Resenha: ‘Pertinácia – Sue Hecker’

Oiêêê pessoas! Como vocês estão nessa segundinha básica? Hoje trouxe pra vocês o livro Pertinácia da Sue Hecker, publicado pela nossa super parceira, Editora Harlequin. Esse é o quinto livro da série Mosaico, mas as histórias são independentes, então não é necessário ler os livros anteriores pra entender essa, ok? Mas acredito que valha muito a pena conhecer o trabalho dessa autora incrível que eu tive o prazer de conhecer por esse livro. Bom, chega de conversa e bora pra sinopse:

“A vida de Rafaela nunca foi fácil. Da infância passada em um orfanato à mudança para São Paulo, ela sempre teve que superar diversos obstáculos que surgiam em seu caminho. Quando tudo parecia entrar nos trilhos e a jovem enfermeira pensava ter encontrado o amor, um erro lhe tirou tudo, e ela não sabe como recomeçar. É exatamente em seu momento mais frágil que Rafaela conhece Jonas, um advogado confiante, sexy e vaidoso, que parece determinado a seduzi-la. Mas, depois de uma grande desilusão, Rafaela não quer ceder à atração que sente por Jonas e correr o risco de se machucar de novo. Será que essa jovem inocente e pertinaz conseguirá resistir aos encantos de um homem experiente? Pertinácia é uma história sobre conquista: de confiança, de objetivos e, especialmente, de amor.”

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O livro começa com uma Rafaela Faria desesperada porque perdeu o emprego. Ela era enfermeira da Vitória, uma criança que tem anencefalia e, por uma sacanagem do destino, acabou apaixonada por Marco, pai de Vitória e seu chefe. O motivo da sua demissão foi o pior dos motivos imagináveis: ao seguir um conselho da ex-mulher de Marco, Rafaela foi tentar seduzi-lo se despindo pra ele e dizendo que queria perder a virgindade com o amor da vida dela (no caso, ele). Imaginem a cena!!! (Chocada estou até agora).

O pior de tudo é que ela acabou perdendo um emprego que ela amava. Vitória é uma criança muito importante na vida da Rafaela. Por conta da anencefalia, Vitória precisa de assistência 24h por dia e Rafaela era uma das enfermeiras que cuidavam dela.  Dá pra perceber o amor e o carinho que ela desenvolveu pela Vitória e, mesmo não aparecendo no livro a interação das duas, dá um aperto no coração na hora da despedida.

Uma semana depois de ser demitida, Rafaela vai até o escritório do advogado do Dr. Marco para acertar a sua rescisão. Ela está muito nervosa e não melhora em nada perceber que o advogado do ex-chefe dela é o maior gato da história. O doutor Jonas Pamplona é um advogado muito sexy que tira o fôlego dela (e o nosso também). O mais engraçado é que ela só comete gafe atrás de gafe. O Jonas dá a entender que ele sabia o motivo da demissão dela, aí ela vai, por puro nervosismo e conta todos os detalhes (que ele não sabia); tira conclusões precipitadas do que ele diz, não presta atenção em nada do que ele explica por ela estar hipnotizada pelo perfume dele. Enfim, é muito engraçado. A risada da desgraça alheia está garantida.

Quando eles vão se despedir, Jonas pede o número dela e diz que ele tem conhecimento de uma vaga de emprego na qual ela poderia se encaixar. Acontece que a irmã dele está grávida do segundo filho e é uma gravidez de risco; além disso, o sobrinho dele, Gui, tem leucemia e precisa de constantes cuidados e com a gravidez de risco da irmã, está cada vez mais difícil dar conta de tudo sozinha, já que o marido dela tem um trabalho que o mantém viajando na maior parte dos dias. Por isso, ele acha que seria uma boa ideia, com todas as recomendações que o Marco deu da Rafaela, apesar do motivo da demissão, que ela seria uma boa opção para ajudar sua irmã.

