A Hora do Chá: ‘Dama de Cetim – Joanna Maitland’

Oi gente!! Estou de volta na minha amada A Hora do Chá. E hoje eu vim falar de uma história que já me conquistou pela capa: Dama de Cetim, da Joanna Maitland e um dos lançamentos de janeiro da Cherish Books Br. Além da capa maravilhosa, o que me chamou atenção foi um enredo que envolvia viagem no tempo. Eu sou completamente apaixonada por essas tramas, então já me joguei, junto com a Emma, para saber como seria viajar para os tempos da Regência Londrina. Antes de falar mais, fiquem com a sinopse…

“Um vestido de baile de renda de ouro desfiado. O maior Duque da regência de Londres. E a mulher moderna que conecta os dois.
Quando a curadora Emma Stanley encontra um vestido antigo em um corredor interminável do museu, ela sente seu corpo pegar fogo ao tocá-lo. Mas ele se desfaz, deixando-a perdida e segurando os destroços de um vestido de baile da época da regência.
A magia do vestido de renda dourada transporta Emma através dos séculos. Em que ano ela está? Onde ela está? Mais importante, quem é ela neste tempo estranho?
À sua frente, um homem nu se levanta do banho. Ele a recebe. Ele sabe o nome dela. Ele a quer. Mas ele é perigoso – o maior libertino de Londres, o canalha que toda mulher deseja.
Emma deve responder a ele? Será que ela voltará ao seu tempo? E, dadas as sombras ameaçadoras que rondam seu mundo moderno, é seguro voltar?”

Emma Stanley é uma curadora, especializada em roupas do período da regência Londrina. Ela está super feliz por ter sido contratada para trabalhar num grande museu e poder ter liberdade para trabalhar como quiser. Ela está fascinada por um vestido de cetim dourado, que está bastante danificado, mas que chama atenção por sua imponência. Desde que viu esse vestido, Emma passou a ter sensações estranhas e que ela acredita que sejam sonhos ou até mesmo sua mente lhe pregando uma peça já antes de começar a trabalhar no museu tinha passado por um divórcio complicado.

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O vestido continua lhe instigando e num momento totalmente impulsivo, Emma começa a vesti-lo, mas não esperava que ao tocá-lo, sentisse como se seu corpo estivesse pegando fogo. Ela acorda completamente confusa, num lugar diferente e ao tenta descobrir uma saída, ela assiste uma cena um tanto inusitada: um homem nu numa banheira e sendo banhado por uma cerva. Emma fica chocada, mas não consegue desviar seus olhos daquela visão. Ela sente como se conhece aquele homem, mas ao mesmo tempo não sabe quem ele é. Como Emma foi parar ali? Aquilo só poderia ser um sonho, certo?

O problema é que o sonho está muito real e se torna ainda mais possível quando o homem reconhece Emma. Ele sabe quem ela é. Ele a reconhece. E ele a deseja. Como isso pode estar acontecendo? Como ela pode desejar tanto uma pessoa que ela não conhece. Emma não tem nenhuma resposta para as suas várias perguntas. Tudo que ela sabe é que precisar ter este momento, mesmo que seja com um completo estranho. Quando ela acordar, tudo voltará ao normal e ele se tornará apenas uma lembrança, então ela se entrega ao momento. O problema é que não era um sonho.

“Ele a tocou, e sem um momento de hesitação, ela derreteu-se em seus braços. Era o destino. Mesmo que fosse apenas um sonho.”

Tudo que Emma sabe é que magicamente foi transportada para o século XIX e que atende pelo mesmo nome, mas não entende como pode ser possível, ainda mais quando retira o vestido e é levada de volta ao seu tempo. A historiadora que há em Emma começa a buscar respostas para o que aconteceu, mas não registros da existência dela na Era Regencial, ainda mais porque não sabe por qual sobrenome atendia na época. Sem falar que ela não sabe quem é o homem com que esteve romanticamente. Com todas essas perguntas sem respostas, Emma decide que precisa ser transportada novamente e descobrir tudo o que puder sobre a mulher que vive naquela época e principalmente sobre o homem.

“Mas desta vez ela não tinha medo, porque sabia para onde iria. E dessa vez era por vontade própria. Ela iria encontrar sua alma gêmea. Tudo de novo.”

Magicamente Emma fica se transportando de uma época para outra e a cada vez que viaja no tempo descobre mais informações que poderia levar para o seu mundo. Só que além dessas informações histórias, ela vai percebendo que está apaixonada por um famoso libertino e capitão da Marinha Real: Will Allmay. Ela descobre que é uma jovem viúva, aristocrata e com reputação impecável e que seu relacionamento com um libertino seria péssimo diante da sociedade, mas a cada vez que eles se encontram fica mais evidente que Will tem intenções de se casar com ela. É claro que isso assusta Emma, pois como ela poderia aceitar um casamento com ele se ela vem de outra época? Ela precisa voltar para o seu tempo e não retornar mais. Nada a prende ali, certo?

