A Hora do Chá: ‘Um Acordo e Nada Mais – Mary Balogh’

Oi gente!! Semana passada eu comecei falar da série O Clube dos Sobreviventes através do livro Uma Proposta e Nada Mais e hoje eu vim falar do segundo livro e recém lançado Um Acordo e Nada Mais da Mary Balogh. A autora é conhecida por causa da série Os Bedwyns, mas já vem conquistando bastante leitores, assim como eu, nessa nova série. Eu estava bastante curiosa pelo livro do Vince, mas antes de contar o que eu achei, confiram a sinopse…

“Embora Vincent, o visconde Darleigh, tenha ficado cego no campo de batalha, está farto da interferência da mãe e das irmãs em sua vida. Por isso, quando elas o pressionam a se casar e, sem consultá-lo, lhe arranjam uma candidata a noiva, ele se sente vítima de uma emboscada e foge para o campo com a ajuda de seu criado. No entanto, logo se vê vítima de outra armadilha conjugal. Por sorte, é salvo por uma jovem desconhecida. Quando a Srta. Sophia Fry intervém em nome dele e é expulsa de casa pelos tios sem um tostão para viver, Vincent é obrigado a agir. Ele pode estar cego, mas consegue ver uma solução para os dois problemas: casamento. Aos poucos, a amizade e o companheirismo dos dois dão lugar a uma doce sedução, e o que era apenas um acordo frio se transforma em um fogo capaz de consumi-los. No segundo volume da série Clube dos Sobreviventes, você vai descobrir se um casamento nascido do desespero pode levar duas pessoas a encontrarem o amor de sua vida.”

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Vincent Hunt, Visconde Darleigh, é o mais jovem do Clube dos Sobreviventes e como diria Flavian, outro membro do clube, ele tem olhos que poderiam conquistar qualquer pessoa. Infelizmente esses maravilhosos azuis não enxergam mais desde que Vincent lutou nas Guerras Napoleônicas. Isso foi há seis anos e desde então ele tenta ser o mais independente possível. O problema é que todas as suas mulheres – mãe, avó e irmãs – acreditam que ele precisa se casar e assim elas poderão seguir com suas vidas. Elas são muito cuidadosas e desde que ele voltou para casa com vida, elas só querem protegê-lo.

Só que Vicent não quer se casar com qualquer pessoa, um casamento arranjado pela família, uma pessoa que ‘aceitasse e não se importasse’ por ele ser cego. A interferência foi tão grande que elas já tinham uma candidata hospedada em sua casa. Então antes  que esse casamento se tornasse realidade, ele foge de casa no meio da madrugada. Ele leva apenas seu valete e amigo, Martin Fisk, e juntos, eles vão para o mais distante possível. Eles passam um tempo numa região calma e agora Vincent desejava voltar para casa, mas não para onde todas aquelas mulheres com certeza estariam esperando por ele.

“Seus anos de dependência estavam no passado. Era tempo de crescer e assumir o controle. Não seria fácil. Mas já fazia muito tempo que percebera que devia tratar a cegueira como um desafio, não como uma deficiência, se quisesse ter uma vida feliz e realizada.”

Então ele vai para Barton Coombs, onde fica a Casa Covington, e onde ele viveu toda a sua vida até sair aos 17 anos para a guerra. Ele achava que passaria uns dias calmos por lá e que ninguém nem saberia de sua estadia. Doce engano, pois a carruagem foi vista e ao amanhecer toda a cidade já sabia que Vincent estava de volta. Além disso, a mãe e as irmãs já tinham enviado cartas avisando da possibilidade dele voltar para lá. Seus planos foram frustrados e Vincent, sempre de bom humor, acaba tentando aproveitar sua temporada na cidade. Todos estão eufóricos com a visita do visconde, então preparam um baile de recepção. Além disso, todas as moças solteiras estão dispostas a ter uma chance de casamento com ele.

Mesmo querendo paz e tranquilidade, Vincent vai ao baile, afinal ele cresceu com aquelas pessoas e elas estão felizes por ele estar de volta em sua pequena cidade. O que ele não imaginava é que até mesmo ali tentariam obrigá-lo a se casar. Henrietta March e seus pais tentam forçar que Vincent caia numa emboscada e que seu senso de moral fale mais alto para pedi-la em casamento. Eles só não contavam que Vincent pudesse ter um anjo da guarda, um pequeno anjinho que ainda era conhecida como Ratinha, que viria para salvá-lo.

