Crítica Cinematográfica ‘Dumplin’

Oi ooooi gente! Hoje eu trouxe a crítica de Dumplin’, filme baseado no livro de mesmo nome. O longa chegou na Netflix americana lá em dezembro, nos deixando com muita ansiedade e, na última sexta (08), finalmente, a Netflix Brasil nos presenteou com ele. Com uma mensagem clara, o filme vem para ajudar muitas pessoas. Mas, os fãs do livro, como eu, podem ter algumas decepções. Vou falar um pouco da trama do filme e, no fim, bem sinalizado, vou apontar algumas das maiores diferenças entre livro e filme. Antes de começar, vamos a sinopse e o trailer.

Willowdean Dickson (Danielle Macdonald), é uma jovem acima do peso e bastante confiante com o próprio corpo, apesar de não ter o respeito de sua mãe, uma ex-miss (Jennifer Aniston). Quando se apaixona pelo atleta Bo (Luke Benward) e começa a ter inseguranças. Will decide entrar num concurso de beleza como forma de protesto.

 

Willowdean Dickson (Danielle Macdonald) , também chamada de Dumplin’, é filha de Rose Dickson (Jennifer Aniston) uma famosa ex miss e que se apoia nessa fama até hoje. Como desde criança sempre esteve fora dos padrões desejados, acabou tendo maior ligação com sua Tia Lucy, que ainda contribui com o seu grande amor por Dolly Parton e o começo de sua amizade com Ellen (Odeya Rush). Mas, Lucy acabou falecendo 6 meses antes e agora Will precisa seguir a vida sem aquela que vinha sendo o seu porto seguro e ainda lidar com a fase mais “neurótica” da sua mãe, já que as preparações para o Miss Jovem Flor do Texas estão começando.

Will trabalha da lanchonete Happy’s junto com Bo (Luke Benward), um rapaz por quem ela nutre uma paixão. E, depois dos sutis flertes entre eles, ele a convida para ver uma chuva de meteoros e o primeiro beijo acaba rolando. Mas, quando ele desce a mãe pelas costas da menina e passa por uma de suas gordurinhas, a insegurança bate forte em Willowdean e ela acaba fugindo.

Com sua confiança abalada e precisando lidar com os pertences de sua tia morta, Will vai encontrar um formulário para o concurso e, num impulso, decide fazer uma revolução em salta alto e decide se inscrever e começar a quebrar os padrões impostos pela sociedade, ainda que não tenha intenção de ganhar nada. Ela quer se provar, além de apontar algo para a mãe: que qualquer impedimento sobre participar do concurso, mostra que ela acredita que a filha é inferior as garotas ditas como “padrão”.

Nessa empreitada, sua melhor amiga Ellen também embarca junto, mas ela é uma pessoa que tem chance real de ganhar e isso pode gerar uma faísca entre elas. Mas, teremos Hannah (Bex-Taylor Klaus), uma garota dentuça e Millie (Maddie Baillio) outra menina gorda. O que, no início, era apenas para quebras as barreiras e os preconceitos daquela cidade, pode se transformar em algo mais real, quando perceberem o amor de Millie tem pelo concurso e, quando após um fracasso no teste de talento, Will encontrar um segredo de sua tia Lucy e dele tirar forças para mostrar o quanto é uma pessoa incrível.

O grande concurso de beleza vai ser a chance dessas meninas de se entenderem consigo mesmas, com seus desejos, entenderem que ninguém precisa ter o corpo mais padrão do mundo para ser feliz e que podemos e devemos nos amar como somos, ainda que inseguranças nos rondem. Use biquíni, use vestidão, use salto, use maiô. Além do que, vão entender que com esforço, elas podem conquistar grandes coisas.

Não quero me estender sobre a trama, mas na parte que tem uma mensagem clara para passar, Dumplin’ mostra a que veio e faz bonito. Vemos o quão incrível Will é, ainda que seja humana. Da mesma forma que suas novas amigas são. Elas vão ganhar ajuda das mais inimagináveis fadas madrinhas, vestidas de Dolly Parton e que a incentivarão ainda mais. Temos o concurso fazendo um belo trabalho na vida de casa uma delas, mas das pessoas ao redor, como suas mães, as juradas e até  população que vai do “olhar torto” até a “salva de palmas”.

Nós não vamos entrar no clichês de meninas tristes, se matando para entrar no padrão e conquistar algo. Elas querem provar que podem conquistar tudo, do jeito que são, com seus defeitos e qualidades. Vamos ter relações lindas de amizade, a evolução do relacionamento mãe e filha e muita dose de igualdade e respeito. Isso da forma mais leve e querida.

