Resenha ‘Sol da Meia-Noite – Stephenie Meyer’

Oi ooooi gente! Hoje, um mês depois do lançamento de Sol da Meia-Noite, venho falar sobre ele aqui no Além! Como mostrei nas nossas redes sociais e até mesmo falei por aqui, eu reli tooooda a Saga Crepúsculo, inclusive o Guia Oficial e Vida & Morte, me preparando para o momento de ler a perspectiva de Edward das coisas. Depois de 10 longos anos de espera, esse momento chegou. Não esperem por uma resenha como costuma ser feita por aqui, mas também não esperem por spoilers. Antes de mais nada, vamos a sinopse…

Aguardado há mais de uma década, Sol da meia-noite, novo livro do universo de Crepúsculo, chega ao Brasil em lançamento mundial no dia 4 de agosto.
Um dos maiores fenômenos editoriais dos últimos tempos, a saga Crepúsculo narra a icônica história de amor de Bella Swan, uma garota tímida e desastrada, que acaba de mudar de cidade, e Edward Cullen, um rapaz misterioso que esconde um segredo aterrorizante: é um vampiro. Desde a primeira troca de olhares, ele fez tudo para ficar longe dela, mas e se as coisas não tiverem acontecido exatamente assim?

Até agora, os leitores conheceram essa trama inesquecível apenas pelos olhos de Bella. No aguardado Sol da meia-noite, vamos testemunhar o nascimento desse amor pelo olhar de Edward, mergulhando em um universo novo, sombrio e surpreendente, cheio de revelações.
Conhecer Bella foi o que aconteceu de mais irritante e instigante em todos os anos de Edward como vampiro. À medida que conhecemos detalhes sobre seu passado e a complexidade de seus pensamentos, conseguimos entender por que Bella se tornou o eixo central de uma batalha decisiva em sua vida. Como Edward poderia seguir seu coração se isso significava colocar a amada em perigo? Do que ele seria capaz de abrir mão?
Em Sol da meia-noite, Stephenie Meyer faz um retorno triunfal ao universo de Crepúsculo e nos transporta mais uma vez para Forks, convidando-nos a revisitar cada detalhe dessa história que conquistou milhões de fãs em todo o mundo. Em meio a uma paixão cercada de perigos sobrenaturais, vamos descobrir como Edward encara seus prazeres mais profundos e as consequências devastadoras de um amor proibido e imortal.

Dessa vez, vamos poder acompanhar o nascimento do amor entre Edward e Bella pelo ponto de vista dele. E, desde o início vamos perceber que ele era totalmente indiferente a escola, vivia um verdadeiro tédio. Que, vamos combinar, até somos capazes de entender. E, como era difícil conviver ouvindo todos os pensamentos ao redor, mesmo que ele tentasse bloquear o quanto fosse possível. Principalmente os de seus irmãos.

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Só que aquele dia não seria como outro qualquer, já que a escola tinha uma novidade, a novata Bella Swan. E o modo em que ele acaba prestando mais atenção a ela, é devido aos irritantes pensamentos de Jessica Stanley, enquanto ela conta sobre a família Cullen. Será na aula de biologia que ele sentirá o tamanho do impacto que aquela pequena humana terá na sua vida, quando ele se vê fazendo planos para poder atacá-la e matar a sede excruciante que sente. E, como essa não é uma alternativa, acaba fugindo para encontrar seus primos Denali, no Alasca. Mas, tentando controlar o que sente, ele volta e assim, começa a interação que conhecemos entre eles.

Eu não quero tentar fazer um apanhado da história, porque ela já é mesmo muito conhecida e o livro é bem parecido com o que já lemos em Crepúsculo. Até mesmo os capítulos, em sua maioria – pelo o que me lembro -, seguem os mesmos nomes. A diferença é ver lacunas que ele chega para preencher e alguns diálogos adicionais – e muito legais – que Steph decidiu nos presentear.

Na mesma hora, me transformei. Eu não tinha mais qualquer semelhança como o humano que já fui. Nenhum vestígio dos fragmentos da humanidade nos quais consegui me esconder ao longo dos anos. […] Eu era um vampiro, e o sangue dela tinha o cheiro mais doce que já sentira em mais de oitenta anos. 

