Resenha ‘Luz, Câmera e Amor – Aline Sant’Ana’

Oi ooooi gente! Hoje eu trouxe a resenha de um romance de cinema. Literalmente falando, mas isso vocês vão entender durante a resenha, mas o nome já é uma indicação do que vem por aí. Esse é o novo livro da nossa amada Aline Sant’Ana e é um romance único. Então, preparem seus baldes de pipoca, leiam essa resenha e vamos ver se acompanhar os bastidores de uma adaptação pode ser tudo aquilo que a gente imagina. Mas, antes de tudo, vamos a sinopse…

Sou Evelyn Henley, atriz de Hollywood, e você provavelmente já ouviu meu nome em algum lugar. Batalhei anos para consolidar minha carreira e me orgulho muito de todos os projetos que abracei com amor. Mas, agora… estou prestes a receber a oportunidade da minha vida: um longa-metragem inspirado no romance da autora bestseller Shaaron W. Rockefeller. E é claro que vão me dar um par romântico incrível. Provavelmente um nome que Hollywood ama, como o Thor, da Marvel, ou até o novo James Bond. Ao menos, era o que eu esperava. Assim que a porta da sala de reunião se abriu, revelando o rosto estupidamente bonito daquele ator, com um perfume impactante e uma beleza digna de irritar os deuses, eu soube que meus planos tinham ido por água abaixo. O que era a minha chance do Oscar acabou se tornando um desastre cinematográfico. Chuck Ryder. Ou você pode chamá-lo de o meu pior pesadelo.

Evelyn Henley tem anos na carreira de atriz, uma carreira consagrada e que a tornou querida. Sempre dedicada, amiga dos companheiros de elenco, é um amor de pessoa. Mesmo com toda a riqueza e a idade, gosta de morar com sua mãe e a irmã mais nova. Inclusive adoram ter momentos bem menininhas, comendo pipoca e vendo filme. E, em um momento desse, Eve vai falar o que pensa de Chuck Ryder.

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Chuck Ryder é um ator de carreira mais recente. Lindo de viver, faz muitos filmes, ganha muito dinheiro. Mas tem fama de arrogante, não tem o melhor dos relacionamentos com a imprensa e bem… sua atuação é robótica. Ele não se entrega, não consegue demonstrar sentimentos e nem ter química com as atrizes com quem contracena. Com tudo isso, Eve não é muito fã do ator e de seus comportamentos perante a chance que tem. Mal sabe ela que seus caminhos estão muito perto de se cruzar.

Sai de lá me sentindo nas nuvens, pronta para uma pequena festa de aniversário com a minha família. Pelo visto, a nova fase dos vinte e cinco veio com o presente que eu sempre quis na vida: uma chance de lutar por reconhecimento e conquistar um papel impressionante no cinema.

Ao ser chamada para uma reunião super secreta, Eve descobre que a autora Shaaron W. Rockefeller terá o seu livro, Recorde-se Antes de Eu Partir, adaptado para os cinemas e quer que a atriz faça Nancy, a mocinha da trama. Isso a deixa muito feliz e animada, porque é fã da escritora e percebe que pode ser a oportunidade de ouro de se consagrar mais ainda e até mesmo ter possibilidade de prêmios. E a felicidade de trabalhar com um diretor como Uriel Diaz. Mas o baque virá quando ela for assinar o contrato e se reunir com o resto do elenco. Seu par, seu Michael seria feito por ninguém mais, ninguém menos do que Chuck Ryder.

Isso a deixa em choque, ao mesmo tempo que ela enxerga que não pode dar muito certo, visto que ela  acha a atuação dele muito aquém do que o protagonista exige e precisa. E acaba falando isso. Seu questionamento sobre a forma como o parceiro de cena atua o deixa bem incomodado e os dois acabam conversando só e decidem: irão fazer um teste para ver como a química entre eles funcionaria e dependendo de como fosse, um ou os dois desistiram do filme.

O que eu queria? Que ele ficasse? Queria que Michael beijasse Nancy ou que Chuck me beijasse?

