A Hora do Chá ‘Entre a Ruína e a Paixão – Sarah MacLean’

Oi ooooi gente! Hoje é quinta, o que já sinaliza que é dia da nossa amada coluna A Hora do Chá. Além disso, também é a última do mês, o que indica que venho falar de uma série mais antiga. No caso, volto para falar sobre O Clube dos Canalhas, da minha amada Sarah MacLean. Depois de sabermos o que aconteceu paras as ruínas do Marquês de Bourne e do Conde de Harlow, chegou a hora de conhecermos a história do Duque de Lamont, para que ele seja conhecido como O Duque Assassino. Mas, antes de mais nada, fiquem com a sinopse…

Uma noiva desaparecida na véspera de seu casamento. Um poderoso duque acusado de assassinato. Uma noite que mudou duas vidas para sempre. Temple viu seu mundo desmoronar quando acordou completamente nu e desmemoriado em uma cama repleta de sangue. Destituído de seu título e acusado de assassinato, o jovem duque foi banido da sociedade. Doze anos depois, recuperado em sua fortuna e seu poder como um dos sócios do cassino mais famoso de Londres, sua redenção surge quando a única pessoa que poderia provar sua inocência ressurge do mundo dos mortos. Após doze anos desaparecida, Mara Lowe se vê obrigada a reaparecer quando seu irmão perde toda a fortuna da família nas mesas do cassino do homem cuja vida ela arruinou. Temple quer provar a todos que é inocente e, sobretudo, se vingar e destruir a vida daquela mulher, enquanto Mara precisa enfrentar o passado para recuperar seu dinheiro. Assim, os dois firmam um acordo obsceno que os une em um jogo de poder e sedução. Mas ambos descobrem que a realidade esconde muito mais do que as aparências revelam e eles se veem em uma encruzilhada na qual precisam escolher entre lavar a honra do passado e garantir o futuro ou ceder ao desejo de se entregarem de vez à irresistível atração que sentem um pelo outro, mas que pode arruiná-los para sempre.

Assim como os livros anteriores, o de Temple começa no dia que sua ruína aconteceu. E, enquanto os dois anteriores tinham uma parcela de culpa em seus acontecimentos, já na sinopse, sabemos que não é o caso do lutador mais destemido da Inglaterra. O jovem estava em casa, para mais um casamento de seu pai, com uma mulher mais nova até mesmo que ele, ainda que não a conhecesse. Mas, William, ainda como Marquês de Chapin, acorda de ressaca e excitado, mas sem muitas lembranças da noite anterior, além do fato de que envolvia uma linda mulher, com os olhos marcantes e diferentes. Só que ele logo percebeu que teria algo mais com que se preocupar, quando se deu conta que estava em uma cama encharcada de sangue. Cama essa que seria de Mara Lowe, futura esposa de seu pai e que desapareceu. Sendo assim, ele se torna suspeito do assassinato da jovem e exilado da sociedade.

Anos se passaram e Temple é um dos pilares do Anjo Caído, sendo o destemido lutador, que sempre proporciona a tentativa dos endividados recuperarem seus bens. Mas, ele nunca perde, o homem é excepcional. Só tem uma luta que acaba rejeitando: a com Christopher Lowe, irmão da mulher que ele acredita ter assassinado. E, depois de mais uma negativa, quando está indo para casa, Temple vai descobrir que tudo o que acreditou esse tempo todo é uma mentira. Mara não só está viva, como ela mesma quer desafiá-lo e recuperar os bens que foram perdidos em apostas pelo irmão.

Uma onda de raiva invadiu Temple, espalhando calor e desconforto. O desejo de vingança nunca foi o seu combustível, mas naquele momento, por mais que tentasse resistir, sentia a amargura da vingança em sua língua.

Mara sabe muito bem que a decisão de reaparecer, ainda mais para aquele que é acusado de ser o seu algoz, não é fácil e, muito menos, será sem consequências. Só que ela precisa arriscar, porque tem muita coisa em jogo, coisas que ela quer proteger, mesmo custando sua reputação. E, obviamente, seu primeiro momento com Temple não será nada agradável. Ele surta com ela e não está disposto a negociar nenhuma linha que ela deseja. O que ele não espera é que ela não vai cair sem brigar lindamente com ele.

O poderoso homem, depois de 12 anos, deseja apenas a sua vingança e será aparecendo com Mara perante toda a sociedade, provando que ela está viva. Além disso, muito bem apresentada, vestida, pronta para ser arruinada de vez e ir embora novamente. A mulher sabe que tem muito a perder e muita coisa a manchar, como o orfanato que abriu, com outro nome. Ela pensa demais naquelas crianças e não fará nada que possa prejudicá-los. Começa assim, os mais variados embates que ambos terão.

Ela era o adversário mais habilidoso que ele já tinha enfrentado. Porque naquele momento ele realmente considerou a ideia. Perdoar tudo e deixá-la fugir. E talvez tivesse perdoado se ela pudesse lhe restaurar a memória. Mas ele tinha lhe tirado isso também.

