A Hora do Chá ‘A Noiva do Bastardo – Sarah MacLean’

Oi ooooi gente! Estou chegando na minha coluna preferida e para falar do novo lançamento de uma das minhas autoras de época preferida, que é a Sarah MacLean. Dessa vez, estamos começando uma nova série, a Bastardos Impiedosos e, como costuma acontecer em seus livros, esse tem uma ponte de ligação com a última série da autora, Escândalos e Canalhas. E eu vou explicar como vai acontecer. Mas, caso você não tenha lido, não se preocupe, pois a ligação é mais um easter egg e as histórias podem ser lidas de forma independente.

Um estranho entra misteriosamente na vida de Felicity Faircloth e lhe oferece ajuda para conquistar o duque de Marwick. Solteira há mais tempo do que desejava, ela concorda, mas impõe uma condição: apenas se casará por amor. Filho bastardo de um nobre, Devil – considerado rei das ruas de Londres – passou a vida usando seu poder e aproveitando todas as oportunidades que surgiam em seu caminho. Agora, ele depende de Felicity para que seu plano de vingança seja bem-sucedido. Tudo o que ele precisa fazer é transformá-la em uma mulher irresistível, forjar uma armadilha para seu inimigo e destruí-lo. Mas, quando Felicity se mostra uma mulher verdadeiramente encantadora, Devil percebe que esta não será uma tarefa fácil: ele não imaginava que a paixão abalaria seu implacável desejo de vingança. No primeiro volume da série Bastardos impiedosos, Sarah MacLean nos apresenta uma história emocionante, repleta de personagens encantadores que já estiveram presentes em seus outros livros e que os leitores poderão se surpreender ao reencontrá-los.

Nossa história começa com Devil às sombras da Casa Marwick, enquanto espera seu irmão, Beast. Os dois bastardos, escondidos, planejam invadir o grandioso baile, que mostra à sociedade que o duque jovem, atraente, porém recluso, está de volta. E, com um nobre, com título tão alto e solteiro, é sinal de que a caça a uma esposa e herdeiros vai começar. Mas, os irmãos planejam lembrar um acordo feito tantos anos atrás, quando eles eram em três. O ducado Marwick terá um fim e isso não irá mudar.

Quando está prestes a entrar na casa, seu caminho se cruza com o de Felicity Faircloth, quando a jovem lady vai para o terraço escuro, dar um tempo de todas as terríveis pessoas que estão no baile e todos os péssimos comentários que vem escutando há anos. Ali, nas sombras, eles vão ter sua primeira conversa, onde Devil ficará intrigado com o jeito diferente da dama que está em sua presença. E, também se surpreenderá quando, no meio de um grupo que a está intimidando, mesmo depois de serem seus amigos, ela acaba declarando que conquistou o cobiçado Duque de Marwick, mesmo não tendo trocado uma palavra com o nobre, para falar a verdade.

Houve um pacto, feito vinte anos antes, quando eles eram irmãos de armas. E, embora muito tivesse acontecido desde então, uma coisa continuava valendo mais do que tudo: ninguém volta atrás em um acordo com Devil. 

Felicity sabe que, dessa vez, meteu os pés pelas mãos de modo colossal. Ela não deveria ter dito que já estava comprometida com o nobre, ainda mais no baile dele. Depois de tantos escândalos, sua família não vai resistir a mais um. Principalmente agora que ela descobriu que sua falta de tato social não é o único problema que eles enfrentam, mas também o fato de seu pai e irmão gêmeo terem perdido a fortuna deles depois de fazerem investimentos. Mas, ao chegar da festa, a moça encontra Devil em seu quarto e ele lhe promete, ela terá o duque que quer e já reclamou como seu.

O fato é de que Devil tem total interesse em usar Felicity e o seu possível casamento, como forma de retaliar Marwick e lembrá-lo de promessas feitas. Mesmo que isso signifique arruinar Felicity no caminho e o seu grande sonho, que é voltar a ser bem recebida pela sociedade. Só que, a estranha relação que nasce entre os dois, faz com que ele se questione se está disposto a prejudicar a doce jovem. Mas, principalmente, mudará ela. Seu jeito de pensar , agir e enxergar o mundo. Especialmente, quando Mayfair for perdendo espaço para Covent Garden, em seu coração.

– Deixe-me dizer para você o que é paixão, Felicity Faircloth. Paixão é obsessão. É desejo além do racional. Não é carência, mas necessidade. E vem acompanhada do pior dos pecados mais do que a melhor das virtudes. 

Como todo livro, existem coisas que não merecem ser citadas, porque elas merecem ser descobertas no decorrer da leitura, mas podem esperar bons pontos pela frente. Então, chegou a hora de falar sobre os personagens. Primeiramente, Devil. Claro que esse não é seu nome verdadeiro, mas o representa muito bem. O homem manda, junto com seu irmão, no território de Covent Garden e eles tem um grande negócio. Ele é filho bastardo de um duque, que cometeu atrocidades para ter um herdeiro verdadeiro e isso reverbera até a sua vida adulta, moldando seu caráter. Ele tem um senso de humor com uma pegada debochada, um senso enorme de responsabilidade com seus irmãos e com aqueles a quem emprega. O homem não é fácil, mesmo que pareça moldar tudo a seu bel prazer. Até seu caminho cruzar com o de Felicity Faircloth e ele se descobrir mais como uma “mariposa” do que como uma “chama”.

