Resenha ‘Um Homem Irresistível – Danielle Steel’

Oi ooooi gente! Hoje eu trouxe a resenha de Um Homem Irresistível, da Danielle Steel. Esse foi o meu primeiro contato com a autora e foi graças a minha assinatura anual do Clube da Carina 2021, que trouxe esse como um bônus. Não posso negar que fiquei super empolgada com a escolha feita para presentear os assinantes, porque sempre quis ler algo dela. Mas, antes de comentar mais sobre a história e sobre o que eu achei, vamos a sinopse…

Conheça Maxine Williams, uma dedicada médica com três ótimos filhos, uma carreira invejável e o homem perfeito. O único problema? Seu irresistível ex-marido. Brilhante, carismático e imprevisível, Blake Williams fez fortuna como empresário e está sempre em busca de novas aventuras. Porém, ainda que pareça o homem perfeito, ele é incapaz de cumprir o papel de marido e muito menos o de pai. Por isso, Maxine, mãe de seus três filhos, divorciou-se dele há cinco anos. Desde então, ela se dedica exclusivamente à sua carreira como psiquiatra especializada em traumas infantis e adolescentes suicidas e aos filhos: Daphne, Jack e Sam. A vida de Maxine segue uma rotina rígida, sem espaço para imprevistos nem surpresas. Então tudo muda. Ela se apaixona pelo Dr. Charles West, um médico maduro e presente em sua vida, tudo o que Blake jamais foi. Ao mesmo tempo, Blake se vê responsável por uma causa humanitária quando um terremoto atinge uma área próxima a um de seus palácios, e ele precisa de Max para ajudá-lo nessa empreitada. Max, prestes a se casar, sabe muito bem o que fazer, mas será que essa iniciativa de Blake mudará o comportamento desse homem irresistível?

O livro começa nos apresentando Blake e seu estilo de vida. Um bilionário, que aproveita a vida fazendo diversas coisas, vivendo altas aventuras, andando com mulheres novas e não se preocupando com nada. Ele é divorciado e, ainda que esteja sempre se envolvendo amorosamente, não pretende se casar de novo. Seu grande amor foi e é sua ex, Maxine. Eles não deram mais certo como casal, mesmo depois de anos e dos filhos, mas mantém uma ótima relação de amizade. E assim eles vão levando o relacionamento.

Maxine é uma incrível psiquiatra, cuja especialização é trauma e adolescentes suicidas, e ela ama absurdamente o que faz. Ela se casou com Blake quando ainda estava começando sua carreira e ele era um homem lutando pelo seu espaço no Vale do Silício. O casal era classe média que, do dia para a noite, viu Blake dar um golpe de sorte e ter uma ascensão meteórica que o deixou com muito dinheiro. Depois de um tempo, o homem percebeu que tinha riquezas demais e não queria ficar preso em um lugar apenas. E, apesar de ter esposa e três filhos, isso não o mantinha em casa. Viajava sem limites pelo mundo, comprando várias casas, aviões e barcos. Se ganhava pelo lado de bem material, perdia pelo sentimental. Não estava ao lado de sua esposa em vários momentos cruciais, até mesmo quando seu filho caçula ficou no hospital e Maxine só conseguiu encontrá-lo dias depois. Isso tudo fez com que ela decidisse se separar.

As crianças o amavam e também sabiam que só podiam contar com a mãe, pois o pai ia e vinha com o vento. Maxine sabia muito bem que elas tinham uma capacidade infinita de perdoá-lo por seus erros. Ela também, por dez anos. Mas, com o passar do tempo, o comodismo total de Blake e a falta de responsabilidade deterioraram tudo, apesar de seu charme.

