Crítica da Série: ‘Dilema – 1ª Temporada’

Olá pessoal! No último dia 24, a nossa amada Netflix lançou mais uma série Original. Dilema (What if) traz uma história tipo Proposta Indecente, que nos deixa com o coração na boca desde o primeiro episódio. Foi impossível parar de assistir à serie depois que comecei e posso garantir que a maratona fica garantida. Então vem conferir a crítica dessa primeira temporada, livre de spoilers, para você começar a assistir o quanto antes:

“Anne é uma mulher enigmática e poderosa que fará uma proposta inusitada para um jovem casal com problemas financeiros. Apesar de ser sedutora e carismática, ela esconde grandes segredos sobre algo que aconteceu em sua juventude.”

Lisa Ruiz-Donovan (Jane Levy) e Sean Donovan (Blake Jenner) são um casal que se amam e se apoiam em tudo desde que se conheceram. Sabe aquele relacionamento que todo mundo sonha em ter? É o deles. Amor, comprometimento, respeito, encorajamento, apoio, sexo… tudo entre eles é perfeitamente encaixado e eles têm a certeza dentro de si que são capazes de superar tudo junto… até mesmo um pacto com a peste, conhecida como Anne Montgomary (Renée Zellweger).

Lisa perdeu seus pais biológicos em um incêndio quando era criança e, para sua sorte, foi adotada pela babá que não queria deixá-la aos cuidados do sistema de adoção. Assim, Lisa ganhou dois irmãos, os melhores parceiros que ela poderia ter. Mas, infelizmente, sua irmã mais nova veio a falecer antes de completar 9 anos por conta de uma leucemia e o fato de ela fazer parte do 1% de pessoas no mundo que não responde ao tratamento da doença. Essa perda marcou a vida da Lisa e, por isso, ela se dedica completamente à pesquisas biológicas para encontrar a cura para a doença que matou sua irmã.

Sean, por sua vez, é um socorrista e barman que tem o sonho de se tornar bombeiro um dia. Ele dá duro para salvar as vidas das pessoas e ama Lisa de tal forma, que chega a emocionar. Seu passado não é completamente revelado no início da série, mas nos dá dicas de traumas e violências difíceis de se superar, somados a um grande segredo que pode colocar toda o seu futuro em risco, não apenas profissional, como no relacionamento com a Lisa também.

O único problema desse casal perfeito é que a empresa de Lisa está indo pelo ralo e ela não tem mais como manter as pesquisas e os empregos dos seus funcionários. E ela não desiste e continua tentando encontrar alguém que financie a sua empresa e abrace os seus sonhos. Mas parece que não é pra ser mesmo, depois de levar mais um não em sua última apresentação, tudo que ela quer é beber e relaxar com Sean para esquecer que o sonho da vida dela, estava escapando pelos seus dedos.

“O pior tipo de vítima é aquela que escolhe criar outra.”

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Mas acontece que, Anne Montgomery estava de olho em Lisa enquanto ela estava desabafando com Sean no bar do hotel onde ele trabalha. Anne deixa o cartão dela com Sean, pedindo que Lisa faça uma apresentação da sua pesquisa para ela. Vocês devem estar se perguntando, quem é, afinal, Anne Montgomery na fila do pão? Pois bem… ela é simplesmente a maior investidora de risco, multimilionária e conhecida por ser fria e cruel, mas também por fazer tudo que ela toca dar certo. Lisa já tinha tentado marcar uma reunião com ela, mas nunca teve um retorno. Agora, sabendo que ela pode simplesmente ir apresentar o trabalho da sua vida para uma lenda como Anne, faz parecer que a chance da vida dela estava finalmente acontecendo.

Felizes e inocentes, lá se vai o casal para a toca do lobo, imaginando que sairão de lá com a possibilidade do sonho se realizar, mas eles não imaginam que sairão de lá com uma decisão difícil de tomar. Anne quer uma coisa em troca de investir em uma empresa que tem tudo para dar errado e correr o risco de perder muito dinheiro no processo. Afinal, não foi à toa que Lisa foi recusada em tantas apresentações. A empresa dela é um risco grande de investimento. Mas Anne está disposta a fazer isso acontecer com uma pequena condição: passar uma noite inteira sozinha com Sean, sem que Lisa saiba de nada do que aconteceu.

Claro que eles dizem que não e saem de lá ofendidos com essa proposta absurda, mas Anne diz que eles têm 24h para pensar e se eles mudarem de ideia, é só entrar em contato com ela. Indignados ou não, eles não podem deixar de imaginar como seria se eles aceitassem aquele acordo. Afinal, 80 milhões de dólares em investimento não é pouca coisa e mudaria muito a vida deles, além de dar um grande suporte para todas as pesquisas da empresa da Lisa. Seria a solução de todos os problemas deles, por apenas uma noite do Sean com uma desconhecida. Será que valia a pena recusar essa grande oportunidade apenas por uma questão moral?

“O mundo é um lugar cruel, mas a Anne Montgomery acorda e devora ele no café da manhã.”

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Claro que eles acabam aceitando, com a absoluta certeza de que passarão por tudo isso sem se abalarem, mas logo que Lisa deixa Sean sozinho com Anne, ela percebe o erro que cometeu. Afinal, ela praticamente ‘vendeu’ o marido para conseguir o patrocínio pra sua empresa. Ela corre pra casa da Anne para cancelar o trato, mas já é tarde demais e agora, eles terão que lidar com tudo que aconteceu durante aquela noite de alguma forma. Mas ao cumprir uma das cláusulas do contrato, onde diz que Sean não pode contar nada do que aconteceu durante a noite para a Lisa, eles começam a perceber que tantos segredos podem causar um grande buraco no casamento deles.

