Crítica da Série: ‘Disque Amiga Para Matar – 1ª Temporada’

Oooi pessoal!!! Dead to Me é uma das séries mais comentadas de maio, aqui no Brasil, na última semana e hoje vim trazer pra vocês a crítica dela. Em terras brasileiras, ela se chama Disque Amiga para Matar, o que não faz muito sentido para mim, MAS ainda assim é uma série que vale a pena ver. Com temas delicados apresentados com aquele humor ácido que eu tanto amo, garanto risadas e lágrimas durante os episódios. Enfim, confere aqui a sinopse e o trailer da primeira temporada:

“A história da grande amizade que surge entre Jen (Christina Applegate), que ficou viúva depois da morte do marido em um acidente de carro, e Judy (Linda Cardellini), uma mulher moderna e de mente aberta que esconde um grande segredo.”

Jen (Chistrina Applegate) acaba de ficar viúva de forma abrupta. Seu marido foi atropelado enquanto fazia sua corrida e agora, ela tem que lidar com o luto, enquanto cuida dos seus dois filhos. Em busca de ajuda para lidar com tudo isso, ela vai em uma reunião de apoio aos viúvos. Ela é cética sobre isso dar certo para ela, mas é preciso tentar alguma coisa. Lá, ela conhece Judy (Linda Cardellini), uma pessoa completamente diferente dela, já que ela e toda paz e amor, pensamentos positivos e boas energias. Elas têm tudo para nunca darem certo, mas de alguma forma, suas diferenças as une em uma amizade que as ajuda a passar pelos seus piores momentos. 

A forma rápida com a qual elas se envolvem nessa amizade, causa estranheza para todos, principalmente para o filhos mais velho de Jen, já que ele tem que lidar com a morte do pai junto com a nova moradora da casa. Sim, Judy passa a morar na casa de hóspedes da Jen porque ela não tem para onde ir. Tudo parece muito estranho e rápido demais e com razão, Judy não é quem parece ser e logo seus segredos serão revelados, e Jen terá que lidar com isso.

Esse segredo gigantesco de Judy nos é apresentado em forma de flashbacks, um tanto quanto repetitivos, sobre algo que aconteceu anteriormente. Logo sabemos o que é, mas ficamos na expectativa do como vai acabar se revelando e qual a conduta de Judy antes  ou depois que tudo vá pelos ares. Isso gera aquele suspense gostoso de ver e que nos faz ficar presos à tela. Conforme os episódios vão passando, esse suspense aumenta e a comédia vai ficando um pouco para trás, deixando mais do drama para o expectador.

Não vou me estender mais sobre a história porque posso acabar soltando algum spoiler. Os segredos de Judy, que não são poucos, vão aparecendo no decorrer da série e não é legal saber antes de acontecer. Dead to Me é uma série rápida, com episódios rápidos, então qualquer coisa que eu falar a mais, pode ser spoiler. Dá pra assistir em um dia, como se fosse um mega-filme. Eu adoro isso nas séries da Netflix, porque não ficamos muito tempo sofrendo rs.

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Jen é uma mulher incrível. Sério! Ela é uma pessoa difícil de gostar e ao mesmo tempo impossível de não se simpatizar. Ela tem uma personalidade firme e uma força dentro dela que não é qualquer pessoa que consegue lidar. Ela é leal a quem ela ama e pode não ser o melhor exemplo de mãe da história da TV, mas ela é real, sincera e transparente. Ela dá o melhor de si, ela trabalha com o que tem e isso é inspirador. Christina com certeza trouxe vida à Jen da melhor forma, a atriz está de parabéns.

Judy, por sua vez, é completamente diferente e, ao mesmo tempo, apaixonante igual. A personagem traz tanto sentimento para os episódios, que acaba sendo a maior responsável pelos momentos chorosos da série. Completamente oposta à Jen, mas ainda com a sua essência importante na amizade, Judy acaba nos deixando com sentimento de traição, ao mesmo tempo que queremos pegá-la no colo para consolar toda a sua dor. O passado dela não é fácil e eu simpatizo com a dor que ela sente pela perda de um sonho que nunca poderá ser realizado da forma como ela gostaria. 

