Crítica Cinematográfica: ‘A Freira’

Oláááá pessoas! Hoje vim trazer pra vocês a crítica de um filme de arrepiar. Dia 06 de setembro estreou nos cinemas o filme A Freira, um dos spin-offs da saga de filmes de Invocação do Mal. Esse filme conta a história do demônio Valak que assombra nosso querido casal Warren em Invocação do Mal 2. Eu amo essa saga e estava muito ansiosa pelo lançamento desse filme rs. Assim, munida com todas as orações que conheço, criei coragem e fui assistir o filme no cinema. E posso adiantar que super valeu a pena! O filme é incrível!!! Mas antes de qualquer coisa peguem seus terços, água benta e sal grosso e confiram a sinopse e o trailer do filme:

“Presa em um convento na Romênia, uma freira comete suicídio. Para investigar o caso, o Vaticano envia um padre atormentado e uma noviça prestes a se tornar freira. Arriscando suas vidas, a fé e até suas almas, os dois descobrem um segredo profano e se confrontam com uma força do mal que toma a forma de uma freira demoníaca e transforma o convento num campo de batalha.”

Ah, antes de qualquer coisa, só um aviso rápido: como esse filme é um spin-off, durante a matéria podem ter spoilers do filme Invocação do Mal 2. Aviso dado, bora começar!

Bom, como eu disse na introdução dessa matéria, A Freira faz parte da saga de filmes de Invocação do Mal. Pra quem não conhece, Invocação do Mal foi o primeiro filme da saga lançado em 2013 e foi um sucesso enorme que acabou gerando brechas para outros filmes como Anabelle (2014), Invocação do Mal 2 (2016), Anabelle 2: A Criação do Mal (2017) e agora, o mais recente filme lançado, A Freira. Mas a saga está longe de acabar (ainda bem!!!) pois já tem 3 filmes no forninho e eu já estou super ansiosa por eles: Anabelle 3, O Homem Torto e Invocação do Mal 3, todos com previsão de estreia para 2019 (JÁ QUERO!!!).

E assim, nas mãos do diretor Corin Hardy, A Freira mal estreou e já é um sucesso de venda de bilheteria. Só no fim de semana de estreia o filme rendeu US$ 53,5 milhões nos Estados Unidos e no mundo já ultrapassou a barreira dos US$ 131 milhões tornando-se o filme de maior bilheteria da franquia, segundo o site AdoroCinema. E não é pra menos! O filme é muito bom mesmo e merece todo esse sucesso.

Eu confesso que eu sou muito medrosa pra filmes de terror, mas eu adoro assistir. Faz sentido? Não! Se entender, me explica! Kkkkk. Por conta desse medo, acabo não assistindo muitos filmes desse gênero que tenho vontade, mas não é o caso da franquia de Invocação do Mal. Mesmo com o coração parando a cada susto, eu não deixo de assistir a nenhum dos filmes porque eu realmente amo essa franquia e recomendo a todos que queiram assistir a um bom filme de terror baseado em fatos reais – que é pra acabar de vez com a minha capacidade de dormir no escuro por, no mínimo, duas semanas depois de assistir a cada filme rs.

Bom, o filme começa com algumas cenas do filme Invocação do Mal 2, onde nossa conhecida Lorraine Warren (Vera Farmiga) diz para seu marido, Ed Warren (Patrick Wilson), que ela teve uma premonição da morte dele. Conta também que, a Freira que ele pintou é um demônio real, um espírito maligno que também apareceu nas visões dela. Essas cenas, para quem não sabia ainda, já explica qual é o demônio que terá a história contada no filme que está começando. Mesmo se você não assistiu ao filme Invocação do Mal 2, você consegue assistir A Freira sem problema nenhum. Essas primeiras cenas te situam na história, mas com certeza despertará a curiosidade para os outros filmes da franquia.

