Resenha ‘Encanto da Luz – Nora Roberts’

Oi ooooi gente! Como tem acontecido nas últimas terças, venho apresentar mais um livro na coleção MacGregor. Depois de conhecermos as história de Serena e Justin em Jogo de Sedução, Diana e Caine em Destino Tentador, Shelby e Alan em Orgulho e Paixão, vamos conhecer a história de Gennie e Grant. Para saber qual a ligação desses dois com a família, só lendo a resenha. Mas antes, fiquem com a sinopse…

Gennie Grandeau é uma pintora de sucesso e muito reconhecida pelo país. Ela sempre gostou de estar entre as pessoas, mas um ano depois da morte de sua irmã, Gennie precisa se afastar da família e do reconhecimento para poder curar suas feridas. Ela só não esperava encontrar Grant Campbell e ter sua tranquilidade abalada. Ele é um ermitão vivendo em um farol afastado de tudo e todos. Grant não gosta de estar perto de pessoas, apesar de seu trabalho retratar o relacionamento e a interação entre elas.
Depois do trauma da morte do pai, Grant se isolou de tudo para se preservar de um novo sofrimento. Mas somente a persistente Gennie é capaz de invadir suas terras,
seu farol e até mesmo seu coração.
Continuando com a série sobre a família MacGregor, Encanto da Luz apresenta uma nova história de membros da família que acham que estão no topo do mundo e que
vivem entre o poder e a glória. Até que os seus corações sejam roubados.

Gennie Grandeu é uma pintora famosa, que fez sua fama em Nova Orleans. Super sociável, foi vista em companhia de várias pessoas, inclusive de homens bem apresentáveis. Mas uma tragédia se abateu sob sua família, quando sua irmã acabou falecendo em um acidente de carro. Um tempo depois disso, Gennie sentiu a necessidade de se afastar de sua cidade e viajar para um lugar mais sereno e ter mais inspirações de pinturas. O que ela não esperava encontrar era um solitário morador de um antigo Farol.

Grant Campbell ~ sim, irmão da Shelby ~ trabalha como cartunista anônimo de jornais de sucesso. A morte de seu pai não atormentou apenas sua irmã, mas ele também sofreu bastante e acabou se isolando do mundo. Grant acabou indo morar numa cidadezinha, mais especificamente em um Farol. Ele é bem isolado, afastado das pessoas que moram por lá e alguns tem até medo dele.

– Como gênero, vocês tiveram uma queixa legítima por centenas de anos, que vem sendo tratada tanto em conjunto quanto individualmente. Infelizmente, ainda há um século de barreiras que devem ser derrubadas pelas mulheres como um todo, embora uma mulher ou outra, de vez em quando derrube algumas discretamente. 

O caminho dessas duas pessoas vai se cruzar quando Gennie acabar com o carro enguiçado no meio de uma tempestade, sem saber qual o caminho tomar para voltar para a casa que alugou. Seguindo a luz no meio da tempestade, ela acaba batendo n porta do mau humorado Grant, que não lida muito bem com a invasão. Mas, acaba ajudando a estranha que chega.

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Com personalidade bem opostas, é claro que eles iriam ter choques um com o outro. Ainda mais com o fato de que Gennie quer usar o Farol como inspiração para sua tela e Grant quer a pintora famosa, mas em seus termos. E ela também o quer, mas não irá lidar bem com os “termos” dele. Mas é fato de que eles se aproximarão.

Gennie não pode evitar uma risada.
– Grant, por que você não gosta de pessoas?
Surpreso, ele a olhou.
– Eu gosto, individualmente em alguns casos, e como um todo. Apenas não as quero aglomeradas à minha volta. 

O maior problema entre eles, será a falta de um diálogo mais profundo e real sobre como sua vida é, seus sentimentos, medos, vontades, desejos e inseguranças. Até porque eles tem seus problemas, lidam com as consequências de suas perdas em suas vidas e como elas afetaram o modo como eles acabam vendo as relações sociais.

Daí vocês podem estar se perguntando, onde entra a família MacGregor? Grant, como citei lá em cima, é irmão da Shelby e acaba adotado pela família. Daniel se afeiçoa ao recluso membro da família rival ao seu Clã haha. E, claro, como já conhecemos bem o patriarca dessa família maravilhosa, sabemos que ele deseja que todos se casem bem. Mas, ele não é a única surpresa. Lá no primeiro livro, Justin nos conta que tem descendência francesa, um lado da família com o qual ele não tem muito contato. Mas tem com uma prima, Gennie. A surpresa de todos com a chegada dela a casa dos MacGregor é uma das melhores coisas, até porque, Grant resolveu pregar uma pequena peça no casamenteiro da família.

