Como é dito no próprio livro, ela escreveu alguns livros com seu nome original, porque eles têm um estilo diferente do que já estamos acostumados. O lançamento oficial do livro foi esses dias, mas eu já estou com a minha edição há um tempo, afinal, esse foi o primeiro livro inédito da temporada 2021 do Clube da Carina. Antes que eu fale mais sobre a trama, fiquem com a sinopse…

Em A rainha dos funerais ela explora a vida de Fleur Daxeny, uma mulher viciada em chapéus de grife, cartões de crédito ilimitados e homens ricos. Nem anjo nem demônio, a bela e sedutora heroína se esforça para sustentar seu estilo de vida. Que melhor local para garantir a próxima conquista do que num funeral? Afinal, um recém-viúvo está sempre precisando de um ombro amigo. Parecia o plano perfeito… exceto que seus interesses materiais entram em conflito com os do coração ao conhecer Richard Favour, um homem doce e amoroso, ainda tentando superar a morte da esposa. Fleur se flagra desejando ser mais que uma amiga para ele. O único problema é a conta bancária de Richard…

Fleur é uma mulher que frequenta muitas missas fúnebres. Não por gostar das palavras ou por algum prazer mórbido. Mas porque ela enxerga ali, a chance de dar um novo… golpe. Ela vai atrás do viúvo, que está naquele momento abalado, o envolve por um tempo e tenta tirar todo o dinheiro que consegue. O livro se inicia com ela adquirindo novos e lindos chapéus pretos, que tanto ama, raspando a conta da sua última vítima e se preparando para a próxima. Ela tem a ajuda de dois amigos, Jhonny e Felix, para poder colher as informações para se aproximar dos maridos enlutados.

Dessa vez, ela se prepara para ir à missa de Emily Favour. Seu marido, Richard, está passando pela tristeza de ter perdido a mulher com quem foi casado há tantos anos, mas além disso, ele também tem se perguntado o quanto a conhecia, o quanto viveu de verdade o relacionamento e muitas outras coisas. Desde o início, Emily criou um abismo entre os dois que ele, até então muito apaixonado e ansioso pela vida que iriam construir, não esperava. E Fleur vai chegar como se tivesse conhecido sua esposa, não tão profundamente, mas entre um ou outro evento e tiveram profundas conversas. E, graças a essa a curiosidade de tentar conhecer mais sobre aquela que esteve ao seu lado por tantos anos, Richard vai se aproximar de Fleur.

Os pesarosos de verdade eram os alvos mais vulneráveis – homens que não conseguiam conceber a ideia de que voltariam a se apaixonar; que juravam permanecer fiéis à esposa falecida. Pela experiência de Fleur, isso significava que, ao se apaixonar por ela, tornavam-se convictos de que era amor de verdade. 

Algumas semanas vão se passar e então, eles estarão em um relacionamento. Sem muito contato físico, porque ele ainda se sente fiel a sua falecida esposa, mas aproveitando um novo lado de sua vida. Fleur desperta vivacidade em Richard, junto de seu novo amor, ele se entregou a coisas que nunca tinha feito antes e a felicidade se torna constante. Ele a convida para viajar para sua casa em um campo de golfe, onde ele é uma peça importante da sociedade. Mesmo que, inicialmente, ela desperte desconfiança, não demora a conquistar as pessoas. Inclusive Gillian, cunhada de Richard, que sempre dedicou a vida a ajudar a adoecida irmã e a cuidar dos sobrinhos.

É inegável que o comportamento de Richard seja muito melhor do que vários homens, Fleur só não descobriu o mais importante para ela, o quão rico ele é. O quanto pode tirar de sua nova vítima, incluindo o acesso a um cartão gold. Sua oportunidade de conseguir o passe de venda acontece, quando sua filha, Zara, chega de surpresa na casa da família. Ela conta que perdeu seu próprio cartão e precisa de um para comprar o presente para a menina que está para fazer aniversário, só que isso é apenas mais uma mentira. E a menina acaba contando, sob certa ameaça, para Anthony as coisas que a mãe planeja. Resta saber se o golpe dará certo dessa vez.

A vida era pra ser vivida; a felicidade era para ser aproveitada.

Além da investigação e tentativa de golpe de Fleur em Richard, também vamos acompanhando as tramas paralelas. Seja Gillian, que deixou de viver sua própria vida, para ajudar a irmã, que nunca soube reconhecer ou agradecer pelas coisas e, com a chegada da nova namorada de seu cunhado, começa a desabrochar. Temos também o filho adolescente, Anthony, que sempre precisou lidar com uma marca de nascença fora do comum em seu rosto e que causava uma certa “repulsa”, em sua mãe. Ele é um menino mais introvertido e que começa a desabrochar mais quando Zara chega. Já a filha adolescente de Fleur precisa lidar com a vida de golpes que a mãe leva, como isso vai moldando a sua vida, além que sonhar em conhecer seu pai, cuja identidade é um verdadeiro segredo. Mas, sem dúvidas, o mais interessante é Philippa, filha mais velha de Richard. Ela vive um casamento tóxico com Lambert, que se mostra um cara absurdamente nojento, interesseiro, abusivo e todos os mais adjetivos negativos que possam pensar.