Assim, Jonas vai pra um bar conversar com seu cunhado sobre como eles poderiam convencer, Eliana, irmã do Jonas, a aceitar ajuda e, nesse bar, está ninguém menos que a própria Rafaela tomando o primeiro porre da sua vida. Aparentemente, todas as primeiras vezes dela têm que ser constrangedoras porque quando Jonas chega pra conversar com ela, ela logo chama o Hugo todo em cima dele. No dia seguinte a esse porre,  as gargalhadas estão garantidas porque, por mais que Rafaela não se lembre de muita coisa da noite anterior, Jonas e a mulher do zelador do prédio onde ela mora, estão lá pra lembra-la de tudo que aconteceu rs.

Através de mensagens pelo celular, Jonas marca uma entrevista da Rafaela com a irmã dele, mas mesmo claramente precisando de ajuda, Eliana não liga de volta pra admitir a Rafaela como enfermeira do filho. Mas acaba que isso não está mais nas mãos dela pois, alguns dias depois, ela passa mal e fica internada no hospital. Jonas, que acaba ficando com Gui enquanto a Eliana está internada, já logo vai atrás da Rafaela pra que ela o ajude a cuidar do menino até a irmã dele melhorar. 

E é aí que as coisas começam a esquentar rs. MESMO. MUITO! Peguem um ventilador antes de começarem essa leitura, meus amores! Porque a Rafaela vai ficar na casa do Jonas cuidando do Gui, e mesmo quando a irmã dele tem alta, eles fingem que estão namorando para que a Eliana aceite contratar a Rafaela para ajuda-la, e a química entre os dois fica perto de entrar em combustão rsrs.

Jonas tem um fetiche muito interessante e, um pouco assustador, de voyeurismo. Sinceramente, pra mim, existe uma linha tênue entre o fetiche saudável (com consentimento) e o fetiche de tarado. Confesso que fiquei com medo de a autora acabar apresentando pra nós um protagonista tarado que gosta de ficar observando mulheres sem elas nem saberem o que está acontecendo. Mas graças ao bom Deus das Leitoras Compulsivas de Livros HOT, a autora nos apresentou o fetiche saudável rs. Em vários momentos do livro, percebi o cuidado da Sue em esclarecer o consentimento em todos os momentos que Jonas fala do seu fetiche e isso me deixou mais confortável durante a leitura.

“Eu gosto de ver o que os olhos dizem, aquilo que o corpo fala, aquilo que muda constantemente, sem perder a sua essência, única.”

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E ai, esse Jonas …. (suspiros, suspiros, suspiros) … ele é aquele protagonista tudo de bom. Ele é um advogado excelente, é inteligente, amoroso e super atencioso com a família. Podemos ver o quanto ele ama e faz tudo que pode pra proteger e cuidar da Eliana e dos sobrinhos… ai, um baita de um “TDBzão”. Fora o cuidado que ele tem de deixar a Rafaela a vontade e livre pra decidir a melhor forma do relacionamento deles, considerando todo o passado dela.

Já a Rafaela tem uma força inimaginável. Ela cresceu num orfanato, não tem ninguém fixo na sua vida além de seu paciente da vez e o casal de zeladores do seu prédio, e assim, nós temos uma protagonista muito solitária e que, mesmo assim, não deixa a peteca cair. Mesmo nos seus momentos de melancolia e solidão, ela se mantém firme para enfrentar todos os desafios que a vida insiste em colocar no seu caminho.

“Traí meus princípios para tentar ser feliz. Com a ânsia de amar, passei por cima do que é certo.”

No geral, eu gostei muito da escrita da Sue. Ela deu atenção a todos os personagens da história, não apenas aos protagonistas e isso me fez me envolver com todos os problemas que a Família Pamplona tem que enfrentar. Você se preocupa com a Eliana e fica brava por ela não querer ajuda, mas ao mesmo tempo entende todo o amor e preocupação de mãe que ela tem pelo filho. A gente se preocupa com o Gui e fica triste pelo tratamento que ele, e tantas outras crianças como ele, têm que enfrentar com tão pouco tempo de vida e o quanto isso é injusto, mas você torce e se orgulha dele a cada batalha vencida contra a leucemia.

