Resenha ‘Árabe Honrado – Aline Sant’Ana’

Oi ooooi gente! Hoje eu trouxe a resenha de Árabe Honrado, o décimo conto da série Sem Fronteiras Para o Amor, da Aline Sant’Ana. Por enquanto, esse é o último conto lançado, mas ainda faltam os dois últimos e eu já estou morrendo de curiosidade para saber quais países foram escolhidos. Mas, antes de pegar meu passaporte, preciso apresentar essa história maravilhosa. E, bem, era para ser um conto, mas Aline deixou a imaginação ganhar asas e ele ficou um pouco maior do que os anteriores. Antes de mais nada, vamos a sinopse…

Fui criado para ser o sheik da cidade de Mashur e o dono da indústria petrolífera Al Hassan. Estudei para isso a vida inteira, inclusive me formei fora do país, justamente para ser o melhor no meu cargo. Eu só não estava preparado para que essa dupla responsabilidade recaísse sobre meus ombros tão depressa.
Não me leve a mal, eu aceitei o meu destino.
Só fiquei um pouco balançado quando meu pai adicionou que, além de eu me tornar um industrial e um sheik, eu também deveria me transformar em um marido.
O marido de alguém que eu nunca tinha visto.
Só descobri o nome da minha futura esposa no momento da assinatura do contrato de casamento: Zahra Yasin.
Aquela mulher era o modelo perfeito de caráter e bons costumes. Filha de um general, sem dúvida alguma foi criada, assim como eu, para seguir seu destino. Enquanto eu me preparava para me tornar um sheik, ela se preparava para se casar com o título.
Parecíamos perfeitos aos olhos do meu pai.
Mas, por baixo de todas as tradições em que fui criado, havia a minha honra, os meus próprios princípios.
Se Zahra pensou, por um segundo, que estava se casando com um sheik como outro qualquer, estava
completamente enganada.
Seja bem-vindo à Arábia Saudita, eu sou Faruk Al Hassan. E vou te mostrar como um homem de verdade deve ser.

Faruk Al Hassan está em um dia de muita importância. O dia em que o maior acordo de sua vida está sendo selado para sempre. Sabendo que o seu destino era se tornar o sheik da cidade de Mashur, onde nasceu, também sabia que outra coisa precisava acontecer. O seu casamento, com uma esposa devidamente escolhida para ele. E, quando o seu pai avisou que a hora havia chegado, ele sabia que não tinha o que discutir. Seu único pedido foi o de não se casar com uma menor de idade.

Então, seu casamento com Zahra Yasin é providenciado e ele percebe que a noiva é bem tradicional, usando os trajes mais formais, ainda que seja sedutora a seu modo, em sua dança e no seu olhar. Quando chega a hora de dar adeus a festa e eles irem consumar o casamento, a jovem noiva terá a sua primeira surpresa. Faruk não é como os outros homens que ela já ouviu falar e ele não irá fazer nada com ela, sem que ela se sinta a vontade e sem que confie nele.

Porque, por mais perfeitamente teatral que Zahra pudesse ser e, apesar de eu ter me encantado por ela assim que a vi, eu sabia que o sentimento em seu coração era o mesmo que o meu: a nossa vontade nunca havia sido feita. E isso não era assustador?

Ao mesmo tempo em que fica confusa, achando que talvez não tenha atrativos que agradem o marido, quando Faruk explica seu ponto, Zahra fica agradecida e, de certa forma, já começa a ficar encantada por aquele homem. Para se conhecerem melhor, eles passam a conversar muito, ele mostrar muitas coisas que si, principalmente por ter seu horizonte mais expandido do que o país deles. E ela mostrando coisas que sempre escondeu, como adorar pintar, por saber que a sociedade não aceitaria.

Juntos, eles vão aprender muita coisa sobre o outro, mas Zahra, principalmente, vai aprender mais sobre liberdade. Coisa que ela nunca teve, já que o mundo em que está inserida, sequer permite que ela fale por si mesma, muito menos várias outras coisas que ela passa a fazer, porque o Faruk não só não liga que ela tenha esses direitos, como apoia ela em tudo. E, a cada dia que passa, não só o carinho e o respeito nasce entre eles, mas o amor também.

Ele não era fraco. E não havia me rejeitado. Faruk estava disposto a abri mão das normas, religiosas e legais, por mim.
– Eu nunca vou me impor sobre a sua vontade, Zahra. – A voz dele me envolveu como veludo. – Seja ela qual for. E está é a sua segunda lição como minha esposa.
Aquele homem tinha mais coragem do que eu poderia imaginar. 

