Resenha ‘Amor(es) Verdadeiro(s) – Taylor Jenkins Reid’

Oi ooooi gente! Hoje eu vim fazer meu papel de fã ensandecida e vim panfletar mais um livro da maravilhosa Taylor Jenkins Reid, dessa vez, falando sobre Amor(es) Verdadeiro(s). Esse é o livro lançado logo após a explosão de sucesso que foi Os Sete Maridos de Evelyn Hugo e, talvez por isso, cheguei a ver muitas opiniões opostas sobre essa trama, muito mais do que já tinha visto até então, sobre os livros da TJR. Com isso, estava um pouco nervosa para iniciar essa leitura. Só que, de novo, ela veio e deu um tapa na minha cara, com gosto! Antes de falar mais sobre a trama, vamos a sinopse…

Emma Blair casou com seu namorado do colegial, Jesse, quando tinha vinte anos. Juntos, eles construíram uma vida diferente das expectativas de seus pais e das pessoas de sua cidade natal, Massachusetts. Sem perder nenhuma oportunidade de viver novas aventuras, eles viajam o mundo todo, curtindo a vida ao máximo.
Mas, em vez do tradicional “e viveram felizes para sempre”, uma tragédia separa os dois, no dia do seu aniversário de um ano de casamento. O helicóptero com o qual Jesse sobrevoava o Pacífico desaparece e, simples assim, o amor da vida de Emma se vai para sempre.
Emma volta para sua cidade natal em uma tentativa de reconstruir a vida e, depois de anos de luto, reencontra um velho amigo, Sam, que lhe mostra ser, sim, possível se apaixonar novamente. E quando os dois ficam noivos? Emma sente que a vida lhe deu uma segunda chance de ser feliz.
Pelo menos é o que parece ― até que Jesse é encontrado. Ele está vivo e tentou voltar para casa, para Emma, todos esses anos que passou desaparecido. Agora, com um marido e um noivo, Emma precisa descobrir quem ela é e o que quer, enquanto tenta proteger todos que ama
Emma sabe que precisa escutar seu coração, ela só não tem certeza se sabe o que ele está querendo dizer.

A história começa, nos dias atuais, digamos assim. Emma já perdeu seu marido, passou pelo luto e está recomeçando a sua vida. É dia de celebrar o aniversário de seu amado pai, junto das outras pessoas de sua família e o seu noivo, Sam. Tudo estaria bem, se não fosse uma ligação que mudaria tudo ao redor. Depois de anos após receber a notícia de que Jesse foi dado como morto, depois da queda do helicóptero em que ele estava, vem o choque: o próprio Jesse liga e avisa que não só está vivo, como também está voltando para casa.

Então, voltamos ao passado, para entender como esse casal aconteceu, em primeiro lugar. Primeiro, vamos saber como Sam e Emma se conheceram. Ele foi trabalhar na Livraria Blair e, ainda que Emma, inicialmente, tentasse não se aproximar tanto do rapaz, eles acabaram amigos. Sam tinha um certo interesse na menina, mas depois dela negar um convite para sair, acaba aceitando o papel de amigo. Já Jesse, a jovem conheceu durante uma competição de natação, mas ele tinha namorada e ficou só no âmbito platônico por alguns anos, até finalmente, ele estar solteiro e o destino unir os dois.

E, pouco a pouco, dia a dia, minuto a minuto, em um ritmo tão lento que você mal consegue notar que tem alguma coisa acontecendo, você redescobre um propósito para a sua vida.

A união começou de forma louca, com os dois na delegacia, depois de saírem de uma festa de formatura. Mas, mesmo com essa forma, eles ficaram cada vez mais unidos e apaixonados. Realizaram o sonho de irem para a faculdade em Los Angeles, seguiram suas próprias vontades e desejos, até chegar ao momento em que Jesse pede Emma em casamento, para então fazerem a cerimonia dos sonhos deles, prontos para ficarem juntos até o fim da vida. O casal só não esperava que uma tragédia se abatesse sobre eles, quando Jesse recebeu uma proposta e precisou ir para uma viagem que não teve volta. E esse fato tirou o chão de Emma.