Sophia Fry é prima de Henrietta, mas ela não é apresentada a ninguém como da família, também não era uma das criadas e vivia apenas das sobras da prima. Ela é muito franzina e pequena, então sempre tenta reformar as roupas para lhe cair melhor. Como o cabelo é indomável, ela usa cortado muito curto, o que a deixa quase como um menino. Ela é chamada de Ratinha e se comporta como tal, sempre tentando ser invisível e não dar trabalho a ninguém. Ela sabia dos planos dos Marches para Vincent, então vai ao baile mesmo que não possa fazer nada por ele.

Quando ela vê Henrietta afastando Vincent do baile, Sophia fica apreensiva, mas ela não é ninguém, logo não deve interferir. Só que algo na cabeça dela lhe diz o contrário e ela vai atrás dos dois. Fingindo levar um xale para a prima, Sophia consegue trazer os dois de volta para o baile. Vincent já tinha ouvido a voz de Sophia quando esteve na casa dos Marches, então passa um bom tempo conversando com ela para desespero total de seus tios. Ela sabia que sofreria as consequências pela interferência, só não imaginava que seria tão rápido e tão definitiva.

“Talvez eu não esteja falando de um sonho, Srta. Fry, mas de um objetivo. Sonhos são desejos que provavelmente nunca serão realizados. Eu poderia fazer meus sonhos se realizarem. Na verdade, é o que pretendo.”

Antes do dia amanhecer, Sophia já não tinha onde morar, pois seus tios a expulsaram e lhe deram dinheiro para uma passagem apenas de ida para Londres. Sem saber para onde ir, ela vai para a igreja e é lá que Vincent a encontra. Assim que ele soube que Sophia estava desamparada, ele não pensou duas vezes e foi para a casa paroquial. Sophia tentou convencê-lo de que nada disso era culpa dele, mas Vincent estava decidido a ajudá-la. Ele poderia dar dinheiro para Sophia ou até mesmo arrumar um trabalho para ela, mas nada disso confirmaria que estaria bem e segura.

É nesse momento que ele a convence de fazer um acordo entre eles. Um acordo benéfico para ambos. Se ela se casasse com Vincent, poderia ter estabilidade e seria cuidada pelo marido. Já Vincent estaria casado com alguém escolhido por ele e assim acabaria com as armadilhas da família para casá-lo com qualquer pessoa além de conseguir a tão sonhada liberdade. Foi um pedido impulsivo, mas Vincent se sente grato por Sophia o ter salvado dos Marches, e só que retribuir. Ele tenta convencê-la de que ambos até poderiam viver separados depois de um ano, mas antes precisariam viver tudo como um casal de verdade e até tentar ter um herdeiro.

Sophia demora a aceitar, mas percebe que sem essa oferta não teria nada. Pedido aceito, nosso casal parte para Londres onde Vincent pretende deixar Sophia por uns dias com seu bom amigo Hugo Emes, Lord Trenthan, até conseguir uma licença especial de casamento. Ele também espera que a madrasta e a irmã de Hugo possa vestir e preparar um enxoval descente para Sophia antes que eles partam para sua residência oficial em Middlebury Park. Assim, começam os preparativos para o casamento e para nova vida de Sophia e Vincent.

“-Vince, seu patife maldito. O que significa isso? Hein? Dois dias de atraso. Podia muito bem voltar para o quinto dos infernos de onde você veio, por ter feito isso comigo.
-Também estou encantado em vê-lo, Hugo. Ou pelo menos ficaria encantado se pudesse vê-lo.”

E quando eu acreditava que tinha todos os motivos para amar essa série, a autora foi lá e me apresentou Sophia e Vicent. Esse casal é muito fofo. Ambos são jovens, inexperientes e buscavam a liberdade, mas acabaram descobrindo que poderiam ser livres juntos. Inicialmente o que seria apenas um acordo benéfico para ambos foi se tornando mais e foi muito lindo ver ambos descobrindo o amor e principalmente conquistando seus objetivos pessoais.

Além disso, tivemos a volta de personagens tão amados do livro anterior. O Clube dos Sobreviventes esteve quase completo, agora não em Penderris Hall, mas em Londres. George, Duque de Stanbrook, recebeu Vincent e os outros em sua casa oficial em Londres. Foi como se estivessem de volta à Cornualha, todos conversando e celebrando. Só que o clube não estava completo, pois Ben não tinha aparecido e ninguém tinha notícias dele há meses. Com todos reunidos, eu pude comprovar porque amo tanto esse grupo. Eles sofreram tanto, tiveram tantas perdas, mas mesmo assim decidiram viver. Alguns deles não apresentam marcas físicas, mas foram marcados pela guerra e juntos se ajudaram a seguir em frente.