Em paralelo com isso, temos outros dois casais que trazem a temática ‘segredo’ à tona. Ângela (Samantha Marie Ware) e Todd (Keith Powers) são casados desde o colégio, e como todo relacionamento longo, o desgaste é grande com eles. Ângela guarda um grande segredo de Todd e uma situação nova faz com que ela precise decidir o que fazer e se deve contar ao marido toda a verdade. Marcos (Juan Castano) e Lionel (John Clarence Stewart) formam um casal gay que tem um relacionamento aberto e sem muitos preconceitos. Tudo é aceito e os tabus são trabalhados de forma amigável entre eles. Mas Marcos esconde um segredo de infância de toda a sua família e um novo amigo (vindo de uma das aventuras do casal) irá ajudá-lo a deixar de se omitir e enfrentar o que precisar para seguir em frente e deixar o passado no passado.

Olhando essas três histórias, dá para perceber o por quê da série se chamar Dilema, né? Todos os personagens terão que tomar uma decisão em algum momento da temporada e terão que lidar com as consequências disso. Escolhas, segredos, decisões, culpa, responsabilidade… tudo isso é muito presente durante a série e nos faz pensar o que faríamos se estivéssemos no lugar deles, qual seria a nossa escolha? Nossos valores entram em jogo para essa decisão e é impossível não pensar o quanto somos hipócritas e julgamos facilmente as ações dos outros. Às vezes, pensando no “bem maior” nossa moral se molda ao que achamos ser certo e acabamos justificando os meios, por conta de um fim.

“Lidar com ela é como jogar xadrez com um super computador. Parece que ela sabe o que eu tô pensando, antes mesmo de eu pensar.”

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De verdade? A série tinha tudo para ser espetacular, mas no meio da temporada, ela acaba se perdendo. Não estou dizendo que me arrependo de ter assistido, pelo contrário, foi algo intrigante de se ver e prendeu a minha atenção. Mas acho que o drama foi um pouco exagerado, pesado e acabou não cativando. Terminei a temporada com o sentimento de “ok, serviu para passar o tempo”, não com aquela sensação de que o que você acabou de ver, fez toda a diferença.

No geral, eu gostei muito das atuações. A única que não me convenceu muito foi a Renée Zellweger que por mais incrível que seja ao dar vida a uma mulher fria e calculista como Anne Montgomery, em alguns momentos me pareceu forçada demais na sua expressão. Senti falta de mais naturalidade por parte dela. Tirando isso, todos os outros atores me deixaram satisfeita com seus trabalhos na série. Antes de escrever essa crítica, eu busquei outras opiniões para situar meus pensamentos sobre a série e encontrei opiniões completamente contrárias à minha. Muita gente elogiando o trabalho da Renée e que ela foi a única coisa que salvou a série… mas não foi isso que eu senti ao ver Dilema.

Como criador de Dilema, temos Mike Kelley que é conhecido por seu trabalho em Revenge e pelo drama ‘novelão da globo’ que ele leva para suas séries. Isso não é ruim, é questão de gosto mesmo. Afinal, Revenge teve um sucesso notável. Então se você curte um drama bem caricato e pesado, você vai gostar de maratonar Dilema. A série tem 10 episódios com aproximadamente 60 minutos cada, o que é uma boa estrutura para uma maratona de fim de semana.

“Eu já vi o que a culpa pode fazer com as pessoas. Eu vejo o que ela está fazendo com você. Não importa o caminho que a gente escolhe na vida, bom ou ruim, ele sempre nos leva para o ponto exato onde merecemos estar.”

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Eu confesso que esperava mais. O início da série nos deixa curiosos e atentos para o que vem a seguir. Na minha opinião, a série tinha tudo para ser esplêndida, mas se contentou com passável. O roteiro é bom, tem uma reviravolta interessante no final e traz temas importantes como reflexão. Tem representatividade em vários âmbitos com personagens gays, negros, mulheres no poder, família latina etc. Todos os ingredientes para um bolo perfeito, mas por algum motivo, o bolo não cresceu. Deu para comer, mas não era o que se esperava dele. E aí, já assistiram? O que acharam? Me conta tudo aqui nos comentários!

5 comentários em “Crítica da Série: ‘Dilema – 1ª Temporada’

  1. Gostei demais dessa critica sobre a serie
    Não estava com vontade nenhuma de ver, mas agora fiquei curiosa. Depois do fiasco no final de revenge já vou assistir essa sem muitas expectativas, mas como no momento eu só estou querendo algo pra distrair e passar o tempo mesmo acho que essa vai ser uma boa

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  2. Tinha visto a propaganda mas não prestei muita atenção, agora lendo a crítica não sei se vou assistir, estou numa maratona de filmes por causa de uma lista de “100 filmes para assistir”, só darei oportunidade no final e com um grande “se tiver tempo”. Obrigada pela sinceridade.

    Curtido por 1 pessoa

  3. Eu to muito interessado em assistir essa série! Vi várias propagandas, vi o trailer e dei uma lida em algumas resenhas.
    Acho interessante assistir personagens forçados ao extremo em decisões. Me parece ter bastante disso pelo que você descreveu.
    Provavelmente vou acabar maratonando também. Eu gosto quando fico com algumas reflexões vindas das situações assistidas. Vamos ver!

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  4. Eu assisti essa série em dois dias com o meu namorado e a gente adorou! Talvez tenha tido um pouco de forçação de barra em algumas situações, mas no geral ela nos agradou! A reviravolta dela foi simplesmente incrível! Mas entendo a tua opinião. A gente também ficou meio “sei lá” no final rs

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