Crítica Cinematográfica: ‘O Rei Leão’

Oooooi pessoal!!!! Finalmente a espera para a estreia de O Rei Leão nos cinemas acabou. O remake em live-action mais esperado do ano, estreou ontem nos cinemas brasileiros e já lotou várias salas de cinema por aí. Afinal, todos queriam ver a animação de 1994, que fez parte da infância de tanta gente, criar vida nas telonas. Já dá pra imaginar a emoção que foi, né? Mas antes de qualquer coisa, confere a sinopse e o trailer do filme:

“Simba é um jovem leão cujo destino é se tornar o rei da selva. Entretanto, uma armadilha elaborada por seu tio Scar faz com que Mufasa, o atual rei, morra ao tentar salvar o filhote. Consumido pela culpa, Simba deixa o reino rumo a um local distante, onde encontra amigos que o ensinam a mais uma vez ter prazer pela vida.”

Qual habitante da Terra com idade suficiente para ver filmes não conhece a história desse filme, não é? Simba (Donald Glover), o primogênito e futuro rei da selva, é um leão jovem e rebelde que sonha em chegar aos pés e ser tão valente e forte quanto seu pai, Mufasa (James Earl Jones). Porém, como já dizia Zazu (John Oliver), o conselheiro do rei, toda família tem aquele que traz problemas e na família real não é diferente. Scar (Chiwetel Ejiofor), irmão de Mufasa, não consegue aceitar que nunca poderá exercer o que ele acha ser seu direito de ser rei.

Como ele não tem a força necessária para vencer Mufasa numa luta justa, a única saída que ele vê é matar seu irmão e sobrinho, de uma forma terrivelmente covarde, para que assim, ele possa tomar o trono. Com a ajuda das Hienas, exiladas do reino, por não seguirem as regras de caça, Scar cria uma armadilha para os dois. Mufasa, ao tentar salvar o filho, acaba morrendo e Simba, que sobrevive a muito custo, sente toda a culpa pela morte do pai. Sua única opção é fugir da decepção que causará a sua mãe e todas as outras leoas. Opção essa totalmente criada e alimentada por Scar e, assim, Simba vai embora do único lugar que ele conheceu na vida.

À beira da morte, no meio do deserto, ele é salvo por dois animais com ideais completamente diferente dos seus. Timão (Billy Eichner), um suricato, e Pumba (Seth Rogen), um javali, vão mostrar para Simba que ele pode deixar o passado para trás e viver o futuro sem nenhuma preocupação, seguindo o lema de vida da dupla: Hakuna Matata. Mas será que Simba vai conseguir virar as costas para todos os ensinamentos do seu pai? Seu destino, como rei e protetor do seu reino, ainda o aguarda em casa e ele precisará de um – ou dois – empurrãozinho da sua melhor amiga, Nala (Beyoncé Knowles-Carter), e do amigo da família, Rafiki (John Kani), para lembrar de quem ele é e tomar o seu lugar no ciclo da vida.

mufasa-e-simba-em-cena-de-o-rei-leao-1561401506256_v2_900x506.png

Antes de qualquer coisa, preciso dizer que esse é o remake mais fiel à animação da Disney até o momento. Foi incrível ver o filme que eu tanto assisti ser transmitido na tela do cinema, com um realismo gigante. Até mesmo nas falas, que eu sei de cor e salteado, são completamente fieis. A maioria das frases que já são características da animação estão presentes. É impossível não falar com os personagens… – inclusive, já deixo minhas desculpas aqui para quem estava ao meu lado no cinema rs. As músicas também são as mesmas, mas a entonação é um tanto diferente da animação e isso acabou criando algumas frustrações no meu coração cheio de expectativas de fã. Até mesmo algumas falas, que foram trocadas as ordens das palavras, me deixaram um tanto irritada. Mas nada que tire o brilho da grande produção.

A fotografia do filme é perfeita. Parece mesmo que você está no meio da Savana, com todos aqueles animais incríveis. Cheios de sons, cores, posicionamentos de câmera nos momentos e ângulos certos para fazer com que a gente chegue a perder o fôlego com toda a beleza da natureza selvagem dos animais ali representados. Jon Favreau não deixou nada importante de fora e não se poupou para proteger as crianças da verdade bruta do que acontece na selva. Vamos combinar? O Rei Leão retrata a vida selvagem na Savana, e nesse remake temos isso sem medo de assustar. E, temendo ser repetitiva, preciso frisar que a fidelidade com a animação é impressionante, chegando até mesmo semelhante à certas formas como o vento bate e a folha voa, tudo de forma totalmente realista… O que antes, na animação, tínhamos uma representação mais cartunesca, aqui é tudo tão realista que parece que você está assistindo a um documentário do Discovery Channel.