Durante muito tempo após o acidente, ela estava letárgica. Fazia as coisas no automático, chorou, precisou voltar para sua cidade natal, depois de tanto sonhar em sair dali. Sofreu demais, sentiu vazio. Mas entendeu que precisava continuar a viver e, aos poucos, foi descobrindo como. Então, pouco mais de dois anos após aquele momento em que ela achou que tudo estava acabado, Emma reencontrou Sam de forma casual. E, ainda que ainda se sinta insegura sobre essa decisão, a nova mulher que ela se tornou, decide aceitar sair com um antigo amigo. E, entre encontros, conversas e afins, eles começam um relacionamento.

As coisas boas não esperam até a gente estar pronto. Às vezes chegam antes, quando estamos quase lá. E eu concluí que, quando isso acontece, temos duas opções: deixar passar, como se fosse o ônibus errado. Ou então fica pronto. Então eu fiquei.

Algo que Sam sempre deixou claro, foi que ele não esperava substituir o Jesse. Ele entendia a importância e o papel que o homem teve na vida de Emma e não queria que ela o esquecesse ou deixasse de amá-lo. Ele só queria ter o seu próprio espaço e amor. E assim foi feito. O amor entre os dois floresceu e eles eles acabaram noivos, de uma forma ‘tão eles’. E, enquanto os preparativos para o grande dia estavam sendo feitos, enquanto Emma já havia se acostumado com a mulher que se tornou, responsável pela Livraria Blair, noiva de Sam, que toca um pouco de piano e é mãe de gatinhos… ela recebe a chocante ligação de seu ex marido, que está vivo.

A volta do Jesse mexe com todos eles. Obviamente, a cabeça de Emma gira, porque ela não esperava por esse choque. Sam acaba se sentindo pisando em ovos, por não saber como agir ou até mesmo o que esperar. E quando chega o momento de reencontrar seu ex – ou é atual? – marido, a mulher não sabe como agir direito, o que falar, talvez nem mesmo o que sentir. Mas, fato é que o seu atual relacionamento não fica muito tempo escondido, mas Jesse tem uma afirmação: ele ama Emma e vai brigar por ela. Nessa armadilha do destino, resta saber como ela irá reagir a tudo, todos os sentimentos que estão borbulhando dentro de si e até mesmo os dois homens que ela verdadeiramente ama e que estão dispostos a lutar por ela.

“Mas estou começando a pensar que nem sempre sabemos quais são os nossos sonhos. Às vezes precisamos levar umas porradas antes de aprender.”
“Ah”, Sam falou. “Um brinde a isso”.

Obviamente, não tenho mais o que falar da trama, principalmente a partir do momento em que Jesse retorna e tudo começa a se desenrolar mais. Então, preciso falar sobre os personagens. Começando por Emma, que é uma pessoa que eu gostaria de ser amiga, de pegar da mão e estar ao lado o tempo todo. Ela sempre teve sonhos grandes demais para a cidade que viveu a vida toda e sonhava em viajar pelo mundo e isso foi feito, mesmo depois de encontrar o seu grande amor. Mas, quando sofreu o grande baque e precisou recalcular sua rota, também descobriu um outro lado de si mesma. Não foi fácil, não foi legal, mas deu muito mais coisa para ela. A volta de Jesse também não é algo fácil de lidar. Eu tentei me colocar muito no lugar dela, me questionando se faria as mesmas coisas, questionando sobre erros e acertos, mas a verdade é que tudo isso é algo tão surreal que, simplesmente, não tem como. Inclusive por isso, ainda que aconteçam coisas que possam magoar os corações que escolhem um dos dois homens como par ideal, eu não consegui julgá-la em momento algum. Só conseguia desejar que, independente de quem eu escolheria, iria entender quem ela escolhesse. Porque, uma coisa é inegável, ambos são amores verdadeiros, no seu modo, no seu tempo.