Ter Edward como narrador é uma delícia. Ele é incrível e poder estar na cabeça de uma pessoa que consegue ler a dos outros é tudo o que sempre quis. Ainda que sim, como a autora falou, de fato ele é um tanto ansioso, muitíssimo preocupado e quase pira em relação a segurança de Bella. Deixe me ser BEM clara aqui: ele sente ciúmes dela, como qualquer pessoa sente de seu amado, mas o instinto protetor dele é realmente aflorado pelo lado humano e desastrado dela. Quando diz que ela tem um imã para problemas, não está mentindo mesmo. Na sua narrativa, conseguimos ver muito mais os desastres aos quais Bella está propensa.

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Como tem acesso as visões que Alice tem do futuro, Edward também acaba assombrado pelas possibilidades latentes de Bella acabar morrendo e até mesmo se tornar uma vampira. Isso não é o desejo dele, que apesar de saber que isso limitaria seu tempo com ela, deseja que sua vida seja longa, plena e realizada. Então, acaba vivendo uma batalha interna muito grande. Tenta calcular seus passos, para que o futuro fique claro para sua irmã e que lhe mostre que tudo está seguro.

– Tudo depende da força de Edward. Ou ele mesmo vai matá-la… – Ela se virou para me encarar de novo, furiosa. – O que me deixaria muito irritada, Edward, sem falar no que aconteceria com você. – Ela olhou para Jasper outra vez. – Ou um dia ela será uma de nós.

Falando na nossa vampira fadinha, eu preciso confessar que sempre fui muito apaixonada por ela e a amizade que tinha com a jovem Swan. Mas ver seu lado com o irmão e ter acesso direto as suas visões? Simplesmente… uau! Alice é perfeita, sem o mínimo defeito, meu Deus. E sua interação com o Edward é maravilhosa demais. Mas, como Emmett fala algumas vezes, imagino como deve ser perturbador e irritante conviver com os dois e as conversas misteriosas e malucas dos dois. Minha percepção é que, de um modo muito interessante, as visões deles são um pacote que se completa. E, isso é desde o primeiro instante. Porque, sim, teremos Edward contanto quando Alice e Jasper se juntaram aos Cullen.

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Sobre Jasper, posso repetir que passei a amar mais um personagem? A ideia geral que temos dele, está certa, Jazz ainda sofre com o sangue humano e podemos ver que ele luta com isso e não é fácil. Mas, também podemos ver a verdadeira devoção que ele tem pela Alice – casalzão que chama – e que ele não está disposto a colocar a vida dela em risco, assim desiste de qualquer ideia que possa magoá-la. Já em Crepúsculo, eu adorava a postura que ele adota em relação a Bella, quando eles começam a fugir de James. Mas, aqui, podemos ver que sua postura de protegê-la começa antes mesmo disso.

Minha vida era uma meia-noite constante e interminável. Por necessidade, sempre seria meia-noite para mim. Então como era possível que o sol estivesse raiando em meio à minha meia-noite?

Outro que passa a proteger a Bella sem muito esforço, é Emmett. O grandão dos Cullen, de início não consegue entender muito bem como é a relação do irmão com uma mera humana e nem entende porque ele não cede a um instinto básico e faz várias brincadeiras. Mas quando a segurança dela fica em risco e Edward precisa de ajuda, ele nem sequer pensa, só se posiciona. E é muito gostoso ver esse lado, que a gente poderia até imaginar, mas passa a ter certeza. Fora que Em é uma criança grande, o que rende muitas risadas.

Rosalie é uma personagem que só começou a nos conquistar em Eclipse. Em Sol da Meia-Noite também não é muito fácil lidar com ela. Ela sente muita raiva de toda a situação e não tem pensamentos muito agradáveis em relação a Bella e nem em relação ao próprio Edward e é bem enervante o quanto ela chega a ser ofensiva. Mas, também podemos ver que ela não se conforma com sua vida de vampira e a deixa louca que Bella esteja disposta a talvez abrir mão da sua mortalidade, ainda mais tão jovem.

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Também podemos conhecer melhor de Carlisle e Esme. E, assim como já os amava, passei a fazer com mais intensidade. É lindo como eles nutrem amor pelos mais “novos”, os enxergam como filhos e desejam toda felicidade para Edward e se estar com Bella trará isso, eles a recebem de braços abertos e a consideram da família no mesmo instante. Ver Esme repreender os meninos, seja pelas provocações, ou por estar sujando a casa, é enxergar o coração tão doce que ela tem. Assim como ver o quanto Carlisle ama e se dedica a medicina.

