A Hora do Chá: ‘O Duque Mais Perigoso de Londres – Madeline Hunter’

Boa tarde, miladys e milords! Para a primeira resenha de 2019 da nossa tão amada coluna A Hora do Chá, trouxe para vocês o livro O Duque Mais Perigoso de Londres, primeiro livro da série Decadent Dukes Society da autora Madeline Hunter. O livro foi publicado pela nossa super parceira, a Editora Charme, em Novembro do ano passado, e eu amei tanto, que já estou ansiosa para o próximo livro da série rs. Mas antes de qualquer coisa, segurem seus leques, deem um gole em seus chás e confiram a sinopse:

“Adam Penrose, o Duque de Stratton, é o escandaloso, sombrio, manipulador e vingativo membro da Sociedade dos Duques Decadentes da elite de Londres, composta por três homens perigosamente belos, intensos, irresistíveis e que não desejam se apaixonar. Com uma reputação manchada e seu retorno à cidade, o Duque precisa encontrar uma esposa com qualidades ímpares e que não se importe em viver em negligente abandono. O que o Duque não espera é que o seu interesse e libido sejam despertados pela única mulher que não pode ter, e que não seria capaz de ignorar. Clara Cheswick fascina o Duque, mas tudo que ela não precisa neste momento é se casar. Está bem mais interessada em publicar seu jornal feminino — certamente muito melhor do que ser esposa de um homem com sede de vingança. No entanto, curiosa por uma história, Clara pensa se o desejo do Duque por justiça é sincero — junto com sua intenção incrivelmente irritante de ser seu marido. Se sua fraca reação ao beijo dele é alguma indicação, apaixonar-se por Adam claramente tem um preço. Mas quem diria que cortejar o perigo poderia ser tão divertido?”

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O duque mais perigoso de Londres, também conhecido como Adam Penrose, Duque de Stratton, começa o livro no último lugar da Terra que alguém imaginaria que ele estivesse. Depois de passar cinco anos na França, após a morte do pai, ele finalmente retornou para sua cidade natal e foi convidado para uma visita à propriedade rural da família Marwood para uma conversa, com a promessa de estabelecer a paz entre as duas famílias.

As famílias Marwood e Stratton são inimigas há gerações, por causa de um pedaço de terra que divide as propriedades rurais de ambas e, após uma briga na justiça – bem injusta, aparentemente – a família Marwood ganhou.  Depois, veio o pai de Adam que se casou com uma francesa, que a condessa viúva Marwood fez questão de excluir da sociedade. E, pra piorar, corre o boato que a causa da morte do falecido Duque de Stratton foi suicídio, após rumores de traição correrem por Londres. Rumores esses que poderiam ter sido logo aplacados se não fosse pela insistência de uma pessoa em manter a investigação a todo vapor: o Conde de Marwood.

Por isso, Adam, que não nasceu ontem, sabe muito bem o que tem por trás dessa oferta de paz da família Marwood para com ele. Eles sabem muito bem que Adam está investigando os motivos da morte do pai e da fama que Adam criou nos seus anos na França. Cada ofensa que recebeu de homens que culpavam o pai dele de traição, foi um duelo pra conta e o fato de ele ter sobrevivido a todos, já deixou todos em Londres pisando em ovos com o Duque Perigoso-Stratton.

Ao conversar com a Condessa Marwood e seu neto, Theo, que virou conde há pouco tempo, após a morte do pai – aquele que causou todo o reboliço com o falecido Stratton -, Adam descobre que eles têm em mente que ele se case com Emília, filha mais nova de Marwood e assim, ligados pelo casamento – a forma mais antiga de se formar uma aliança entre famílias – a paz reinaria na antiga rivalidade dos Strattons com os Marwoods.

Adam até considera essa opção, por estar mesmo na idade de se casar e conseguir um herdeiro, mas também por esta ser uma forma de descobrir a verdade sobre a família Marwood. Porém, ao conhecer Emília, ele logo perde o interesse. Não que ela tenha algo de errado, mas ela é jovem demais e claramente manipulada pelo irmão e pela avó – chega a ser ridícula a forma como eles a mostram como se ela fosse um cavalo sendo vendido – e, mesmo sendo linda como ela é, Adam não consegue se ver casado com ela. 

Mas então, Adam vê Lady Clara Cheswick, filha da primeira esposa do conde de Marwood e se encanta. Ao questionar o porquê de ela não ter sido oferecida para  o casamento no lugar de Emília, já que é mais velha, Theo responde que Clara sempre foi muito mimada e por isso se tornou uma megera e que não seria amigo de Adam se a oferecesse. Claaaaro que isso só faz Stratton ficar mais interessado ainda e após pedir para ser apresentado a Lady Clara e Theo chamá-la, ela simplesmente ignora e vai embora. Insultado e fascinado, Adam sai, pega seu cavalo, vai atrás de Lady Clara e decide que é com ela que ele se casará para fechar aquele acordo de paz.

“Lá estava eu, tomando uma decisão sobre uma pomba branca adorável, quando um corvo preto voou e me distraiu. (…) Então o corvo bateu as asas na minha cara e virou o rabo para voar para longe. (…) Nunca fujo de um desafio, Lady Clara.”

