A Hora do Chá: ‘Para Conquistar um Libertino – Suzanne Enoch’

Oi gente! Hoje é dia de chá e de falar do último lançamento da Suzanne Enoch no Brasil. Em janeiro, a Harlequin Books trouxe Para Conquistar um Libertino, que é o primeiro livro da série Receba essa Aliança, e como eu amo as histórias da autora, eu corri para garantir meu exemplar. E a experiência não foi diferente com este livro. Dei boas risadas assim como torci muito pelo casal. Fiquem com a sinopse que já conversamos mais sobre a trama…

“Uma governanta nunca deve ficar sozinha com um homem (sua reputação deve ser imaculada, sem qualquer traço de escândalo). Uma governanta nunca deve questionar as ordens de seu empregador (mesmo quando ele estiver claramente errado). Uma governanta nunca, jamais, deve se envolver com alguém de uma classe superior (mesmo que esse alguém lhe ofereça sussurros sedutores, propostas indecentes e beijos devastadores…). Se não fosse por um lamentável incidente em seu último emprego, Alexandra Gallant não seria obrigada a aceitar um cargo na casa de Lucien Balfour, famoso por sua reputação de libertino, pela beleza pecaminosa e pela completa falta de decência. Agora, com a responsabilidade de ajudar a prima do conde Balfour a entrar na alta sociedade, Alexandra sabe que precisa fazer um bom trabalho para eliminar os vestígios de escândalos passados. Conde nenhum vai desviá-la de seu objetivo, nem que para isso ela precise lhe ensinar todas as regras de decoro imagináveis.”

Alexandra Gallant está com a reputação arruinada e seis meses após esse incidente, ainda não conseguiu um novo emprego. Em seu último trabalho foi alvo das investidas de seu patrão, mesmo que ela sempre tenha deixado claro que estava ali apenas para trabalhar. Infelizmente o fim dessa história não foi nada bom para ela e assim, ela continua buscando uma nova colocação. Sem muita escolha, Alexandra vai para uma nova entrevista, mas agora na casa de Lucien Balfourt, conde da Abadia Kilcairn, conhecido por ser libertino, sem nenhuma decência, sem falar que tem uma beleza pecaminosa.

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Lucien nem mesmo olha para o currículo de Alexandra, assim como não quer saber nada de seu passado, seus únicos objetivos são: que a governanta consiga apresentar a prima à sociedade e que ela faça um bom casamento; e levar Alexandra para sua cama. Essa última opção pode acontecer primeiro, mas pela experiência anterior dela, a governanta já deixa claro que não vai dormir com o patrão. Isso não impede que o conde tente seduzi-la em cada oportunidade. Será difícil resistir ao charme de Lucien, mas ela quer provar que os boatos sobre ela são falsos e que é uma ótima governanta.

“Desde que a vi, lutei contra o desejo de puxar os grampos de seu cabelo dourado, arrancar seus trajes excessivamente recatados e cobrir sua pele nua com beijos lentos e quentes.”

O conde ficou com a responsabilidade de acolher a tia e a prima após a morte de seu tio e agora tudo que ele mais quer é se livrar das parentes indesejadas e foi por isso que estava buscando uma governanta. Ele só não contava que fosse contratar alguém que mexesse completamente com ele e que ainda quisesse lhe ensinar bons modos. A pressa que ele tinha de se livrar da prima chorosa e da tia horrorosa passa a ser adiado já que a partida delas significaria que Alexandra também partiria e isso, ele realmente quer adiar.

A chegada de suas parentas apresentará uma perspectiva que Lucien há muito tempo evitava: o casamento. Ele é o último Conde da Abadia de Kilcairn e se ele morrer sem deixar nenhum herdeiro, tudo que ele tem passaria automaticamente para os herdeiros de sua prima Rose, a pupila de Alexandra. Então enquanto Rose é preparada para ser uma dama e fazer um bom casamento, o próprio conde começa a procurar uma esposa adequada. Só que quando ele fala de adequada, ele nunca fala de amor e isso incomoda muito Alexandra. Todos os dias, Lucien deixa claro suas intenções com relação à ela, então fica claro que ela seria só mais uma na cama do conde.

                        “- Defina ‘adequada’. – De boa família, apta a procriar, casta e atraente, eu espero. – Está procurando uma esposa ou uma égua?”

