Resenha ‘Vermelho, Branco e Sangue Azul – Casey McQuiston’

Oi ooooi gente! Hoje eu trouxe a resenha de um livro recém lançado pela Editora Seguinte e que eu estava na maior expectativa desde que vi a capa. Quem disse que a gente não se apaixona a primeira vista da capa?! Além disso, o livro de estreia da autora Casey McQuiston é LGBT+, usando de base a Primeira Família dos EUA e a Família Real Britânica. Então, vejam a sinopse e depois vou contar sobre como foi essa leitura.

Quando sua mãe foi eleita presidenta dos Estados Unidos, Alex Claremont-Diaz se tornou o novo queridinho da mídia norte-americana. Bonito, carismático e com personalidade forte, Alex tem tudo para seguir os passos de seus pais e conquistar uma carreira na política, como tanto deseja. Mas quando sua família é convidada para o casamento real do príncipe britânico Philip, Alex tem que encarar o seu primeiro desafio diplomático: lidar com Henry, irmão mais novo de Philip, o príncipe mais adorado do mundo, com quem ele é constantemente comparado ― e que ele não suporta.
O encontro entre os dois sai pior do que o esperado, e no dia seguinte todos os jornais do mundo estampam fotos de Alex e Henry caídos em cima do bolo real, insinuando uma briga séria entre os dois. Para evitar um desastre diplomático, eles passam um fim de semana fingindo ser melhores amigos e não demora para que essa relação evolua para algo que nenhum dos dois poderia imaginar ― e que não tem nenhuma chance de dar certo. Ou tem?

Alex é o Primeiro Filho dos Estados Unidos. Ele é carismático, planeja se manter na política, seguindo o passo de seus pais. Com seus 21 anos, ele gosta de se envolver e, praticamente, respira isso! E, vale dizer, que sua irmã mais velha segue totalmente o caminho contrário dessa decisão. O jovem americano, assim como June e a melhor amiga deles e neta do vice presidente, Nora, vivem nos tabloides e gostam de acompanhar o que é dito sobre eles. E os três amam isso.

Mas, tem algo que Alex não ama, nem um pouco: o Príncipe Henry. E, esse fato vai ser um problema, já que o Trio da Casa Branca vai embarcar para Inglaterra, afinal, o Príncipe Phillip vai casar e representantes dos EUA precisam estar por lá. Só que Alex não vai deixar passar a chance de ser aproximar de Henry e trocar farpas com ele. Até derrubar o bolo de 75 mil dólares do casamento. É o prato cheio para um acidente internacional e para os tabloides.

Ele não vai se tornar o congressista mais jovem a ser eleito na história moderna se não fizer por merecer, mas ninguém precisa saber o quanto ele se esforça para isso. Senão seu status de sex symbol cairia por terra.

Com isso, os poderes de ambos os países decidem mudar o jogo, com uma série de encontros, eventos e fotos, que mostrem que os dois são, na verdade, muito amigos e tudo não passou de uma pequena confusão. O que começa como um relacionamento enferrujado e forçado entre os dois, vai começando a se tornar verdadeiro, com troca de confissões, implicâncias e muito mais.

682

Mas, um dos maiores segredos de Henry é que ele é gay. Super gay. E precisa esconder isso, já que não é aceito pela Família Real. Com isso, ele acaba mais recluso do que o esperado. Com o crescente contado com Alex, um sentimento vai nascer, até o momento de um beijo rolar.

Enquanto o nosso príncipe sabe bem o que quer, o nosso primeiro filho fica confuso em um primeiro momento. Ele sabe que gostou muito, sabe que gosta muito do outro rapaz, mas não entende como isso se aplica na sua sexualidade, até entender que é bi. E, não só isso. Alex entende que ele quer Henry e quer descobrir como é ficar junto.

– Estou tentando entender por que você se dedica tanto a fingir que é algo que não é, sendo que acabou de falar para aquela menininha que grandeza significa ser verdadeiro consigo mesmo.