O amor que eu sentia por Bella tinha surgido de forma pura, mas as águas ficaram turva. Eu queria muito poder tocá-la. Será que ela sentia o mesmo?

Falar de Bella pela perspectiva de Edward é muito diferente. A verdade é que nós já a conhecemos, já sabemos os seus pensamentos. Mas também é como enxergássemos uma nova pessoa. Ele acaba nos apresentando outras facetas dela, as coisas que o deixam encantado e suas manias. Curiosamente, me senti exasperada, junto com ele, por não saber o que ela estava pensando. O que é o auge da doideira, já que eu SEI haha. Outra coisa curiosa, é que da mesma forma que Bella é insegura em relação a Edward, se questionando o que ele viu nela, é exatamente como ele se sente. O tempo todo esperar pelo o que vai assustá-la e fazer com que ela fuja e se afaste dele.

Ah!, não posso deixar de comentar que vamos saber mais sobre os detalhes do tratado Quileute e como Billy Black se sente em relação a isso, aos Cullen e ao relacionamento que está nascendo entre os dois amigos. Assim como também saberemos mais sobre os alunos da Forks High School e como eles se sentem em relação a novata. O que posso dizer além de ‘Angela Rainha, Jessica Nadinha’?!

Pela primeira vez em um século, eu estava grato por ser o que era. Ser um vampiro, em todos os aspectos – tirando o perigo em que isso a colocava -, de repente era aceitável para mim, porque foi isso que me permitiu viver o bastante para encontrar Bella. 

Ao falar sobre a escrita da Steph, não posso deixar de dizer que sempre gostei de como ela escreve. Sempre. Até porque, com os livros que vieram depois, ela mostrou e provou que é muito boa. E, comparando Sol da Meia-Noite com Crepúsculo, podemos notar que até mesmo em uma história conhecida, ela conseguiu evoluir, melhorar alguns aspectos, preencher as lacunas muito bem, deixar claro que alguns comportamentos são bizarros – nada de entrar em quartos para espionar – e muito mais. Claro que o livro é gigante, tem o dobro de páginas que o original. Ela nos apresenta um Edward super detalhista e disperso até, em alguns momentos. Mas EU gostei! Dava para dar cortar alguns momentos? Sim. Principalmente em cenas como a do basebol – e é até com aperto no peito que digo isso – ou a de Edward e os outros tentando chegar até a Bella, para salvá-la de James. Só que isso não estragou nada para mim. Os capítulos vieram enormes, alguns com até mais de 40 páginas, porém, eu levei a leitura de uma forma super tranquila, fluída e deliciada. É a Raíssa de 16 anos falando isso? Não sei. Mas é como me senti. E, agora que terminei, me sinto até mesmo triste em saber que não teremos sequência, pelo visto.

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A diagramação desse livro veio polêmica. Logo depois de aberta a pré venda, a Intrínseca avisou que a gramatura do papel mudou, vindo mais fina. Eu não me senti nem um pouco incomodada, não tive marcas de impressão nas páginas. Só que, é verdade que o livro ganha um aspecto bem mais frágil. Ele é mais molenga e me deixou muito insegura de andar na bolsa ou com medo de rasgar com facilidade. A capa, pessoalmente, é bem bonita e, durante a história, vai fazer um enorme sentido o romã com as sementes aparentes. Quem garantiu o exemplar em pré venda, ainda ganhou um pôster ilustrado lindo e um card. Também gostaria de parabenizar a editora pelo esforço total do lançamento ser mundial e agradar os fãs que tanto esperaram por isso.

Vida, morte ou quase vida: minha decisão. Mas será que a vida ao menos estava sob o meu poder? Eu nunca havia sido tão forte…

Sol da Meia-Noite ganhou totalmente o meu coração. Leria mais páginas, leria os outros livros sendo narrados pelo Edward. Mas, acho que terei que me conformar. Deixo aqui as minhas cinco Angélicas a esse livro que trouxe uma nostalgia gostava e um quentinho para o meu coração. Enquanto isso, sigo na esperança de que Steph cumpra suas promessas de novos livros no Universo de Crepúsculo.

CLASSIFICAÇÃO 5 ANGÉLICAS

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