Resenha: ‘Blow – Heidi McLaughlin’

Oi gente! Eu conheci a escrita da Heidi lá em Para Sempre Minha Garota, publicado em 2017, e desde então leio tudo que ela publica aqui e trago a resenha para vocês. Dessa vez vou falar de Blow, livro publicado pela Cherish em janeiro, e eu já fiquei empolgada por saber que o mocinho era um rockstar, mas que ele também enfrentaria os problemas que a indústria acaba trazendo para quem é famoso. Vou deixar logo o alerta de gatilho, pois essa trama aborda a realidade de um viciado em drogas. Fiquem com a sinopse que eu já conto um pouco mais…

“Bodhi McKnight sempre teve tudo entregue a ele em uma bandeja de prata: fama, sucesso, dinheiro, mulheres. Os pais do gato de olhos azuis e cabelos castanhos são celebridades de Hollywood, e quando ele é convidado a se juntar à banda Virtuous Paradox, sua estrela dispara ainda mais. Mas o mesmo acontece com as expectativas, levando Bodhi a um caminho destrutivo de dependência – até que um lindo anjo da guarda surge para lhe mostrar sobre o amor. Quando Bodhi acaba na reabilitação, ele não espera encontrar alguém tão legal e realista como Kimberly Gordon. Sem se deixar levar por ele ser uma estrela do rock, Kim prefere andar a cavalo a bajular Bodhi, e isso é um sentimento desconhecido e bem-vindo. Kim é o tipo de pessoa que ele procurou a vida inteira: alguém que se preocupa com ele, não com sua carreira ou com seus pais famosos. Quando Bodhi desmorona, as coisas acontecem de maneira rápido e difícil. Ele só espera ser forte o suficiente para proteger o amor deles de todas as pressões e tentações do mundo exterior.”

Bodhi sempre teve tudo que quis por ser filho de duas celebridades de Hollywood. Ele cresceu na frente dos holofotes e não foi surpresa quando se juntou à uma banda e se tornou famoso por si só. Mas a fama cobra seu preço e Bodhi acabou indo longe demais. Um show atrás do outro, uma carreira atrás da outra. Ele levou o lema sexo, drogas e rock n’roll ao pé da letra e não sabe aonde um show começa e outro termina. Ao final da turnê, a equipe da banda resolve dar um mês de folga aos membros e quem sabe assim, Bodhi possa desacelerar. Infelizmente isso não acontece. Sem compromissos com a banda, ele se afunda mais ainda nas drogas, já que sua fornecedora e maior incentivadora a continuar usando cocaína, está morando na casa do músico.

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O rapaz acaba recebendo uma intervenção de sua empresária e de seu pai. Ele é levado para uma clínica de reabilitação, onde precisará passar os próximos 30 dias. Tudo é feito as escondidas para que a imprensa não saiba e até mesmo ache que a banda está fora dos holofotes por estar gravando um novo álbum, mas a realidade é que Bodhi está muito mal e nem mesmo se dá conta disso. Ele acredita realmente que pode parar com o vício quando quiser. Chegando em Serenity Springs, Bodhi precisará enfrentar os dias mais difíceis de sua vida. Ele vai passar pelo processo doloroso de desintoxicar e também remexer na sua mente para entender porque se afundou tanto assim nas drogas.

“Eu não sou viciado. Posso parar quando quiser. Eu simplesmente não quero. Estar alto e me apresentar sob as luzes, é uma viagem. Por que eu desistiria disso?”

É na clínica que ele vai conhecer Kimberly Gordon, uma jovem psicóloga e também filha do dono da clínica. Ela sempre é designada a acompanhar os pacientes e desenvolver um relação de amizade com eles e assim tornar o processo mais fácil para eles. Bodhi rapidamente sente uma ligação com ela, mas percebe que Kim não quer se envolver, justamente, por ele ser um paciente na clínica. Os primeiros dias de Bodhi não será nada fácil e Kim fará de tudo para tornar as coisas melhores para ele, mas o rapaz ainda tem muita dificuldade de admitir o vício. Ele terá uma crise de abstinência intensa durante uma consulta com uma das psicólogas da clínica, o que fará com que Bodhi comece a enxergar o dimensão de seu vício. Além disso, precisará enfrentar todos os seus demônios em nome de uma recuperação plena. Mas o caminho não será nada fácil para ele.

