A Hora do Chá ‘Perdida – Carina Rissi’

Oi ooooi gente! Ok, sei que muitos de vocês devem ter lido o nome do livro e pensado: ‘mas esse livro já tem anos e muitos de nós conhecemos’. Pura verdade, mas eu sempre quis trazer esse livro pra cá. E, com a Carina escrevendo o último da série, era A hora! Fora que, para quem não conhece, é uma oportunidade, ainda mais que a Verus colocou o e-book gratuito nesse período de quarentena. Chega de falar, vamos a sinopse e ir, junto com a Sofia, para 1830.

Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam. Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa – ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke. Com a ajuda do prestativo – e lindo – Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos.

Sofia Alonzo nasceu em 1985. Vive em um mundo cheio das mais possíveis tecnologias. Como todos nós, totalmente depende delas. Ela vem trabalhando bastante, mas sua melhor amiga, Nina, intima elas pra sair e contar a grande novidade: irá morar com Rafa, seu ‘namorido’. Elas se divertem e bebem bastante e, quando Sofia vai ao banheiro, acaba deixando seu amado celular cair dentro do vaso sanitário.

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Sem a opção de recuperá-lo, ela decide sair para comprar um, no dia seguinte. Ao entrar na loja, acaba se deparando com uma vendedora esquisita, que oferece um certo celular para ela. Mesmo achando tudo aquilo estranho, nossa mocinha decide efetuar a compra. E, enquanto luta para ligar o tal aparelho, vai ser quando a vida dela irá mudar.

– Eu estou em um lugar muito estranho […] Onde algumas pessoas pensam ser o século dezenove. Dá pra acreditar?
– Claro que dá! E você não está perdida. Está exatamente onde deveria estar.

Depois de um verdadeiro clarão, Sofia se encontra em um campo, sozinha. O celular voltou a desligar e ela não tem ideia de onde pode estar. E é então que um cavalheiro, literalmente falando, se aproxima, com seu cavalo e seus trajes diferentes. Ele tentar ajudá-la, se espanta com suas vestes e acredita que alguém a assaltou. Vai ser através de uma fala do senhor Ian Clarke, que ela irá descobrir onde está. Ou melhor, quando está. De alguma forma, Sofia está em 1830.

Ian decide levá-la para sua casa, assim, consegue ajudar a senhorita que cruzou seu caminho. E lá, ainda tem sua irmã, Elisa, que pode emprestar roupas para ela e tentarem entender tudo o que está acontecendo. Já Sofia fica tão desnorteada, que pensa estar no meio de uma pegadinha. Mas, a misteriosa vendedora utiliza o celular para lhe contar que ela está exatamente onde deveria e que ela tem uma jornada para completar.

– Imagino que existam muitos cientistas nesse lugar. Fazem isso aqui parecer um séculos atrasado – ele riu.
– Dois! – corrigi, rindo com ele.
– O que disse?
– Hã… Nada.

E, então, nossa atrapalhada mocinha vai começar a sua jornada no século 19, com tantos e tantos hábitos diferentes dos que está acostumada, cometerá uma série de gafes, enquanto precisa descobrir como voltar para casa. O problema é que, a cada dia, ela vai se apegando as pessoas, principalmente a Ian. Ainda que não admita de cara, seu coração vem sendo conquistado pelo jovem e, ela sabe que ambos correm o risco de se machucar, porque ela ainda acredita em voltar para o século 21.

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Nos resta saber, se Sofia, ao se apaixonar pelo senhor Clarke e por todas as outras pessoas que passa a conviver, vai continuar querendo voltar para o seu século. Além de ainda precisar entender qual é a sua jornada. Tudo isso, enquanto vamos nos divertindo com as trapalhadas de uma menina do século 21, em pleno séculos 19, sem tecnologias, sem água encanada e usando alface como papel higiênico.

Vi a expectativa em seus olhos. Vi o brilho intenso que eles emanavam, e o amor sincero que sentia por mim. Vi que não era apenas paixão, coisa de momento – que sua alma me pertencia, assim como a minha já pertencia a ele. E que seria assim para sempre.

