Resenha: ‘A Caça – M.A. Bennett’

Oláaaa pessoal!!! Todo mundo que ama livros e que é fã da Editora Arqueiro está sabendo da coleção de pins que eles estão fazendo em 2019, né? Um dos lançamentos do mês da editora, virá com um pin lindo e exclusivo para nós colecionarmos. O de janeiro, foi o livro No Meu Sonho te Amei da Abbi Glines e, agora, o de fevereiro ficou por conta do livro A Caça da autora M.A. Bennett e eu estava super curiosa pela história. Vem conferir a sinopse e a resenha pra saber tudo sobre ele:

“O ano letivo começou e Greer ­MacDonald está se esforçando ao máximo para se adaptar ao colégio interno onde ela entrou como bolsista. O problema é que a STAGS, além de ser a escola mais antiga e tradicional da Inglaterra, é repleta de alunos ricos e privilegiados – tudo o que Greer não é.
Para sua grande surpresa, um dia Greer recebe um cartão misterioso com apenas três palavras: “caça tiro pesca”. Trata-se de um convite para passar o feriado na propriedade de Henry de Warlencourt, o garoto mais bonito e popular do colégio… e líder dos medievais, o grupo de alunos que dita as regras.
Greer se junta ao clã de Henry e a outros colegas escolhidos para o evento, mas esse conto de fadas não vai terminar da maneira que ela imagina. À medida que os três esportes se tornam mais sombrios e estranhos, Greer se dá conta de que os predadores estão à espreita… e eles querem sangue.
Que a caçada comece!”

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Greer Macdonald é a nova caloura da STAGS, o colégio interno mais antigo e tradicional da Inglaterra que promete fazer com que ela consiga entrar numa ótima universidade. Filha de um cinegrafista da BBC que retrata as vidas dos animais, ela não teria o dinheiro para pagar seus estudos lá, mas por ser uma boa aluna na escola onde estudava, ela conseguiu a bolsa da tão cobiçada STAGS.

Mas nada é tão maravilhoso quanto parece. A escola, claramente, tem uma divisão entre os chamados Medievais, que são a elite, brancos e filhos da aristocracia de diversas partes do mundo e os chamados Selvagens, que são os bolsistas, negros e ‘recém’ ricos. Por isso, Greer acaba se sentindo muito sozinha pois, por mais que estivesse sempre rodeada de pessoas, ninguém falava com ela, a não ser os professores da escola, durante as aulas.

Os Medievais são compostos por seis jovens, sendo que um deles é descendente do homem que fundou a escola há mais de mil anos atrás, o Henry de Warlencourt. Henry é o garoto mais lindo da escola e o líder dos Medievais. Os seis, sendo monitores e a elite da escola, são os responsáveis por vários bullyings contra os alunos que eles chamam de selvagens. Eles são praticamente os donos da escola. Inteligentes e arrogantes, são cobiçados por todos na escola. Todos querem ser um Medieval um dia e idolatram os seis como se eles fossem deuses.

Greer tenta ficar o mais invisível possível durante o primeiro período das aulas, mesmo que isso a faça se sentir sempre muito sozinha, por isso é uma grande surpresa quando ela recebe um convite especial para passar o fim de semana na casa de Henry de Warlencourt. No convite, de um lado há apenas três palavras “Caça Tiro Pesca”, no verso há o convite para o Justitium em Longcross Hall. Por mais estranho que pareça, Greer fica empolgada pois, finalmente, ela terá a oportunidade de socializar com algum grupo naquela escola. E, o melhor, não era qualquer grupo, era i grupo dos Medievais.

“Desventura. Era um bom modo de descrever todo o fim de semana em Longcross. Uma aventura que deu errado.”

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Assim, muito ansiosa para o fim de semana que promete muita diversão, Greer vai para a propriedade do Henry de Warlencourt na sexta-feira à noite. Depois de conversar com Lara, uma das Medievais, Greer sabe que cada dia terá uma atividade diferente e, à noite, terão os jantares formais para todos. Nesses jantares, Greer tem que se vestir com roupa de gala e é arrumada por uma empregada, que a ajuda a se vestir, arrumar o cabelo e se maquiar. Parece que, realmente, ela viajou no tempo para a era medieval rs.

