Resenha ‘Harry Potter e o Enigma do Príncipe – J. K. Rowling’

Oi ooooi gente! Final de mês aqui no Além é sinônimo de Harry Potter! *Pelo menos até agosto haha*. O projeto de releitura já ta acabando e eu já estou ficando arrasada. Se vocês quiserem, podem acessar as resenhas de Pedra Filosofal, Câmara Secreta, Prisioneiro de Azkaban, Cálice de Fogo e Ordem da Fênix. Dessa vez, tentei me controlar para falar do meu livro preferido e seu respectivo filme, que vocês vão saber como me sinto sobre ele rs. Sem mais delongas, vamos a sinopse…

“Harry Potter e o Enigma do Príncipe” dá continuidade à saga do jovem bruxo Harry Potter a partir do ponto onde o livro anterior parou, o momento em que fica provado que o poder de Voldemort e dos Comensais da Morte, seus seguidores, cresce mais a cada dia, em meio à batalha entre o bem e o mal. A onda de terror provocada pelo Lorde das Trevas estaria afetando, até mesmo, o mundo dos trouxas (não-bruxos), e sendo agravada pela ação dos dementadores, criaturas mágicas aterrorizantes que “sugam” a esperança e a felicidade das pessoas.
Harry, que acabou de completar 16 anos, parte rumo ao sexto ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, animado e, ao mesmo tempo, apreensivo com a perspectiva de ter aulas particulares com o professor Dumbledore, o diretor da escola e o bruxo mais respeitado em toda comunidade mágica.
Harry, longe de ser aquele menino magricela que vivia no quarto debaixo da escada na casa dos tios trouxas, é um dos principais nomes entre aqueles que lutam contra Voldemort, e se vê cada vez mais isolado à medida em que os rumores de que ele é O Eleito, o único capaz de derrotar o Lorde das Trevas, se espalham pelo mundo bruxo. Dois atentados contra a vida de estudantes, a certeza de Harry quanto ao envolvimento de Draco Malfoy com os Comensais da Morte e o comportamento de Snape, suspeito como sempre, adicionam ainda mais tensão ao já inquietante período.
Apesar de tudo isso, ele e os amigos são adolescentes típicos: dividem tarefas escolares e dormitórios bagunçados, correm das aulas para os treinos de quadribol, e namoram. Rony e Hermione, os melhores amigos de Harry, se dão conta (finalmente!) da atração que sentem um pelo outro; Harry e Gina, a irmã mais nova de Rony, também.
Muitas peças do intricado quebra-cabeça criado por J. K. Rowling começam a se encaixar, à medida em que a escritora começa a preparar Harry (e os leitores) para o desfecho da série. Informações são reveladas por meio do uso da Penseira, um objeto que permite compartilhar memórias, utilizado por Harry e o professor Dumbledore para viajar no tempo, e por diferentes lugares, em busca de explicações sobre o passado de Voldemort.
O final de “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” é de parar o coração.

LIVRO

O livro começa com um encontro inusitado, entre o Ministro da Magia e o Primeiro Ministro da Inglaterra, deixando claro que o Ministro trouxa sabe da existência do Mundo da Magia e que está sendo revelado os perigos que o mundo dele está correndo, com os ataques do Lorde das Trevas e seus seguidores estão causando.

Já Harry, segue passando parte de suas férias na casa de seus detestáveis tios, mas dessa vez, será Alvo Dubledore que irá buscá-lo. E com uma conversa que ele irá ter com a tia Petúnia, é que iremos entender porque é tão importante que Harry retorne para a casa dos Dursley todo verão, mesmo podendo ir para A Toca. O diretor também foi pegar Harry e levá-lo para conhecer Horácio Slughorn, um ex professor de Hogwarts e que Dumbledore deseja que volte a lecionar e outra coisinha mais.

– Prometa que vai se cuidar… não se meta em confusões…
– Eu sempre me cuido, sra. Weasley. Gosto de levar uma vida tranquila, a senhora me conhece.

Durante o ano letivo, Harry irá passar por novas aulas e professores. Terá aulas particulares com Alvo, Slughorn assumirá a aula de Poções e o Snape, finalmente, realizará seu sonho de ser professor de Defesa Contra Artes das Trevas. E será nas aulas de Poções que o caminho de Harry irá se cruzar com o do Príncipe Mestiço, que vem a ser o ex dono do livro que o menino passará a usar nas aulas e a ganhar um super destaque, com as observações que o dono anterior fazia.

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Mas, o grande destaque do sexto ano de aventuras, são as aulas com o diretor de Hogwarts, onde ele apresenta lembranças a Potter, através da penseira, para que possam montar o quebra cabeça de quem é Lord Voldemort e como podem derrotá-lo de vez. E isso, é uma das melhores partes de toda a história. Desde a Família Gaunt, por parte de mãe, seu período no orfanato e depois em Hogwarts e até quando a magia negra começou a destruí-lo. Cada fragmento dessas lembranças ajudam a entender quem Tom Servolo Riddle se tornou.