Tudo bem, eu sei que parece que falei muito sobre o livro. Mas, confiem em mim, acho que muito falei das 100 primeiras páginas. Então, vamos aos nossos personagens. Eu adoro a Sofia. Primeiro de tudo, porque ela tem um jeito atrapalhado, que pode incomodar muita gente, mas eu me identifico. Só que ela tem seu lado doce, seu lado amiga, seu lado preocupada. É normal que ela persiga a vontade de voltar para casa até ver que, talvez, isso já não seja o que seu coração quer mesmo. É inegável que ela cativa, não só os personagens com quem convive, mas os leitores também. Ah, sabe o que Sofia tem em comum com todos nós? Ela é leitora. E, sua autora favorita é, ninguém mais ninguém menos que, Jane Austen!

Já Ian Clarke… vocês ouviram meus suspiros?! O homem é um príncipe. Meu Deus. Acho que ele é um dos mocinhos mais doces que eu já vi. Um total de zero defeitos. Ele passou a cuidar da irmã, muito jovem, depois que os pais morreram e quer o melhor por ela. Não hesita em ajudar a estranha que aparece no seu caminho e vai se encantando por ela, mesmo com todas as suas maluquices. Ele tem um jeito encantador, que vai embarcando nas loucuras de Sofia, enquanto descobre várias coisas com ela, várias gírias. Assim como ele fica encantado, de cara, pela senhorita, nós ficamos por ele.

– […] Onde está minha amiga? – ela disse com a testa enrugada, depois sorriu.
– Você tem razão. Não vai acreditar em como eu mudei. Sou outra mulher. Romântica, chorona e melodramática. Tudo que eu nunca fui. Sou uma emo!
– Claro que não é. Só está apaixonada – ela sorriu, depois seus olhos se estreitaram. – Pela primeira vez.

Na turma dos personagens secundários, temos uma turma bem incrível também. Podemos começar com Nina, melhor amiga de Sofia, que não vai pensar duas vezes antes de acreditar e ajudar a amiga. Então, temos Elisa, a jovem Clarke, que é uma adolescente, também muito doce e que gosta muito rápido da nova visitante. Sua melhor amiga, Teodora, fica com o pé atrás, inicialmente, com Sofia, mas quando percebemos que é pura preocupação, ficamos cativados também. Não tem como não citar Gomes e Madalena, empregados na mansão, que se afeiçoam a nossa mocinha.

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Perdida foi, de fato, meu primeiro contato com a escrita da Carina, e olha que ela já tinha outros livros lançados, na época. Acredito que sua fama e o seu alcance sejam tão grandes, porque sua escrita leve nos envolve, nos faz viajar, nos faz rir e até mesmo chorar. Além disso, a autora não deixa o ritmo cair, durante as páginas. Sem dúvidas, um livro certeiro para pessoas que curtem romance de época e chick-lit, em um mix de suspiros e risadas. Ao contrário dos romances de época – e, vamos combinar, esse não é um romance de época comum -, Carina nos oferece uma escrita em primeira pessoa e, com uma certa licença poética.

– Sabe onde está se metendo, não sabe?
– Sofia, não tenho escolha! Eu me meti na maior confusão de minha vida quando parei para ajudá-la. – Fechei a cara. Ele riu. – E vou agradecer todos os dias por ter feito isso.

Na parte da diagramação, não tem como não reconhecer como o all start vermelho se tornou uma marca da série. Tanto que, aos montes, podemos ver debutantes e noivas copiando a icônica pose de Sofia. Por dentro, temos simplicidade. As folhas amareladas, com letras e espaçamento bastante confortáveis para a leitura.

Perdida é o primeiro de uma série e nós vamos falar sobre cada um deles, na última quinta de cada mês. Vamos continuar acompanhando a história de Sofia e Ian, até chegar a hora de Elisa e Valentina. Tudo isso, enquanto esperamos como Carina irá finalizar esse conto de fadas que mistura o moderno e a época. Deixo minhas cinco Angélicas.

CLASSIFICAÇÃO 5 ANGÉLICAS

2 comentários em “A Hora do Chá ‘Perdida – Carina Rissi’

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