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Eu tive sentimentos conflitantes na leitura desse livro porque ao mesmo tempo que estava completamente presa a trama, em outros momentos eu estava entediada. Eu realmente adorei toda a história do vestido mágico, da personagem poder viajar para uma linha temporal diferente e ainda poder viver os fatos históricos que tinha estudado. Essa parte me manteve refém porque a autora conduziu muito bem, deixando o romance entre Emma e Will como um coadjuvante deste livro e isso realmente me deixou chateada porque eles tiveram os momentos românticos, mas a história não girava em torno de futuro juntos. Não que tivesse um romance, mas ele foi ficado de lado até chegarmos finalmente ao plot

“Por um momento, Emma imaginara os riscos de contar a Will sobre ela ter vindo do futuro. Se ele realmente a amava, a ouviria.”

A cada vez que Emma voltava ao presente e planejava como provar sua existência como uma lady, eu ficava totalmente presa e querendo descobrir como as viagens aconteciam porque jamais tinha visto isso em outras tramas que abordam viagem no tempo. Geralmente, a gente vê o personagem sendo transportado, mas ele não pode ficar voltando para o seu tempo. Em Dama de Cetim, Emma ia e voltava, e assim como a personagem, nós ficamos desconfiados de sua sanidade mental. Seria mesmo possível viajar no tempo e plantar provas de sua existência em outro século? Na reta final, ficamos cada vez mais curiosos para descobrir justamente isso e qual escolha Emma fará. 

Basicamente a personagem central é Emma Stanley, uma mulher que não tem ninguém por ela. Sua única amizade é com Richard e sua esposa. Além de amigo, ele também é seu colega de trabalho. Ela passou por um casamento traumatizante e que lhe deixou marcas permanentes, e talvez, seja por isso que desconfia muito das intenções de Will. Ela acredita que finalmente esteja em paz consigo mesma por causa do ótimo emprego que conseguiu, mas as viagens no tempo estão despertando ideias que Emma não se permitia pensar. Ela poderia ter um futuro na Regência? E com Will? 

“Teria que esconder os itens no quarto azul na realidade de Will e então garantir que outra pessoa no século vinte e um fosse a responsável por abrir as tábuas e descobrir o tesouro debaixo. Era a única maneira de proteger a imagem da Emma moderna como uma curadora honesta de museu.”

E falar de um romance e não citar o casal é quase impossível, certo? Nós temos um casal. Temos um libertino completamente apaixonado por uma lady. Eu gostei muito dele, mas senti que ele não foi aprofundado, assim como o romance entre eles. O relacionamento vai ganhando força apenas nos últimos capítulos, pois Emma vai percebendo que também está completamente apaixonada por Will e que deveria contar-lhe a verdade sobre quem ela é. Antes ela gostaria de provar a existência de lady Emma e de Will, mas parece que está andando em círculos. A única pista que parece ligar tudo é a Casa Lamb, mas ela não entende como poderia um vestido lhe fazer viajar pelas linhas temporais. 

A edição de Dama de Cetim já nos encanta por essa capa maravilhosa trazendo o tão falado vestido de cetim dourado, além da imagem de um relógio que aparentemente também estaria ligado ao fato de Emma poder viajar diretamente para o século XIX. A diagramação está bonita, uma pena que a revisão final não esteja perfeita, pois encontrei muitos erros no texto. Nada tão horrível que prejudicasse a leitura, mas não poderia deixar de mencionar isso. A Cherish fez um trabalho incrível de trazer uma história que mistura o mundo moderno, um romance de época e viagem no tempo. Eu adoro tramas assim. Na nota da autora ela fala que existiu um vestido em que ela se inspirou. 

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Dama de Cetim é surpreendente, pois eu fiquei criando várias teorias e nenhuma realmente aconteceu. Amei todos os mistérios que envolvia a personagem e o final foi uma mistura de triste e perfeito. É como se a infeliz Emma do presente tivesse encontrado seu caminho através de um vestido mágico e, isso acaba dando um toque de contos de fadas. É um romance de época completamente diferente do que costumo ler, mas não foi uma leitura ruim. Teve romance, teve investigação, teve magia e viagem no tempo. Foram pequenos detalhes que não me deixaram favoritar, mas com certeza vale a leitura e principalmente as minhas 4 angélicas.

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