Esse livro tem uma trama gostosa de cão e gato, aquele clichê que a gente ama, mas ao mesmo tempo é algo completamente novo. Lucien é aquele libertino com letras maiúsculas. Ele tem um humor ácido e gosta de dizer que não se importa com nada e nem ninguém, mas logo vamos percebendo que isso é uma mentira que ele conta pra si mesmo. Ele tem a língua afiada e um jeito grosseiro. Até mais da metade do livro, não tem interesse algum em conhecer melhor as parentes, mas Alexandra não tem medo de colocá-lo em seu lugar, mesmo que seja ele o patrão.

Alexandra aprendeu logo cedo que seu lugar na sociedade não existia, já que sua mãe escolheu casar por amor e não com um nobre. Como sobrinha de um duque, ela poderia ter feito um bom casamento, mas como sua mãe foi renegada pela família, ela, automaticamente, perdeu a chance de fazer parte da sociedade. Os pais morreram muito jovens e o tio mais uma vez renegou a família que a irmã construiu, e assim Alexandra teve que trilhar seu próprio caminho. Se tornou governanta para poder sobreviver descentemente, mas em seu último emprego foi alvo das investidas do patrão e um grande boato se formou depois disso, o que causou em sua ruína.

“- Quero você na minha vida, Alexandra.
Os olhos turquesa o estudaram.
– Às vezes eu quase acredito no que diz.
Ele sorriu.
– Viu? Já estou conquistando você.”

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Eu amei esse livro, achei o casal incrível juntos, mas individualmente eles são explosivos. Lucien vai mudando seus modos e se tornando mais atento e gentil. Já Alexandra é forte, mas ao mesmo tempo tem medo de se entregar ao que sente pelo conde, justamente por já ter sofrido muito na vida. Em alguns momentos, eu fiquei com raiva dela, pois Lucien mudou tudo que ela disse que era desagradável, e ele fez porque ela mostrou que ele poderia se tornar alguém melhor. Ela entrou no modo “vou enrolar esse homem”, e eu já estava pirando de ver o conde completamente apaixonado, com Alexandra ainda sim duvidando de suas intenções. Toda aquela força e independência fizeram com que ela ficasse cega e isso me irritou bastante.

Mais uma vez, um romance de época mostrou o quanto a sociedade não mudou tanto assim. Mesmo no século 21, as mulheres ainda são pré-julgadas por cada ato. Alexandra sofreu as consequências de um boato maldoso e mentiroso e, ainda sim, sua reputação só poderia ser salva por um casamento. Ela precisava de um príncipe num cavalo branco para salvá-la, mas quem apareceu foi Lucien, todo cheio de si, montado num cavalo negro como suas roupas. O que eu mais gosto nele, é que o conde sempre deixou claro suas intenções com Alexandra, mas também sempre pontuou que a decisão teria que vir dela. Até seu ato final fica a espera da resposta dela.

“Ignorar o conde era como ignorar chocolate, mas ele não precisava saber o efeito que causava nela.”

A edição de Para Conquistar um Libertino está maravilhosa. A capa é muito linda e delicada, apesar de achar que Alexandra está longe de ser delicada. A diagramação segue o padrão da editora, com fonte e espaçamento confortáveis para a leitura, além de ter páginas amareladas. Buscando informações sobre o restante da trilogia, eu descobri que esse livro já foi publicado por aqui nos anos 2000 pela Editora Nova Cultural. O mesmo tinha acontecido com a trilogia anterior, Lições de Amor, que a Harlequin republicou e fez com que as histórias ganhassem mais leitores, como foi o meu caso. E sinceramente me sinto muito grata por ter a oportunidade de ler livros que há muito tempo foram lançados e que caíram no esquecimento.

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Para Conquistar um Libertino é mais uma das histórias maravilhosas da Suzanne Enoch. Ela tem uma escrita muito fluida e que envolve o leitor desde o início. Eu sempre sinto falta de um epílogo em seus livros, mas já é algo que não me chateia, porque é característico dos livros da autora. Essa história é leve, divertida e sensual na medida certa. Um casal que tem os melhores diálogos e seus personagens secundários também ajudam muito a movimentar a história. Um grande destaque para os funcionários do conde que entram totalmente nas loucuras de seu patrão e, não poderia deixar de citar Rose, a prima de Lucien, que parecia uma menina chorona e fútil, mas que vai crescendo no livro. Foi um ótimo início de série e pela minha pesquisa pelo próximo livro, eu descobri que o protagonista é primo de Georgie, a protagonista de Como se Vingar de um Cretino. Eu amo um crossover, meu pai amado! Enfim, deixo minhas 5 Angélicas.

CLASSIFICAÇÃO 5 ANGÉLICAS

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