Crítica da Série: ‘The Sinner – 2ª Temporada’

Oiê pessoal! Hoje eu trouxe pra vocês a crítica da 2ª temporada da série The Sinner que foi lançada na Netflix agora, em Novembro. Pra quem não conhece e ainda não assistiu à primeira temporada, não tem problema. Clica aqui e saiba tudo sobre o início da série. Apesar de as temporadas não serem interligadas e dar pra assistir a segunda, sem ter visto a primeira, acho legal seguir a ordem pra entender alguns comentários feitos no filme. Mas antes de qualquer coisa, confere a sinopse e o trailer dessa nova temporhada:

“Após o polêmico caso de Cora Tannetti, o Detetive Harry Ambrose é chamado de volta à sua cidade natal, na zona rural de Nova York, para investigar um novo e perturbador crime: um duplo-homicídio onde um garoto de 11 anos mata seus pais, cujo motivos são inexplicáveis. A investigação de Ambrose o leva à segredos sombrios de sua cidade, colocando-o contra pessoas que não pararão para proteger seus segredos – e a misteriosa Vera, que se mostra ser uma peça enigmática e complicada desse quebra-cabeça.”

Alguns meses depois de solucionado a caso de Cora Tanetti (caso da 1ª temporada), o detetive Ambrose (Bill Pullman) recebe uma ligação de Heather Novak (Natalie Paul) uma policial de Keller, cidade natal de Ambrose. Heather também é filha de um antigo amigo dele, Jack Novak (Tracy Letts), um policial aposentado que estudava com Ambrose.

Heather está em fase de teste para se tornar detetive quando um caso intrigante e muito esquisito, acaba caindo nas suas mãos e, por isso, sabendo do passado de Ambrose (pelo que seu pai conta) e da forma como ele lidou no caso da Cora Tanetti, ela decide pedir ajuda a ele para que não acabasse fazendo besteira no seu primeiro caso como detetive.

Agora, você quer saber porque o caso é tão intrigante e esquisito? Pois bem, durante um almoço com o pai, Heather recebe um chamado através do seu rádio e segue para investigar o que parece ser um homicídio duplo em um hotel de beira de estrada. O que torna o caso estranho é o fato de o principal suspeito ser um garoto de apenas 13 anos, chamado Julian (Elisha Henig).

Julian estava a caminho das Cataratas do Niágara com Adam Lowry (Adam David Thompson) e Bess Mcteer (Ellen Adair). Eles estavam bem animados com a viagem, com exceção de Bess, que parecia apreensiva o tempo todo. No meio do caminho, o carro quebrou e eles tiveram que ficar num hotel de beira de estrada, pois o mecânico mais próximo não trabalhava a noite.

No dia seguinte, durante o café da manhã, Julian vai até o buffet e faz um chá pra eles. Ao tomarem, os dois morrem. Esse chá foi feito com uma planta chamada Saia Branca (estramônio) que, quando ingerida causa a morte e quando entra em contato com a pele causa escoriações e irritações no local. Quando os policiais chegam ao local do crime, Julian está com essas escoriações nos pulsos, de quando ele colheu as plantas para fazer o chá. Quando perguntado sobre isso, Julian diz que deu o chá para o casal e que sabia que isso iria matá-los. Ou seja, confessou o crime.

Claro que isso deixa todos com o pé atrás, pois porque um garoto iria matar dois adultos que aparentemente não estavam fazendo mal nenhum a ele? Será que era um caso de sequestro? Será que estavam fugindo de alguma coisa? Várias suposições começam a brotar na nossa mente e quando tudo é revelado, nada chega perto do que imaginávamos.

No decorrer da investigação, tudo indica que as vítimas, assim como Julian, eram integrantes de uma comunidade chamada Mosswood Grove, que é muito criticada pelos habitantes da cidade, por causa dos seus costumes estranhos e um tanto quanto extremos. Logo conhecemos Vera Walker (Carrie Coon), uma espécie de líder dessa comunidade, que diz ser a mãe verdadeira de Julian e que tenta de tudo para protegê-lo de tudo e de todos.

“Quando um menino tão jovem mata alguém, a culpa nunca é só dele. Seja lá o que acontece em Mosswood, o Julian está no meio, então não é hora de parar de investigar.”

Quando Mosswood Grove é citado, Heather é tomada por lembranças do seu passado e começa a ser afetada pela investigação, já que a sua antiga amiga e crush Marin Calhoun (Hannah Gross), havia sumido do mapa depois de entrar pra essa comunidade há 7 anos. Conforme eles entram mais e mais na história dessa comunidade, mais o passado de Heather volta para assombrá-la e mostra que ela tem uma ligação muito importante com todo o motivo por trás daquele caso.

Mas não é apenas o passado dela que volta como uma assombração, nosso detetive Ambrose que vem mostrando partes de um passado difícil de ser digerido desde a primeira temporada, nos dá muito mais para entender o por quê de todo o seu “trauma”. Em vários momentos, damos espiadas em seu passado através de seus pesadelos e suas confissões a Julian, já que ele se identifica muito com as ações do garoto e, por causa disso, o protege o máximo que pode durante a investigação. Bill Pullman dá um show de interpretação em toda a complexidade de Harry Ambrose e eu estou aguardando uma terceira temporada para ter um encerramento para todo seu passado traumático.