– Você tem um poder que Voldemort nunca teve. Você pode…
– Eu sei! – interpôs Harry. – Sou capaz de amar!
– É Harry, você é capaz de amar. O que, considerando tudo o que lhe aconteceu, é um sentimento poderoso e notável. Você ainda é jovem demais, Harry, para compreender a pessoa extraordinária que você é.

Em paralelo a isso, Harry anda cismado de que Draco Malfoy se tornou um Comensal da Morte e tenta a todo custo descobrir o que ele está planejando, mesmo que não tenha muitas provas e quase leva Rony e Hermione a loucura com as constantes acusações. Mas, coisas estranhas de fato vem acontecendo, como pessoas sendo envenenadas de diferentes formas.

E a vida dessa bando de adolescente não para. Eles estão ficando mais velhos e lidando com relacionamentos amorosos, irmãos ciumentos, paixões não reveladas e muito mais. Hermione começa a transparecer mais e mais de quem gosta, Rony engata um romance grudento com Lilá Brown e Harry começa a lidar com sua crescente paixão pela irmã do seu melhor amigo.

– […] A primeira, e mais importante, creio que Voldemort era ma ais apegado à escola do que jamais foi a pessoa alguma. Hogwarts era o lugar em que fora mais feliz; o primeiro e único lugar em que tinha se sentido em casa.

Será durante as aulas com Dumbledore, que eles irão descobrir que Voldemort criou algumas horcruxes para proteger sua alma da morte e começam uma caçada para encontrar todas. Só que o destino de todos irá mudar quando Dumbledore e Harry acharem uma delas e retornarem para Hogwarts. Afinal, uma batalha os espera.

Não quero me estender muito no assunto do livro, porque considero tudo um spoiler muito grande sobre a trama. Diversos segredos, combinações e esquemas nos esperam nesse livro. Como meu livro preferido da série, eu acredito que ele é desenvolvido com maestria e é mega interessante mergulhar um pouco na vida do grande vilão do Mundo Bruxo. E quero deixar algumas coisinhas para comentar na parte de filme haha

– Então – disse Harry -, o diário já foi, o anel também. A taça, o medalhão e a cobra continuam intactos, e o senhor acha que talvez haja uma horcrux que, no passado, pertenceu a Ravenclaw ou Gryffindor?

Os personagens estão mais maduros, mais decididos e mais cientes de que a hora da batalha final está perto. Mesmo com pequenos atritos, absolutamente normais para a idade, eles são unidos e estão dispostos a ficarem um ao lado do outro e nem uma caçada a objetos repletos de magia negra será capaz de mudar isso.

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Sobre a diagramação do livro, mantenho o que venho dizendo… Eu estou lendo os livros que são do Box com a lombada de Hogwarts. Ele é bem bonito, a capa é soft touch, com uma ilustração linda da capa, o título é mais brilhante e em relevo. Por dentro, que eu já achei um problema. O livro não tem orelha, o que acaba fazendo com que ele fique um pouco mole, com mais facilidade para dar aqueles amassadinhos, sabe? Minha impressão é que é um livro frágil. As folhas são amareladas, mas um pouco finas demais, e dependendo da luz, a gente enxerga do outro lado. Mas, cada abertura de capítulo tem uma ilustração condizente e fica muito fofo!

[…] ele e Dumbledore tinham discutido as razões de se travar uma batalha perdida. Era importante, dissera Dumbledore, lutar, e recomeçar a lutar, e continuar a lutar, porque somente assim o mal poderia ser acuado, embora jamais erradicado…

FILME

Quis utilizar esse espaço para falar algumas coisas, que poderia ter falado na parte ali de cima, mas aqui irão fazer mais sentido… Como esse é o meu livro FAVORITO da série, vocês podem imaginar que é o filme que eu menos gosto haha. Aquilo que eles fizeram é imperdoável! Ta me ouvindo aí, Yates? Eu não te desculpo, ainda mais depois das cartas do Rickman. Dito isso, vamos aos fatos.

Os cortes nesse filme são EXTREMOS. Eles tiraram praticamente toda a história de Tom Riddle até se tornar Voldemort. As várias lembranças, desde a Família Gaunt, até ele amaldiçoando o cargo de professor de Defesa Contra Arte das Trevas. E não pensem que essas partes eram desnecessárias, porque não eram não.

A história de Malfoy foi reduzida também. Harry passa o ano todo caçando provas dos planos do seu arqui-inimigo, de forma intensa até descobrir que ele sumia na Sala Precisa. Além da parte final, quando acontece o ápice do grande plano dele. Existem muito mais camadas nele do que o filme apresenta.

Outro injustiçado do filme, certamente, é Snape. Assim como Alan Rickman disse, seu personagem não recebeu a devida atenção nos filmes. Mais uma vez sua história foi minimizada e diminuída, não encaixaram partes que explicariam suas atitudes, fatos que explicariam porque Dumbledore confiava plenamente nele, sequer deram a real importância dele, principalmente, na hora de sua grande revelação a Harry Potter. Ainda que eu tenha meus pensamentos sobre o personagem, nunca vou entender o desprezo com que o trataram.

