Resenha ‘Novembro, 9 – Colleen Hoover’

Oi ooooi gente! Hoje eu finalmente consegui trazer a resenha de Novembro, 9. Faz alguns anos que tento aproveitar o dia de hoje (9) para poder resenha esse livro da Colleen Hoover, afinal, nada seria mais legal que falar desse livro, no dia que faz com que toda a trama gire. Então, mesmo anos depois de seu lançamento, aqui está o que achei da história de Fallon e Ben. Mas, antes de começar, vamos a sinopse…

Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos – a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história de amor mesmo se terminar em corações partidos?

Fallon está em um dia péssimo. O 9 de novembro passou a ficar muito marcado em sua vida, de uma forma negativa, depois que ela sofreu um acidente. A casa de seu pai pegou fogo enquanto ela dormia, e a menina acabou sendo uma vítima, tendo boa parte de seu corpo carrega cicatrizes, que ela tenta esconder. Como consequência, ela deixou o seu papel como atriz de um seriado de sucesso e viu a sua relação com seu pai ruir. Mas, vamos conhecê-la, tomando um café com o seu progenitor, só que as coisas não estão indo nem um pouco bem.

Vai ser no meio da estressante e insensível conversa com o seu pai ator que seu caminho se cruzará com o de Ben, um aspirante a escritor. O jovem está na mesa ao lado e, não só por ficar atraído pela menina, mas pela revolta que sente com o que escuta, ele acaba se passando por um namorado de mentira e cala a boca do pai de Fallon. E, mesmo depois que o mais velho acaba indo embora, os dois seguem conversando e uma doida interação surge entre os dois. O namorado de mentira segue acontecendo e eles decidem passar o resto daquele 9 de novembro juntos. Mesmo quando Fallon conta que está de mudança para Nova York.

Você nunca vai conseguir se encontrar se estiver perdida em outra pessoa. 

Ben, desde o primeiro momento, tenta fazer com que Fallon se enxergue como ele a vê. Como uma garota bonita, que se esconde atrás de suas marcas, mas que está disposta a se mudar e buscar seus novos sonhos. Existe uma tristeza nele, pelo fato dela estar indo para outro estado, mas surge uma ideia. Eles prometem se ver pelos próximos cinco anos, apenas no dia 9 de novembro. Sem contato nos outros dias do ano, sem troca de telefones, sem se procurarem nas redes sociais, nada. E, assim, eles vão levar até o primeiro encontro.

Durante os anos que seguirem, eles vão se ater a essa data, sempre arrumando jeitos de se falarem no dia, tento o restaurante, em que tudo começou, como a base de encontro deles. Mas, nem sempre será fácil. A expectativa será sempre alta, mas a vida não deixará de colocar obstáculos no caminho deles e caberá aos dois ver se podem superar e seguir o propósito que firmaram. E isso vai além de se verem nessa data, mas ela curtir a sua vida, buscar seus sonhos e relacionamento, e ele, escrevendo um livro, baseado na trama que eles criam com a data.

– E se nos encontrássemos de novo no ano que vem, no mesmo dia? Todos os anos? Faremos isso por cinco anos. Mesma data, mesma hora, mesmo lugar. Vamos continuar de onde paramos está noite, mas só nesse dia. Vou saber se você está fazendo seus testes de elenco e posso escrever um livro sobre os dias que passamos juntos.

E, mesmo se vendo apenas um dia por ano, o sentimento irá florescer entre esses dois jovens. Que vão enfrentar a distância e outras provações. Mas, segredos e decisões ruins também estarão em sua rota. E, são elas que podem colocar em risco tudo o que estão construindo. Resta saber se o que cresce entre Fallon e Ben será forte o suficiente para poder deixarem tudo de lado, até encontrarem o caminho para que fiquem juntos, não apenas em um dia, mas durante todo o ano.

Escolhi não contar praticamente nada que esses dois irão passar depois de seu primeiro 9 de novembro juntos. Mesmo relendo o livro, tantos anos depois da primeira vez, foi bom ter “esquecido” alguns fato e poder (re)descobri-los durante a leitura. Sendo assim, desejo que cada pessoa que pegue esse livro pela primeira vez, tenha a mesma surpresa. Possa ver o amadurecimento de ambos, os erros que vão cometer, os acertos, as decisões e os erros. Tudo é importante para a construção deles como indivíduo e como um possível casal.

