Resenha: ‘Não Olhe! – FML Pepper’ 

Oiii oi gente. Estou de volta com o segundo volume da serie Não Pare! da autora FML Pepper, publicado pela editora Valentina. Não Olhe! veio trazendo muitas respostas e já me envolveu muito mais na história. Por ser continuação de Não Pare! essa resenha vai conter alguns spoilers, mas tentei ser o mais vaga possível. Antes de falar mais, confiram a sinopse…

“Zyrk pode estar com as horas contadas: a híbrida acabou de cruzar o portal e o frágil equilíbrio entre os quatro clãs encontra-se definitivamente ameaçado. Há milênios forças ocultas espreitam, aguardando apenas o momento de emergir das sombras e mostrar seu poder. Fugir e sobreviver. Aceitar e lutar. Há muitos caminhos, mas qual deles seguir se a Morte possui várias faces? Nina acorda entre a vida e a morte na terceira dimensão, levada para a sombria Thron. Richard, o nada confiável resgatador de apaixonantes olhos azul-turquesa, luta contra sua própria natureza. Cruel e sanguinário, Rick está confuso e cada vez mais cercado por seus inimigos. Mesmo o melhor dos guerreiros, o mais temido e destemido, está protegido da força de um grande amor? Ele e a híbrida viajarão por toda Zyrk, e ela irá se deparar com um universo fantástico, um mundo violento, o plano da Morte. Lutando para se libertar de seus medos e determinada a encontrar seu caminho e sua identidade, Nina embarcará em uma jornada de descobertas arrasadoras, um percurso sem volta. Mas a garota das pupilas verticais descobrirá que as vontades do coração podem ser mais traiçoeiras que lendas ou maldições.”

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O livro começa dando continuidade exatamente onde o primeiro terminou. Richard aparece do nada para salvar Nina de um confronto entre os clãs de Zyrk, no meio do deserto do Saara. Richard atravessa o portal da segunda para a terceira dimensão e tem a vida de Nina por um fio. Apesar da raiva por tudo o que aconteceu anteriormente, vendo todo o sofrimento dele com a possibilidade de perder Nina, temos a esperança, assim como ela, que os sentimentos dele são verdadeiros.

Não demora para Richard nos fazer duvidar dele de novo quando consegue chegar ao seu reino, Thron, sendo totalmente reverenciado por ter conseguido trazer Nina para seu clã, que é considerado o mais forte entre todos os quatro reinos. O líder, Shakur, acaba revelando o acordo que fez com Richard. Em recompensa por ter trazido a híbrida, Richard seria o próximo líder de Thron, coisa que o resgatador sempre almejou mais que tudo. Nosso coração se quebra junto com o de Nina neste momento. A partir daí eu já não acredito facilmente nas palavras de Richard (porque será né? rs) e quero matar a Nina quando ela se derrete por ele rs

“Quem era Richard afinal? O vilão com doses de bondade ou o mocinho com nuance de crueldade?”

Uma coisa que todos de Zyrk tem em comum neste momento é a curiosidade. A vontade de sentir algo bom. Eles são um povo amaldiçoado e Nina pode ser a salvação como também a destruição de seu povo, mas acima da vontade da maioria de eliminar a ameaça que ela representa, muitos querem senti-la, nem que seja um pouco, pra comprovar se Nina é realmente capaz de fazê-los sentir. Isso faz com que Nina corra perigo o tempo todo. Não só de ser morta, mas também abusada, o que é uma coisa horrível em todos os caminhos.

Após um episódio nada bom para Nina, as coisas mudam de uma forma drástica e temos nossa híbrida sendo transportada para outro clã, Storm. Aparentemente é o único reino que não deseja matar Nina (pelo menos não imediatamente) e sim, fazer experimentos com ela (eu não sei o que pode ser pior). O líder Kaller – pai de John, o resgatador que tentou ajudar Nina no final do primeiro livro – acredita no lado bom da lenda, de que Nina veio para o bem. Ele tem para si que Nina é a salvação dos zirquinianos. Acontece que ele não se salva da curiosidade e também deseja saber se de fato pode sentir coisas boas com Nina. O que me admira é a calma com que Nina lida com essa situação. Eu no lugar dela estaria pirando com medo de ser atacada a qualquer momento.

Mas enfim ela percebe que precisa fazer algo e toma a atitude de fugir de Storm, pedindo ajuda para John, que não concordando com as atitudes do pai – graças a Deus – resolve ajudá-la a escapar, arriscando levá-la para Windston, um clã onde o líder é ninguém menos que avó paterno de Nina, Wangor. A viagem não é nada fácil. As noites em Zyrk são perigosas e Nina e John vão correr perigo até que Richard aparece e os ajuda. Nina não acredita que está cara a cara com seu resgatador novamente e está relutante em confiar nele, obviamente.

“Não havia mais medo em minha alma e eu sabia que não tinha mais nada a perder.”

Os três fazem uma pequena parada na casa de uma curandeira e lá Nina vai saber mais sobre o pai, o avô, sobre si mesma e essa tal lenda poderosa e até sobre Richard. Esse momento é de uma importância interessante. Ao que parece Rick tem um plano e não vai se abrir com ninguém com receio de que descubram o que ele planeja. Nina não consegue acreditar nele, por mais que ainda se sinta atraída por ele. Ela exige respostas e ele tenta fazê-la entender que tudo o que ele fez foi para protegê-la. Eles terão uma conversa que será reveladora para Nina. Mas é com John e longe de Richard que Nina seguirá viagem para Windston.