Felicity é a chama do livro, ainda que a mesma não se enxergue e nem saiba que é assim. Ela vem de uma série de escândalos sobre possíveis pretendentes, inclusive a procura para a segunda esposa do Duque de Haven, que foi retratada em Perigo para um Inglês. Juntando isso e a idade que ela já tem, os risos e piadas que escuta, são constantes. Quando Devil entra em seu caminho, ela acredita que seja apenas para ajudá-la a conquistar o novo solteiro e cobiçado do pedaço, mas a verdade é que ele vai ajudá-la a conquista a liberdade. A liberdade de ser quem ela quer ser, não alguém feita para agradar a família, as pessoas, o mundo. E é lindo de ver essa evolução dela. Da pessoa tímida, sem muita auto estima, que vai se descobrindo. Que vai descobrindo que pode ser a chama que atraí, que pode ser mais do que uma lady, mas uma rainha. Mesmo que seja de um local que ela nunca imaginou. Ela vai mudar e isso vai ser a melhor coisa que poderia acontecer.

Devil tinha razão. Felicity nunca tinha se sentido mais segura. Ou mais poderosa. 

Sobre os secundários, não tem como não falar dos outros bastardos. Seja Beast ou Grace, os irmãos que convivem com Devil, seja Ewan, de quem eles querem se vingar, a história que une esses bastardos nos desperta atenção. Fica aquele desejo de saber porque Beast é tão calado, mas com palavras para momentos pontuais. Ou a maior curiosidade sobre o que aconteceu entre Grace e Ewan, para que ele a tenha traído. Eu, realmente, me encontro ansioso pelos próximos dois livros. Ah, para os fãs da Duquesa e do Duque de Haven, e que queria frequentar a Cotovia Canora, eles são citados no livro e dá aquela aquecida no coração.

Eu já resenhei e venho resenhando mensalmente livros da Sarah, então não é muito novidade o quanto a escrita da autora me conquista. Ela é uma das minhas autoras de época preferidas e mantém esse posto com muita facilidade. Suas histórias são sempre cativantes, cheias de desdobramentos, seus personagens sempre com várias camadas. Enquanto seus cavalheiros (ou não) são conquistadores, suas damas são sempre fortes e inspiradoras. Sua escrita fluí muito bem, embaladas por tiradas engraçadas, pontos de reflexão e até mesmo metáforas gregas, que sempre aparecem em seus livros. Fora que a autora, além de nos entregar protagonistas que nos ganham, também trás secundários que prendem nossa atenção para o futuro.

– Você é mesmo o diabo? Eu o invoquei em meus pensamentos?
Os lábios dele se retorceram em um sorriso irônico.
– Você estava pensando em mim?

Sobre a edição da Gutenberg, preciso começar com um ponto sobre o nome da protagonista. Como disse lá no início, existe um ponto de ligação com a série anterior, que é a Felicity. Ela foi uma das competidoras pela mão do Duque de Haven. O problema é que na primeira edição do livro de Mal e Sera, não sei porque, a editora traduziu o nome como Bettina Battina. Confesso que, quando peguei esse livro, fiquei tentando lembrar de Felicity naquela reunião, mas não conseguia. Então, fui pesquisar e encontrei esse fato. Não sei se a Gut já corrigiu após a primeira edição de ‘Perigo’. Caso não tenha feito, isso precisa ser providenciado, ainda mais com esse lançamento.

Falando em aparência, a editora ousou e mudou a tradicional capa com a personagem feminina, como é a original. Temos Devil em pessoa. E eu gosto desse fato. O que não gosto muito é a fonte que escolheram, preferia a que vinha sendo usado nos livros anteriores da Sarah. Por dentro, folhas amareladas, com espaçamentos e letras confortáveis para a leitura. Os capítulos são numerados e com o mesmo detalhe da capa.

– Marwick não é a minha mariposa.
– Quem é, então?
– Você – ela sussurrou.

A Noiva do Bastardo é um livro inédito da Sarah, depois de dois anos desde o lançamento do último e eu estava muito empolgada. E, claro, isso acaba gerando uma expectativa enorme e que a Sarah cumpriu. Mas, existem pontos no livro que fazem com que ele não ganhe nota máxima, ficando com quatro Angélicas. Nada muito grave mas, por exemplo, me deixou doida o fato de Devil repetir toda hora o nome inteiro de Felicity. Isso meio que dava uma “quebra” no ritmo do livro, para mim. Então, vou esperar o livro de Beast, vai que o irmão mais calado não me arrebate de vez.

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