Crítica da Série: ‘Manifest – 1ª Temporada’

Oooi pessoal!!! Hoje vim trazer pra vocês a crítica de uma série que entrou há pouco tempo no catálogo da Globoplay. Manifest traz uma trama intrigante que prende o expectador do começo ao fim. Não é a toa que a Globo passou os episódios iniciais na Tela Quente da semana passada não. Com certeza, ela conseguiu muitos assinantes curiosos em conhecer toda a história por traz do misterioso voo 828. Mas antes que eu me estenda demais, confere a sinopse e o trailer dessa primeira temporada:

“Um grupo de pessoas sobrevive a um voo turbulento apenas para, ao chegar na terra em segurança, perceber que o que para eles pareceu algumas horas no ar, na verdade foram cinco anos para o resto do mundo. Suas famílias acreditavam que eles estavam mortos e já haviam perdido toda a esperança, mas agora eles recebem uma segunda chance. Tentando se acostumar com suas novas realidades, esses passageiros se veem parte de mistérios mais profundos do que jamais poderiam imaginar.”

Michaela Stone (Melissa Roxburgh) é uma policial que está voltando de uma viagem de férias na Jamaica com toda a sua família. Quando eles estão esperando no saguão do aeroporto, eles escutam pelos auto-falantes que têm vagas no voo 828 para Nova York em poucos minutos e para aqueles que embarcarem, receberão 400 dólares de recompensa. Michaela, que precisa de um tempo a mais sozinha para pensar sobre uma proposta de casamento do seu namorado antes de voltar para casa, aceita logo de cara. Seu irmão, Ben Stone (Josh Dallas) também aceita, já que qualquer dinheiro a mais é bem vindo para ajudar a pagar as despesas do tratamento da doença do seu filho Cal (Jack Messina). E Cal, por sua vez, pede para ir junto com o pai.

Assim, a família se divide. Michaela, Ben e Cal vão para o voo 828 e o resto da família segue para o voo já agendado deles. Tudo corre na mais perfeita ordem, até que o avião em que eles estão sofre uma turbulência horrível, mas o piloto consegue normalizar a situação e seguir viagem. Só que, quando eles finalmente pousam em Nova York, percebem que algo não está certo. Eles embarcaram no voo 828 em 17/04/2013 e agora, quando eles pousaram aparentemente poucas horas depois, são informados que cinco anos e meio se passaram, eles estão em 04/11/2018, e toda a vida que eles conheciam mudou.

A mãe de Michaela e Ben faleceu há alguns anos, por uma doença causada pela dor de perder os dois filhos e o neto com o desaparecimento do voo 828. Jared Vasquez (J.R. Ramirez), o homem que pediu Michaela em casamento antes de ela viajar para a Jamaica com a família, agora está casado com a melhor amiga dela. Grace (Athena Karkanis), esposa de Ben, está namorando outra pessoa e Olive (Luna Blaise), irmã gêmea de Cal, está cinco anos mais velha e já é uma adolescente. Em poucas horas, eles perderam cinco anos e meio da vida deles e agora terão que aprender a lidar com essa mudança radical.

Além de toda essa mudança totalmente repentina e absurda, com o passar dos dias, eles vão percebendo que estão escutando vozes e tendo algumas visões, que eles passam a chamar de Chamado, que antecipa o futuro ou ordena que eles tomem atitudes para evitar ou esclarecer determinadas situações. Coisas inesperadas acontecem e eles percebem que pular cinco anos da vida deles não é nada comparado com o que eles terão que enfrentar agora. Aparentemente, a volta deles tem um propósito, eles só precisam entender as mensagens do Chamado e fazer o que precisa ser feito. 

Como sempre, mesmo com vozes e visões que poderiam aterrorizar qualquer pessoa, o maior perigo que os passageiros terão que enfrentar são as próprias pessoas. Agentes do governo que querem respostas, crentes fanáticos que acreditam que os sobreviventes têm poderes e querem usar isso, pessoas que acreditam que eles não são normais e propagam ódio e violência contra eles… Michaela, Ben, Cal e todos os passageiros do voo 828 terão que lutar pela própria vida, ao mesmo tempo que tentam se acostumar com o fato de que cinco anos se passaram e a vida normal das pessoas continuou sem eles. Cheia de ação e drama, a trama da série te envolve e te prende do começo ao fim. Impossível é desgrudar os olhos da tela.