Depois de ter dado um apanhado geral na trama e até mesmo em alguns dos personagens, quero comentar mais sobre três deles. Fleur é a protagonista do livro. Entre suas buscas e andanças, vamos ver como ela tem um toque cativante que, querendo ou não, vai conquistando as pessoas, a ponto de deixarem de questionar muitas coisas sobre as atitudes dela. O ponto é que esse seu lado é planejado, para poder ir ganhando espaço para o seu objetivo final. Ainda que, em alguns momentos, ela use isso para ajudar as pessoas em alguns problemas, é tudo tão de forma manipuladora, que não me comprou. Infelizmente, o que a estraga, é o seu lado ambiciosa e golpista. Ela vive por fazer um montante de dinheiro e não consigo entender até agora para que, se ela não curte e, no muito, dá uma boa educação a filha. Mas não tanto afeto e nem a deixa criar laços, que é um ponto importante na reta final da trama.

– Sim, mergulhei de cabeça. E sabe de uma coisa? Descobri que mergulhar de cabeça é a melhor maneira de se viver.

Richard me causou mais comoção, pelo fato das descobertas que ele faz sobre sua própria vida. Ele era um homem sonhador e apaixonado, que foi frustrado desde a sua noite de núpcias e foi levando por todo o período do casamento. Enquanto ele vai descobrindo atitudes e pedaços da personalidade de Emily, ele se questiona muito. Mas também acaba motivado a viver, a se feliz. Ligado a ele, temos sua filha Philippa, que tem problemas de confiança e que vem sendo desenvolvidos desde a época que sua mãe era viva e vai até o controle do marido, que só está com ela por puro interesse em sua herança. E, teria tudo para ser uma ótima trama… se fosse bem desenvolvida.

Acho que, pelo o que deu para perceber até agora, não consegui gostar muito da trama. Confesso que comecei bastante animada, a sinopse me chamou atenção, mas também me fez criar certas expectativas, que nem de perto foram alcançadas. O livro começa de uma forma divertida até, com Fleur dando o arremate final de seu golpe e a gente conhecendo seu jeito. Mas, eu esperava que, não só ela tivesse uma super justificativa para isso, como também esperava a tão anunciada reviravolta, que não achei que aconteceu. O livro, em várias partes, tem blocos de descrição, que davam uma brecada no ritmo e isso incomodou demais. Fiquei me perguntando se, realmente, Madeline vira outra pessoa quando deixa Sophie Kinsella assumir a escrita ou vice e versa. Nem de longe, se parecia com uma autora que eu já conheço e gosto! O livro não me divertiu ou me fez dar sorrisos. Além disso, senti que alguns pontos não foram bem desenvolvidos, como a situação de Philippa ou a paternidade de Zara, ou até mesmo os relacionamentos em geral, tornando tudo muito frio. O final também foi corrido e acabou de uma forma super abrupta, devendo alguma coisinha. Foi de todo ruim? Não. Mas não chegou nem perto do que eu esperava e isso atrapalhou meus sentimentos em relação ao livro. A narrativa é feita em terceira pessoa.

– Dinheiro é segurança, querida.
– As pessoas são segurança! – disse Zara. – O dinheiro acaba! Mas as pessoas ficam.

Sobre a diagramação, EU tive outro problema. A capa é linda! Eu achei super Fleur mesmo, aquela que te ganha só de olhar. Amei as cores escolhidas, ainda mais que são tons que eu tenho como preferidos. Ah… mas onde ta o dito problema? Bom, ele já começa quando o nome da autora vem enorme e o título em si, vem pequeno e na parte de baixo. Nada inédito, mas é algo que me incomoda. Vem escrito em um tom metalizado de rosa, lindo! Só que, na minha edição pelo menos, o nome já começou a descascar! Não quis acreditar nisso quando vi, de verdade. Além disso, como já falei, minha edição, foi enviada pelo Clube da Carina. Finalmente, foi colocada a identidade visual nos livros que os assinantes recebem, tornando ela exclusiva. É um adesivo que já começou a borrar, conforme a fui passando o dedo por ali, durante a leitura. Isso tudo me causou um desapontamento. Por dentro, simples. Os capítulos são numerados, as páginas amareladas, espaçamento e letras confortáveis para a leitura.

Termino essa resenha com muita dificuldade. É difícil falar de um livro que a gente ama muito, mas também é mega complicado falar sobre aquele que não nos cativa tanto. Fiquei ainda mais tensa, porque até a diagramação acabou me decepcionando. Enfim… pensando num conjunto, nas partes que cheguei a gostar, vou dar três Angélicas.

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