Crítica da Série ‘WandaVision – 1 Temporada’

Oi ooooi gente! Hoje vim comentar sobre a primeira série da Marvel! WandaVision estreou em janeiro no Disney+ e, sem dúvidas, abriu o caminho de sucesso do estúdio, no mundo dos viciados em maratonar. Foram nove episódios que enlouqueceram o público com suas homenagens a sitcons, diversas teorias e uma visão dos dias seguintes a trama que deu fim a Saga do Infinito. Mesmo depois de um bom tempo desde seu episódio final, vim panfletar ela por aqui. Antes de falar mais, fiquem com a sinopse e o trailer…

Após os eventos de “Vingadores: Endgame” (2019), Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany) se esforçam para levar uma vida normal no subúrbio e esconder seus poderes. Mas a dupla de super-heróis logo começa a suspeitar que nem tudo está tão certo assim. Eles se encontram, na verdade, dentro de uma constante sitcom, que vai desde a década de 50 até os dias de hoje. Conforme o tempo passa, Wanda e Visão perdem o controle da situação, sem saber mais o que é real e o que é ficção. Eles ficam presos em um eterno vai e vem: da Era de Ouro da TV nos EUA, com imagens em preto e branco, ao presente – e vice-versa.

WandaVision, como disse, vem com o peso de ser a primeira série da Marvel Studios e também a primeira pós a Saga do Infinito ter sido finalizada nos cinemas, com Ultimato. Ainda que o arco tenha sido fechado, também ficaram muitas perguntas. Algumas delas eram como alguns personagens seguiriam em frente. E Wanda (Elizabeth Olsen) era uma delas. Mas, não esperem respostas nos primeiros episódios da série. Dando partida na homenagem aos sitcons, os episódios introdutórios se passam nas décadas de 50 e 60, fazendo referências a I Love Lucy e A Feiticeira. Eles episódios vem apenas com uma carga divertida e bizarra, ainda mais se passando em preto e branco, onde nos questionávamos como Visão (Paul Bethany) estaria vivo. E como eles acabaram em juntos e morando no subúrbio. E isso pode causar uma certa estranheza para os fãs, mas o melhor ainda está por vir.

Com o terceiro episódio sendo a ponte de ligação entre a comédia e o verdadeiro drama e a verdadeira trama que está por vir, ele acaba sendo o mais fraco. Mas o quarto já vem com força total, quando o mundo ganha cores e começando a ter respostas sobre o que está acontecendo. Vamos perceber a realidade que Wanda criou e, principalmente, vamos começar a entender como as pessoas estão interagindo por lá e porque alguém como Monica Rambeau (Teyonah Parris) – sim, a garotinha de Capitã Marvel – acaba parando por lá.

Homenagens são feitas também para Family Ties e Growing Paris, além de Malcon in the Middle e Moderon Family, enquanto vamos passando por episódios e vendo mais ainda da vida que Wanda está construindo para ela, o seu amor e as outras pessoas de Westview, inclusive chegando até mesmo a ficar grávida e ver seus filhos, Tommy e Billy, de bebês a crianças maiores bem rapidamente. Tudo isso, enquanto vai mostrando o quanto Wanda é super poderosa e o quanto o seu psicológico está abalado e está influenciando diretamente tudo o que ela tem feito até então e porque dela querer manter as coisas como estão e as pessoas afastadas dela e deu próprio universo.

Mas, o ápice fica mesmo por conta dos dois últimos episódios. Perdendo o seu tom de sitcom, vamos acompanhar uma viagem pela trajetória de vida da Wanda, desde quando ela uma criança apaixonada pelo gênero que a série homenageia, perdendo os pais, indo para as mãos da Hydra e, até mesmo quando invade a S.W.O.R.D. E tudo isso enquanto ela é guiada por Agnes (Kathry Hahn), que desde o início nos é apresentada como a vizinha engraçada e fofoqueira, mas que vai revelar sua verdadeira face na reta final. E, não só isso, ela também que falará sobre Darkhold, o livro proibido e que revela a personalidade de Feiticeira Escarlate pela primeira vez no MCU.

O final é incrível, mas devemos lembrar que a série, apesar de ter sido criada para apenas uma temporada, tem total ligação com Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. E, não só isso. Também é esperado que os meninos Billy e Tommy tenham sido introduzidos para, no futuro, assumirem os mantos de Wiccano e Célere, nos Jovens Vingadores. Sendo assim, ainda vamos acompanhar mais de Wanda e até mesmo quem sabe não teremos alguns pontos importantes do que ela fez e criou, quando o multiverso fizer sua entrada nas telonas, e até onde ela iria para trazer de volta o que ama. Claro que isso pode ter frustrado os fãs que fizeram teorias por semanas, ou até mesmo quem queria mais respostas. Mas, de uma forma geral, a série foi muito satisfatória.

A série não fica devendo em nada nos efeitos visuais e na edição, mostrando que a Marvel não fez distinção do que seria para o streaming, do que seria para os cinemas. O elenco é hiper carismático e entrosado. Claro que a Liz Olsen quem dá o nome e brilha em tela. Desde os pontos mais cômicos de Wanda, quanto a ser uma simples dona de casa e uma mãe exausta, mas também como um feiticeira absurdamente poderosa e que está sofrendo. Realmente, tem momentos que a gente sente a dor dela, assim como a tristeza de precisar abrir mão de tudo o que sonhou. Paul Bethany também vem muito bem, como um Visão bastante manipulado, sem ter noção do que está acontecendo, até se confrontar com o Visão Branco, sem sentimento algum.

Nos personagens secundários, os olhos se viram todos para Katharyn Hahn, que brilha com todas as facetas apresentadas por Agnes, inclusive a de cantora. É inegável que a série soube trabalhar bem todos os personagens que apresentou e que poderiam se perder. Além de reencontrar uma Monica crescida na pele de Teyonah Parris, vamos ter um “recast” do Pietro/Mercúrio, com a participação de Evan Peters, mais uma coisa que mexeu com a cabeça dos fãs. Também temos a volta da Darcy Lewis de Kat Dennings, que não aparecia desde Thor: O Mundo Sombrio. Assim como o Jimmy Woo de Randall Park, que apareceu em Homem Formiga e a Vespa.

Além do óbvio gancho para o próximo longa de Doutor Estranho, a série trás uma clássica cena pós crédito. Ela tem a ver com Monica e os Skrulls, apresentados também em Capitã Marvel. Isso pode ter ligação direta ao próximo filme da personagem e também com a já anunciada série Invasão Secreta, que vem ganhando novos atores, como Emilia Clarke, nos últimos dias.

Sem dúvidas, o saldo final de Wandavision é muito bom. A série prometeu e cumpriu a proposta de apresentar um lado diferente da Marvel, onde eles encontraram novos modos de narrativa e um espaço para valorizar personagens que eram, até então, secundários. Mesclando o tom engraçado com o sombrio, a série vem para conquistar, explicar e gerar mais expectativas para o futuro do MCU e as novas fases que estão para chegar, mostrando que séries incríveis podem ser combinadas com os maravilhosos filmes que vem angariando legiões de fãs na última década. E que venham as próximas. Então, até a crítica de Falcão e o Soldado Invernal.

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