Eu vou parar de falar da trama agora, pois acontecem muitas coisas neste livro e tenho medo de acabar falando demais. Cada detalhe muda a jornada de Nina e é interessante ir desbravando todo o caminho junto com ela. Nina passa por várias situações em que precisa ser forte e isso a faz crescer muito. Ela já não é mais aquela garota que vive em negação. Ela sabe o papel importante que tem em Zyrk e que faz parte de tudo isso. Quanto mais ela se intera sobre tudo o que faz parte de sua história, mais ela sabe para o que lutar. Eu consegui me conectar muito mais com essa nova Nina, mesmo querendo sacudi-la em alguns momentos.

Richard continuou sendo uma caixinha de surpresas por um longo tempo. É um personagem em que eu vivi grande parte da leitura numa linha tênue entre amá-lo e odiá-lo, até que eu me decidisse rs. Fiquei sem saber no que acreditar em relação a ele. Ele falava algo para Nina e agia fazendo totalmente o contrário, mas no fundo, bem no fundo, eu tinha um pressentimento de que poderia confiar nele. Eu trabalhei no modo compreensão com Richard, pois tudo o que ele poderia estar sentindo por Nina, além de ser algo novo e inesperado pra ele, era totalmente proibido, assim como qualquer envolvimento entre os dois. Então as coisas ficam um pouco mais claras no decorrer da história.

“— O que você ainda quer de mim, Richard? Ele demorou alguns segundos, mas, quando veio a resposta, tinha os olhos vidrados nos meus.
— Tudo.”

Temos uma grande adição de personagens importantes à história pois vamos desvendando os mistérios dessa dimensão até então desconhecida e é bem interessante. Conforme Nina vai passando pelos clãs de Zyrk, vamos compreendendo a intenção de cada um dos líderes e seus soldados mais próximos, ou pelo menos deduzindo. Eu confesso que tive um apego muito forte por John, que é um personagem importante e bem presente em toda a trama.

Eu gostei muito mais deste livro. Entendemos melhor muito do que ficou vago no primeiro livro e o ritmo de leitura foi mais intenso. Vamos tendo revelações e vários momentos que nos prende de curiosidade para saber o que vem a seguir. Devo acrescentar que ainda existiu pontos que me incomodaram, assim como no primeiro livro, mas eu consegui passar por cima disso mais facilmente. O final é novamente instigante e tem um gancho para o próximo volume que já me fez correr para iniciar a leitura do terceiro livro e saber se a descoberta que Nina fez é verdadeira. A volta de um personagem que foi importante no primeiro livro também dá uma pitada a mais de emoção.

A diagramação segue sendo a mesma do livro anterior mantendo o padrão. A imagem de Nina da capa está também nas aberturas de cada capítulo. Eu gosto bastante dessa capa, pois representa e muito nossa protagonista. Em vários momentos é dito a ela para que não olhe o que está acontecendo ao seu redor, por N motivos, e teimosa que é, ela não obedece nenhuma vez rs.

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Eu vou ficando por aqui, mas dessa vez indicando mesmo essa leitura. Se você quer uma história diferente e ao mesmo tempo, leve e rápida, a trilogia Não Pare! é sim uma boa pedida, principalmente pra você que não está com nenhuma expectativa para a história. Pode acabar se surpreendendo assim como eu. A história evoluiu, o que muito me agradou. Vou dar 4 Angélicas e correr para concluir essa trilogia. Até a próxima semana com a conclusão dessa história.  CLASSIFICAÇÃO 4 ANGÉLICAS

8 comentários em “Resenha: ‘Não Olhe! – FML Pepper’ 

  1. Oi Anna, tudo bem?

    Tinha lido a sua resenha do primeiro volume e visto que não te agradou tanto assim, então saber que este te prendeu bem mais e é melhor já me deixa animada. Li apenas o primeiro volume, uns dois anos atrás e os outros estão encalhados aqui, mas já vou correr para ler.
    Gostei de saber que foram inseridos mais personagens e que todo o contexto faz muito sentido, e acrescenta muito a a série. Já vou correr para ler. Ansiosa pela resenha do terceiro!

    Beijos!

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  2. Oi Anna! Ai, sinceramente? Eu to tão decepcionada com essa série, acho que junto com você hahaha é mt ruim começar empolgada com algo e não ser bem o que imaginávamos. O bom é que dessa vez ainda correu melhor que o primeiro. E foco amiga, ta acabando! Mas, amei a resenha novamente. Acho a honestidade fundamental. Beijos
    https://almde50tons.wordpress.com/

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  3. Eu ainda não conheço a série. Pela sua resenha me parece ser um livro fantástico, apesar de não se enquadrar no meu gênero de leitura favorito.
    Vou procurar para ler.

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  4. Olá!
    já li o primeiro livro da série e gostei muito, até comprei esse segundo, mas ainda não consegui pegar para ler, gosto muito da escrita da Pepper, lendo a sua resenha fiquei com saudade dos personagens.

    beijos!

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  5. Oi, tudo bem?

    Apesar de acompanhar a autora nas redes sociais, eu não consegui ler a história. Algo me impede, não tive vontade ou ânimo, sei lá. Eu não sou muito fã de fantasias/ficção. Me atenho a romances comuns ou de época. Beijos

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