Na primeira noite, quando ela desce para o jantar, fica surpresa ao encontrar lá outras duas pessoas que, assim como ela, não faziam parte dos Medievais, Chanel Carphone, quem vem de uma família ‘nova-rica’ por lançar smartphones de última geração e Shapeen Jadeja, que é uma espécie de príncipe indiano: ambos eram constantemente vítimas de bullying pelos Medievais por conta da sua recente ascendência financeira e etnia diferente, respectivamente.

E, assim, é dada a largada ao fim de semana de caça em Longcross Hall. No sábado, eles terão que caçar um cervo; no domingo, terão que atirar em pássaros; já na segunda-feira, terceiro e última dia, eles pescarão trutas. Caça. Tiro. Pesca. Corre o boato na STAGS de que, esse fim de semana, é um processo de iniciação para novos Medievais, já que os seis atuais, estão no último ano da escola. Mas é uma grande surpresa para Greer, Chanel e Shapeen quando eles percebem que, na verdade, os Medievais não passam de caçadores e a caça são eles, os Selvagens, e que, voltar para a escola na terça-feira, pode ser mais difícil do que parece. 

“Enquanto subia cada vez mais, pensei nos salmões dos quais Henry tinha falado, lançando-se implacavelmente pelas cachoeiras mais altas, lutando rio acima para chegar ao local de reprodução e manter a espécie. Os peixes fariam qualquer coisa para sobreviver.
Eu também.”

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Bom, vou parar por aqui para não acabar dando spoilers, mas acho que posso dizer que o decorrer da história já te dá os spoilers de tudo que acontecerá. Confuso? Vou explicar. Quem narra a história é a Greer, então vemos tudo do ponto de vista dela. Só que ela conta a história como se essa já tivesse acabado, então já sabemos que ela sobrevive e que, ela foi a causa da morte de alguém. Isso, nós descobrimos na primeira linha, do primeiro capítulo. A partir disso, ela vai contando a história como se estivesse conversando com o leitor. Logo descobrimos quem morre, então não é uma grande descoberta pro final. O que fica de suspense é o como tudo aconteceu e se mais alguém morreu, além da que é citada.

Eu gostei bastante da forma como a história foi contada. Gostei da Greer logo de cara, ela é como se fosse uma amiga, nos contando como passou um fim de semana bizarro e mórbido na casa do cara mais gato do colégio. A narrativa é muito fluida e as páginas passam que a gente nem vê. A expectativa para os dias de caça, tiro e pesca e o que vai acontecer com os nossos mocinhos, nos faz devorar o livros de uma só vez.

Greer é uma narradora que cativa a nossa atenção. Como seu pai é um cinegrafista, ela associa tudo o que acontece à filmes, então temos várias referências engraçadas e é impossível não rir com os pensamentos dela. Ela é corajosa, inteligente e gente como a gente. Se apaixona pelo vilão e mesmo quando ela descobre tudo de ruim que ele é capaz de fazer, ainda fica querendo que tudo fosse mentira só porque ele é lindo. Tipo eu quando me apaixono pelos vilões dos filmes que vejo rs.

“Como bem diz Hannibal em O silêncio dos inocentes, é quando os gritos param que a gente precisa se preocupar.”

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Mas, mesmo gostando bastante da história, senti falta de algo mais. Acredito que pela chamada do livro, “Um fim de semana mortal” e tudo mais, me fez esperar que seria uma história mais violenta, com mais sangue e mortes. Então, quando não encontrei isso, fiquei com um sentimento de frustração, como se estivesse faltando um clímax pra história. Não é algo espetacular, que o final é arrasador e algo que a gente nunca esperava. Como a Greer vai nos dando migalhas dos principais acontecimentos, acabamos sem ter muito pelo que esperar no final, pois já sabemos tudo que vai acontecer.