Agora, cinco anos depois do divórcio, Max continua solteira, se dedicando ao trabalho e aos filhos e não tem tanto tempo pra si. Não consegue se ver em um relacionamento, porque acredita que a maioria dos médicos de sua faixa etária não daria para ter um envolvimento. Mas, as coisas vão começar a mudar quando um dos pacientes de Maxine ter mais uma crise e ela acabar falando com o médico da família, Charles West. Apesar de um primeiro contato conturbado, eles logo se conhecem melhor e engatam um namoro. Só não será nada fácil dos filhos dela aceitarem bem isso.

Enquanto vamos vendo bastante da vida de Max, Blake aparece em menos quantidade. Mas vamos vendo que ele também está se envolvendo com uma pessoa, mas segue viajando pelo mundo, aparecendo para ficar com os filhos em momentos bastante espaçados, de uma forma mais amigável, do que educativa. E, em mais uma de suas viagens, em que ele vai para Marrakech, para reformar sua mais nova casa, Blake será testemunha de um terremoto que vai assolar o país e mexerá muito com a mente dele e ele só tem uma coisa em mente: precisa ajudar aquelas pessoas e precisa que Maxine o ajude nisso. E, esse fato, fará uma grande transformação nele.

Ele a conhecia muito bem, melhor do que qualquer outra pessoa no mundo. Foi a pior parte de desistir de Blake. Eles ficavam muito confortáveis juntos e se amavam demais. E, de várias maneiras, ainda se amavam. Blake era sua família, sempre seria, e era o pai de seus filhos. Para Max, isso era sagrado.

Já ela está levando seu relacionamento com Charles, tentando fazer com que ele e as crianças se conectem de alguma forma. Por enquanto, apenas Sam, o mais novo, está disposto a ter uma troca com o padrasto. E tudo tende a piorar, porque Charles a pede em casamento e ela aceita. Ele ainda precisa aprender a lidar com três crianças, coisa que ele não está adaptado e piora quando elas não dão muita chance. Só que o deixa ensandecido é quando Max decide que irá sim viajar para outro continente para ajudar o ex marido. Charles não consegue entender e aceitar a relação que existe entre Maxine e Blake. Nem mesmo sobre decisões que ela toma referente a babá das crianças, Zelda, e o fato do processo de adoção dela.

Agora, as vésperas do seu casamento, com Maxine escolhendo correr e ajudar Blake, Charles com muito ciúmes, várias situações vão acontecer que vão criar atritos entre o novo casal, seja em relação as crianças, babá ou ex, as coisas vão fazer com que Max, no fundo, se questione sobre o que está fazendo, enquanto tenta agradar a todos, mas não estando totalmente feliz e satisfeita. Resta saber como ela irá lidar com tudo isso. E, se seguirá com a decisão de casar com Charles ou Blake voltará a abalar as estruturas de seu coração com a nova atitude que vem tendo.

Segundo Jack, a mãe sabia de tudo e tinha uma espécie de radar e visão de raios X implantada na cabeça. Era parte do pacote de ser mãe.

Bom, acho que falei até bastante coisa sobre a trama, mas quero falar um pouco sobre os personagens. Começando com a dona e proprietária desse livro: Maxine. Ela é a verdadeira pessoa irresistível dessa trama. O trabalho dela como psiquiatra é maravilhoso e, pelo menos para mim, foram os de maior destaque da trama, que me deixaram mais interessada. Além de uma médica incrível, dedicada e preocupada, ela tem um super lado mãe. Ela tem três filhos e tenta estar presente para eles a todo momento, afinal, eles não podem ter essa dedicação do pai, então tenta compensar. Mas, não acho que ela seja perfeita, inclusive, algumas atitudes dela com Zelda, a babá da família, me deixaram um pouco incomodada. Mas, não a fez perder o brilho que ela deu ao livro. Por conta da profissão dela, acredito que o livro tenha sim gatilhos, porque são vários pacientes que ela atende e que tentaram cometer suicídio ou morreram.