– Uma das coisas que sempre tento lembrar a mim mesma é que todo mundo tem cicatrizes – diz ela. – Muita gente tem umas ainda piores do que as minhas. A única diferença é que as minhas são visíveis e a da maioria das pessoas, não.

Sendo assim, vamos falar de Fallon. Ela começa a história com 18 anos e ainda sofrendo muito com o acidente que aconteceu dois anos antes. É óbvio que entendemos a queda na sua auto estima e seu novo modo de se esconder do mundo. Mas, eu gosto muito de acompanhar a sua evolução durante a história porque, ainda que tenha interferência de Ben, ela passa a se conhecer e viver melhor. Persistir o que gosta, descobrir novas coisas. Acho que ela é bastante altruísta, pensa muito nos outros, principalmente no que ela vê como o melhor para Ben, ainda que seja a sacrifício de sua própria felicidade. Para mim, sem dúvidas, ela é o brilho do livro e da trama.

Ben é uma pessoas com várias boas tiradas. Sejam momentos engraçados, sejam momentos feitos para enaltecerem e motivarem, ele ajuda muito Fallon, desde o encontro dos dois no restaurante. Mas, vamos descobrir que sua vida não era um mar de rosas até aquele momento. E, se por algum segundo podemos pensar que apenas a menina precisava ser salva, Ben no mostra que ele também precisava disso. Mas, vejo que ele é o que mais mete os pés pelas mãos durante a trama, em vários momentos. Não digo nem tanto pelo que mais mexe com ele, mas ele parece agir tanto sem pensar, que acaba vacilando em coisas absurdamente desnecessárias.

Ela “me amou” entre aspas
Ela me beijou em negrito
TENTEI SEGURÁ-LA em maiúsculas
Ela saiu como uma elipse…

Falar sobre Colleen Hoover é sempre um prazer. Sem sombra de dúvidas, ela é uma das minhas autoras favoritas, daquela que eu não penso duas vezes antes de comprar seus livros novos. Ainda que ela possa escolher temas controversos e vir com histórias que geram diversos debates, além de entrar no “ame ou odeie”, em mim, CoHo tem um efeito chiclete. Não importa o meu nível de admiração pela trama, eu sempre fico hipnotizada pelas suas palavras, devorando o mais rápido que der. E isso acontece até mesmo em releituras. A premissa ainda é muito gostosa e diferente. Afinal, ainda que outros livros já tenham abordados histórias com destaque para uma única data, esse carrega o fato dos personagens só interagirem naquele dia. Então, ficamos muito curiosos para o próximo encontro, para ver como está a vida de cada um deles e como vão lidar com as mudanças que trazem consigo. A trama é ágil, com várias reviravoltas, que nos prendem a cada página e nos fazem desejar o próximo 9 de novembro. Ah!, vale falar que assim como outros livros da autora, esse também tem uma linda música feita pelo Griffin Peterson.

Quanto a diagramação, a Galera trás o que já é conhecido nos livros da Colleen. O tamanho dele é menor do que o comum, mas não afeta em nada no conforto de leitura, já que as letras e o espaçamento são bons. Além disso, as páginas são levemente amareladas. O livro vem dividido pela quantidade de 9 de novembro que eles passam juntos, sempre acompanhados por citações do próprio Ben e o nome do narrador do capítulo inicia cada um. A capa é a mesma que a original.

– Esse foi um tremendo spoiler, Ben! Você não aprendeu sobre alertas de spoiler durante seu acesso de leitura?

Não nego que tive medo de reler Novembro, 9 e mudar drasticamente minha visão sobre ele. Não sei se isso acontece com vocês, mas tenho receio de pegar livros que gosto muito, anos depois da última leitura e enxergá-lo por outros olhos. Mas, felizmente, isso foi descartado. Os pontos que me incomodaram antes seguem os mesmo e, por causa deles, que darei as quatro Angélicas.

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