Já no dia do teste, todos conseguem perceber a química explosiva que existe entre os dois. E Eve entende que ele se esforçou para mostrar o seu melhor lado. Então, as gravações começam. Muitas cenas entre Nancy e Michael são gravadas. Cenas que mexem com Evelyn, que a deixam tocada com seu papel, com a interpretação de seu par romântico, em como está agradando ao diretor e a autora do livro. Mas, uma coisa a incomoda: não existe nenhum relacionamento com Chuck e digo no sentido de amizade mesmo. Ele não conversa, ele não troca ideias, ele não dá um mínimo sorriso e isso a incomoda.

Então, ela resolve conversar com ele e tentarem se acertar de vez, o que acaba acontecendo. Com isso, uma grande amizade vai começar a nascer entre o dois. Mas não só isso. Uma centelha que sai dos personagens de Nancy e Michael e passa para eles e a química ultrapassa as gravações. Eles vão se aproximando, segredos serão contados, beijos serão trocados e o amor vai nascer. Mas, tem um problema no meio do caminho. E ele se chama Meg, a namorada de Chuck, que já trabalhou com Evelyn antes. Só que eles vivem uma história complicada, onde não existe amor, onde ela deseja um relacionamento aberto e onde eles se tratam mal. O que deixa a terceira pessoa sem entender, mas decide se afastar.

– Se tiver dúvida sobre nós dois, lembre-se da maneira que você se encaixa em mim. Não há como fugir, Eve. Você é minha e seu sou seu.

Mas Chuck não vai aceitar fácil a ideia de abrir mão de Evelyn, ainda mais quando fala a verdade que irá terminar com a Meg, mas precisa de tempo para resolver tudo. Ele guarda segredos e precisa esperar o momento certo para contar ele para sua amada e não correr risco de colocá-la em perigo. E enquanto eles tentam descobrir como e quando poderão viver seu romance da vida real, vamos acompanhando o desenrolar do romance de telona e nos apaixonando cada vez mais. Só nos resta saber qual é o segredo de Chuck, como ele irá contar para Eve e como ela irá reagir.

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Vou parar de falar da drama, porque já falei até demais! Mas, preciso comentar dos personagens. Evelyn é uma querida. De cara percebemos o quanto ama o que faz e como isso mexe mesmo com ela. Podemos testemunhar o quanto tem entrega e envolvimento com o personagem e isso é incrível. O que achei legal é que ela age como nós agimos quando vemos atores X sendo escalados para filmes que queremos ver. Podemos sair com o “não gosto”, “tem sempre a mesma cara”, “atua mal” e depois, ela paga a língua. Fala sério, o quanto isso não acontece com a gente?! Adoro também o relacionamento que ela tem com a mãe e a irmã, a amizade linda que existe entre as três.

“Luz, Câmera e Amor: Chuck Ryder e Evelyn Henley vivem um romance de cinema.

Chuck é… apaixonante. Ainda que chegue com a pegada arrogante, vamos desnudando ele com o passar do tempo. Quando está no papel do Michael, podemos enxergar o quanto ele é bom e ama estar ali. Conforme vai se abrindo para Eve, vamos entender o porque de tudo que está acontecendo com ele. Além da gente ir vendo o quanto ele está apaixonado pela mulher e, ainda que queira ficar com ela, também quer resguardá-la de problemas. E, pede votos de confiança a ela, mas também entendo os momentos de insegurança que cercam Evelyn, assim como Chuck, que não vai desistir dela.

Olha, não é novidade nenhuma por aqui o quanto eu AMO a escrita da Aline. Ela cria uma história que nos envolve totalmente. Onde nos pegamos apaixonados pelos personagens, pela trama, até mesmo pelos cenários que ela nos faz imaginar. E, dessa vez, ela ainda tem um livro, de certa forma, “duplo”. Temos a história de Evelyn e Chuck, mas também temos a história de Nacy e Michael. Ambas emocionantes demais. Por sinal, Aline, se você quiser escrever Recorde-se Antes de Eu Partir com o pseudônimo da Sharon, eu SUPER apoio. Sério, tem que ser muito incrível mesmo para escrever dois livros em um e arrasar duplamente.