Mas nem só de pontos positivos essa série é feita, infelizmente. Ela perde, e muito, com o carisma dos personagens. Certo momento da série, você passa a achar um tanto forçado e tedioso certas caricaturas dos atores. Outra coisa que me incomodou foram os efeitos visuais. Algumas visões são feitas por computação gráfica e o resultado é terrível, nem um pouco natural. As vozes dos chamados também são estranhas, que não causa aquela sensação de realidade, como se realmente tivesse acontecendo na cabeça deles. Parece algo como um auto-falante no supermercado. Logo percebemos que o orçamento da série não foi alto, o que é uma pena, já que a série tinha de tudo pra ser espetacular.

Essa série chegou ao catálogo da Globoplay no último dia 04 e seus episódios iniciais foram transmitidos na Tela Quente do dia 07 de outubro, como forma de divulgação da série. Deu certo comigo! Corri pra assistir à série completa no aplicativo no dia seguinte rs. A primeira temporada conta com 16 episódios, com cerca de 40 minutos cada, lançados em 2018 nos EUA pela NBC. A próxima temporada tem previsão de lançamento para 2020 e na New York Comic Con ganhou um trailer cheio de tensão, que está logo abaixo. Mas cuidado, esse trailer contém spoilers da primeira temporada, então se você ainda não assistiu, segura a emoção rs.

Produzida por  Jeff Rake e Robert Zemeckis, Manifest, apesar de alguns pontos ruins, me prendeu desde o primeiro episódio. Eu sou apaixonada por aviões e tudo que tenha a ver com eles, então logo me interessei pela série. A trama é inteligente e bem trabalhada. A ação e o drama são bem equilibrados e nos deixa presos à história, curiosos com o que virá a seguir. Os laços familiares são bem trabalhados e vemos as relações pessoais dos personagens crescendo, com triângulos amorosos que incomodam e não cativam, mas que ainda assim não dá vontade de parar de ver. 

Enfim, se você gosta de uma série de mistério, Manifest é uma boa pedida. Ao mesmo tempo que é intensa é leve, ótima para assistir com a família, comendo pipoca e fazendo conjecturas sobre o que vai acontecer no próximo episódio e qual a razão de tudo que aconteceu com o voo 828. Já adianto que o final dessa primeira temporada é surpreendente e nos deixa com vontade de dar play na segunda temporada assim que o episódio termina, mas teremos que esperar até 2020 para saber o que acontecerá com os sobreviventes do voo. Espero que o investimento na segunda temporada seja melhor, a série tem potencial, só precisa ser trabalhada com mais carinho e vontade.

E aí, já assistiu esse lançamento do Globoplay? Me conta tudo o que você achou aqui nos comentários. Até a próxima!

9 comentários em “Crítica da Série: ‘Manifest – 1ª Temporada’

  1. eu uso a globo play tem pouco tempo, tava meio perdida do que assistir mas já adorei a dica, parece ser justamente o tipo de série que eu vou adorar ver!
    Sua critica me deixou empolgada agora! Já vou começar hoje mesmo, obrigada!

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  2. Olá!

    Acho que o que ganha o telespectador, além do enredo, é a atuação. Eu acho que mesmo se a série tiver um enredo mediado e uma atuação boa, ela irá conseguir ganhar a gente, mas se for o contrário não é muito bom.
    Os efeitos visuais serem desse jeito só me deixou ainda mais desanimada, uma pena, pois a série tinha tudo para entrar na lista das favoritas.

    http://www.pactoliterario.blogspot.com.br

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  3. Percebi que a Globoplay tem investido em boas séries. Amei a sua resenha. Me deixou com muita vontade de ler. Ótima sacada colocar os trailers também. Já sei que vou viciar.

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