Crítica Cinematográfica: ‘Tal Pai, Tal Filha (Like Father)’

Oiee pessoas!! Dia dos Pais chegou e pra entrar no clima de comemoração para uns e nostalgia para outros, trago hoje a crítica do filme Tal Pai, Tal Filha (Like Father) que estreou na Netflix agora, dia 03 de agosto. Esse filme é uma comédia romântica produzida pela Lauren Miller Rogen. A história contada no filme é super especial e nos faz pensar sobre nossas atitudes e prioridades, o quanto nós acabamos deixando passar experiências e oportunidades maravilhosas de se aproveitar com quem nós amamos, por coisas que no fim, podem não valer a pena. Mas antes de mais nada, confere a sinopse e o trailer do filme:

“Depois de ser abandonada no altar pelo noivo, uma jovem mulher workaholic (Kristen Bell) decide continuar com a sua lua de mel ao lado do pai (Kelsey Grammer), que no passado negligenciou a família para investir na sua carreira promissora. Durante a viagem em um cruzeiro luxuoso, os dois terão a oportunidade de melhorar a desgastada relação que compartilham.”

O filme começa com Rachel (Kristen Bell) vestida de noiva, prestes a entrar na Igreja, mas ela não está como normalmente uma noiva estaria nesse momento especial. Ela está numa ligação no celular, com uma possível nova cliente. E logo depois, ela engaja em outra ligação pra alguém do escritório em que trabalha para que tudo corra bem por lá, enquanto ela está fora. Como vocês podem ver, ela está preocupada com tudo, menos com o casamento dela. A marcha nupcial está tocando, é hora de ela entrar e ela não sai do celular. Até que a fotógrafa vem chamá-la. Sem ter onde colocar o celular pra não entrar com ele na mão, Rachel acaba colocando-o dentro do buquê e começa a entrar na sua cerimônia de casamento.

Na hora de ela dar as mãos para o noivo, Owen (Jon Foster), ela vai entregar o buquê para a sua dama de honra, e aí o celular dela cai. E isso parecer ser a gota d’água para o noivo dela. Ele diz que não aguenta mais isso, que eles já tinham discutido aquilo várias vezes e que pra ele já chega. Nem no dia do casamento deles, ela conseguia largar o celular e parar de trabalhar, e ele não quer iniciar um casamento com ela, daquela forma.

Nesse momento, um dos convidados se levanta, tentando sair de fininho e acaba derrubando a cadeira e fazendo um barulhão no silêncio que reina naquele momento. Ao olhar pro lugar onde vem o barulho, Rachel leva um susto ao perceber que a pessoa que se levantou é ninguém menos que o seu pai. Chocada, ela vai embora querendo distância tanto do pai, que a abandonou quando criança, quanto do noivo, que a abandonava naquele momento.

Harry (Kelsey Grammer) desapareceu da vida da Rachel quando ela tinha apenas 5 anos de idade, e agora, 26 anos depois, veio ao casamento da filha pra tentar uma reaproximação tardia, considerando que naquele dia, por ser o “melhor dia” da vida dela, ela poderia estar mais aberta a uma reconstrução do relacionamento deles. Porém, quando percebeu o que estava acontecendo, imaginou que ele seria a última pessoa que ela gostaria de ver naquele momento, por isso, decidiu sair antes que ela o visse (o que não deu muito certo rs).

No dia seguinte, Rachel vai pro trabalho como se nada tivesse acontecido. Mesmo tendo os dias de férias que ela pegou para a lua de mel, ela prefere voltar ao trabalho normalmente. Mas algo (claro) aconteceu e quando ela liga o computador e vê a foto dela e do noivo como protetor de tela, surta e quebra tudo que vê pela frente. Mais tarde, no seu apartamento, ela recebe novamente aquela visita inesperada: Harry, seu pai. Ele diz que estava por perto e que, por conta de tudo que aconteceu no casamento, queria saber como ela estava e se ela não queria apenas sair pra beber com ele, sem que eles precisassem conversar, se ela não quisesse. Ela aceita, eles passam a noite enchendo a cara e no dia seguinte quando ela acorda, eles estão no Cruzeiro luxuoso que ela e o noivo tinham reservado para a lua de mel.

“- Eu não vi nenhuma mala.
– A gente não trouxe. Pelo que eu me lembro, você insistiu que essas roupas iam dar. Parecia fazer sentido na hora.”

E então o filme se desenrola nessa loucura que é a Rachel estar num cruzeiro que ela não queria estar, onde tudo lembra amor e casais apaixonados, acompanhada por um pai que a abandonou quando criança e que ela (aparentemente) não quer nada com ele. Acrescentamos a isso, um grupo excêntrico de “acompanhantes de mesa” que fazem de tudo para que eles aproveitem ao máximo o cruzeiro, mesmo não sendo o que eles planejavam.

Nesse grupo de amigos, temos um casal homossexual que estão na fila de adoção e esperando ansiosamente para serem pais. Um deles é terapeuta e se esforça muito para que a relação pai e filha se restabeleça, apesar de toda a merda do passado. Além deles, temos um casal em lua de mel e um casal de idosos que estão comemorando 50 anos de casamento, que é uma fofura que só.