Um dos assuntos que a Sue aborda é a importância de ser um doador de Medula Óssea e que, mesmo a gente sabendo o quanto isso pode salvar vidas, as vezes acabamos esquecendo e deixando passar o tempo. A própria Rafaela, que é enfermeira, ao falar sobre a importância de fazer o cadastro e mantê-lo atualizado, percebe que ela mesma não é doadora e, na primeira oportunidade, muda isso. Muitas vidas podem ser salvas por um simples cadastro, seguido de uma agulha chata rs. É sempre bom refletir sobre isso e sobre o que nós podemos fazer para ajudar o outro, sem necessariamente ser da nossa família ou do nosso círculo de amigos.

“Quando decidi ser enfermeira, sabia que, ao encontrar um paciente sob a chuva, eu poderia até não conseguir evitar que se molhasse, mas poderia, sem sombra de dúvidas, acompanhá-lo e me molhar junto com ele.”

Nós recebemos o livro de parceria, então eu tive a oportunidade de ler o livro físico e posso dizer que eu gostei bastante da história. Eu, particularmente, não gosto de capa com rosto de pessoas assim tão nítidos, olhando pra mim rs, acho esquisito, não sei bem o porquê. Mas apesar disso, achei a capa bonita e condizente com o que a história traz. A capa é bem envernizada e resistente, que não deixa o livro desprotegido rs. Encontrei alguns erros de revisão, mas que não atrapalharam muito no decorrer da leitura. A diagramação é muito boa, com páginas amareladas e fonte e espaçamento bons para uma leitura confortável.

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Bom, eu recomendo esse livro a todos que estejam a fim de uma leitura HOT, mas com uma história tocante por trás de tudo e, assim, deixo aqui minhas 4 Angélicas pra essa história que nunca mais vai te fazer olhar pra um espelho da mesma maneira. E eu só sei que se um dia eu for mandada embora do meu emprego, eu quero acertar as contas com um advogado igual ao Jonas: que seja lindo, me arrume um novo emprego e ainda por cima me faça entrar numa paixão incrível igual a desse casal. CLASSIFICAÇÃO 4 ANGÉLICAS

14 comentários em “Resenha: ‘Pertinácia – Sue Hecker’

  1. Pelo sei relato parece uma boa opção de leitura. Sou da áea da saude e confesso que qiando leio ou assisto algo nesta temática fico me identificando (ou não) com algumas rotinas e relatos. Kkkk não sei evitar! Kkkkk

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  2. Olá!
    Essa é a segunda resenha que leio a respeito desse livro e cada vez fico mais curiosa a respeito. Eu não sabia que havia uma história incrível por trás, com tantos obstáculos. Já me vejo chorando pela Vitória e pelo Gui… E voyeurismo, é? Vish. Entendo bem sua preocupação com o consentimento, já tive bastante problemas com livros hot por causa disso. Que bom que a autora soube medir a escrita

    Curtido por 1 pessoa

  3. Olá! Não sou muito chegada a romances hot, mas uma coisa que você mencionou e achei interessante foi o fato de a autora introduzir na história temas como doação de medula, crianças com deficiência e a necessidade de se olhar para tido isso e tomar uma atitude para ajudar. Gostei da resenha, ficou bem completa!
    Abraços!

    Curtido por 1 pessoa

  4. Olá!
    Segunda resenha que leio desse livro, mesmo sendo bem elogiado não senti vontade ou curiosidade em conferir essa história, tem um clichê, mas isso não me incomoda, mas não consigo sentir curiosidade entende. Mas para quem gosta de um romance quente, é super válido.

    beijos

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  5. Confesso que prefiro os romances tradicionais, à moda do cortejo, poético, como opção de leitura… Os hots acredito que se tornaram tendência, mais do mesmo, mas que de fato têm tido ppúblico …

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