De um lado, uma mulher cínica, sarcástica e aparentemente fria que se faz de forte o tempo todo, com surtos de raiva aleatórios mas que, por dentro, sofre em silêncio por todo o peso que carrega nas costas. Do outro, temos uma mulher cheia de sentimentalismos e dores por perdas que só quem passa, sabe como é, mas também cheia de segredos e com atitudes que podem colocar em dúvida a sua moral. Gelo e fogo. A junção dessas duas partes, fazem com que a gente se compadeça por elas e, dali dois minutos, as critique por suas ações.

A série vende uma história sátira, mas tem muito de suspense e drama também. Isso pode acabar frustrando o telespectador que dá o play esperando algo mais descontraído e coberto de gargalhadas. Dead to Me não é assim. Temos sim os momentos de risadas, mas conforme os episódios vão passando, ela vai amadurecendo para algo mais dramático, o que não faz com que ela perca a essência, pelo contrário, ela fica melhor a cada minuto.

VH1's 3rd Annual "Dear Mama: A Love Letter To Moms" - Arrivals

Como vocês podem ver, Dead to Me é cheia de opostos. Isso acontece também na fotografia. Toda a série é muito colorida, com lugares lindos e perfeitos, dias azuis, vegetação verde, mansões de vidro, piscina azul, roupas coloridas, pessoas lindas e bem arrumadas… tudo que indica leveza, felicidade, risadas e comédia. Mas, no enredo, ela retrata coisas sérias, tristes, situações dramáticas, cenas emocionantes, dores reais de personagens que retratam muitos momentos da nossa vida real. E eu achei isso incrível!!!! A série te vende uma coisa superficialmente, mas quando a gente se aprofunda, vê que é apenas a aparência dela que é perfeita.

O enredo pode parece um tanto arrastado no começo, mas vale a pena continuar. Tudo vai se aprofundando e afunilando para o final que teve, com um enorme gancho para uma segunda temporada. Praticamente todas as pontas soltas foram resolvidas e você acha que a série vai acabar com um ponto final definitivo, e páh: nos últimos minutos trazem uma bomba que faz a gente querer a próxima parte na nossa mesa agora!

A série é um Original Netflix e foi lançada na plataforma no comecinho de maio. Criada pela Liz Feldman, conhecida pela série de sucesso 2 Broke Girls, Dead to Me conta com 10 episódios de 30 minutos cada. Isso dá cerca de 5h de série e, como eu disse antes, dá pra maratonar num dia preguiçoso tranquilamente. Pega um dominguinho tedioso, faz aquela pipoquinha e um brigadeiro delícia, chama sua melhor amiga e aperta o play. Confia em mim, vocês não vão se arrepender!

“Ela é a única que me apoia, que não me faz sentir como um fracasso total.”

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Enfim, foi muito interessante assistir a Dead to Me. Polos completamente diferentes formando uma amizade admirável. Ficamos a série toda mudando de lado: uma hora você entende a Judy, depois fica brava por alguma atitude. Aí você fica do lado da Jen e ela dá uns surtos de raiva, que deixa você de queixo caído rs. É muito bom ter esses altos e baixos, deixa quem assiste ansiando pelo próximo sentimento que irá vir no próximo episódio. Assim, aguardando ansiosamente pela segunda temporada, finalizo essa crítica já querendo assistir tudo de novo rs. 

 

 

 

4 comentários em “Crítica da Série: ‘Disque Amiga Para Matar – 1ª Temporada’

  1. Me diverti horrores com essa série, só achei ruim que ela acaba em um momento crucial e isso acaba quebrando o vinculo com quem está assistindo, e por isso, as vezes nem damos prosseguimento. Espero que não demore a segunda temporada.
    Spoilers:
    Ter matado ele no final foi o que mais me irritou, ele poderia ter sido aproveitado na historia e alimentado uma intriga entre elas.

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