Falando na volta de personagens do último livro, eu sinto que não falei tudo que deveria sobre Hugo e Gwen, mas nunca é tarde demais né? Esse livro veio para comprovar porque gostei tanto deles. Eles têm uma participação essencial no casamento de Vincent e Sophia. Não tem como não amá-los sendo duas pessoas tão maravilhosas. Outro que gostei bastante desde o primeiro livro foi Flavian e agora não foi diferente. Eu já estou bem curiosa pelo livro dele, mas antes disso teremos o livro de Ben e a editora até disponibilizou o primeiro capítulo para aguçar nossa curiosidade. Uma Loucura e Nada Mais já tem capa, sinopse e data de lançamento. O problema é que terei que esperar até 2019 para saber o que aconteceu com Ben e o porquê de seu sumiço.

A edição dessa série está primorosa. As capas são lindíssimas e é impossível não querer ler olhando para ela. A diagramação é bem simples, mas elegante. Eu achei alguns errinhos de revisão, mas já relatei a editora. Fonte e espaçamento são confortáveis para a leitura e além disso temos as amadas folhas amareladas. A narrativa é feita em terceira pessoa e mesmo sendo um dos lançamentos deste mês, Um Acordo e Nada Mais já tem versão em ebook.

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Falar dos nossos protagonista é muito fácil, pois eles são encantadores. É impossível não se apaixonar pela personalidade de Vincent. Apesar de suas limitações, ele não perde a chance de rir dele mesmo. Ele é um cara doce e que merecia a tão sonhada liberdade e acima de tudo ser feliz. Sophia, nossa pequena ratinha, sofreu tanto na vida, mas agarrou a possibilidade de ser feliz e aos poucos foi ganhando tudo que tinham tirado dela ao longo dos anos: auto-estima, confiança, força. Aos poucos ambos perceberam que suas imperfeições não eram nada um para o outro.

Este não é um livro cheio de reviravoltas, mas temos pequenos dilemas quanto ao acordo deles já que ambos vão percebendo que o que eles têm juntos é muito mais do que um casamento de conveniência. O relacionamento deles é baseado na confiança, companheirismo e amizade. Aos poucos o amor vai chegando, pois eles se admiram e querem conquistar a felicidade. Acho lindo como cada um deles busca isso para o outro.

“Nas nossas fraquezas, talvez possamos encontrar forças.”

Eu poderia passar o dia todo falando de Sophia e Vincent e talvez não contaria nem a metade dos motivos para amá-los. Ela não é a menina mais bonita assim como ele não seria a primeira opção de ninguém devido a sua deficiência, mas mesmo assim são personagens tão ricos e que nos ensinam tanto. Eu terminei de ler e eu só queria mais capítulos de um romance encantador. Eu já resenhei vários livros para esta coluna e Um Acordo e Nada Mais entrou para a lista dos melhores sem sombra de dúvida. Por tantos motivos, eu darei 5 Angélicas e já estou a espera do terceiro livro dessa série que já me conquistou.  CLASSIFICAÇÃO 5 ANGÉLICAS

 

 

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9 comentários em “A Hora do Chá: ‘Um Acordo e Nada Mais – Mary Balogh’

  1. Essa história deve ser linda. Eu fiquei com vontade de conhecer a trama por completo. Sua resenha aguçou muito minha curiosidade. Nessa época, os casamentos por conveniência eram muito comuns para manter ou ter status, mas que bom desse casal que reconheceu não querer viver um faz de conta. Mas antes de ler esse volume, preciso ler o anterior.

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  2. De pensar que ainda hoje alguns países ainda mantém os casamentos por acordo como parte da cultura social. Sempre me perguntei se todos foram felizes em casamentos por acordo e acredito sim, que muitos acabam se apaixonando e levando uma vida de casal, como parece que acontece no livro.

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  3. Que história doce e cativante! Os protagonistas são puro amor, é difícil não se encantar por eles. Como vc bem disse, foram atrás da liberdade e a liberdade estava na união deles. Sem dúvida é um enredo inspirador, amei

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  4. Oi Dri,

    Mais uma série que eu começo a ler por conta das suas resenhas maravilhosas rs
    Já tô quase acabando o primeiro e já tô ansiosa pela história do Vincent que já super me cativou no primeiro livro. Ele é muito amorzinho ❤

    Bjão

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