Depois, já estamos numa cena onde duas freiras estão andando apressadas por um corredor e, quando chegam ao final desse corredor, encontram uma porta que tem uma frase escrita: “Deus acaba aqui”. A freira mais nova, está claramente muito assustada e não tem certeza se quer fazer o que elas foram fazer lá. A freira mais velha, diz que é o único jeito e que a outra tem que ter fé. Ao abrir a porta, a freira mais velha entra e a freira mais nova ajoelha e começa a rezar (e nós também! Já dá pra sentir que algo ruim vai acontecer).

Logo conseguimos ouvir aqueles barulhos horríveis de filme de terror. Pouco tempo depois, a freira mais velha aparece com o rosto e as mãos cheios de sangue e entrega a freira mais nova uma chave dizendo que a outra não pode deixar o mal possuí-la e em seguida é sugada através da porta. A freira mais nova começa a correr (e a gente já tá suando) e quando chega no outro cômodo em que tem uma janela, ela amarra uma corda no pescoço e pula, se matando.

Quando o Vaticano fica sabendo do suicídio da freira, mandam o Padre Burke (Demian Bichir) e a noviça Irmã Irene (Taissa Farmiga) para investigar o que está acontecendo no convento. A Irmã Irene, mesmo que ainda não tenha feito seus votos e se tornado freira, foi escolhida pelo Bispo com uma desculpa de que ela conhecia bem a região. Porém, ela nunca visitou a Romênia na vida, então logo, eles chegam a conclusão de que o Vaticano a recomendou por conta das visões que ela tem desde criança. Já o Padre Burke, é recomendado pois ele trabalha para a Igreja como um “caça milagres”. Ficou subentendido que isso quer dizer que ele geralmente vai investigar casos para a Igreja que envolvem alguma força sobrenatural e ele os exorciza. Um dos casos que ele investigou no passado, inclusive, aparece durante o filme para atormentá-lo.

Outro personagem importante na trama é o Frenchie (Jonas Bloquet). Foi ele quem encontrou a freira que se suicidou, quando foi fazer a entrega de comida na abadia e isso causa nele pesadelos horríveis. Quando o Padre Burke e a Irmã Irene chegam até a vila perto do convento, é o Frenchie que os leva até lá e sofre dos terrores daquele local junto com eles rs. No final, temos a explicação de quem é o Frenchie na fila do pão e a ligação dele com outro filme da franquia.

O ambiente do convento nos anos 50 deixa tudo mais sombrio, o que faz o filme ficar muito mais gótico e eletrizante. O convento no meio do nada, as freiras com aqueles hábitos negros, a iluminação da época, as orações…tudo nos deixa com o coração acelerado e na expectativa do próximo susto. Mas ainda assim, temos alguns momentos um pouco cômicos que vai nos ajudar a abrandar o coração enquanto o demônio em questão não aparece.

Enfim, eu adorei esse filme. Assim como os outros filmes da franquia, a narrativa e a alta qualidade técnica do filme nos faz ficar vidrados na tela sem conseguir parar de ver, mesmo sabendo que vai sofrer as consequências depois, na hora de dormir. É daqueles filmes que a gente se esconde por trás das mãos, mas deixa os dedos abertos pra conseguir ver o que vai acontecer mesmo assim. O legal é que, como nós já sabemos qual é o mal que cerca toda a história, nós acabamos ficando esperando apenas as aparições e aprendendo mais sobre os personagens em si, sem ter que ficar adivinhando o mal que está por trás de toda aquela desgraça.

O que eu mais gosto dos spin-offs da vida é que tudo tem uma ligação com outros filmes e com A Freira não foi diferente. Esse filme traz muitas respostas para as perguntas que ficaram em aberto no filme Invocação do Mal 2. Afinal, de onde veio esse tal demônio Valak que tacou o terror em Lorraine e causou tudo que causou durante o filme anterior? Ficamos todos curiosos e, agora, temos nossas respostas. No final do filme, temos mais um trecho de Invocação do Mal 2, que nos deixa situados onde exatamente um filme se conecta com o outro.