Algo que é muito presente na história é a relutância dos Medievais deixarem a tecnologia entrar em suas vidas. Eles abominam tudo que tem a ver com internet e idolatram tudo que é antigo. Assim, seus pensamentos também são retrógrados, o que os torna mais preconceituosos ainda. Percebemos o quanto é presente na STAGS o racismo, a xenofobia, o preconceito social e religioso e, em alguns momentos, de forma bem sutil, o machismo. São pensamentos realmente medievais e dá arrepios de pensar que podem existir pessoas que pensem assim mesmo.

” – Para que as espécies mais elevadas prosperem – continuou Henry em tom comedido, razoável – as inferiores precisam ser restringidas.
(…)
– Então, o que você está dizendo – interveio Shafeen – é que algumas espécies não devem ter permissão de ascender.
– Acertou no alvo.”

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A capa do livro é linda e o trabalho da Arqueiro, como sempre, está impecável. Com páginas amareladas, do jeito que a gente gosta e com uma diagramação confortável. Os capítulos são bem sinalizados com as galhadas do cervo que são importantes na história e as divisões dos capítulos são feitas com gotas de sangue. O livro é quase perfeito. Digo quase, porque, assim como no primeiro livro da coleção de pins, esse exemplar veio furado. Por falta de um, vieram com dois furos na contra-capa que acabou passando para as últimas folhas também. Isso me deixa triste porque odeio ver meus bebês machucados. Ainda estou na torcida para a Editora Arqueiro encontrar uma melhor forma de embalagem, para proteção dos livros.

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Como eu esperava mais, terminei A Caça com uma sensação de livro ok. Não foi nada que me tirou o chão e me deixou jogada na BR, mas também não foi uma história que foi difícil digerir ou entediante. Foi algo bom para passar o tempo. Esperando que, com o final aberto que teve, talvez tenhamos uma continuação, deixo minhas 4 Angélicas para o primeiro livro que eu li da autora M.A. Bennett. 

CLASSIFICAÇÃO 4 ANGÉLICAS

10 comentários em “Resenha: ‘A Caça – M.A. Bennett’

  1. Eu tenho visto ótimas resenhas sobre este livro, mas ainda não consegui comprar ele. Ele me lembra um livro da Brooke que li há alguns anos atras. Pena que a leitura não tenha dado aquele up em você;
    Pelas fotos que eu vi nas divulgações, a diagramação dele é super linda e a capa também é bem instigante.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi Rayanni, fica tranquila que todas as resenhas aqui do blog são sem spoilers. Quando acontece de ter algum, nós avisamos no começo, pra avisar quem está lendo ou pretende ler o livro em questão.

      Aproveite a leitura!

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  2. Muito interessante, nunca tinha lido esse, que resenha completinha <3. Senti uma dor no coração, na hora que li que vieram com furos, que dó(mesmo que tenha sido furado por um pin)

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  3. Oi Letícia, tudo bem?

    A capa deste livro está realmente muito linda e desde que a vi estava querendo ler, sua resenha me deixou ainda com mais vontade. Gosto do fato da personagem ir narrando tudo como uma conversa com alguém, pois creio que isto cause empatia no leitor e o faça realmente se sentir dentro do enredo da história. Uma pena que você tenha se frustado, de certa forma, por isso é ruim quando criamos expectativas sobre algo. Esse final aberto que citou realmente dar uma esperança de próximo livro. Preciso ler e ver o que acho. Adorei a resenha, como sempre você arrasou!

    Beijos!

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  4. Oi Leticia,
    Eu gostei desta historia rsrsrs apesar de ao iniciar a leitura da resenha ja ter deduzido que caminho ela iria tomar.
    Mesmo assim parece uma boa e divertida historia. Te entendo quanto ao livro pois também morro com qualquer estrago nos meus livros. Beijos

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  5. Um enredo e tanto! Essa coisa da reviravolta, do perceber que em vez de caçadores, eles – selvagens – eram a caça, me deu até o frio na espinha. Vou gostar de ler este livro, aposto, pois adorei tua resenha.

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