O destaque, para mim, vai para Scar. Ele ficou tão bem representado – mesmo sem a bendita juba preta tão sentida pelos fãs -, tão frio e maldoso, que deixou o Scar da animação no chinelo. Eu, mulher feita, fiquei com medo dele em diversos momentos. Seu corpo muito magro e o foco da câmera no seu rosto todo machucado e nos seus olhos cruéis, arrepia até o último fio de cabelo. Dá vontade de pegar o Simba – todo fofuxo da vida – filhote no colo e sair correndo, toda vez que ele chega perto do tio. Totalmente diferente do humor sarcástico e falso do Scar da animação, que chega até mesmo a ser engraçado.

scar-e-simba-em-trailer-de-o-rei-leao-1554899868927_v2_1561x835.png

Falando em comédia, este está também garantido. Enquanto ficamos tensos toda vez que Scar aparece, o clima no cinema logo fica leve quando temos Ed, a hiena que invade o espaço do irmão o tempo todo, Zazul, em seus diálogos com Mufasa, Simba e Nala. Timão e Pumba em todos os momentos que aparecem rs. Timão e Pumba estão incríveis também. Fofos e cômicos. Difícil não se apaixonar por essa dupla de hippies que não abandonam seu amigo nem na hora de servir de isca viva para hienas famintas rs. 

Um dos pontos fortes do filme é que, algumas coisas que, na animação, ficaram um tanto subentendidos aqui, no remake, temos tudo explicado da forma certa, fiel ao que realmente acontece na vida real. Um exemplo é o fato de Scar e Mufasa já terem duelado antes e esse ser o motivo de Scar ser tão maltratado e magro. É falado claramente que eles lutaram e Scar perdeu seu direito ao trono. Na animação, fica subentendido que Scar não tem força suficiente para desafiar Mufasa e ponto. Esse é apenas um dos momentos em que eu tive um – acho que posso dizer – insight sobre certas coisas na história. Coisas que não fizeram falta pra mim na animação, mas que agora nesse live-action tão realista, fez toda a diferença para enriquecer o filme.

Quanto à dublagem, infelizmente eu assisti dublado pois sempre assisti à animação assim e quis ter àquela sensação nostálgica de falar as falas decoradas e cantar as canções do jeito que canto desde criança. Infelizmente, as músicas me decepcionaram um tanto e tiveram momentos que, não apenas eu, mas o cinema inteiro, riu da performance de certas músicas. Inclusive, eu ainda não consegui superar o corte na música do Scar. A melhor performance, para mim, é Nessa Noite o Amor Chegou, interpretada por Iza, como Nala, e Ícaro Silva, como Simba. Já em inglês, posso dizer que a trilha sonora ficou bem melhor, por conta da disponibilização no aplicativo Spotify e YouTube. Beyoncé está incrível como Nala e o dueto que ganhou um Oscar na época da animação, Can You Feel The Love Tonight, está lindo também. Pretendo assistir ao filme em inglês em breve, para ter ambas as experiências de dublagens.

“Lembre-se de quem você é”

20190615-the-lion-king-poster

Enfim, colocando na balança todos os pontos altos e baixos desse longa, acredito que posso dizer que esse é o melhor remake que a Disney já entregou até o momento. Nos faz embarcar na selva junto com os personagens que moldaram a nossa infância e ver toda a realidade ali, de pertinho. Foi emocionante e eu já quero ir ver novamente rs. E você? Já assistiu a esse live-action? Gostou da fidelidade do filme com a animação? Discordou de alguma coisa? Me conta tudo aqui nos comentários e … Hakuna Matata ♫ 

5 comentários em “Crítica Cinematográfica: ‘O Rei Leão’

  1. eu não vi ainda por motivos de: eu vi alguns críticos reclamando bastante e ressaltando alguns aspectos que eu particularmente considero importantes. Mas eu tô um pouco curiosa ainda, mas acho que não verei ele tão cedo (risos) amei sua critica, super nostálgica e verdadeira, amei!

    Curtir

  2. Estou doidinha para assistir meu Deus!!!
    Você é a primeira critica a dizer algo assim pelo filme por que antes não tinha ouvido falar nada a não ser elogios como você mesma elogiou também.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s