Resenha ‘Cadê meu herói? – Victoria Van Tiem’

Oi ooooi gente! Hoje eu trouxe a resenha de um livro super novo no mercado, mas que já está em minhas mãos desde janeiro. Se trata de Cadê meu herói?, da autora Victoria Van Tiem. Esse foi o primeiro livro inédito na caixa do Clube da Carina em 2020, e eu acabei adiando a leitura até estar próximo ao lançamento para todo mundo. E, entre muitas música da década de 80, eu embarquei nessa leitura. Antes de falar mais algumas coisa, vamos a sinopse.

Libby London se apaixonou nos anos 80, virou adulta nos anos 90 e agora, no século XXI, está desmoronando. Seu visual está mais para “tragédia vintage” do que “gata retrô”, e sua predileção pelos anos 80 talvez seja a razão para ela estar estagnada na vida e no amor.
Pelo menos é o que pensam seus amigos. Eles organizam uma “intervenção anos 80”, em um esforço para atualizar o estilo e a vida de Libby. Entre sua temida festa de aniversário, a emboscada dos amigos e ser forçada a mudar sua loja, a Pretty in Pink, de lugar, Libby está ficando maluca. Mas como avançar quando o amor da sua vida mantém você no passado?

19

Libby London ama os anos 80. Ama, respira e vive por essa década. E, até então, estou falando literalmente. Sendo totalmente obcecada, parece que parou no tempo, já que usa referências de filmes da década, usa roupas da década e até o seu trabalho tem a ver com a década, já que a Pretty in Pink é uma espécie de brechó especializado nos anos 80. Seu jeito chega a um ponto tão exagerado, que seus melhores amigos decidem fazer a Intervenção Anos 80.

Dessa forma, Dora, Dean e Finn, decidem começar toda essa história poucas semanas antes do aniversário de 33 anos de nossa mocinha. Começando com a ideia dela ter uma festa, já que Libby detesta o seu aniversário. Então, eles vão além, ao pensar em planejar encontros para ela, baseado nos personagens do filme Clube dos Cinco. E, não só sua vida amorosa sofrerá interferência, mas o seu lado fashion também. Eles desejam que Libbs possa seguir em frente. Deixar o passado lá. Superar o seu grande amor por Ollie, superar as culpas que sente, derrubar os muros do seu coração.

– Uma intervenção anos 80.
– Simples não podemos…
– Não vamos…
– Não devemos…
– Deixar você completar mais um ano presa na década de 80. Isso tem que mudar.

Como se tudo isso já não fosse muita coisa para lidar, ela ainda recebeu uma intimação, de que deve deixar o lugar onde a Pretty in Pink está instalada. A empresa que é dona do imóvel deu um prazo apertado para que ela saia, mas ainda está nos planos do locatário,  uma possível compra da empresa em que nossa mocinha tem investido toda a sua vida. Mas, Libby pode contar com a ajuda de Jasper, seu amigo, gerente e alguém que a ama, para tentar resolver, ao menos, esse problema.

Com tudo isso, seu psicológico, que já não é muito bom, vai piorando cada vez mais. Então, é hora de voltar a ver o seu psicólogo e irá passar por um tratamento de choque para entender quem é, suas culpas, seus medos. Libby precisa de um herói, um que a salve do desastre em que ela se encontra. O problema é saber quem é essa pessoa e como ela pode deixar o passado onde pertence e conseguir continuar sua vida. E, não só isso, mas decidir se quer mesmo deixar os anos 80 de lado ou seguir com a grande paixão que sente pela época.

Se eu tivesse que identificar o momento exato em que os anos 80 se tornaram minha marca registrada, foi esse. Um X marca esse momento.

