A Hora do Chá: ‘Uma Proposta e Nada Mais – Mary Balogh’

Oi gente!! Hoje é dia de apresentar O Clube dos Sobreviventes, uma das séries da autora Mary Balogh, que vem sendo publicada no Brasil pela Editora Arqueiro. O livro Uma Proposta e Nada Mais foi lançado em março e eu trouxe essa história para a coluna, primeiro porque é ótima e porque o segundo livro da série, Um Acordo e Nada Mais, acabou de sair. Enfim, vem conhecer essa história, mas antes confiram a sinopse…

“Após ter tido sua cota de sofrimentos na vida, a jovem viúva Gwendoline, lady Muir, estava mais que satisfeita com sua rotina tranquila, e sempre resistiu a se casar novamente. Agora, porém, passou a se sentir solitária e inquieta, e considera a ideia de arranjar um marido calmo, refinado e que não espere muito dela. Ao conhecer Hugo Emes, o lorde Trentham, logo vê que ele não é nada disso. Grosseirão e carrancudo, Hugo é um cavalheiro apenas no nome: ganhou seu título em reconhecimento a feitos na guerra. Após a morte do pai, um rico negociante, ele se vê responsável pelo bem-estar da madrasta e da meia-irmã, e decide arranjar uma esposa para tornar essa nova fase menos penosa. Hugo a princípio não quer cortejar Gwen, pois a julga uma típica aristocrata mimada. Mas logo se torna incapaz de resistir a seu jeito inocente e sincero, sua risada contagiante, seu rosto adorável. Ela, por sua vez, começa a experimentar com ele sensações que jamais imaginava sentir novamente. E a cada beijo e cada carícia, Hugo a conquista mais – com seu desejo, seu amor e a promessa de fazê-la feliz para sempre.”

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Em Uma Proposta e Nada Mais vamos conhecer a história de Hugo Emes, o Lord Trentham. Apesar do título e da riqueza herdada de seu pai, Hugo se orgulha muito de sua origem humilde e segue a vida com simplicidade e sem esbanjar como outros lords da corte. Hugo é tão rústico que quase nunca aparece pela corte e prefere viver em sua casa de campo longe de todo o desconforto que sempre sente nos bailes da classe alta.  Hugo tem uma meia-irmã, Constance, que está em idade de ser apresentada, então logo ele terá que partir para a corte para a temporada. Só que Hugo acredita que a irmã não deveria se prender apenas aos cavalheiros da sociedade, mas deveria olhar para os homens que cresceram na mesma região que ela. Ele sabe que precisa apresentar Constance, mas não tem ideia de como fazer isso. É então que surge a ideia dele mesmo se casar. Se ele se casar com uma dama, ela poderia facilmente apresentar Constance.

Com essa ideia em mente, Hugo parte para a viagem que faz todos os anos desde que voltou das Guerras Napoleônicas, perdendo seus trezentos homens e recebendo o título de Lord Trentham como recompensa pelo seu heroísmo. Quando estava se recuperando de seus ferimentos, ele conheceu George Crabbe, Duque de Stanbrook, que estava recebendo feridos em sua propriedade, a Penderris Hall. O local recebeu cinco ex-oficiais além do duque, que não tinha ido a guerra, mas tinha perdido o filho numa das batalhas. A sétima integrante não era oficial e nem mesmo um homem, ela era a viúva de um oficial. Juntos, eles se ajudaram a recuperar as marcas da guerra e desde então se encontravam uma vez ao ano para manter a amizade sempre viva e assim nasceu O Clube dos Sobreviventes.

“Sofremos neste lugar. Nós nos curamos neste lugar. Desnudamos nossas almas uns para os outros. Deixar esta casa foi uma das coisas mais difíceis que fizemos. Mas era necessário para que nossas vidas voltassem a ter sentido. Uma vez por ano, porém, voltamos para recuperar nossa integridade ou para nos fortalecermos com a ilusão de que estamos inteiros.”