Mas, enquanto tudo floresce, com toda a felicidade entre eles, ambos construindo algo maravilhoso entre si e como indivíduos, nem tudo vai sempre maravilhoso. Não pelos dois, mas porque existem pessoas que estão tomando conta desse relacionamento e não vão gostar de saber de várias coisas. Principalmente o pai de Faruk. Nos resta saber se o amor que está nascendo entre o casal vai ser mais forte do que tudo e se seguirá fazendo bem para ambos.

Parando de falar da trama, vamos falar dos personagens. Estão ouvindo meus suspiros por Faruk? Esse homem é um príncipe! Acho incrível como, mesmo crescendo em um ambiente tóxico, ele tomou aquilo como um exemplo a não ser seguido, ao invés de se contaminar. Além da atração que sente pela esposa e o amor que passa a existir, ele também a admira e a incentiva. Numa sociedade como a da Arábia Saudita, isso é a sorte grande. Me peguei desejando demais que esse personagem existisse e pudesse fazer uma mulher feliz na vida real também.

Sim, por Allah. Eu queria que ela me amasse eventualmente e que eu também fosse capaz de amá-la. Queria entregar o meu coração por inteiro, o meu corpo e a minha vida. Queria viver o amor em uma passagem só de ida. Especialmente, porque eu sabia o que um casamento sem amor era capaz de fazer.

Mas, na minha visão, o brilho do conto é da nossa princesa Zahra. O quanto ela vai se sobressaindo desde o momento em que casa, até o ponto final. Ela era uma menina toda podada, seguidora das regras impostas, mas que passa a conhecer o frescor de poder se encontrar. Mais do que encontrar o amor nos braços daquele com quem casou, ela encontra a si mesma. Ter a liberdade de poder fazer algo tão simples como pintar, ou até mesmo fazer perguntar questionadoras. Ela vai sendo conquistada e, amando o marido, não vai deixar de lutar pelos dois, em momento algum.

Eu não canso de exaltar a escrita da Aline, estou aqui para isso mesmo. Não nego que ela faz parte da minha seleta lista de autoras favoritas, então nem fico surpresa em amar uma história que ela escreve. Mas, acho que a série Sem Fronteiras Para o Amor, está nos trazendo uma maior gama do que ela pode fazer, ao visitar países tão incomuns nas histórias. Indo para um país Saudita, claro que, como disse em sua ‘Nota da Autora’, ela deixa claro o porque decidiu usar uma cidade fictícia, comentou sobre as angústias de sua pesquisa e que tentou respeitar a história local. Isso é muito importante, ainda que a gente saiba que ela teve pontos de liberdade criativa, ela ainda preservou tudo o que dava e essa é a intenção da série, junto com mostrar que o amor… ah, esse sentimento não tem fronteiras capazes de colocar limites. Como sempre, ela apresentou uma história super envolvente, muito cativante e absurdamente gostosa. Outro conto em que a gente não sente as páginas passarem até chegar ao epílogo e a saudades já aparecerem.

Mas, se o amor não é capaz de ter libertar, se a pessoa com quem você está não é capaz de ler a sua alma sem que você precise traduzi-la e se você não pode assimilar a paixão à leveza, então, o que você vive não é amor.
E eu ensinaria a ela. Com calma. Deixaria que ela conhecesse a minha alma e que também conhecesse a própria. Porque, além de se apaixonar por mim, queria que a minha esposa se apaixonasse por si mesma. Zahra, eventualmente, veria o mesmo que eu. 
E a vista… Era de tirar o fôlego.

Para quem não conhece a série, vou contar que ela foi criada como um jeito super fofo e lindo que a Aline pensou para agradar suas leitoras. A série nasceu no grupo de leitores dela, onde 12 leitoras ~sortudas~ foram sorteadas e, com isso, puderam escolher o país para onde iríamos viajar, os atores que inspirariam os personagens, os nomes que eles teriam e uma música para isso. Não sei vocês, mas eu adoro essa ideia. Acredito que é o sonho de muitos leitores poder escolher elementos que sempre desejamos e eles serem moldados e escritos por uma escritora que amamos.

Sobre a diagramação, eu adoro que a Editora Charme tem um cuidado e um carinho todo especial, mesmo sendo só um e-book! Com uma capa que ressalta o país onde se passa a trama e ainda valoriza o boy. Essa imagem também é usada para iniciar os capítulos, sinalizando quem está fazendo a narrativa.

Árabe Honrado vem com um país tão diferente quanto vários outros usados na série até agora. Mas com o ar de conto de fadas moderno, com um príncipe árabe e sua princesa, tão queridos e apaixonados, provando, mais um vez, que não existem fronteiras para o amor. Com todo carinho, deixo cinco Angélicas. E, como esse é o último conto publicado até agora, fico numa ansiedade ainda maior de saber para onde o nosso passaporte será carimbado.

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