“Muitas pessoas vão falar com você. Poucas vão te escutar.”

Mais uma vez, o título dessa série (O/A Pecador/a, em português) cai muito bem à história contada, e eu ainda acho que deveria ser no plural – sinners/pecadores – para que contemplasse todos os personagens. Além do óbvio, Julian, que cometeu um assassinato, todos os personagens são bem construídos e têm suas questões quanto à moralidade e impulsos humanos trazidos à tona durante a temporada e mais uma vez, o sentimento da culpa é trazido como reflexão por Ambrose. Principalmente por ele próprio ter seu passado desvendado pouco a pouco durante os episódios.

Mas, apesar de ter gostado e assistido à temporada bem rápido por ficar curiosa com o que estaria por trás daquele duplo-assassinato onde o assassino era um simples garoto, confesso que senti falta de uma atenção maior ao caso. O final foi totalmente surpreendente, dificilmente podendo ser descoberto durante a temporada, o que é muito bom, pois era isso mesmo que todos esperavam, depois do desfecho incrível da primeira temporada. Mas achei um pouco exagerado e um tanto quanto fora da caixinha, pra ser digerido mais naturalmente por mim, como expectadora. Provavelmente por sentir que o caso foi deixado um pouco de lado, para termos mais sobre o passado detetive Ambrose.

Nessa segunda temporada, temos como produtores Jessica Biel, a atriz que fez a Cora Tanetti na temporada anterior, ao lado de Brad Carpenter. Com episódios com duração em torno de 40 minutos, a história flui bem e o término de um episódio te deixa logo curiosa para saber tudo que virá no próximo. Alguns flashbacks muito longos, tornam a série um pouco cansativa e até entediante em alguns momentos, mas eles são muito necessários para o encaixe surpreendente de tudo no final.

Terminei a temporada com o sentimento de que faltou alguma coisa, não senti toda a trama eletrizante que me fez manter os olhos grudados na tela em cada minuto ao assistir à primeira temporada. Acredito que o que faltou foi um protagonista ao nível de Cora Tanetti. Apesar da ótima atuação de Elisha Enig ao interpretar uma criança tão problemática quanto Julian, senti que a história de Harry Ambrose roubou a cena toda para si e o caso perdeu um pouco o seu brilho. Em alguns momentos, até esquecia que tinha algo a ser descoberto sobre o motivo de Julian ter feito o que fez.

Mas mesmo com essa sensação de falta de alguma coisa, ainda assim digo que vale a pena assistir essa série. Essa continuação não atingiu minhas expectativas, mas não foi uma completa decepção. Eu assisti muito rápido, querendo saber logo o que aconteceria no próximo episódio. Bill Pullman e Elisha Enig, com suas interpretações, fizeram valer a pena sentar no sofá e maratonar todos os 8 episódios de uma vez. E, assim, encerro essa crítica com uma grande expectativa para que tenha uma terceira temporada, para termos uma finalização da história de Ambrose e para que a série não termine comigo com esse sentimento.

13 comentários em “Crítica da Série: ‘The Sinner – 2ª Temporada’

    1. Sim, Dri! Uma protagonista como a Cora fez falta nessa temporada, deixaram o Julian de lado pra focar no Ambrose. Aí fiquei com essa sensação de tá faltando alguma coisa…

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  1. Cara, não é essa série que a esposa de um dos príncipes da Inglaterra tava fazendo e ela teve que sair e deu toda uma polêmica? (perdão a aleatoriedade, mas surgiu a pergunta)
    Bom, eu não sei bem o que dizer porque ainda não vi a série, mas a critica dela é super positiva, dizem que é uma série que mexe bastante com nossos sentidos. Vou aproveitar que tô de férias pra e ler tudo que eu puder e um pouco mais kkkk
    Adorei a critica, tomara que na próxima temporada eles “tapem os buracos” que você sentiu que faltava…

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  2. Oi Letícia, tudo bem?

    Não conhecia a série, mas quando você começou a narrar sobre o que se tratava, fiquei bem curiosa. Eu adoro essa pegada mais de suspense e investigação em série. É uma pena que tenha deixado o caso em si para segundo plano, mas que bom que a primeira temporada acaba de uma forma surpreendente, isso sempre é maravilhoso. A segunda temporada não parece tão boa, pelo que comentou, mas mesmo assim fiquei curiosa para assistir as duas temporadas. Vou colocar na listinha! Adorei a crítica!

    Beijos!

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  3. Nunca tinha lido nada a respeito dessa série, pois não costumo me ligar muito em séries policiais, mas fiquei realmente interessada em saber por que o menino Julian matou aquelas duas pessoas!! =O
    Parabéns pelo texto!

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  4. Eu estou numa fase de estar conhecendo melhor as séries.Essa série me parece intensa e perturbadora.Não conheço a primeira temporada.Mas pela sequência de mistérios envolvendo morte e culturas diferentes acaba por ser querer nos prender a atenção.Adorei a resenha fiquei curiosa para conhecer a continuação.

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  5. Oi,tudo bem?

    A série parece bem interessante e já tinha visto ela em um site, mas não havia parado para ler. A primeira temporada parece ser mais forte e a segunda já li que pessoas acharam um pouco mais fraca , mas com toda certeza é uma ótima indicação a todos que gostam do gênero.

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