É em Penderris Hall que Hugo acaba conhecendo Gwendoline Grayson, lady Muir, viúva de Lord Muir. Gwen está visitando sua amiga, Vera, que acabara de enviuvar. Foi uma viagem impulsiva, mas Gwen achou necessário ir fazer companhia a amiga. Só que naquele dia em especial, Gwen estava muito irritada com a amiga e achava melhor se distanciar, por isso foi fazer uma caminhada e ficar cada vez mais distante de Vera. Foi assim que ela foi parar nas terras de Penderris Hall. Ela estava voltando para o vilarejo quando escorregou e torceu o pé. Entrando em pânico ela se pergunta como poderia voltar para a casa de Vera se ela nem sabe onde ela está. Quando Gwen está determinada a levantar e caminhar, Hugo surge para ajudá-la.

Gwen é recebida em Penderris Hall e logo percebe que o duque está recebendo convidados. Ela pede para voltar para a casa de Vera, mas Hugo acha melhor mantê-la ali. Gwen inicialmente não quer aceitar, mas todos logo se mostram gentis a ter mais um membro no clube. Gwen é a jovem viúva de um lord, então está acostumada a está entre pessoas da sociedade. Hugo se sente atraído por tudo que diz respeito à ela, mas não acredita num casamento entre eles já que ele quer uma esposa mais humilde. Então em vários momentos ele é grosseiro com ela para mantê-la afastada dele. Aos poucos, eles se aproximam, mas eles são muito diferentes. Gwen é amável e até mesmo delicada enquanto Hugo é simples e rústico. Mas nada impede que eles tenham um caso enquanto ambos estão na mansão do duque, certo?

“Todos nós precisamos ser amados, Gwendoline, de uma forma plena e incondicional. Mesmo quando carregamos o fardo da culpa e acreditamos não merecer amor. A verdade é que ninguém merece. Não sou religioso, mas acredito que é disso que tratam as religiões. Ninguém merece, mas ao mesmo tempo, todos nós somos dignos de amor.”

Mary Balogh criou um grupo inusitado, mas que são amigos que se conheceram no momento de dor e que hoje sabem que a amizade entre eles é importante. Eu amo o clube e seus integrantes e ainda mais por saber que a autora vai trazer mais dos personagens nos próximos livros. Exemplo disso é neste segundo volume onde temos Vincent Hunt, lord Darleigh, como protagonista e eu já estou eufórica por ele, pois Vince já tem muito da minha atenção desde esse livro. Além do clube, a autora teceu uma trama envolvente e personagens apaixonantes. É impossível não querer saber mais sobre cada integrante do clube assim como sobre a família de Gwen.

Nossos protagonistas são duas pessoas diferentes e até mesmo um casal improvável, mas amei que Gwen não se curvou aos comentários e decidida começou a cortejar Hugo. Ele era uma verdadeira ‘celebridade’ na sociedade londrina desde que sua história de heroísmo ficou conhecida. Ele odiava essa atenção, mas se essa versão dele rendesse um bom casamento para sua irmã e até mesmo que ele conseguisse conquistar Gwen, então ele aceitaria estar na sociedade por elas. Devido a história de dor não só de Hugo, mas de Gwen também, o livro se torna uma história de cura e segundas chances. Uma segunda chance para uma jovem viúva que já não queria se casar mais. Uma segunda chance para um homem que sofreu tanto e que tinha decidido não se casar.

Falar da parte gráfica de Uma Proposta e Nada Mais é fácil, pois já começamos com essa capa maravilhosa. A diagramação é bem simples, com fonte e espaçamento confortáveis para a leitura. Para quem gosta de ebook, a história também está disponível nessa versão lá na Amazon. A narrativa é feita em terceira pessoa. A série já tem dois livros lançados e o terceiro já tem capa, sinopse e data de lançamento confirmada. A autora é conhecida no Brasil pela série Os Bedwyns e pelo o que fiquei sabendo há uma personagem neste livro que apareceu nessa outra série. Isso só nos dá um ânimo a mais para ler tudo da autora né?

