Crítica da série ‘Mãe só tem Duas – 1ª Temporada’

Oi ooooi gente! Hoje é um dia especial, afinal, comemoramos o Dia das Mães. Antes de mais nada, queremos desejar um domingo maravilhoso, que cada uma possa renovar suas forças, ainda mais em um momento tão delicado que estamos passando. Todo nosso carinho as mamães que estarão perto ou longe de seus filhos, mas que os amam com toda a intensidade do mundo. Também queremos mandar todo amor do mundo para àquelas que sofreram com a perda de seus filhos ou para os filhos que perderam suas mães nessa pandemia.

Pensando em um modo de homenagear essa mulherada guerreira a maravilhosa, sempre temos o jeitinho Além de ser. Costumamos fazer matérias com indicações de livros, série e/ou filmes e já chegamos a uma que homenageava quem nos acompanha aqui no blog. Dessa vez, juntei o útil ao agradável, e vim fazer a crítica de Mãe só Tem Duas, uma série que entrou esse ano na Netflix. A série é mexicana e trás como uma das protagonistas, uma atriz já bastante conhecida por aqui. Uma mistura gostosa de comédia e drama, que vocês podem curtir numa maratona gostosa nesse domingo. Antes de mais nada, fiquem com a sinopse e o trailer…

Em Mãe Só Tem Duas, Ana (Ludwika Paleta) e Mariana (Paulina Goto) descobriram que seus bebês foram trocados na maternidade. Para resolver a situação, elas decidem ajustar suas vidas e formar uma família para não perder o desenvolvimento das crianças. O plano, no entanto, torna o lar peculiar e único, gerando alguns conflitos de convivência que devem ser enfrentados para a melhor criação dos filhos.
 

Duas mulheres que são o completo oposto uma da outra. Ana (Ludwika Paleta) é uma mulher na casa dos 40 anos, casada, workaholic, rica e que está grávida de seu terceiro filho. Já Mariana (Paulina Goto) está no auge de seus 23 anos, fazendo faculdade, sendo mãe solo, com planos para um aplicativo sobre maternidade e com uma condição financeira mais precária. O destino vai tratar de cruzar o caminho de ambas quando elas estão prestes a dar à luz. Elas acabam no mesmo hospital, mesmo que a mais velha tenha planejado ir para o hospital que estava acostumada, mas com a bolsa rompida e um trânsito parado, não tinha outro jeito.

A antipatia entre elas é instantânea, enquanto Mariana tenta se acalmar para receber a sua bebê e Ana, na cortina ao lado, fica delegando ordens e falando sobre trabalho. Depois que as bebês, Regina e Valentina, nascem, elas acreditam que nunca mais irão se ver e vão embora com suas famílias e filhas. Tudo vai bem até que, quatro meses depois, o hospital liga para elas e solta uma bomba: as crianças foram trocadas no hospital e isso precisa ser desfeito. Depois de se apegarem e amarem as pequenas, não será fácil receber a notícia e muito menos o conselho de que a troca seja imediata e que todos se afastem, para poderem superar isso.

Em um primeiro momento, a sugestão é acatada, mas Ana não consegue lidar com o fato de que ela precisou entregar Regina e Mariana sofre sem poder alimentar Valentina. Então, Ana decide convidar Mariana para morar em sua casa, junto de sua família. Ainda que elas batam de frente em vários momentos, a proposta é aceita, principalmente pelo bem das nenéns. E, se de início, os mundos tão diferentes podem gerar conflitos entre elas, eles também ensinarão muitas coisas a ambas. Uma grande e bonita amizade vai nascer entre as mães e vamos ter direito a muito apoio, conselho e amor.

A série tem episódios focados em Mariana, com ela lidando com o fato de passar boa parte da gravidez sem o apoio de Pablo (Javier Ponce), seu ex namorado. Já no dia do parto, o rapaz se mostra arrependido e quer poder estar ali pela filha. Então, vamos ver a reaproximação deles, assim como ele tentando ser o melhor pai que pode ser, mesmo com a Ana marcando em cima e colocando regras. Mas, Mariana vai além disso. Ela também é bissexual e tem um relacionamento com sua melhor amiga Elena (Oka Giner). É muito interessante como a série trabalha isso sem criar tanto alarde entre os outros personagens. Eu gosto como todos os personagens agem de forma muito natural a esse fato, mas não gosto como as duas são criadas e apresentadas como casal. Não tem química alguma e não conseguem passar esse laço amoroso para quem está assistindo. O laço parece muito mais de melhores amigas. E é um dos pontos onde a série peca.

Já Ana, poderia estar vivendo em uma maravilha. Mas a verdade é que ela é uma viciada em trabalho, que precisa ralar ainda mais, para reafirmar seu cargo, além de lidar com uma crise em seu casamento. Como outra brincadeira do destino, seu marido Juan Carlos (Martín Altomaro) tem um caso com Teresa (Liz Gallardo), mãe de Mariana. Seu jeito impositivo também é um problema na relação dos casal, que vai se deteriorando cada vez mais rápido, ainda que eles pensem em terapia, programas para casais e mais. O fato de Ana tomar importantes decisões sozinha, incomoda o marido. Mas, ele também acaba usando dessas coisas não para poder conversar com ela, mas como uma desculpa para a sua traição. Também temos seus dois filhos adolescentes, a quem ela não consegue dar tanta atenção quando eles querem, mas os impõe várias regras. Só que tudo começa a mudar, lentamente, com a chegada de Mariana a mansão.

A série, como disse lá no começo, é uma gostosa mistura de comédia e drama que a gente ama nas produções do México. Mas, ganha ainda quando funde o já conhecido jeito de novelas com a vibe de sitcom. Com muitos momentos para rir, devido as confusões que os personagens acabam se envolvendo, a série também trás temas mais sérios. Principalmente no quesito misoginia. Temos Mariana e todos os perrengues de uma mãe solo. E Ana representa o problema que muitas mães enfrentam em seu ambiente de trabalho, quando ela é obrigada a se provar muito mais, pelo fato de precisar cuidar de seus filhos também. Quando volta da licença maternidade, precisa lidar quase com uma competição pelo seu cargo, mesmo já tendo provado sua competência. Outros lados do mundo feminino estão presentes nessa mistura leve e séria, quando fala sobre diferenças sociais e econômicas, as barreiras que a maternidade precisa superar, estereótipos. As discussões, obviamente alcançam até mesmo a vida de bebês, seja falando sobre amamentação ou uso de fórmula, regras exacerbadas ou uma criação livre e muito mais.

A série não é perfeita, tem seus seus erros, mas que não tiram a delícia que ela é. São apenas 9 curtos episódios, com uma média de 35 minutos, que cativam. São tiradas inteligentes, assuntos importantes, um elenco gostoso e uma sororidade feminina potente. Mãe só tem Duas vem para conquistar mães, filhas, amigas e muito mais. Ah!, e uma boa notícia. Depois de um último capítulo cheio de ganchos e de fazer chorar, a Netflix já confirmou a próxima temporada. E eu não vejo a hora!

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