– Fascinante! – afirmou Shelby. – Todos os clichês sobre o mundo ser pequeno são incrivelmente verdadeiros. Gennie está aqui com Grant.

Seguindo o padrão dos outros livros, esse também tem menos de 200 páginas, ou seja, é hora de me calar antes que fale demais da história, e falar um pouco dos personagens. Gennie é uma pessoa bem doce. Conseguimos sentir bastante seus problemas, seu amor pela arte, pela vida. Ela é uma personagem bem transparente, suave, que fica fácil gostar.

Grant é bem diferente dos outros três homens que nos tinham nos apresentado. Ele é mais fechado, não tem uma personalidade fácil ou simpática de lidar. Ele é até mesmo carrancudo. Senti que seus momentos mais relaxados foram quando ele acabou indo visitar os MacGregor e quando ele começa a relaxar ao lado de Gennie, mas, ainda sim, não o torna tão querido e amado como os outros. Talvez seja o seu jeito bem calado, introspectivo e turrão de ser, até ele se render e nos conquistar, muito tempo já passou.

Havia gostado deles, do velho Daniel em particular, e Grant não era um homem que gostava de pessoas com facilidade. Era cauteloso desde a infância, mas os MacGregor formavam um grupo irresistível. 

Acho que já deixei claro que Daniel é A cara da série haha. Acho que não tenho mais elogios ou palavras para falar o quanto é divertido acompanhar quando ele entra em cena. E gosto muito de ver como ele adota as outras pessoas e as considera mesmo como parte da família, daquele jeito que até exige a visita rs. Ah, também temos notícias super lindas dos outros membros dessa família. Eu só faço sorrir de orelha a orelha.

A narrativa segue sendo em terceira pessoa e, preciso deixar isso claro, porque parece que não falei nas resenhas anteriores, a história é um romance contemporâneo. A história, embora eu tenha lido bastante rápido, não é tão fluída quanto as anteriores. Acho que devido as personalidades dos protagonistas e dos caminhos que eles seguem. Ainda sim, ela é bem gostosa, com bastante amor, amadurecimento, compreensão e essa família que eu tanto amo.

Amor significava que tudo era possível. Amor significava tornar tudo possível.

A diagramação é simples. Temos o símbolo do clã nas aberturas dos capítulos, com folhas amareladas. Mas, as letras são um pouco menores do que o costume e o espaçamento “apertado”, o que pode incomodar um pouco a visão, principalmente se você usa óculos, como essa que vos fala. O que eu amei, foi que antes do livro começar temos a árvore genealógica dos MacGregor. O que é bom e ruim, porque já temos “spoilers” dos próximos livros. Ah, dito isso, é bom falar que teremos mais quatro livros pelo caminho. E, ainda que cada um seja sobre um casal, é bom ler sim na ordem, porque eles são sequenciais e falam de acontecimentos dos livros anteriores. Ah, e a capa desse livro também é um arraso, né? Só fico cobiçando o vestido haha.

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Minha admiração pela Nora só faz aumentar a cada livro que se passa dessa série. Adoro todo o lado amoroso, super família, com uma leveza e muita diversão. É como se fosse a minha família, é uma família que eu gostaria de conhecer e fazer parte. Como a história não foi tão fluída como as duas anteriores, vou deixar quatro Angélicas dessa vez e o aviso de que semana que vem eu finalizo a série com O casal, até lá!

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12 comentários em “Resenha ‘Encanto da Luz – Nora Roberts’

  1. Eu ainda tenho meio receio de ler series, sempre acontece alguma coisa que me faz parar no meio do caminho.
    Mas a premissa parece boa, essa coisa de familia deve ser complicado, mas eu gostei, quem sabe eu leia. Adorei teu trabalho, parabéns ❤

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  2. Oi Raíssa,

    Não conhecia esse livro, mas sou louca para ler as séries da Nora, exatamente pelos inúmeros elogios que fazem a autora e sua escrita. De cara já gostei do personagem masculino, pois tenho uma quedinha por personagens introspectivos e que se fecham por algum motivo, acho que deve ser por causa de identificação. Saber que ela consegue empregar bastante este clima de família é sensacional, pois amo séries assim, que vejo um pouco do que vivo ali. A sua resenha, como sempre, está maravilhosa, e apenas corrobora para me deixar mais curiosa em relação a Nora. Adorei e quero ler!

    Beijos!

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  3. Olá
    Gostei do livro que li da autora achei a escrita dela realmente muito fluida, que pena que esse livro em si foi mais travado.
    Não sei, mas os MacGregor não conseguiram me conquistar, mas espero que os próximos livros voltem a ser mais fluidos na leitura

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