A atuação da Taissa Farmiga, pra mim, foi incrível. Ela me lembra muito a Vera, acredito que seja por serem irmãs e durante o filme fiquei me questionando se as personagens também teriam alguma ligação (mas não tem, foi só ilusão minha mesmo rs). A dinâmica dela com Demian foi muito bem feita que, somada com a direção de Hardy, fez esse filme tão esperado atender às minhas expectativas.

a freira filme.jpg

Enfim, eu indico o filme A Freira a todos que adoram um bom filme de terror, que mesmo sendo um spin-off de uma saga muito famosa como Invocação do Mal, mantém a qualidade e a essência de toda a franquia.

14 comentários em “Crítica Cinematográfica: ‘A Freira’

  1. Eu escutei meus amigos falarem que o filme é péssimo, não tem quase nada que assuste, mas eu tenho que presenciar o fato para tirar minhas conclusões, então irei assistir primeiro, pois eu gostei muito de Invocação do mal 1 e 2, portanto a Freira terá grandes chances de me agradar também.

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    1. Acredito que vai de gosto mesmo. Mas os gritos na sessão que eu estava dizem o contrário quanto ao “não tem quase nada que assuste” rs. Mas é sempre bom tirar suas próprias conclusões. Bom filme!

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  2. Vou admitir que não sou muito fã de filmes de terror.
    Porém esses filmes de terror que estão lançando hoje ta ficando melhorzinho…ainda mais com essas continuações bem próximas uma das outras, que já deixa aquela expectativa e aquele gostinho de quero mais kkk…
    E vamos combinar que com essa resenha fica mais fácil gostar ne, muito boa com as palavras!
    Ótimo post!

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  3. Eu tenho visto algumas críticas negativas à esse filme, confesso que até me desmotivaram pra assistir. Mas a sua está tão entusiasmada e positiva que aguçou minha curiosidade novamente. Acho que vou dar uma chance à Freira, gosto de filmes nesse estilo.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Eu também vi algumas críticas negativas e não entendi bem por que rs. Fiquei me perguntando se assisti ao filme certo kkkk
      Depois me conta o que achou 😉

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  4. Oi Letícia, tudo bem?

    Quando no início do texto você mandou pegar o terço, a água benta e o sal grosso, eu já estava completamente arrepiada. Não faço o tipo de pessoa que assiste a filmes de terror, sou muito medrosa. Assisti o Invocação do Mal 1 e passei aquela vergonha básica no meio das pessoas rs
    Ao ler a sua crítica de A Freira, consegui me arrepiar em vários momentos, mas fiquei com vontade de assistir. Gosto quando eles conseguem interligar os filmes das franquias e dar respostas para algumas perguntas que ficaram em aberto. Esse cenário de convento dos anos 50 no meio do nada, deve ser realmente assustador. Adorei sua crítica!

    Beijos!

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  5. Olá,
    Estou doida pra assistir ao filme, ainda não consegui ir aos cinemas, mas adorei sua resenha, estou mais afim ainda ir ver. Eu não gosto muito de assistir, porque acabo rindo em muitos partes.
    Mas adorei a resenha espero, assistir logo.
    Bjs

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  6. Obrigada por compartilhar a sinopse. Outro dos meus filmes favoritos de terror no ano passado foi Nunca Diga Seu Nome. A verdade faz muito tempo que não via um filme com uma história tão boa quanto essa, o que mais eu gostei foi da grande escolha de elenco especialmente Douglas Smith. Você viu? Mais que filme de terror , Nunca Diga Seu Nome é de suspense, todo o tempo tem a sua atenção e você fica preso no sofá. Realmente vale a pena todo o trabalho que a produção fez, cada detalhe faz que seja um grande filme. Recomendo se gosta dos filmes de terror.

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