“… eu quero te dar a minha opinião profissional de graça: você fez merda. Você fodeu com ela. Você fodeu com tudo. Tá tudo fodido. Então, o que fazer? É culpa sua.”

Durante o cruzeiro dá uma vontade grande de dar na cara da Rachel kkk. Não porque ela é casca dura com o pai, acredito que ele mereça isso por tê-la abandonado quando criança e por todo o trauma que ele deixou no coração dela. Mas porque ela é obcecada pelo trabalho e deixa todo o resto de lado. Ela tá num cruzeiro maravilhoso, podendo ter experiências incríveis e ela não sai do celular. Dá vontade de tacar o celular dela no oceano. E o mais engraçado é que ela só acorda pra vida quando alguém me ouve e faz algo desse tipo kkkkk.

E por mais irônico que seja, ela é exatamente igual ao pai. Por mais que, agora, depois de uma parte difícil da vida dele, ele esteja querendo se reaproximar dela por perceber o quanto ter alguém ao seu lado é importante, podemos ver que antes desse “insight”, ele era exatamente igual a ela, e saber disso acaba fazendo com que Rachel o entenda.

Esse filme me deixou pensativa quanto aos clichês da vida e me fez lembrar de uma frase que eu li em algum lugar: “Os clichês existem porque são verdade”. E isso é um fato! Um pai abandonar um filho, é clichê. Um pai querer voltar depois de muito tempo perdido e querer se reaproximar do filho, é clichê. Um filhx ser traumatizado pelo abandono do pai e esse trauma prejudicar sua vida de alguma forma, é clichê. Pessoas que vivem com a cabeça enterrada no celular, sem olhar a sua volta e aproveitar o momento, é um clichê atual, mas ainda um clichê. E tudo isso é a realidade de muitas pessoas, infelizmente.

“- Eu não queria acabar sozinha (…)
– O medo da solidão é uma coisa muito forte.”

Então posso dizer com toda a certeza que esse filme é um “clichêzão” gigante e imenso, mas que me fez ficar emocionada muitas vezes, porque eu gostaria muito de poder viver o clichê que é ter tempo para perdoar um pai por todo o trauma que ele causou e poder viver feliz para sempre com ele ao meu lado. E eu não vou acrescentar mais um clichê aqui do tipo: “aproveite enquanto ainda tem pai”. Cada um sabe o relacionamento que tem com seu pai e, infelizmente, com muitas pessoas, não é um bom relacionamento.

Mas o mais legal desse filme é que ele passa a mensagem de que, por pior que tenha sido o passado, você sempre pode melhorar o seu futuro, tomando uma atitude no presente. Seja tomando coragem pra pedir perdão a alguém, seja melhorando seu relacionamento com as pessoas ao seu redor, seja dando valor ao momento, às pequenas coisas vida e blá blá blá… mais clichês kkkk. Mas eu amo clichês, fazer o que? Me fazem refletir rs. E eu não podia encerrar essa crítica de outra forma além desse clichê horrível e verdadeiro que é falado no filme:

“Ontem é o passado, amanhã é o futuro e o hoje é um dádiva, por isso é chamado de presente.”

Netflix-Kelsey-Grammer-Like-Father

E aí? Já assistiu esse lançamento da Netflix? Pretende assistir? Me conta tudo aqui nos comentários e um Feliz Dia dos Pais.

11 comentários em “Crítica Cinematográfica: ‘Tal Pai, Tal Filha (Like Father)’

  1. Eiita, ótima dica pro dia dos pais, ein… Tá na minha lista.
    Gostei muito da resenha; de verdade, os clichês infelizmente acontecem! Estão por toda parte hahaha É difícil pq às vezes você pode estar querendo _sair_ de um clichê para desfrutar uma certa liberdade e acabar _incorrendo_ em outro… Mas isso são filosofias rs
    Grande abraço

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  2. Nunca é tarde pra perdoar e tentar dar um rumo diferente pra vida. Gostei dessa ideia central do filme, pretendo assistir sim até porque produções que abordam relacionamentos entre pai e fihos sempre me emocionam. E quando bem inseridos na trama clichês podem ser muito agradáveis.

    Curtido por 1 pessoa

  3. Não cresci com o meu pai e confesso que hoje eu tenho um pouco de ressentimento.É díficil tudo isso,pois eu era muito apegado a ele quando criança e hoje,nós nem conversamos tanto.Acredito que futuramente,tentaremos algum tipo de aproximação..assim como no filme.

    Curtido por 1 pessoa

  4. Olá
    Parece ser um filme muito divertido, estilo sessão da tarde. E realmente parece uma coleção de clichês, só que funciona pois toca nosso coração, e é difícil quem não carrega pelo menos um em suas vidas.

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  5. Ainda não assisti, mas depois dessa sua crítica( eu fiquei com vontade de dar na cara dela só de ler!kkkk) vou tentar arranjar um tempinho para isso! Parece mesmo ser aquele tipo de filme clichê da sessão da tarde que a gente adora! Bjss

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  6. Eu assisti este filme 😍
    Muito bommmmm! Mostra a relação real entre pai e filha, que não é só rosas, e que eles se amam acima de tudo!
    Adorei o post!
    Bjs

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