A Hora do Chá: ‘O Desafio do Amor Verdadeiro – Laura Lee Guhrke’

Oi gente! A resenha de hoje é do segundo livro da série Querida Conselheira Amorosa, O Desafio do Amor Verdadeiro. Curiosamente A Verdade Sobre Amores e Duques, primeiro livro da série, foi o livro de estreia desta coluna, então bateu em mim um saudosismo. Só que aquele amor instantâneo por Irene e Henry não aconteceu por Clara e Rex. Levou um tempo para que eu sentisse uma conexão com eles. Antes que eu conte mais, fiquem com a sinopse…

Para Clara Deverill, ser a verdadeira Lady Truelove significa dar conselhos sobre problemas que ela mesma nunca superou. Só lhe resta refugiar-se em uma casa de chá e esperar que a inspiração chegue entre um bolinho e outro. Isso não acontece até ela escutar um canalha falando eloquentemente sobre a honorável arte de terminar com uma dama. O cafajeste pode se parecer com um Adônis, mas ele está prestes a conhecer o outro lado de Lady Truelove. Rex Galbraith é um herdeiro sem planos de se acomodar com uma donzela. Ele flerta com inúmeras jovens para animar sua tia casamenteira, mas Clara é a primeira a conquistar seu olhar namoradeiro. Ao descobrir que ela ― como Lady Truelove ― usou seu conselho como material para o jornal, Galbraith fica furioso. Mas quando é forçado a fazer um acordo secreto com ela, Rex percebe que tem um problema muito maior ― porque Clara está contrariando tudo o que ele achava saber sobre as mulheres e sobre si mesmo…

Com o casamento de sua irmã Irene com Henry Cavanaugh, o Duque de Torquil, a vida de Clara mudou bastante. Agora Irene precisará sair em lua de mel e deixará Clara responsável pelo jornal da família, The Weekly Gazette, mas deixou tudo o mais organizado possível já que Clara nunca trabalhou em tempo integral. Irene contrata um editor para substitui-la até que seu irmão, Jonathan, volte da América, deixa várias matérias escritas para a coluna de Lady Truelove, ou seja, Clara só precisará supervisionar e aprovar as edições que serão publicadas. Está tudo sob controle, certo? Errado.

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Irene decide prolongar sua viagem de lua de mel e com isso, Clara começa a se preocupar com todos os problemas que estão se acumulando no jornal. Jonathan aparentemente não tem nenhuma vontade de voltar à Londres, o novo editor-chefe é um tirano e está impaciente por ter que responder à ela e não ao seu irmão, como foi combinado e, para completar, Clara terá que escrever a coluna de Lady Truelove, já que não tem mais nada pronto para publicar. Ela pode lidar com o editor-chefe e escrever a coluna, certo? Errado de novo. 

Clara não sabe como aconselhar as pessoas na coluna e tenta de tudo para que saia um texto à altura dos feitos pela irmã, mas não consegue nada. O prazo está chegando e ela decide ir até uma casa de chá e quem sabe conseguir escrever nesse novo ambiente. Clara se distrai com o deus grego sentado próximo dela, mas o encanto acaba no momento que ela percebe o teor da conversa dele com o amigo. Ele o está aconselhando a enganar a moça que o amigo vem fazendo a corte. Clara fica chocada com a ousadia daquele patife e decide tomar uma atitude.

“Não, ela admitiu enquanto lançava um olhar triste para as cartas empilhadas sobre a mesa, seu grande defeito era a procrastinação, uma faceta de sua personalidade da qual ela só começara a se dar conta havia meros dez dias.”

Clara usa a coluna de Lady Truelove para aconselhar, não só a moça que será enganada por aqueles dois salafrários, mas todas as moças que estão na mesma situação. Coluna escrita e publicada, ela sente que as coisas agora darão certo, mas Clara acaba sendo surpreendida pelo deus grego. Ele não só descobre o que ela fez, como vai cobrar satisfações, afinal seu amigo deixou de falar com ele e perdeu toda a confiança na amizade deles. Clara não sabe o que fazer diante das ameças e acaba oferendo um empego à ele.