No meio de vários eventos, onde arrumam momentos sozinhos, no meio de mudanças de agendas para se encontrarem, e até mesmo a união de todos os seus confidentes, os dois vão tentar esconder do mundo externo o relacionamento deles. Não por vergonha, mas não porque não sabem como isso será recebido. Afinal, um está no meio de uma corrida presidencial e o outro é de uma família conhecida por suas tradicionais regras.

Fato é que Alex e Henry precisam não só descobrir maneiras de se encontrarem, morando em diferente continentes, mas como lidar com as certezas que precisam ter, com os problemas que podem surgir e se querem mesmo ficar juntos. Enquanto eles vão em busca de todas essas respostas, nós vamos nos apaixonando pelos personagens tão cativantes que vão desde os principais, até os secundários. Vamos nos render a doce e sensual história de amor, com toque políticos, com uma trama que fala sobre imigrante, sobre invasão de privacidade, sobre expectativas depositadas, sobre tramoias políticas e sobre o movimento LBGT.

– O que você está fazendo aqui fora? O menino de ouro dos Estados Unidos não tem multidões para seduzir?
– Falou a porra do Príncipe Encantado – Alex responde, sorrindo.

Olha, primeiro quero dizer que não consigo acreditar que algo que eu diga aqui, vai mostrar, de fato, o quanto eu amei esse livro e estou apaixonada por essa história e os personagens. Alex é o filho de Ellen Claremont, primeira presidenta dos EUA. Ele adora política, quer ser o mais jovem integrante do Congresso e se esforça para isso. Ele vive junto de sua irmã mais velha, June, e a melhor amiga deles, Nora. Ele tem uma personalidade forte e um certo preconceito em relação ao Príncipe Henry, mas, começa a perceber o quanto se enganou sobre seus julgamentos, quando os dois são obrigados a começar uma amizade para a mídia. Então, os dois começam a trocar piadas, confissões, até o sentimento mudar. E é muito interessante ver Alex entendendo a sua sexualidade, ver como isso o afeta, como ele entende o quanto isso pode afetar a corrida eleitoral de sua mãe e a vida de Henry.

683.JPG

Henry é um príncipe. Literal e figurativamente. Ele é um doce, mas acaba trancado na fachada que a Coroa estabelece para os seus. Ele perdeu o pai muito cedo e a mãe por tabela. Com sua amizade com Alex, vai começar a desabafar sobre as coisas que o incomodam, assim como vai dar o primeiro passo entre os dois. Isso tudo não o coloca na posição de não cometer erros. Mas, faz com que ele aprenda muito com eles. E aprenda a se posicionar. A não ter medo de dizer o que quer e brigar pelo o que deseja. Com isso, ele vai ganhar até mais do que o amor de Alex.

A maioria dos personagens secundários desse livro são cativantes. Desde a gerente de campanha de Ellen, o cavalariço de Henry, os seguranças… todos são capazes de nos conquistar se alguma forma. Claro que June e Nora, no posto de fiéis escudeiras de Alex, acabam se apresentando mais. E é impossível não desejar fazer parte desse trio da Casa Branca. As duas meninas são especiais e apoiam o amigo incondicionalmente. Henry também tem uma irmã ao seu lado, Bea e o seu melhor amigo, Pez. Eles também formam um trio incrível. Até que eles se tornam um sexteto poderoso, de ultrapassar o Atlântico. Fazia tempo que eu não via uma química berrante entre amigos, como foi nesse livro. O tempo todo queria estar com eles. O tempo todo queria ser um deles.

– Ah, sim – Alex diz. – A lista de principais motivos para te amar é o cérebro, depois o pau, depois o status iminente como ícone gay revolucionário.
– Você é literalmente o pior pesadelo da rainha Vitória.
– E é por isso que você me ama.