Além de todos os problemas para combater o vício e seus traumas, Bodhi parece ter um novo vício e ele atende pelo nome de Kim. Acho que o relacionamento de amizade evoluiu muito rapidamente para um relacionamento amoroso e isso acaba pressionando muito a recuperação de Bodhi. Como um paciente em recuperação, ele tem muita dificuldade de admitir que precisa compartilhar seu passado para entender onde sua tendência a se entorpecer começou. Não foi apenas a vida fácil de ser um rockstar, vai muito além disso e ele tem medo de estar além da recuperação.

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“Kimberly perto de mim é meu maior incentivo. Ela me faz querer ser melhor… Ela me vê, não o cara no palco.”

Blow é um livro curto, mas você percebe que a Heidi fez uma pesquisa para abordar o assunto. Bodhi é um rapaz muito jovem e que está completamente viciado, mas vamos notando as etapas de sua recuperação. Primeiro vem a negação de que ele seja um viciado, depois o processo doloroso de desintoxicar, além do medo de voltar para as drogas assim que saísse da clínica. Ele também tem muito medo do preconceito que poderá enfrentar e por isso não deixa que nenhum outro paciente conheça sua história, para que assim não possa vendê-la aos jornais.

Eu sinceramente não consegui me conectar com o casal. Achei muito forçado o relacionamento entre eles em plena recuperação de Bodhi, sem falar que é extremamente antiético. Acredito muito que eles possam se sentir atraídos um pelo outro, mas não gostei da forma que tudo evoluiu. Parece que toda a recuperação dele estava baseada no que existia entre eles, então em muitos momentos percebia que Bodhi só estava trocando uma droga pela a outra. Ele precisava de Kim para se manter focado em suas tarefas e achei errada essa romantização. Acredito que eles poderiam sim se envolver romanticamente, mas após a recuperação dele.

“Você é a razão pela qual eu vou ficar limpo. Você é a razão pela qual eu sorrio e quero ser uma pessoa melhor.”

Se o romance entre eles me deixou desconfortável, Bodhi foi responsável por me irritar bastante durante a leitura. A maior parte da história, ele culpa todos, exceto ele, pelo vício. Ele foi um pobre menino rico. Sempre teve tudo que quis, menos a atenção e o afeto dos pais, e isso moldou sua personalidade. Ele é mimado, mas ao mesmo tempo é muito inseguro. Ele nunca precisou lutar por nada, então quando se vê querendo algo que precisará batalhar para conseguir, Bodhi ativa todas as suas inseguranças. Apesar de me irritar, eu tentei entender que todos os sentimentos estavam muito a flor da pele pelo o que ele estava passando, então torci muito pela recuperação dele.

“Minha vida é melhor quando você está nela, e eu quero uma chance de explorar onde isso pode nos levar.”

A capa de Blow é muito bonita e consigo enxergar claramente o Bodhi ali. A diagramação do ebook ficou muito bonito, pois os capítulos tem uma simbologia muito legal, onde nos capítulos narrados por Bodhi temos uma guitarra (músico) e os de Kim temos um cavalo (por causa da clínica ser tipo uma fazenda). Infelizmente achei vários errinhos ao longo da leitura, nada tão grave que impedisse a compressão do texto, mas é bem chato ver um livro com falta de revisão. Essa história foi lançada pela Cherish Books Br, que é uma editora totalmente digital, então vocês só poderão ler essa história em ebook. Além de custar muito pouco, ele está disponível para os assinantes do Kindle Unlimited.

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Blow tem uma trama bem interessante, mas em certo ponto se perdeu ao focar no relacionamento de Kim e Bodhi. Eu estou falando tanto isso que parece que não shippava o casal, né? O problema não é ter um casal na história, até porque estamos falando de um romance, mas senti falta de um desenvolvimento maior, não só na história de Bodhi, mas nos outros paciente da clínica. Entendo que, como Bodhi não se envolveu muito com eles, essa porta acabou se fechando para nós leitores. Ainda sim é um livro muito interessante, com cenas calientes e que aborda um assunto muito necessário. Enfim, deixo minhas 4 Angélicas e até mais.

CLASSIFICAÇÃO 4 ANGÉLICAS

Um comentário em “Resenha: ‘Blow – Heidi McLaughlin’

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