Mas Clara não é uma mulher qualquer, como obviamente quis deixar claro para ele e para a própria família. A última coisa que ela quer é se casar, mas com certeza se um dia acabasse casando, não seria com o filho do maior inimigo do seu amado pai. Tudo que ela quer é morar sozinha na paz da casa que comprou em Londres – por mais escandaloso que isso possa ser – e continuar gerenciando o Parnassus, jornal feminino que ela mesma criou junto com sua amiga, onde várias mulheres escrevem matérias sobre moda, política, poemas e o que mais quiserem.

Mas cada vez mais ela vê essa paz ameaçada por Adam, que não cansa de confundi-la com sua corte. Por mais que ela se sinta atraída por ele, ela sente que estará traindo o pai ao dar vazão ao que sente e, o pior de tudo, ela sente que essa corte de Adam é apenas uma tentativa de vingança. Mas, conforme ela vai baixando a guarda e deixando-o entrar, ela começa a se perguntar quem estaria errado naquela história e questiona se o melhor não é dar um fim a essa rivalidade de uma vez por todas. Aos poucos eles vão conhecendo o lado do outro naquela história e a paixão será impossível de resistir.

“- Quanto a mim, devo abandoná-los? Cruzar a fronteira e nunca olhar para trás?
– Podemos fazer as pazes, assim como sua avó propôs. Não haveria necessidade de cruzar uma fronteira se for construída uma ponte.”

Falando um pouco sobre os personagens secundários, preciso dizer o quanto eu me apaixonei por Adam e seus amigos da Sociedade dos Duques Decadentes. SIM!!! A sociedade existe de verdade e é composta por Adam, claro, junto com Gabriel St. James, Duque de Langford, e Eric Marshall, Duque de Brentworth. Difícil dizer qual dos três roubará meu coração definitivamente no fim da série, mas Brentworth está na frente no momento rs. Eles montaram a sociedade quando se conheceram na escola. Três herdeiros de ducados (mamães casamenteiras vão à loucura) que encontraram um no outro a certeza de uma amizade verdadeira. Cada um tem a sua personalidade marcante que faz deles únicos e que promete fazer com que nós nos apaixonemos muito por cada um deles em seus livros.

” – Os Duques Decadentes não mais existirão. (…) Se continuarmos, vamos ter que trocar nosso nome. – ele refletiu. – Os Duques Obstinados. Os Duques Desesperados…
– Com o tempo, suponho que sejamos os Duques Domesticados – Brentworth zombou.”

Nós recebemos o livro de parceria com a Editora Charme e eu, mais uma vez e como sempre rs, amei o trabalho da editora. A capa é bem envernizada e tem as letras em alto revelo, que é a coisa mais linda. Todos os capítulos têm uma espécie de capa de abertura com a imagem do nosso casal acima do número do capítulo, o que é muito fofo. As páginas são amareladas e a fonte e espaçamento são ótimos para uma leitura super confortável. 

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Eu indico esse livro a todos que amam um bom romance de época, onde a mocinha não abaixa a cabeça pra ninguém, mas que ainda assim consegue entender quando é o momento de baixar a guarda e olhar a versão de outra pessoa. E onde o mocinho respeita total e completamente as particularidades da pessoa por quem ele está se apaixonando. Que, mesmo sendo algo diferente para a época, uma mulher que é dona de si, em nenhum momento ele tentou mudá-la e moldá-la a seu favor. E eu só sei uma coisa: precisamos de mais Adam Penrose nos dias de hoje rs.

“Família, até paixão, não muda o que somos.”

Assim, termino a resenha desse livro que me deixou intrigada com todas as investigações de Adam sobre a morte do pai, ao mesmo tempo em que fez a temperatura subir vários graus com o romance do nosso casal protagonista. Querendo mais e no aguardo ansioso para o próximo livro, A Devil of a Duke, que trará o Duque de Langford como protagonista, deixo as minhas 4 Angélicas.

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11 comentários em “A Hora do Chá: ‘O Duque Mais Perigoso de Londres – Madeline Hunter’

  1. Histórias que mostram um amor irresistível sendo inutilmente confrontado são sempre as melhores! Fiquei curioso por toda essa atmosfera de mistérios que ronda o livro, nos faz imaginar tantas possibilidades.

    Ótima sugestão!
    Abraços! 😊

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  2. Olá Letícia, tudo bem?

    Não conhecia o livro, mas a cada parágrafo que lia da sua resenha, ficava com a certeza de que preciso conhecer essa história o quanto antes. Adoro personagens que sabem se impor e que não abaixam a cabeça, principalmente quando as mesmas não querem casar. O fato dele está investigando a morte de seu pai deve dar um gostinho mais especial a narrativa. Com certeza vai para a minha lista de livros desejados, adorei sua resenha!

    Beijos!

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  3. Olá!
    Ainda não nenhum romance de época, mas esse me chamou muito a atenção por ser um livro que envolve a rivalidade de famílias e assuntos que eu gosto muito de ler em livros de romance ainda mais quando a moçinha tem personalidade forte, já anoite sua dica aqui!

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  4. Como já comentei outras vezes aqui no blog, eu amo romances de época e fico feliz a cada post de resenha que leio sobre um deles aqui. Eu não conheço ainda está série, mas amei a tua análise do livro. A Clara parece ser o tipo de personagem que eu adoro!

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