Saindo da “área jovem adulto”, temos a presidenta Ellen que, por mais que pense em sua candidatura, vai mostrar que ela é mãe em primeiro lugar. O pai de Alex, Oscar, também é maravilhoso, com muito apoio a ex mulher e ao filho. E, digo mais, ao genro também. Quanto a Família Real, a Rainha é, talvez, bem parecida com o que já habita o nosso imaginário, ouso dizer. A surpresa vem quanto a Phillip, irmão mais velho de Henry, que é um idiota. Passei quase que todo o livro com raiva dele. Já a mãe, custa a dar o ar de sua graça, mas quando aparece, temos outra leoa em ação.

Esse foi o primeiro livro da Casey e, meu Deus, já posso pedir mais?! Ela não teve medo de ousar. Não digo nem no ponto de escrever um livro com a temática LGBT, mas sim de colocar isso usando a Primeira Família Americana e a Família Real Britânica como pano de fundo. Honestamente, queria muuuuuito saber como isso foi recebido nos dois países. Mas, deixando isso de lado, a autora usou uma licença poética já nas eleições americanas de 2016 e nas futuras eleições de 2020. Ela fala sobre tramas políticas e como podem afetar todos ao redor e até mesmo onde concorrentes podem ir.

– […] Você e eu e a história, lembra? A gente vai lutar pra cacete. Porque você merece, ta? Eu nunca vou amar ninguém no mundo como te amo. Então, juro que um dia vamos por simplesmente ser e fodam-se os outros.

Mas, não só disso o livro é feito. Casey aborda o amor, a amizade, a descoberta e a aceitação. O livro tem sacadas hiper engraçadas, diálogos deliciosos, diversas referências ao mundo pop e uma fluidez que nos move junto dos personagens. Me peguei nervosa, junto deles, ao esperar pelo resultado da eleição – olha isso! Do fundo do coração, acredito que posso ficar falando por horas sobre esse livro, ao mesmo tempo em que acredito que nenhuma palavra vai chegar perto de explicar o quanto A M E I esse livro. Posso já falar que ele entrou no meu TOP 10 do ano e que eu to querendo reler?! Acho que isso ajuda a dar uma ideia.

Quanto a diagramação, eu amei o trabalho da Seguinte. A capa é aquela que faz nossos olhos brilharem de cara e segue bastante a capa original. Eles ainda enviam o marcador do livro, acoplada a orelha da contra capa. Por dentro, as folhas são amareladas, com letras e espaçamento confortáveis para a leitura. Os emails tem um destaque, com o símbolo da Campanha da Presidência ou o Palácio. Assim como temos marcações de matérias de jornal, podcasts e etc. Para quem comprou em pré venda, ainda veio com postal super gracinha.

684.JPG

É inegável que Vermelho, Branco e Sangue Azul ganhou todo o meu amor e minhas Angélicas. Não tem como não se render a essa trama cheia de tanta coisa maravilhosa. Eeeee, uma outra notícia incrível é que a Amazon Studios e a Berlanti (produtora de Com Amor, Simon e Riverdale) compraram os direitos para adaptar esse livro. Já to como? Gritando que quero esse filme!

CLASSIFICAÇÃO 5 ANGÉLICAS

9 comentários em “Resenha ‘Vermelho, Branco e Sangue Azul – Casey McQuiston’

  1. Oooie,
    Ai, eu estou doidaaa pra ler esse livro, e depois dessa resenha maravilhosa, estou mais curiosa ainda. Tenho certeza que eu vou pirar com ele. Contente em saber que teve seus direitos comprados para uma adaptação. Espero que não tenhamos que esperar muito. Já estou doida pra saber como será colocar essa história nas telonas.
    Parabéns pela resenha. Beijos

    https://almde50tons.wordpress.com/

    Curtir

  2. Esse livro parece ser muito engraçado.
    Primeiro porque temos uma tensão entre EUA e Inglaterra por causa dos jovens. Segundo colocar um monarca homossexual é um baita assunto a se tratar e gostei bastante. Pois gera um debate interessante. Vou procurar ler, fiquei bem curiosa com o livro.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s