Por motivos óbvios, Temple não confia nela, mas ele logo vai provar que também pode protegê-la. Só que Mara ainda não está disposta a contar toda a verdade sobre a história dos dois e isso vai render diversos problemas entre os dois, ainda que a química também seja altamente explosiva. E, enquanto ambos debatem sobre a atração que sentem, ele sempre sentirá que não sabe de todos os fatos que precisa e ela sempre se sentirá culpada pelo o que aconteceu. Como eles vão acertar as arestas para que possam conversar e ter tudo revelado é o que move o livro e diversas situações na trama. Resta saber o que irá vencer, a ruína ou a paixão.

Como tem coisas demais para acontecer no livro, muitas além das que citei, chegou a hora de falar sobre os personagens. Começando pelo nosso duque. Temple me despertou atenção desde o primeiro livro e eu estava ansiosa pela sua história. Saber como foi a sua ruína me deixou com muita pena. Ele foi totalmente envolvido em um plano, carregou essa culpa consigo todos esses anos e assumiu isso. Claro que fazer parte do Anjo o moldou e lhe deu os amigos mais fieis que ele poderia ter. Ainda que esteja se deixando levar pela sede – justificável – de vingança, ele também sente vontade de proteger Mara e vai se rendendo aos seus encantos. Temple tem presença, tem seu tom de ameaça, mas vem com seu senso de proteção e paixão avassaladora.

“Ah! As regras dos canalhas.”
“Você não vê problemas em usá-las quando lhe é conveniente”, ele observou.

Mara é uma incógnita durante uma parte muito grande do livro, já que, até mesmo para os leitores, ela não revela como fez ou o por quê fez as coisas. Mas, também sinto que ela trás um desespero gigantesco, que a fez agir sem pensar nas consequências. Em seu presente, ela se sente culpada demais pelo o que aconteceu ao Temple, por saber que foi a causa de tudo o que ele nasceu para ter, lhe foi negado e quer reparar isso. Mesmo que isso custe o seu trabalho no orfanato que fundou e que tanto ama. E esse amor e dedicação é a parte mais humana dela, sem dúvidas. Então, quando juntamos todas as pontas dela, conseguimos ver o quanto ela é forte e nos sentimos cativados por ela.

Falando sobre os secundários, preciso começar com o pessoal do orfanato. Seja Lydia, sejam as crianças ou até mesmo a porca Lavanda, não tem como não morrer de amores por eles. Mas, claramente, os holofotes são todos dos Canalhas que compõe o Anjo Caído e suas esposas. Penélope, novamente, vem com uma participação pequena, mas maravilhosa. Amo como ela sempre coloca Bourne no lugar, sem nem se esforçar muito haha. E temos um momento super fofinho entre Cross e Pippa. Mas, será quando acontece algo grande dentro do clube, que veremos o quanto esses amigos são unidos, o quanto eles se amam e a emoção que vai correr solta. Bourne, Cross e Chase não vão hesitar dois segundos, se for pra proteger – ou vingar – Temple. Falando em Chase, o próximo livro terá esse nome como protagonista e o gancho é dado na última página desse. Posso já me gabar de, pelo menos, metade da minha teoria estar certa haha. Vamos ver se acertarei tudo.

[…] – a aristocracia podia bani-los: ele, Bourne, Cross e Chase, os canalhas proprietários do antro de jogatina mais legendário de Londres, que reinavam com mais pode e temeridade exatamente por causa de seu banimento.

Mais uma resenha de Sarah e mais uma que irei exaltar o quanto eu amo essa mulher. Dessa vez, ela trouxe uma história que tem um ponto de mistério, um desejo de vingança e um terreno de areia movediça, mas que também tem embates e acontecimentos super engraçados. Além das já conhecidas camadas que os personagens sempre carregam consigo. Nada nunca é simples e que pode ser enxergado à primeira vista. MacLean nos deu protagonistas que funcionam, não como opostos, mas como iguais que se atraem e se completam, com suas ironias, satisfações, temperamentos, desejos, anseios e paixão. E, se ela nos oferece momentos de diversão e outros de admiração – seja por relação de amor ou amizade – ela também vai nos dar momentos hiper emocionantes. Não nego que parei um momento, pelas lágrimas que derramei.

Quanto a edição, a Gutenberg manteve as capas originais, o que é ótimo, porque as cores de capa e dos vestidos das modelos, são importantes para algum momento da trama e acho muito bom vê-los sendo retratados. Os capítulos são numerados, mas sem nenhum detalhe maior, como nos dois anteriores. As folhas são amareladas, com espaçamento e letras confortáveis para a leitura.

Temple olhou para Lavanda, que dormia em seus braços. A única criatura na terra que não o estava aborrecendo naquele momento.
“Jesus. O imbatível e invencível Temple. Batido. Vencido. Por uma mulher.”

Entre a Ruína e a Paixão é o terceiro livro dessa série que já tem um espaço cativo no meu coração e que vai nos fazendo amar vários Canalhas e sem a menor vergonha disso. Ainda que Cross seja o dono maior do meu coração, Temple é um cara maravilhoso e incrível, assim como Mara é uma mulher batalhadora. Eu vou deixar minhas cinco Angélicas e me preparar para o final e, finalmente, descobrir quem é o mistério chamado Chase.

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