Não irei mais falar da trama, porque tem vários pontos muito importantes para vocês descobrirem durante a leitura dessa livro. Mas quero falar de Libby. Desde o início, senti o quanto ela estava perdida nesse modo “presa aos anos 80”. Porque não era só por gostar da década no quesito filmes, músicas, visual. Ia além disso, porque envolve a primeira paixão, da qual ela não consegue desapegar, mesmo percebendo que eles não poderiam mais ficar juntos. Ela tem depressão e podemos ver sua luta para não se deixar voltar para um local escuro, mesmo que isso esteja além do controle dela.

21

Só que Libby London evolui muito durante o livro. É complicado usar essa palavra para uma personagem que já é adulta, mas não tem modo melhor para falar sobre a sua trajetória. Conforme ela vai indo nas consultas com o Dr. Papadopoulos, não só consegue ir se libertando de correntes e medos, como nós vamos conhecendo as coisas que ela mantém dentro de si. Isso me fez nutrir muito carinho por ela, muita torcida para que ela pudesse se encontrar. Porque o livro é sobre isso. Sobre ela entender quem é.

Mas ela não entende. Muita gente não entende. Quando se luta contra qualquer forma de depressão, existem períodos de controle, não o controle.

Sobre os secundários, vamos passar por uma série louca de encontros junto com Libbs e vamos conhecer os mais diferentes tipos, sentir raiva e muito mais. Preciso dizer que, em muitos momentos, eu não gostei muito dos amigos dela, principalmente Dora e Finn. Eles são seus amigos desde a infância e, mesmo tentando ajudar, eles parecem não ter tato com ela. Já Jasper, me cativou desde sempre. Ele gosta muito da nossa mocinha e quer ajudá-la o quanto for possível.

Apesar de conhecer o outro livro da autora, esse foi meu primeiro contato com a escrita da Victoria. E eu adorei! Achei um modo muito delicado como ela escolheu falar sobre depressão e sobre como pode atingir uma pessoa, as culpas, os medos. Tudo entre encontros, conversas e muita música dos anos 80. A leitura começa um pouco arrastada, mas logo engata num ritmo muito gostoso, entre momentos super delicados e capazes de nos levar as lágrimas e outros super engraçados, prontos para nos proporcionar várias gargalhadas, daquelas que vem lá do fundo mesmo. Além disso, o livro, como um todo, foi uma grata surpresa, porque eu esperava um romance bobinho. Mas é um livro que nos toca. E, ainda não superei quando Libby, finalmente, encontrou o herói. Ah, eu amei como ela fez diversas referências a filmes e músicas. Sério, a playlist desse livro é uma coisa MARAVILHOSA!

Nesse momento, eu preciso de um herói. É sério. Cadê o meu cavaleiro em seu corcel de fogo? Não precisa ser forte, rápido nem ter acabado de sair de uma luta; ele só precisa ser maior que a vida e ser capaz de salvar a minha. Que está uma confusão.

Na parte da diagramação, temos uma capa simples, mas tão lindinha. Eu acho que só faltou usar um disco, como foi na capa original. Porque teria tudo a ver. Por dentro, folhas amareladas, letras e espaçamento confortáveis para a leitura. Os capítulos são nomeados e, alguns deles também trazem uma das músicas que Libby cita durante aquele capítulo, junto com o nome de cantor(a) / banda e o ano de lançamento. Como já falei que o livro tem uma playlist incrível, vocês podem acessá-la no Spotify.

Cadê meu herói? foi uma grata surpresa. Aquela que eu não esperava vir, não sabia que precisava, até estar na minha cara. Amei Libby e como ela nos apresentou os seus problemas, como aprendeu a lidar com eles. Me senti super nostálgica com uma época que só vivi pelas histórias dos meus pais, de quando era adolescentes. Muita referência, muita música gostosa. O livro só não ganha todas as Angélicas disponíveis, porque algumas coisas, como os amigos, me irritaram. Sendo assim, deixo quatro Angélicas.

CLASSIFICAÇÃO 4 ANGÉLICAS

 

 

 

Um comentário em “Resenha ‘Cadê meu herói? – Victoria Van Tiem’

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s