Os dois homens da vida de Emma são muito fáceis de amar. Sam é o cara que queria uma chance na adolescência e acabou não tento. Então, quando o reencontro acontece, ainda que ele respeite o tempo dela, por toda a história que ela tinha passado. Ele é um doce, tem um lado todo encantador e um príncipe. Mas, principalmente, ele ama a Emma. E, ao mesmo tempo em que ele tenta entender tudo o que está acontecendo, ele também sofre pela situação. Já Jesse é o amor juvenil que conseguiu se realizar, até o momento que se perdeu. Ele passou por um verdadeiro inferno e lutou para poder voltar. São inimagináveis traumas que estão na cabeça dele, enquanto lutou o quanto pode para poder reencontrar a mulher que ama. Sendo assim, é compreensível que ele queira brigar para ter ela de volta. Não só isso, mas também que se entristeça ao descobrir certas coisas que aconteceram, seja relacionados as coisas corriqueiras da vida, quanto em relação a mulher que ama. Se eu consegui escolher um dos dois? Sim, feliz ou infelizmente rs. Se foi a mesma escolha que a da Emma? Hmmm…

[…] Mas acho que esse é o grande lance no amor entre duas pessoas – é impossível recriá-lo. A cada vez que amamos, a cada pessoa que amamos, o amor é diferente. Nós somos diferentes.

Falar sobre a escrita da Taylor, é mais pra exaltar o quanto essa mulher é maravilhosa. Não nego que virei muito fã com os livros da Evelyn e da Daisy, logo em seguida conheci a Hannah e, agora, a Emma. As histórias são diferentes entre si, ainda que as duas primeiras compartilhem o fato de retratarem a badalada vida de famosos. Mas, o que todos os livros que li dela, ao menos até agora, tem em comum, são as mulheres fortes e incríveis que ela cria e eu amo essa fato. Cada uma delas passou por acontecimentos que marcaram e mudaram suas vidas e nós conseguimos ter empatia por elas, conseguimos amá-las de todo coração. Nessa trama, confesso que me peguei chorando em tantos momentos, muitas vezes me questionando o que faria, como me sentiria. Dona Taylor mexeu com muito de mim e me fez colocar dezenas de post-its pelo livro, SOS! Sua escrita continua absurdamente cativante do início ao fim, nos prende a cada linha e momento que ela nos oferece. E, a cada linha, cada livro, cada trama que eu mergulho, me apaixono mais por sua mente maravilhosa e me pego na expectativa do próximo. A escrita foi feita em primeira pessoa, com Emma contando os fatos. Confesso que, a única coisa que eu adicionaria a esse livro, seriam capítulos narrados por Jesse e Sam, para podermos conhecê-los e entende-los melhor.

Na parte da diagramação, a Paralela trouxe uma capa bem diferente da original e, confesso, custei muito para entender o conceito, mas, quando se olha a capa e a contra capa juntas, fica um pouco mais fácil. Por dentro, temos folhas amareladas, com espaçamentos e letras confortáveis para a leitura. Os capítulos não são numerados, mas estão dentro das partes divididas dentro da história, conforme a construção da narrativa.

Mas acho que é por isso que o amor verdadeiro é uma ideia tão atraente, para começo de conversa. É difícil de encontrar e manter, como todas as coisas que valem a pena. Como ouro, açafrão ou a aurora boreal.

Amor(es) Verdadeiro(s) roubou meu coração e mexeu comigo de uma forma que eu não esperava. Estava com medo da leitura por alguns motivos, mas todos se mostraram infundados. Me apaixonei pelos personagens, fiquei com coração tocado pela situação e desejei que, além de não passar por isso nunca, cada um dos personagens pudessem encontrar seu final feliz. Enfim… apesar do fato de que gostaria de ter lido um dos homens narrando e um tiquinho de capítulo a mais, esse livro foi perfeito e marcante. Sem dúvidas, deixo as cinco Angélicas.

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