Preciso dizer que amei como a trilha sonora cheia de Dolly ficou incrível, além do show de Drags também! As atuações de Jennifer e Danielle estão super tocantes, especialmente nas trocas em que elas passam a entender melhor uma a outra.

Agoooooooooooora, eu li o livro, né, meus amores? Não acreditem que eu tenho apenas elogios a fazer. Preciso dizer que no quesito “adaptação” tivemos alguns pecadinhos.  E eu vou comentar sobre eles agora. Terão alguns spoilers, então, a partir daqui, sintam-se a vontade de parar a leitura.
.
.
O filme tem o poder de passar uma imagem incrível. Poder esse que já veio no livro. É inegável o quanto isso é bom e o quanto vem de encontro até mesmo de outros projetos do serviço de streaming.

Alguns pontos tiveram mudanças um pouco drásticas. A participação do Bo foi extremamente reduzida. O que parece é que tiraram espaço dele e deram para a relação mãe e filha. Ele e Will passam por vários momentos, trocas de ideias e ela chega até a conhecer a família dele e entender os problemas que ele também passa.

Mas, ainda sim isso não é o pior. Dois personagens importantes foram cortados da adaptação. Mitch e Amanda, um possível interesse amoroso de Will e a quarta integrante da turma das “esquisitas” foram esquecidos em um churrasco, provavelmente.

Outra mudança é sobre o Show de Talentos do Concurso. Will, de fato, é desclassificada. Mas por um motivo real! Ela muda mesmo o que iria apresentar, fazendo uma apresentação de Jolene. No filme, ela segue apresentando show de mágica, com um plus.

Aaaah, o final tem um pedacinho a mais que o livro. E, preciso elogiar, ficou muito incrível. Com pontos positivos e negativos, ainda acho que Dumplin’ precisa ser LIDO e ASSISTIDO por muita gente!

10 comentários em “Crítica Cinematográfica ‘Dumplin’

  1. A melhor coisa é quando uma adaptação é boa!
    Não tinha ouvido falar do filme/livro mas esse assunto é um dos que se tem que bater a tecla em cima sempre.
    Mesmo com o empoderamento se tornando algo mais frequente, as vezes não chega e não toca quem realmente precisa.

    Curtir

  2. Gente…amo tanto essa tramas com doses elevadas de empoderamento! kkk Isso muito a minha cara. Por mais personagens humanas assim. Sei que o livro foi sucesso. Mesmo tendo diferenças, quero ler o livro primeiro, depois ver o filme!
    Beijos,
    Monólogo de Julieta

    Curtir

  3. Olha só! Ontem estava rodando a Netflix e comentei com minha esposa: Olha: Uma série com a Jennifer Aniston.. Mas como tem tantas pra ver.. passei batido…
    Mas depois desta resenha fiquei com vontade de ver (e do livro também!) Valeu pela ótima resenha!

    Curtir

  4. Oi Raíssa, tudo bem?

    Eu quero ler este livro a muito tempo e sempre adio, mas creio que finalmente chegou o momento. Não sei se irei assistir a adaptação antes (tenho essa mania feia haha), mas com certeza preciso entrar no universo de Dumplin. A premissa é realmente muito bacana, por mostrar jovens que não querem se adaptar a um padrão, mas mostrar que podem ser elas mesmas e continuarem sendo incríveis, porque de fato são. O fato de “apagarem” o Bo um pouco da história me lembrou o que fizeram também em “O ódio que você semeia”, onde o par romântico da personagem também foi “esquecido”. Essas diferenças de enredo sempre vão existir e quem leu a obra sempre vai esperar mais. Com certeza vou ler e assistir em breve!

    Beijos!

    Curtir

  5. Oi Raí!!
    Finalmente assisti Dumplin’ e eu, como alguém que não leu o livro, amei o filme. Achei que poderia ter mais do romance, pois sou uma romântica, mas entendo que a mensagem era muito maior do que um romance juvenil. Adorei a tia e toda a onda de cantora country. Deu um lado musical incrível e ainda nos trouxe personagens tão maravilhosos.
    Curti pra caramba e amei sua crítica!!
    Bjs
    Adriana Cardoso
    https://almde50tons.wordpress.com

    Curtir

  6. Olá, Olá!

    Duplin foi uma surpresa e mais tarde uma decepção pra mim. Não, eu não li o livro. Porém, tive a má sorte de somente ouvir e ler comentários de pessoas que não deram boas notas ao livro. Fiquei muito sem vontade depois disso, sabe?

    Tanto esfriei que nem sabia que teria o filme, de tão desinteressado.
    Mas fiquei feliz de ver que a Jennifer está no elenco, tem muito tempo que não assisto algo com a participação dela. Sobre os spoilers preferi não ler, quero assistir.

    Bjux,
    Diego França | http://www.vidaeletras.com.br

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s