Como já disse, ela tem três filhos. Daphne, a mais velha, tem 13 anos. Como toda boa “aborrecente”, ela está na fase em que os atritos com os responsáveis começam a aparecer. E, piora, que ela tem comportamentos insuportáveis com os namorados atuais dos pais. Parece que, anos depois da separação, agora caia a ficha de que eles não estão mais juntos, mas ela quer que volte. Jack é o do meio, com 12 anos. Ele não aparece tanto e nem tem fatos que o destaque como os irmãos. Mas, quem roubou meu coração com Sam, de 6 anos. Ele é uma criança absurdamente fofa, companheiro e defensor da mãe. Em minha humilde opinião, é o único homem irresistível desse livro. Deu vontade de dar muitos abraços fofinhos dele. São momentos engraçados, encantadores e até mesmo de preocupação.

A vida era isso. Maxine adorava uma frase do Talmude e sempre pensava nela: “Quem salva uma vida salva o mundo inteiro.” Percebeu que talvez Blake finalmente tivesse percebido isso também.

E temos os dois homens: Blake e Charles. Nenhum dos dois sendo irresistíveis. Mas, o título, sem dúvidas, se refere a Blake. A única coisa boa dele, durante grande parte do livro, é a riqueza e o que ela pode proporcionar aos filhos. Porque ele tem zero responsabilidade afetiva com a ex, não age como pai, parece um eterno adolescente endinheirado. Só quando acontece o terremoto que parece mexer com ele, que ele tem uma atitude mais humana. Ainda que, para mim, não tenha sido suficiente para a redenção do personagem. Do outro lado de um possível triângulo, temos Charles. Desde o instante que apareceu, questionando Max, me incomodou demais. E, durante o namoro deles, foram juntando mais outras diversas atitudes. Modos de falar, tentativas de fazer com que ela mandasse os filhos para o internato e as crises de ciúmes, que resultavam em brigas e péssimos comportamentos. Como disse, nenhum dos dois foi irresistível.

Acho que, pelo o que disse até aqui, deu para perceber que o livro não funcionou para mim. Várias coisas me incomodaram mesmo e isso atrapalhou o meu afeto por ele. Desde atitudes dos personagens – eu só passei pano para adolescentes, por motivos de imaturidade -, como pela proposta de apresentação da trama. Começando pelo título. Não sei como ninguém não tenha falado “então, esse título aí… não vai dar não”. Até o Goodreads dá uma sugestão de nome em português mais crível: Por Conta Própria. O título exalta a figura de Blake, quando o livro orbita todo em torno de Maxine e como ela lida com tudo de forma impecável. E eu não soube lidar bem com isso. Inclusive, me senti uma E.T., porque quando postei que estava lendo esse livro, diversas pessoas comentaram que amaram. Quanto a escrita de Danielle, foi meu primeiro contato com ela. Não posso dizer que tenha amado, devido a algumas problemáticas, mas fiquei com vontade de ler outros e descobrir algum que possa amar e que me conquiste. Então, sim, darei mais uma chance a nós duas de nos conectar. A narrativa da autora não é tão fluída, mas ao mesmo tempo, tem um lado cativante. Os capítulos são focados em Max ou Blake, mas sempre em terceira pessoa.

Maxine ficou chocada com o que viu. Blake cresceu. Finalmente, tornou-se adulto. Não havia mais sinais nem do Peter Pan nem do cafajeste. 

Quanto a diagramação, temos uma capa muito bonita, isso não tem como negar. Ela difere da original, mas ainda trás um homem. O título vem prateada e com uma leve textura. Por dentro, as páginas são amareladas, com espaçamento e letras confortáveis para a leitura. Os capítulos são apenas numerados. A minha edição, como disse na introdução, veio no Clube da Carina – Temporada 2021, então, por isso ele tem o selo do clube na capa, fazendo ser uma edição exclusiva,

Um Homem Irresistível, ao menos para mim, não trás nenhum homem irresistível, mas uma mulher. A protagonista abraça o mundo entre ter um tempo para si, seu trabalho e seus filhos. E, por ela, pelos momentos com seus pacientes e a educação das crianças, deixo três Angélicas.

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