Maratona de Férias 2021: ‘Cinco Motivos para Assistir: Expresso do Amanhã’

Oi gente!! Eu tinha tirado umas semanas sabáticas, mas já estou de volta e cai direto na nossa Maratona de Férias de 2021. E aproveitando o gancho de temporada nova, eu vim te dar Cinco Motivos para Assistir Expresso do Amanhã, uma série que vem sendo distribuída pela Netflix. A Primeira Temporada estreou em plena pandemia em 2020 e recebeu duras críticas justamente por mostrar pessoas em confinamento. Antes de falar um pouco mais sobre o projeto do vencedor do Oscar, Bong Joon Ho, fiquem com a sinopse e trailer…

“Em Expresso do Amanhã, um grupo de pesquisadores cria um experimento capaz de pôr fim à ameaça do aquecimento global, mas seus planos não saem como o planejado e eles acabam eliminando quase toda a vida da Terra, que, por sua vez, transforma-se em um deserto de gelo. Os únicos sobreviventes vagam pelo planeta a bordo de um trem chamado Snowpiercer, mas nem todos estão conformados com a situação. Com isso, uma revolução está prestes a eclodir.”

A história base de Expresso do Amanhã ou Snowpiercer é bem conhecida na Comunidade Geek, então quando a TNT apostou nesta nova produção não foi surpresa que a Segunda Temporada fosse renovada antes mesmo da estreia da série. Ela estreou com o maior índice de audiência de uma TV paga em 2020 e logo foi transmitida mundialmente através da Netflix. O investimento foi alto não só no elenco, mas em que trabalharia por trás das câmeras já que temos o cineasta sul-coreano Bong Joon Ho, vencedor de vários Oscars por Parasita (2019), como produtor executivo.

Diferentemente da maioria das séries que chegam ao serviço de streaming, os episódios de Expresso do Amanhã foram liberados semanalmente. Exceto na estreia, que o público pode assistir dois episódios e já ficar ansioso pela próxima segunda-feira quando teria um novo capítulo dessa história apocalítica, até enfim chegar a sua season finale (10º episódio). E falando de apocalipse, bora entender um pouquinho do enredo de Expresso do Amanhã antes de falarmos dos motivos para assistir esta série.

Após a tentativa de resfriar a terra e frear o aquecimento global, os cientistas acabaram congelando o planeta completamente. Toda a vida que as pessoas conheciam agora já não existe mais. No final restam apenas 3 mil pessoas que sobreviveram a esse desastre ambiental e todas estão numa locomotiva, com 1.001 vagões, que cruza os continentes sem parar. Há muito mais a ser falado, mas aí já entram nos motivos para assistir a série. Fiquem com os Cinco Motivos para Assistir… Expresso do Amanhã.

snowpiercer

1 – É baseada numa HQ (quadrinho)

A primeira vez que o público teve conhecimento dessa história foi em 1982 quando foi publicado a HQ Le Transperceneige (Snowpiercer: The Escape). O roteiro foi escrito Jacques Lob e todos os desenhos foram feitos por Jean-Marc Rochette. De lá pra cá já tiveram várias versões pelo mundo até mesmo com um roteirista diferente. Aqui no Brasil a Editora Aleph publicou em 2015 uma edição chamada O Perfuraneve. O primeiro volume publicado pela primeira vez em 1984 e, após a morte de Lob, Benjamin Legrand deu continuidade ao trabalho e publicou os dois volumes seguintes: O Explorador (1999) e A Travessia (2000). A edição da Aleph traz o texto integral, unindo os três volumes, diferente do que aconteceu em outros países que publicaram os três volumes separadamente. A Titan Comics, responsável por levar as HQs para os Estados Unidos, anunciou que vai publicar uma trilogia prequel e os dois primeiros volumes já estão à venda.

2 – Já teve um filme

Em 2013, Snowpiercer foi adaptado para o cinema justamente por Bong Joon Ho e foi seu primeiro filme em língua inglesa. Aqui no Brasil, ele só chegou em 2015 e tinha Chris Evans como o nosso protagonista. Assim como na série, o filme também retratou a comunidade que vivia dentro do Snowpiercer e todas as diferenças entre classes. Evans interpretou o líder do Fundo e apesar de assemelhar ao que vemos na série neste momento, pouco foi nos dado de quem ele era antes da terra congelar. O filme se passa quase 20 anos após a tragédia climática, então foram quase duas décadas de sofrimento para quem vivia com muito pouco no Fundo. Apesar da série ser claramente inspirada neste filme e na HQ, o filme não está na Netflix. Mas não desanimem porque ainda dá pra conferir na Globoplay.

3 – Três Produtos, Três Histórias, porém todas interligadas e originais

Na HQ, acompanhamos Proloff, um homem que saiu do Fundo e conseguiu chegar em vagões intermediários. Ele também anda descontente com a vida que a população do Fundo leva, então liderará uma revolução no trem.