Agora, os créditos podem subir porque, o que vem depois deixo a critério da sua imaginação.

Vamos sabendo sobre a trama que os personagens estão gravando, porque Eve vai nos cantando pedaços da história e temos trechos do livro também. Além disso, a trama é toda narrada pela mocinha, salvo um trecho de flashback da infância do Chuck e o epílogo. Sendo isso um ponto bem diferente dos livros da autora, já que ela sempre coloca a narrativa sendo feita pelos dois protagonistas. Aaaaaaaaah! E tem um pequenino crossover com os meninos da The M’s. Só a citação sobre eles já acelera o coração haha.

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Outra coisa que eu me canso de elogiar são as diagramações da Charme. O trabalho delas é impecável, tornando um prazer maior em comprar o livro. Temos marca d’água com rolos de filmes, claquetes para divisão de capítulo, muitas fotos lindas para representar o casal e a divisão dos meses que trás os trechos em destaque, do livro que está sendo adaptado. As letras são confortáveis para a leitura, assim como o espaçamento. Quem comprou na pré venda, ainda recebeu o livro autografado! E preciso dizer, achei super legal o marcador remeter a ingresso de cinema. Eu adoraria uma sessão verdadeira mesmo.

Luz, Câmera e Amor me mostrou um amor de cinema, que se tornou um da vida real. Muitos suspiros, muito amor, muito carinho e a dedicação que queremos quando vemos nossos livros preferidos ganhando vida. Tivemos um combo de coisas nessa ideia incrível da Aline. É impossível não dar as cinco Angélicas.

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9 comentários em “Resenha ‘Luz, Câmera e Amor – Aline Sant’Ana’

  1. Cara, parece muito legal. Eu nunca li nada com essa temática de “por trás das câmeras” mas achei isso muito bem pensado. Gostei muito da sua indicação.
    Eu nunca li nada dessa editora, os livros que via dessa editora nunca me deixaram muito feliz sabe? Mas de uns tempos pra cá eu tô vendo bastante coisa legal sobre ela. Gostei mesmo!

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  2. Achei muito bacana ter uma história dentro de outra história, a profissão de atores dos protagonistas dá um glamour à mais pra trama. É bonito quando o amor nasce de uma amizade, mas eles terão que enfrentar alguns obstáculos, como a Meg, rs. O livro parece ser muito cativante, mais uma vez arrasou na resenha Raíssa, parabéns!

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  3. Não conheço a escrita da autora, mas após ler sua resenha fiquei encantada. É muito bom quando nos deparamos com uma trama envolvente e pelo que estou vendo essa história é apaixonante e instigante (qual o segredo do Chuck?). O enredo lembra a realidade de alguns atores.

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  4. Adorei esse post, deve ter sido uma leitura bem prazerosa e intensa, confesso que me despertou a curiosidade de saber a trama por completo. Espero poder ler também esse livro. Anotada a dica.

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  5. Olá!
    não conhecia esse livro, adoro esses romances que arrancam suspiros, que os personagens a primeira vista brigam e não se dão, mas que depois se entendem e vão aprendendo um com o outro! Dica anotada!

    beijos!

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  6. Apesar de aparentemente ser um romance do tipo clichê, com personagens que inicialmente se antagonizam e depois descobrem afinidades e o amor, este parece ser um livro bem gostoso de ler. É legal quando um personagem se desenvolve e ganha a nossa simpatia no decorrer da história, eu não li o livro, mas acho que é bem esse o caso de Chuck. Parabéns pelo post e pela resenha! Gostei!

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  7. O tema da história me fez lembrar de um livro chamado Um estranho no espelho do autor Sidney Sheldon, que contava a história de dois artistas para atingirem a fama. Para quem gosta de bastidores, pode curtir esta história também.

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