O deus grego é Rex Galbraith, herdeiro de um ducado, mas que está em apuros financeiros. Seu pai não quer mais lhe pagar pensão, assim como sua tia. Ele evita o casamento até a morte, pois não acredita no amor, haja visto o casamento de seus pais, mas sua tia fecha totalmente a torneira até que Rex, pelo menos, comece a cortejar alguém. Sem dinheiro e com poucos convites para as festas, Rex se vê sem saída, a não ser aceitar a oferta de Clara. Mas, sendo o patife que ela já espera, ele impõem uma condição: ela precisará fingir que Rex a está cortejando. 

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Os dois passam a se encontrar constantemente, não só nos eventos sociais, como para que Rex entregue a coluna de Lady Truelove. De repente vai nascendo um companheirismo, uma amizade e, lá no fundo, algo mais também está nascendo. Rex tenta negar porque além de não acreditar em amor, casamento e todas essas bobagens românticas, ele enxerga a inocência de sua ovelhinha. Já Clara sabe que toda aquela corte é uma encenação, mas seu coração romântico gostaria muito que tudo aquilo fosse de verdade. 

Vocês já perceberam que muita confusão vai estar no caminho desses dois, né? Clara e Rex são completos opostos. Ela sonha com um casamento por amor, com filhos e uma vida conjugal feliz. Já ele espera nunca se casar e ser feliz sendo o libertino que sempre foi. Clara é o clichê da menina tímida e com sonhos românticos,  Rex é o clássico canalha, mas que no fundo é uma boa pessoa. Enquanto ela não nos entrega basicamente nada no início da história, ele vem para fazer tudo acontecer. 

“Temo que você tenha descoberto meu maior segredo, Clara. Tenho um desejo compulsivo de ser querido pelas pessoas.”

Clara é o completo oposto da irmã e inicialmente acreditei que ela ficaria naquela posição de menina boba e que não faria nada. Ela cresce como personagem, toma atitudes mais firmes, só que, ainda sim, não consegui gostar tanto como gostei de Irene. Quanto à Rex, várias atitudes também me fizeram desgostar dele, mas a evolução também é nítida. E apesar de nomear vários defeitos individuais de ambos, eu os amei como casal e amei mais ainda que a autora desenvolveu uma amizade entre eles, antes mesmo que o romance existisse. 

A edição dessa série é muito linda. Amo o trabalho de capa, mas sofri um pouco por ver que as lombadas não são iguais (TOC de virginiana). Na contra capa tem o aviso de que faz parte da série Querida Conselheira Amorosa, mas sem informar que seria o segundo. Passando para a diagramação, eu só tenho coisas positivas a dizer. Acho tão delicado os inícios de capítulo, a fonte e espaçamento são confortáveis para leitura e não encontrei nenhum erro no texto. A Harlequin está de parabéns. Ainda sobre a série, vale ressaltar que atualmente são quatro livro e que a capa do terceiro livro já foi apresentada pela editora, mas não temos data de publicação. 

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O Desafio do Amor Verdadeiro ficou um pouco abaixo do livro anterior, mas não deixa de ser uma boa leitura. A escrita da Laura é maravilhosa e suas tramas se destacam por trazer temas tão importantes, como o lugar da mulher no mercado de trabalho, como esposa, mãe e dona de casa. Adoro os paralelos que ela traça, além de nos presentear com diálogos inteligentes e profundos. Achei o final muito corrido e fiquei com aquela sensação de que estava faltando um capítulo. Mas não posso deixar de destacar o quanto vale a pena dar uma chance para esta série, mesmo que este segundo livro não seja o meu preferido. Enfim, eu fico por aqui e já espero ansiosamente pelo terceiro livro. Deixo minhas quatro Angélicas. 

CLASSIFICAÇÃO 4 ANGÉLICAS

 

 

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