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Não espere por um tórrido romance, pois essa história é muito mais do que isso. A autora tomou bastante cuidado nas cenas do casal já que o foco seria a construção da confiança e também o processo de cura de ambos. É lindo ver os dois se apaixonando e tentando curar sua feridas antigas para que pudessem seguir em frente. Não é nada estamos perdidamente apaixonados, eles vão se conhecendo e lentamente desenvolvendo a relação deles. Além disso, a autora também constrói lindamente as histórias de cada personagem secundário e vai nos deixando apaixonados por todos.

Recomendo o livro para quem gosta de um romance mais maduro. Gwen é divertida apesar de sua história de vida. O antigo Hugo carrancudo aos poucos vai sorrindo mais. Além disso temos bailes, chás e um romance lindo entre esses dois. Foi minha primeira experiência com os livros da Mary Balogh e eu confesso que gostei bastante. Não teve nada que eu realmente desgostasse, então dou minhas 5 Angélicas com muito gosto e já convido vocês a voltarem para o chá da próxima semana.  CLASSIFICAÇÃO 5 ANGÉLICAS

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10 comentários em “A Hora do Chá: ‘Uma Proposta e Nada Mais – Mary Balogh’

  1. Acho essa capa tão elegante. E a história parece ser tão intensa e emocionante, que prende o leitor até o último momento. Estou curioso pela trama e irei ler. Anotada a dica!!!

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  2. Olá Adriana, tudo bem?

    Já tinha visto muito a capa desse livro nas redes sociais, mas não conhecia a história. Inicialmente já gostei do fato do Hugo ser rústico e simples, é diferente de como normalmente são os personagens de romance de época, que em sua parte são libertinos que acabam mudando. O fato dela começar a cortejar ele, já me faz adorá-la. Com certeza é o tipo de livro que leria e já vou colocar na minha lista. Adoro personagens secundários bem trabalhados e que ganham suas próprias histórias. Amei a sua resenha!

    beijos!

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  3. Oi Dri,
    Antes de qualquer coisa, essa capa e essas fotos são muito incríveis affff…já quero na minha estante!!!
    E sinceramente, vou parar de ler suas resenhas dessa coluna kkkk. Tenho tanto livro pra ler e a cada resenha, eu acrescento mais livros na lista kkkk
    Já gostei da Gwen só nesse fato de que ela decide cortejar o Hugo e vai lá, faz e acontece rs. E esse amor construído aos poucos entre os dois, só me fez ter mais curiosidade pela história. Já quero!!!! ❤

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  4. Realmente a capa é muito bonita e dá o tom do livro. Confesso que o Clube dos Sobreviventes me chamou muito a atenção, a ideia de próximas publicações trazendo as histórias desses personagens foi genial, devem ser muito comoventes. Todo o enredo desse livro é belo, o amor que cura, a mocinha que toma a iniciativa, o mocinho de índole simples, tudo me agrada demais! Vai pra minha lista 🙂

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  5. Oiii,
    Eu adorei sua resenha, já li o livro e achei bem fofinho. Não tem grandes reviravoltas, mas trás um personagem forte e complexo, junto com uma mocinha indecisa. Mas adorei o casal.
    Abraço.

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  6. Logo de cara me chamo atenção a capa, depois o personagem Hugo mesmo herdado um título continuou com os mesmos modos ou em outras palavras simples que não dava muito valor a bailes e por fim acabei me achando interessante e querendo saber bem mais sobre o que fez a viúva aceitar ele como marido e casar novamente

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  7. Olá! Ainda estou engatinhando no mundo dos romances. Minha estréia foi com Persuasão e gostei muito por não ser tudo tão perfeitinho na relação. Este livro que você apresentou um pouco assim. As coisas acontecem aos poucos, sem o arrebatamento incrível do início. Acho melhor acompanhar a história assim, ver as coisas se construindo conforme as circunstâncias.
    Abraços!

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