No Filme, o protagonismo fica para Curtis Everett (Chris Evans), que também é um homem que vive no Fundo. Cansados dos maus-tratos sofridos, Curtis vai comandar uma revolução e conforme se aproximam mais da frente do trem, mas indignados ficam com as diferenças sociais entre eles.

Já na Série, a trama gira, inicialmente, em torno de um assassinato e de que agora precisam investigar este crime e assim que o ‘fundista’ Andre Layton (Daveed Diggs) será convocado pelos administradores do trem. Conforme Layton vai acessando os vagões, ele perceberá o quanto a revolução, de que tanto falavam no Fundo, é extremamente necessária.

São três produtos, três protagonistas, mas que tem o mesmo fio condutor. Você pode ter acesso a apenas um dos três produtos, mas ainda perceberá que, tanto o filme como a série, abordaram a história de maneira diferentes, mas sem deixar de preservar o conteúdo original que nasceu na HQ. O único personagem que é citado tanto no filme quanto na série foi Wilford. Na Primeira Temporada ele é muito mencionado assim como respeitado, mas apenas agora na Segunda Temporada é que o personagem será verdadeiramente explorado. Os outros personagens são variações do que você pode ter visto no filme, exemplo disso é Mason (Tilda Swinton), a segunda no comando do trem, que pode ser vista em duas personagens na série: Melanie Cavill (Jennifer Connelly) e Ruth Wardell (Alison Wright) que incorporam diferentes aspectos da personagem interpretada por Tilda no longa.

A Titan Comics publicou está imagem mostrando quanto tempo após a tragédia climática quando a história se passa. Poderiam o filme e a série serem spin-off da HQ? Não sei se chamaria de spin-off, mas claramente todas as tramas estão interligadas.

snowpiercertimeline_siZeCyP

4 – Enredo pós-apocalítico e com grande crítica social

O pano de fundo de Expresso do Amanhã é contar a história dos últimos sobreviventes da Terra após o resfriamento total do planeta, mas acaba mostrando a grande desigualdade social que permaneceu mesmo após a tragédia. Enquanto os ‘fundistas’ vivem quase sem nenhum recurso, a frente do trem tem acesso a alimentação, educação, lazer e vários luxos. Podemos dizer que existem várias classes sociais dentro da locomotiva e durante os episódios vamos vendo a divisão nada igualitária desta nova sociedade.

Os ricos não trabalham, seus filhos vão à escola, enquanto eles passam seus dias se divertindo como se estivessem de férias. A classe média vive um pouco melhor e são responsáveis por trabalhos importantes dentro da locomotiva. Já a terceira classe é composta por trabalhadores braçais e a força policial. Após todos eles, existem os ‘fundistas’. Além de viverem aglomerados e condições sub-humanas, alguns deles são levados diariamente para executar funções que a terceira classe não faz.

Layton vai conhecendo as diferenças entre as classes e a faísca de revolução de que já existia no Fundo passa a consumir as demais classes, todas buscando uma divisão igualitária entre elas. Obviamente que os ricos não vão gostar nada disso e passam a cobrar uma posição do comando da locomotiva e aí teremos episódios intensos de uma revolução, além de uma busca incansável para quem ficará com o poder neste trem e isso se intensifica com o plot da season finale.

https___i.cdn_.tntdrama.com_assets_images_2020_05_Snowpiercer-S01E09-1600x900-1-696x392

5 – Diversidade 

O elenco de Expresso do Amanhã tem diversidade e eu amei ver que não está composto 100% por homens e mulheres brancas. Temos brancos, negros, latinos, asiáticos. Além disso, a trama não deixou de mostrar que ainda que a população mundial esteja toda dentro daquele trem, eles são diferentes e cor de pele e personalidade. Isso fica claro quando um dos sobreviventes passa a ser chamado de O Último Australiano (Aaron Glenane) justamente por ser o último de seu povo. Sem falar que temos pautas LGBTS sendo discutidas, seja de maneira positiva com o relacionamento entre Bess Till (Mickey Sumner) e Jinju (Susan Park) ou negativamente quando o operador Osweiller (Sam Otto) usa sexo oral como moeda de troca com os ‘fundistas’. Temos diversidade sim e pra mim isso é sempre um ponto positivo sobre as produções e digamos que a Netflix tem marcando muitos pontos por sempre apostar em elencos e temas que mostram a diversidade. 

Expresso-do-Amanha-na-Netflix

E aí, convenci vocês a darem uma chance para Expresso do Amanhã? Então aproveita que a série está de volta e corre pra maratonar a primeira temporada e assistir semanalmente os novos episódios. Lembrando que tem episódio hoje (09/02). Eu fico por aqui, mas estarei de volta em breve. Até lá. ❤

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s