Resenha: ‘Amante Britânico – Penelope Ward e Vi Keeland’

Oi gente! Estou de volta para falar de mais um livro da dupla Penelope Ward e Vi Keeland. Dessa vez, vamos falar de Amante Britânico, publicado pela Editora Charme, que já me arrancou gargalhadas no primeiro capítulo. E não poderia ser diferente, já que uma das grandes características das autoras são histórias divertidas. Enfim, antes que eu fale um pouco mais sobre a trama, fiquem com a sinopse…

“Querida Bridget,
É altamente questionável o fato de um dia eu ter a coragem para falar isso pessoalmente. Então aqui vai.
Somos completamente errados um para o outro. Nós dois sabemos disso. Provavelmente, você é a última mulher na face da Terra que eu deveria querer e vice-versa. É a mãe solteira com uma boa cabeça. Eu sou apenas o residente despreocupado e atrevido passando pela cidade e morando temporariamente na sua garagem convertida em apartamento até voltar para a Inglaterra.
Mas o que acontece é o seguinte… Por algum maldito motivo, não consigo parar de pensar em você de todas as formas bem inapropriadas.
Quero você.
O único motivo de eu estar admitindo tudo isso agora é porque não acredito que só eu esteja sentindo isso. Também percebo em seus olhos quando olha para mim. E, por mais grosseiro que eu pareça quando estamos brincando sobre sexo, minha atração por você não é brincadeira.
Então, qual é o objetivo deste bilhete? Acho que é um lembrete de que somos adultos, de que sexo é saudável e natural e que pode me encontrar logo depois da porta da cozinha. Mais especificamente, para te avisar que vou deixar a porta entreaberta a partir de hoje no caso de querer me visitar no meio da noite. Sem perguntas envolvidas.
Pense nisso.
Ou não.
O que quer que escolha.
Duvido que vou acabar jogando isso por debaixo da sua porta, de qualquer forma.
Simon.”

Bridget Valentine está diante de uma situação inusitada. Ela é enfermeira, mas procurou outro hospital para tratar do seu caso. Ela simplesmente está com um anzol de pescaria preso na bunda. É isso mesmo. Então precisa que seja retirado. O médico que lhe atende é o Dr. Simon Hogue, um jovem residente, lindo de morrer e que, é claro, tirou sarro da situação dela. Por mais irritada que esteja, Bridget não consegue esconder o quando se sentiu atraída por ele e vai embora acreditando que nunca mais vai vê-lo. Doce engano.

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Simon é britânico e foi para os EUA para completar sua residência. Não tem intenção de morar na América após a conclusão de seus estudos. Ele já traçou todo o seu destino, mas antes disso, precisa achar outro lugar para morar. Através de uma amiga, enfim, consegue um local legal para ficar. Ele não esperava que fosse rever Bridget, principalmente em outra situação constrangedora, mas é isso que acontece. Sem contar que o quarto que conseguiu alugar fica justamente na casa dela.

Bridget é viúva e tem um filho pequeno. Após a morte do marido, ela teve que lidar não só com o luto, mas com toda a responsabilidade de criar um filho sozinha. Ela faz os plantões como enfermeira, mas agora decidiu alugar um de seus quartos para conseguir uma renda extra. Ela não colocaria qualquer estranho dentro de sua casa, então quando sua amiga, Calliope, indica um amigo que está precisando muito de um local para morar, ela aceita. Só não contava que fosse justamente o doutor sexy que tirou um anzol de sua bunda.

“Bridget arrancou o livro das minhas mãos e o guardou na gaveta de uma mesinha. – O que é tão particular que eu não posso ler? Está lendo pornô? – Seu rosto já rosado ficou vermelho. Eu tinha acertado na mosca.”

Apesar de toda a tensão sexual entre eles, logo percebem o quanto se dão bem. Além disso, Simon lida muito bem com seu filho Brendan. O menino enxergou em Simon um amigo, tio e até mesmo um pai, já que perdeu o seu tão cedo. O jovem médico se sente desconfortável de ser uma figura paternal para o menino, ainda mais por não ter interesse em relacionamentos, mesmo que seja com a enfermeira sexy Bridget, além do fato de que pretende voltar para Londres em breve. Tudo isso acaba não importando muito no dia-a-dia deles, e Simon e Brendan se tornam super próximos.

Não vou contar mais nada sobre a trama, pois o livro é curto e tem uma trama super fluida. Bridget e Simon tem objetivos muito diferentes, mas sentem uma conexão muito forte entre eles. Não só a tensão sexual, coisa que a cada dia se torna maior, eles se sentem a vontade um com o outro. Bridget acredita que esteja na hora de seguir em frente, mas sabe que com Simon não teria um relacionamento. Ele é jovem, bonito e é claro que gostaria de sair com meninas mais jovens. Há uma pequena diferença de idade entre eles, Bridget tem 33 e Simon 29 anos. Além disso, ela tem bagagem. Tudo isso faz com que ela se sinta insegura com relação à ele.

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Simon é um personagem super alto astral, mas tem um problema sério com relacionamentos. Ele tem pavor de pensar em perder alguém que ama e por isso acabou fechando seu coração. Já Bridget é uma mulher que perdeu uma parte importante de sua vida, mas que decidiu seguir em frente e se permitir ser feliz novamente. Eu compreendi suas inseguranças, não só por ser mais velha do que Simon, mas por ser mãe. As mulheres tem a tendência de colocar a maternidade na frente de tudo e ela acaba fazendo isso, pois o medo de se jogar num relacionamento com Simon e magoar não só seu coração, mas o de Brendan, é enorme. E aí, o nosso coração de mãe, compreende e ainda fala: ‘tá certinha, minha filha!’ haha

“Você me fez uma pessoa melhor… Amor te deixa mais forte, não mais fraco.”

Mais uma vez a Editora Charme acertou em cheio na edição. Ela vem publicando a série Cocky Bastard com as capas originais e com a tradução dos títulos. A diagramação está bem bonita, com fonte e espaçamento confortáveis para a leitura. A narrativa é feita por ambos os personagens principais e é algo que eu gosto bastante. Amante Britânico já teve outro título e capa, por sinal é essa foto abaixo, mas depois ele foi reformulado para compor a série. Acredito que seja por isso que se tornou o livro mais diferente de toda a série. Eles são livros únicos, mas sempre tivemos um elemento de ligação: o personagem Chase de Cretino Britânico. Ele sempre aparece muito aleatoriamente nos demais livros. Não que isso seja um problema, mas sei lá, achei que ficou faltando algo.

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Amante Britânico não foi o meu livro preferido da dupla, mas não deixa de ser uma boa leitura. Achei tudo muito previsível e não achei o plot suficiente para endurecer o coração de Simon para relacionamentos. Apesar de tudo isso, a leveza dos personagens me encantou completamente, porque é uma história que dá pra ler basicamente num dia só. Mesmo com um motivo para ter se fechado, ainda acho que Simon foi o personagem que mais cresceu na história. Foi maravilhoso perceber que ele amadurecia diante das situações. Sem falar que o amor de Simon por Brendan aqueceu meu coração. Enfim, deixo minhas 4 Angélicas e já esperando pelo próximo livro. CLASSIFICAÇÃO 4 ANGÉLICAS

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