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A personalidade mais diferente e mais comentada de todas, certamente, é a de Gina Weasley. No filme a personagem é apática, sem atitude, sem graça, sem emoção. Mas a Gina dos livros exala auto confiança. Ela é importante para os amigos, ela é importante para a Grifinória, ela é importante para Harry. E, enquanto no filme foi aquele beijinho sem gracinha na Sala Precisa e sem a mínima pista de que eles engataram um romance, no livro temos um beijo no meio da lotada Sala Comunal, após eles ganharem a Taça de Quadribol, com direito a um romance mais do que assumido.

Mas nada, NADA, me irrita mais do que o corte, recorte, picote de toda a parte final do livro. Existe toda uma batalha no final, quando os Comensais conseguem entrar em Hogwarts. Professora Minerva, os membros da Ordem, professores, Neville, Luna, Gina, Rony e Hermione, todos batalhando para proteger o castelo, os alunos e Harry. Lembro da raiva que senti quando vi esse filme pela primeira vez e a minha parte preferida foi totalmente ignorada, como se não tivesse a mínima importância. Ainda temos a morte de certo personagem *segura o nome, pra não soltar spoiler*, com as conversas antes, depois, todo o lindo velório que foi preparado. Sinceramente, não sei o que pensavam quando todo esse corte.

Existem outras coisas pequenas, como todo o desenvolvimento do relacionamento de Fleur e Gui, e até mesmo da situação que o deixa gravemente ferido. Gui, que vem convivendo há anos com Harry, mas que nos filmes é apresentado apenas no sétimo. Seguimos em frente e fingimos que é normal.

Sim, eu sou muito chata com esse filme. Eu sei. Mas, não dá pra aceitar o que foi apresentado. Esteticamente bonito? Sem dúvidas. Fiel? Han, talvez. Perdoável os cortes? JAMAIS! Mas, segue o baile.

Harry Potter sempre levará cinco Angélicas e meu coração. E nós nos vemos mês que vem, com o último livro da série cânone.CLASSIFICAÇÃO 5 ANGÉLICAS

 

 

 

 

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9 comentários em “Resenha ‘Harry Potter e o Enigma do Príncipe – J. K. Rowling’

  1. Eu me sinto uma et no meio de todo esse universo do Harry Potter. Não estou familiarizada, mas pela resenha sinto que estou perdendo muita coisa bacana, é um mundo incrível que ainda tenho que descobrir. É uma pena que o filme não tenha sido tão fiel ao livro, imagino que os fãs tenham se decepcionado um pouco.

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  2. Oi Raíssa, tudo bem?

    Comecei a ler Harry Potter pela primeira vez em março e a cada mês leio um livro. Estou no quarto volume e confesso que tenho demorado para pegar o ritmo em todos que li até o momento. Até a metade do livro não me sinto conectada, não sei se pelo fato dos personagens serem mais “infantis” e sem “problemas” sérios no início dos volumes. Parece que a saga vai melhorando e espero gostar dela, no geral. O terceiro filme para mim foi um horror (também nunca vi os filmes). Gostei da sua resenha!

    Beijos!

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  3. AAAAAAH RAI ME ABRAÇA AGORA!!!
    Cara, esse é o meu livro preferido de toda a série. É tão cheio de tudo, é tão completo e maravilhoso, que eu não sei como eles conseguiram estragar tudo no filme.
    Eu lembro de estar lendo o capítulo da batalha de Hogwarts e tremer de emoção. Esse memória tá gravada na minha mente, de tão emocionante que é todo o desfecho do livro…. pra me chegarem no filme e cagarem com tudo.
    É realmente imperdoável tudo que fizeram. I M P E R D O Á V E L !!!
    Pra não soltar spoiler vou falar da Gina que é mais seguro, ela se torna uma das minhas personagens preferidas com toda aquela personalidade fodona dela e, no filme, ela é só mais uma decepção… Muito triste!!!!
    Enfim, melhor livro, pior filme. Tamu junto!!

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  4. Ahhhhhhhh meu querido Harry Potter… O grande pai de tantos fãs de livros hfuzwahu\whefuwehfeu Adorei a sua resenha, e me deixou com tanta saudade do livro que já quero ler tudo de novo… O filme a gente dá uma descartada, porque meu… Totalmente distante do livro, uma das piores adaptações na minha opinião (só perde pra Ordem da Fênix).

    Xoxo,
    Abby
    Blog Linhas Tortas

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  5. Oi, Raissa!
    Acredito que sempre quem ler o livro antes e gosta muito sempre sente falta de algo nas adaptações. Um exemplo disso é que apesar de esse não ser meu filme favorito, também gosto dele. Nunca li os livros, mas já vi todos os filmes e gosto de toda a saga. E sobre Gina é uma personagem que eu não gosto, acho que pelo que você comentou na diferença de personalidade do livro para o filme. Acho ela muito apagadinha, sem carisma, a ponto de eu não ter sequer ficado animado com o romance dela com seu par.

    Bjão,
    Di ~ http://www.vidaeletras.com.br

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